quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Fanta (1983)


Num cromo recente revimos a publicidade à chegada dos refrigerantes Coca-Cola e Sprite na versão em lata. Do mesmo grupo Coca-Cola foi lançada uns meses depois, em 1983, outro refrigerante, também enlatado: Fanta, cuja publicidade podem ver na imagem acima. A lata, a escorrer frescura entre laranjas é sobrevoada por um pequeno avião pilotado por um palhaço com a mensagem "Fanta chegou!".
Apesar de só ter chegado a Portugal em 1983, a origem da bebida remonta a 1941, quando na Alemanha do Terceiro Reich se criou esse novo refrigerante devido à dificuldade de obter ingredientes para a confecção da Coca-Cola.

Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 58, de 1983. 


Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Croquete e Batatinha - Palhaços à Solta (1982)


Nunca tive medo de palhaços - "coulrofobia" se quisermos ser snobs - mas, sempre os achei...bizarros à falta de melhor palavra. Visto que fui ao circo apenas uma, ou duas vezes enquanto criança, os palhaços que me deixaram essa impressão incómoda foram os da tv. E a foto deste anúncio não contribui para diminuir essa sensação, pelo contrário:


A Wikipédia indica que o programa "Palhaços á solta" é de 1980, na RTP (obviamente), e neste reclame de 1982 anuncia-se a chegada desse "grande êxito da tv agora em LP e Cassete". As músicas foram compostas por Carlos Alberto Vidal, o eterno Avô Cantigas (o seu alter-ego desde 1982, pelo menos).

Foto: MistérioJuvenil

Foto: MistérioJuvenil

Como visível nas fotos acima, da frente e verso do LP, por detrás da maquilhagem de palhaços, dois portuguesissimos Antónios: António Assunção e António Branco, respectivamente Croquete e Batatinha. A dupla trabalhou em vários programas na RTP, o já mencionado "Palhaços à solta" ou "Circoflé", até à sua separação por "incompatibilidades". Ambos continuaram carreiras a solo, e o palhaço Batatinha é hoje conhecido por outro tipo de "incompatibilidades" com o colega Companhia (Paulo Guilherme). Aliás, formou-se toda uma lenda urbana, que ninguém consegue provar - ou desprovar - de pessoas que juram ter assistido a agressões entre a dupla "Batatinha e Companhia" no Batatoon (o que merece outro cromo a solo) antes da emissão de 15 de Março de 2002 ser bruscamente interrompida.

No site oficial do Croquete é possível ouvir o LP "Palhaços à solta" na íntegra, além de outra discografia do artista.
"Palhaços à solta"

No Youtube um vídeo mostra excertos do programa, incluindo o tema "Um bombeiro e Um Amigo": 


Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 22, de 1982. 

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domingo, 2 de agosto de 2015

Top 15 Genéricos de Desenhos Animados - Parte 3


E estamos de volta para mais uma dose de genéricos, aberturas, introduções, etc!

Recorde os primeiros:

(Nos títulos das séries, acima dos vídeos, um link para o respectivo cromo na Enciclopédia de Cromos).

Top 15 Genéricos de Desenhos Animados - Parte 3


Shagma e os Mundos Misteriosos


A abrir a lista mais um belíssimo genérico em francês. A série, mais infantil que o Ulisses 31 ou as Misteriosas Cidades de Ouro, não envelheceu tão bem como essas, mas a abertura continua magnifica. Os meus olhos já estão a suar outra vez...

The Jetsons

Sempre preferi os Jetsons aos Flintstones, pelo elemento sci-fi, tão charmoso no design retro-futurista.

Esquadrão Águia


AHHHH é mau ou bom? Este também vai estar na lista de TOP 15 Maus genéricos. "Esquadrão Água.. Ahhh!" Para compensar esses "Ahh!", uma voz grossa e máscula no final anuncia o título do programa, para quem ainda não se tinha apercebido.



David O Gnomo


Tradicionalmente, a lição de moral costumava ficar para o final dos desenhos animados, mas esta tinha logo no inicio! Entre nós, foi em português sobre a canção de fundo em espanhol.


Bia, a pequena feiticeira


Mais uma indicada para as miúdas, mas que eu via também. Alerta momento pervertido por volta dos minuto 1!


Danger Mouse


Minimalista mas dinâmica. E explosiva! Era assim a abertura dos James Bond dos ratos!


Conde Patrácula


O separador do Thames é provavelmente das coisas que mais os portugueses associam ao Reino Unido, e depois de um prólogo digno de um filme de terror, segue-se amostras da patetice desta série divertida.


Inspector Gadget

Gosto mais da versão francesa tal como passou na RTP, como Inspector Engenhocas.


Chip N' Dale Rescue Rangers

Vale mais pela canção!


Spider-Man


A melhor série do Homem-Aranha, ponto. A acompanhar, um genérico cheio de energia, "guitarrada" e voz de Joe Perry dos Aerosmith..

Ferdy


Tal como na altura, não percebo peva de alemão, mas este simples abertura era contagiosa.


Conan Rapaz do Futuro


Esta alegre canção em japonês sobre...não faço ideia, aumentava o contraste com o lúgrebe prólogo sobre a destruição da Terra.


Batman The Animated Series

O que há a dizer sobre a melhor versão do Batman, além de que esta abertura é uma obra-prima perfeita? Curiosamente é uma versão mais estilizada e melhorada do curto episódio piloto usado para promover a ideia da série. Podem ver aqui.




Superman 



Depois do Homem-Morcego, a outra metade da dupla "Melhores do Mundo", o Super-Homem na série de curta-duração do final dos anos 80, muito inspirada nos filmes com Christopher Reeve e da recente reformulação do universo da BD da DC Comics. Não recordo se a vi na TV portuguesa ou espanhola...



Lone Ranger


A série dos anos 80, companheira da do Zorro e Tarzan da Filmation. Estou convencido que quaisquer imagens com a abertura da ópera Guilherme Tell ficam excitantes e dinâmicas, até caracóis a dormirem.



Recorde os primeiros:


Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".


sábado, 1 de agosto de 2015

Concurso BD Danone (1991)



Este "Concurso BD Danone", de 1991, com o tema "As Aventuras do Cobi Danone nos Jogos Olímpicos", sendo que o evento em causa era os "Jogos Olímpicos de Verão de Barcelona" de 1992.
No anúncio quem explica aos jovens leitores, na primeira pessoa, os objectivos e regulamentos do Concurso é a própria mascote dos Jogos, o Cobi. Se a mascote parece um caricatura do estereótipo asiático, são apenas os vossos olhos, visto que a Wikipédia indica que Cobi "é um Pastor Catalão em estilo cubista inspirado na interpretação de Picasso da obra Las Meninas, de Velázquez."
Os prémios incluíam uma viagem à Disneylândia (a Eurodisney só abriu oficialmente em Abril do ano seguinte, mesmo a tempo do vencedor ir visitá-la) ou aos Jogos Olímpicos de Barcelona (Julho e Agosto de 1992) "e ainda computadores e bicicletas.".

Detalhe das embalagens dos diferentes sabores:


Ananás, Pêssego, Baunilha, Limão, Coco, Tutti-Frutti, Framboesa e Kiwi, Morango e Banana.


Algum dos nossos leitores ganhou algum destes prémios, ou lembra-se de concorrer?

Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 263, de 1991. 


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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Coca-Cola e Sprite em latas (1982)


Pois é criançada, nem sempre as nossas bebidas favoritas - ou não, neste caso, prefiro muito mais o Sumol -  vieram em latas. Este anúncio de 1982 anuncia essa novidade: "Agora em lata Coca-Cola e Sprite, uma forma de beber internacional. Fáceis de abrir, fáceis de transportar e ainda mais fáceis de refrescar. Latas, que cómodas são!".

Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 39, de 1982. 


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terça-feira, 28 de julho de 2015

Os Flintstones (1994)

por Paulo Neto

No Verão de 1994, um dos filmes mais aguardados da temporada foi a adaptação para filme da mítica série animada "Os Flintstones" que há mais de trinta anos divertia várias gerações. A ideia da criação de carne, osso e pedra a todo o universo pré-histórico de Bedrock e às suas inesquecíveis personagens suscitou curiosidade junto do público e quando finalmente o filme estreou, miúdos e graúdos acorreram para ver. Foi o que aconteceu no meu caso em que a ida ao cinema para ver "Os Flintstones" foi toda uma experiência familiar: fomos eu, o meu irmão, a minha mãe, duas tias e dois primos. Para o meu irmão e os meus primos, então entre os cinco e os seis anos, foi a primeira ida ao cinema a sério. 




O filme foi dirigido por Brian Levant e tinha John Goodman no papel de Fred, Elizabeth Perkins como Wilma, Rick Moranis como Barney e Rosie O'Donnell. Ao contrário da série, a Pebbles (Elaine e Melanie Silver) já era mais crescidinha e o Bam-Bam (Hlynur e Marinó Sigurdsson) é um rapaz selvagem criado por mastodontes que é adoptado pelos Rubbles no início do filme. 




Na história do filme, Fred Flintstone vê-se a subir na vida ao ser promovido na pedreira onde trabalha. Mal sabe ele que é tudo uma maquinação do maquiavélico Cliff Vandercave (Kyle MacLachlan) e da sua bela cúmplice Sharon Stone (Halle Berry) que pretendem dar um desfalque na empresa, incriminando-o por isso. Além disso, devido à promoção de Fred e despedimento de Barney, a amizade entre os Flintstones e os Rubbles fica seriamente ameaçada. Mas claro que no fim, tudo acaba em bem.






O filme foi também o último trabalho cinematográfico de Elizabeth Taylor, no papel de Pearl Slaghoople, a antipática sogra de Fred e contou com cameos de nomes como Michael Richards, Jean Vander Pyl (a voz original de Wilma), Jay Leno, Sam Raimi, Chris Rock e os criadores da série William Hanna e Joe Barbera. Os B-52's (para a ocasião renomeados BC-52) também actuaram no filme além de terem interpretado uma versão do conhecido tema da série.

A promoção do filme foi rodeada de várias manobras de marketing. Por exemplo em Portugal, os espectadores foram convidados a irem vestidos de forma pré-histórica para a estreia do filme em Lisboa e a TVI promoveu um concurso telefónico (com o famoso indicativo 0670) em que o prémio principal era uma réplica do Flintmobil usado no filme.



A adaptação cinematográfica de "Os Flintstones" foi um sucesso de bilheteira, mas o certo é que o filme valia essencialmente por toda a espectacular recriação do universo animado original (que até chegou ao ponto de reproduzir o genérico inicial e final) e pelo desempenho de John Goodman como Fred, já que foi arrasado pela crítica pela história que lidava com temas pouco familiares a crianças como branqueamento de dinheiro e intrigas empresariais e por algumas interpretações, sobretudo a de Rosie O'Donnell para o papel de Betty. Aliás O'Donnell ganharia o Razzie de Pior Atriz Secundária, tendo também sido atribuído ao filme o prémio de Pior Argumento que foi creditado às 34 (!) pessoas que estiveram envolvidas em todas as versões do guião.

Em 2000, foi lançada a prequela "Os Flintstones: Viva Rock Vegas", mas não repetiu o sucesso do filme antecessor.  

Trailer:


BC-52 "Meet The Flintstones"

 
  
  

sábado, 25 de julho de 2015

Lena D'Água "Dou-te Um Doce" (1986)

por Paulo Neto

Já falei aqui anteriormente de Lena D'Água, a propósito do seu single de 1981 "Vígaro Cá, Vígaro Lá" que fazia parte da colecção de discos dos meus pais. Hoje como estamos em plena época estival, proponho recuar até ao Verão de 1986, onde uma das canções que fizeram a banda sonora desse período foi "Dou-Te Um Doce" de Lena D'Água, que ainda hoje permanece como um dos maiores êxitos da cantora (creio que apenas "Sempre Que O Amor Me Quiser" será tão celebrado) bem como uma das mais perfeitas canções veraneantes feitas em Portugal.



O tema fazia parte do álbum de 1986 "Terra Prometida", o primeiro longa-duração de Lena D'Água como artista a solo de facto após um álbum com os Salada de Frutas e dois com a banda Atlântida. O álbum foi produzido pelo renomeado produtor inglês Robin Geoffrey Campbell (que trabalhou com os Queen, Elton John, Chris De Burgh, Carly Simon e Leonard Cohen, entre outros) e Luís Pedro Fonseca. O álbum abria com "Tudo Bem", um dos meus temas preferidos de sempre de Lena D'Água e incluía "Estou Contigo" e o lúgubre "Beco", cujo videoclip a preto e branco foi utilizado na RTP para uma campanha anti-droga.



Mas sem dúvida que o grande sucesso de "Terra Prometida" foi a faixa que iniciava o Lado B, "Dou-Te Um Doce". Com a voz de Lena a soar etérea sobre os ritmos tropicais e a letra a fazer sonhar com praia e romance, o tema parecia ser feito para ouvir na praia ou no refúgio de uma sombra. E logo Portugal trauteava:

Do côco faço uma batida
Da areia faço a minha cama
Gosto de me dar à vida
Sempre que o Sol me chama

Adoro estar ao pé do mar
Quando te tenho ao meu lado
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)

Vou na onda que me enrola
Como um manto de água fresca
Ouço ao longe uma viola
Bebo o dia que me resta

Fica mais quente o Verão
Quando te tenho ao meu lado
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)




Para a história ficou também o videoclip filmado nas Azenhas Do Mar, com Lena D'Água a cantar à volta de uma piscina, com os músicos da banda a rondá-la, vestidos como não podia deixar de ser com camisas havaianas e chapéus de palha. Havia ainda a aparição do irmão de Lena, Rui Águas, um dos futebolistas nacionais mais populares dos anos 80 que obviamente surgia dando toques numa bola. O videoclip também fez história ao ser o primeiro de um artista nacional a ser exibido no programa "Countdown" da Europa TV.

Actuação no programa "Deixem Passar A Música"



Actuação no "Não Se Esqueça Da Escova De Dentes":



Versão gravada com os Rock & Roll Station (2013):


Recomendo também a audição desta emissão da série de podcast "Brandos Costumes" onde Lena D'Água conversa sobre a sua carreira e como é a sua vida hoje em dia, vivendo numa aldeia perto do Bombarral.    


    

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Joi Laranja (1981)


Nesta publicidade ao Joi Laranja (Schweppes) uma interrogação me vem à mente: O puto a beber o copinho de sumo Joi é o jovem Marco Paulo, ou, o Tom Sawyer (que já tinha visto várias adaptações antes do famoso anime de 1980, que só chegou a Portugal anos depois) acompanhado da pequena Becky num stand de sumos de fruta? Ou então a agência publicitária quis fazer recordar os bons velhos tempos que se usavam suspensórios e chapéus de palha.

Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 2, de 1981. 


Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

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