sábado, 11 de outubro de 2014

Separador RTC (1991)


Hoje, um vídeo rápido. A familiar sequência da RTC, a Rádio Televisão Comercial. Esta e outras vinhetas da RTC, que acompanhavam o começo e final dos intervalos publicitários sempre me intrigaram: o que era exactamente a RTC? Segundo a Wikipedia, nos anos 80 e 90 controlava a publicidade dos dois canais do Estado, além de distribuir cassetes de video e produzir discos. Em 1996 deixou a publicidade, deu origem aos Vídeos RTP e até 2002 limitou-se á produção de discos.


Viram a piscadela de olho? ;)


Video recuperado de uma videocassete VHS, gravada na RTP-1 no dia 18 de Outubro de 1991. 

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Pela Noite Dentro (1991)


Hoje partilhamos o separador ou vinheta de inicio da rúbrica de cinema nas sextas á noite "Pela Noite Dentro" em 1991, na RTP1 (na época Canal 1).



Video recuperado de uma videocassete VHS, gravada na RTP-1 no dia 18 de Outubro de 1991. 

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Escovas Limpa-Vidros BOSCH (1991)


A maioria dos anúncios que colocamos online na Enciclopédia são retirados de páginas de revistas. Mas hoje trazemos um reclame televisivo, ás Escovas Limpa-Vidros BOSCH, que segundo o anúncio, evitam que se atropelem as crianças que se atiram para a frente dos automóveis em noites chuvosas.
O reclame, Escovas Limpa-Vidros BOSCH:


Video recuperado de uma videocassete VHS, gravada na RTP-1 no dia 18 de Outubro de 1991.


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Postal - Olhão - Jardim Pescador Olhanense

Já há tempo que não publicávamos um postal, por isso deixo aqui um postal vintage da minha terra, Olhão. Na zona junto à ria, existem dois jardins, um de cada lado dos mercados. O mais antigo (1967) já mostrei no blog [Postal - Jardim Patrão Joaquim Lopes]. O mais recente, inaugurado em 1984 é o Jardim Pescador Olhanense, o local de realização de muitos passeios e do Festival do Marisco:

Olhão - Jardim Pescador Olhanense - Postal 876 - Edições Artemcor Portugal - FMAS Francisco Más Lda.

Ao fundo (esquerda), os edificios em tijolo vermelho dos Mercados de Olhão, o Coreto e no lado direito o parque infantil. Pelo aspecto muito aprumado, e as árvores de pequeno porte, imagino que a foto tenha sido tirada não muito depois da inauguração. Desconheço o ano do postal.

Podem ver a imagem com maior tamanho no Tumblr: "Enciclopédia Cromos Tumblr - Postal Jardim Pescador Olhanense".

Mais Postais no Blog: "Enciclopédia de Cromos - Postais ilustrados"

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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A Caça ao Tesouro (1994)

por Paulo Neto

Portugal tinha-se apaixonado por Catarina Furtado quando esta apresentou o "Chuva de Estrelas" e tornou-se evidente que a SIC não podia deixar a sua estrela mais resplandecente fora dos ecrãs até à segunda edição do programa. Por isso, no Verão de 1994, Catarina Furtado foi literalmente elevada às alturas no programa "A Caça ao Tesouro"




O programa era um concurso onde uma equipa de dois concorrentes tinha como missão guiar Catarina Furtado em busca de um tesouro que seria o prémio final. Catarina começava cada programa numa determinada zona do país e conforme as indicações dos concorrentes deslocava-se num helicóptero dirigido pelo Comandante Souto até ao destino indicado. Depois ela teria de passar por diversos obstáculos e seguir pistas dadas pelos concorrentes, por vezes executando algumas tarefas arriscadas. Ao todo havia cinco pistas, sendo que nas quatro primeiras havia uma moeda para encontrar e só na última é que havia o tal tesouro para descobrir. Para tal, tinham o total de uma hora para toda a missão, com somente pausas entre o achado de uma moeda e a leitura de uma nova pista.  


Em estúdio, junto dos concorrentes, estavam Henrique Mendes e Rita Blanco: o primeiro tinha a tarefa de auxiliar os concorrentes, ajudando-os nos seus raciocínios e pesquisas e a consultar os livros e os mapas disponíveis no cenário; a segunda lia as pistas e ao invés, tentava distrair os concorrentes e azucrinar Henrique Mendes, recorrendo mesmo por vezes a comportamentos tresloucados. (A própria Rita Blanco cultivou neste e noutros programas da SIC uma imagem com um pé na irreverência e outra na completa doideira que só abandonaria gradualmente quando começou a ter papéis mais sérios como em "Médico de Família".) Recordo que uma vez, Rita Blanco exagerou tanto na tecla de irritação que uma concorrente não evitou exclamar: "Ai, que parva!". Porém, se os concorrentes estavam demasiado confusos ou afastados do raciocínio certo, Rita Blanco acabava por subtilmente dar-lhes pistas para lhes colocar no trilho certo.
De referir que este era o regresso de Henrique Mendes à televisão vários anos depois de ter sido afastado da RTP no pós-25 de Abril e de ter estado vários anos radicado no Canadá, tendo depois se afirmado de novo como uma figura televisiva de referência com "Ponto de Encontro". 



Apesar de só ter tido uma temporada, "A Caça ao Tesouro" continua a ser um dos programas mais recordados dos primeiros anos da SIC, um programa que prendia o espectador pela sua dose de aventura e de algum didatismo na forma como dava a conhecer diversos pontos de Portugal, além de como é óbvio todo o carisma de Catarina Furtado.

No YouTube, há diversos episódios do programa.

Zona de Santarém:


Zona de Viseu:

Peniche:

Praia da Vieira:





domingo, 5 de outubro de 2014

Festival Walt Disney (1985)

Organizado pela Editora Morumbi ( a filial portuguesa da Editora Abril que publicava no nosso pais as bandas desenhadas Disney), o Festival Walt Disney, sessões de desenhos animados Disney que eram patrocinadas pelo cacau em pó Cola Cao [saiba mais aqui: Festival de Ofertas Cola Cao].

A primeira página anúncia a próxima sessão, marcada para o Cinema Casino na Figueira da Foz, dia 27 de Julho de 1985, ás 10 horas. A entrada era gratuita para quem levasse a revista "Disney Especial Nº 6". Curiosamente, não é mencionado o preço da admissão no recinto...

 A página seguinte dedicada ao Festival Wal Disney, é uma espécie de mini-fotoreportagem de uma das sessões anteriores, neste caso, a de Faro, em 8 de Junho de 1985.
 Nas fotos (cliquem na imagem para ver melhor) além do convivio de personagens Disney com os espectadores, houve entrega de prémios à pequenada. Caros leitores, se algum de vós assistiu a uma destas sessões, ou outras pelo país, deixem-nos saber os detalhes! Como foi ver o Pato Donald, o Mickey e a Minnie em "carne e osso"? Que prémios ganharam?

Anúncios retirados da revista "Almanaque do Patinhas e do Mickey" Nº 20, de 23 de Julho de 1985. Imagens editadas por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader original.

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Festival de Ofertas Cola Cao (1985)

Este Festival de Ofertas Cola Cao a que o anúncio se refere era parte de um evento, patrocinado pela Cola Cao, e organizado pela Editora Morumbi: o Festival Walt Disney [saiba mais aqui].

Segundo o reclame, para o jovem espectador do Festival ter direito a receber as "sensacionais ofertas" da Cola Cao, bastava escrever o nome num rótulo das embalagens de cacau em pó da marca e apresentá-lo à entrada do cinema onde a sessão decorria. Na página há ainda indicação do próximo Festival, 27 de Julho de 1985, ás 10 horas, na Figueira da Foz. Se algúm leitor participou nalgum destes eventos, contem-nos que prémios levaram para casa!

Anúncios retirados da revista "Almanaque do Patinhas e do Mickey" Nº 20, de 23 de Julho de 1985. Imagens editadas por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader original.

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Próxima Vítima (1995)

por Paulo Neto

Já há algum tempo que não falava de uma telenovela aqui na Enciclopédia e há muito que se impunha um cromo sobre esta, por ter sido uma novela bastante inovadora para a época, além de ser talvez aquela com maior body count. Falo de "A Próxima Vítima" da autoria de Sílvio de Abreu e exibida tanto no Brasil como em Portugal em 1995. 


O principal fio condutor da história é a de um assassino misterioso com uma lista de sete personagens que vai eliminando ao longo da trama. Não só o público ficava a tecer teorias sobre quem seria o assassino como tentava adivinhar qual era a próxima vítima.



Uma das primeiras vítimas é Hélio (Francisco Cuoco), envenenado num lounge do aeroporto juntamente com Francesca Ferreto (Tereza Rachel). Irene (Viviane Pasmanter), a filha de Hélio, é estudante de Direito e decide investigar a morte do pai. Quando a sua tia Júlia (Glória Menezes) também é assassinada, descobre que o pai e a tia fazem parte da lista de um assassino que pretende eliminar sete pessoas, usando como código o signo chinês de cada uma e que as suas mortes estão relacionadas com outras mortes anteriores, nomeadamente a de Paulo Soares, aliás Arnaldo Roncalho, (Reginaldo Faria), que aconteceu no primeiro capítulo. Cada uma das vítimas recebia a lista com os signos antes de morrer.

Irene

Francesca era uma das quatro irmãs da milionária família Ferreto, com a mais velha, Filomena (Aracy Balbanian), casada com um submisso Eliseo (Gianfrancesco Guarnieri), a dirigir os negócios da família com punho de ferro e impõe a sua autoridade dentro da família, manipulando tudo e todos conforme os seus interesses. Francesca era casada com Marcelo (José Wilker), um interesseiro de origens humildes. Romana (Rosamaria Murtinho) é auto-indulgente e sustenta o jovem amante Bruno (Alexandre Borges). Carmela (Yoná Gonçalves) é a irmã boazinha e a única que não é estéril. Divorciada de Adalberto (Cecil Thiré), de quem teve a filha Isabela (Cláudia Ohana), Carmela envolve-se com Adriano (Luigi Palhares) um homem mais novo. Isabela é uma das vilãs da história, que tem tanto de bela como de malvada. Apesar de estar noiva de Diego (Marcos Frota), vive um tórrido romance com o seu tio Marcelo e ao longo da trama, também ela se torna uma assassina. Numa das cenas mais marcantes, quando Marcelo descobre que Isabela o trai com Bruno, ele desfigura-lhe o rosto com uma faca.

Filomena, Carmela e Romana



Isabela
  

Além de Isabela, Marcelo mantém um caso de longa data com Ana (Suzana Vieira), uma mulher forte e lutadora, dona de um restaurante italiano, com quem teve três filhos: Sandro (André Gonçalves), Giulio (Eduardo Filipe) e Carina (Débora Secco).

Ana e Juca


 Ana também tem outro pretendente, Juca Mestieri (Tony Ramos), viúvo e dona de uma frutaria, pai de Yara (Georgiana Goés) e de Tonico (Selton Mello) que tem um namoro cheio de altos e baixos com Carina. Mas Juca, por sua vez, ficada dividido entre Ana e Helena (Natália Valle), a mãe de Irene. E como se já não houvesse confusão suficiente, Zé Bolacha (Lima Duarte), pai biológico de Juca e adoptivo de Marcelo, interessa-se por Irene e é temporariamente correspondido, apesar de ela ter idade para ser sua neta.

Sandro e Jefferson

Outra história marcante nesta telenovela é a de um casal homossexual interracial: Sandro assume a sua homossexualidade quando se apaixona por Jefferson (Lui Mendes), colega de Irene na faculdade de Direito. Jefferson pertence a uma família negra de classe média alta (algo inédito numa telenovela até então) e é filho de Kléber (Roberto Pitanga) - que acaba por ser uma das sete vítimas - e de Fátima (Zézé Motta) e irmão de Patrícia (Camila Pitanga) e de Sidney (Norton Nascimento), o único que não aceita a relação entre os dois jovens. Já Rosângela (Isabel Filardis), a namorada de Sidney, é das primeiras a apoiar Jefferson.

Fátima e Patrícia


Carina e Tonico


Além das vítimas já referidas, as outras vítimas na lista do Horóscopo Chinês são Ivete (Liana Duval) uma idosa que se finge paralítica e Josias (José Augusto Branco), um amigo de Ana que trabalha na sua pizzaria. No fim, descobre-se que Francesca afinal estava viva e que a vítima correspondente ao signo do Javali tinha sido Leontina (Maria Helena Dias), a falecida mulher de Zé Bolacha, ainda antes do início da trama. Também Eliseu acaba por morrer na recta final. 

Os dois assassinos: Ulisses e Adalberto

Outra inovação de "A Próxima Vítima" foi o facto de ter um final diferente para Portugal daquele que teve no Brasil. No Brasil, o assassino foi Adalberto que fora amante de Francesca e matou o marido desta, Gigio (Carlos Eduardo Dollabella). Como Francesca o trocou logo por Marcelo, Adalberto acabou por se casar com Carmela. Ao mesmo tempo elaborou um plano para eliminar as sete testemunhas do assassinato de Gigio para garantir que nunca o denunciassem, embora lhes tenha pago para comprar o seu silêncio. Matou também Eliseu por ser o único que sabia que ele era o assassino.
Em Portugal, o assassino era Ulisses (Otávio Augusto) que surgiu como o irmão desaparecido de Ana e que então todos julgavam morto durante uma explosão. Nesta versão, foi Eliseu que matou Gigio manipulado por Francesca e Ulisses foi incriminado por essa morte. Saído da cadeia, elaborou um plano para matar as sete testemunhas do crime compradas pela família Ferreto. Ficou-se a saber também que Bruno era afinal seu filho e cúmplice, sendo este quem matou Eliseu.
Quando a telenovela foi reposta nos dois países, inverteram-se os finais: Ulisses assassino no Brasil e Adalberto assassino em Portugal.  

Sem dúvida que "A Próxima Vítima" foi uma das telenovelas mais marcantes dos anos 90, prendendo o público com a sua densa trama de intrigas e suspense. Conhecido anteriormente pelos seus opus mais cómicos como "A Guerra dos Sexos" e "Sassaricando", Sílvio de Abreu demonstrou que também tinha talento para o drama. Todo o elenco esteve primoroso, sobretudo na vertente feminina, destacando-se as interpretações de Suzana Vieira, Aracy Balbanian, Cláudia Ohana e Vivianne Pasmanter.

Genérico:







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