sábado, 25 de janeiro de 2014

Special Squad / Brigada Especial (1984)


"Special Squad" ("Brigada Especial"), emitida originalmente em 1984 foi uma série policial e de acção made in Australia, para o canal Ten, com um total de 43 episódios. Deparei-me com o título “Brigada Especial" na programação televisiva da RTP-1 de uma terça-feira de 1987, e com a breve descrição do episódio do dia. 
E depois de uns largos minutos a pesquisar por séries anteriores a 1987 com agentes infiltrados acabei por desistir e perguntar aos nossos leitores no Facebook se se lembravam. Agradeço ao Corsário Negro do Facebook por me responder com o video de "Special Squad”.

Como o próprio título indica, a série debruça-se sobre a actividade de uma brigada de elite, no combate ao crime no Estado de Vitória. E assim que passei os olhos no genérico, agitaram-se as escuras águas da memória e fez-se luz:




O trio de detectives protagonistas: o Boss Don Anderson (Alan Cassell) e os seus "braços direitos": Greg Smith (Anthony Hawkins) e Joel Davis (John Dietrich), o "músculo" e o "diplomata" respectivamente, sempre prontos a liderar a equipa de agentes preparados (mental e fisicamente) e equipados (com tecnologia moderna) para enfrentar os criminosos mais perigosos. 
Mais info: "Crawfords". e "TV Rage"

Nota: Aparentemente não tem relação com a série indiana de 2005 com o mesmo nome e premissa semelhante “Special Squad”.

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2º Debut (1974)

Tratamento intensivo da pela para "mulheres já maduras", a loção "2.º Début".

Publicidade retirada da revista Tele Semana nº 77, de 12 de Julho de 1974.

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Speed - Perigo em Alta Velocidade (1994)

por Paulo Neto

Keanu Reeves foi o actor mais cool dos anos 90 pois protagonizou três dos filmes mais cool da década: "Ruptura Explosiva", "Speed" e "Matrix". Reeves (que tem umas pitadas portuguesas no seu cocktail genético) também se notabilizou por alternar blockbusters de acção com títulos indie e de cinema de autor como "A Caminho de Idaho" de Gus van Sant e "Drácula" de Francis Ford Coppolla.



Em 1994, protagonizou um dos maiores blockbusters do Verão desse ano, "Speed - Perigo em Alta Velocidade", ao lado de Sandra Bullock que, apesar de já ter sido notada em "O Homem Demolidor" ao lado de Sylvester Stallone, atingiu o estrelato com este filme. 

Os agentes Jack Traven (Reeves) e Harry Temple (Jeff Daniels) têm como missão salvar umas pessoas presas num elevador num edifício em Los Angeles, sob uma ameaça de bomba. Eles conseguem salvar as pessoas antes que o bombista descubra e exploda o elevador. O bombista toma Harry como refém quando eles o confrontam na cave do prédio, mas Jack salva o colega atingindo-o na perna, distraindo o bombista, que aparentemente morre na explosão.



Dias mais tarde, Jack vê um autocarro vazio explodir e pouco depois recebe um telefonema do bombista, que afinal está vivo. Ele avisa-o que outro autocarro, com vários passageiros a bordo, está detonado com uma bomba que explodirá assim que o veículo baixe dos 80 km por hora. 


Quando Jack entra no autocarro, um dos passageiros, um ladrão que pensa que ele veio prendê-lo, dispara uma arma e atinge o condutor, fazendo com que a passageira Annie Porter (Bullock) seja a nova condutora. Entretanto Harry descobre que o bombista é Howard Payne (Dennis Hopper), um antigo membro da brigada anti-explosivos, que foi forçado a reformar-se contra sua vontade depois de perdido os dedos de uma mão durante uma missão.
Com a ajuda de Annie, após muitos perigos como um voo do autocarro sobre um troço inacabado de estrada, Jack consegue evacuar os passageiros e ludibriar Payne, que os observava através de uma câmara no autocarro. Quando descobre que foi enganado, Payne rapta Annie e arrasta Jack para um confronto final em alta velocidade no metro de Los Angeles. 



Lembro-me que assistir ao filme no cinema foi bastante emocionante e havia alturas em que parecia que eu também estava no autocarro a sentir todos os solavancos. Tudo graças a um excelente trabalho de sonoplastia, premiado com dois Óscares para Melhor Som e Melhores Efeitos Sonoros.


O êxito do filme solidificou o estatuto de Keanu Reeves como herói de acção, tornou Sandra Bullock numa estrela e deu reputação a Jan de Bont (um director de fotografia que se estreava na realização) como realizador de filmes de acção, tendo depois dirigido "Tornado" e um dos filmes "Tomb Raider".
Embora não creditado, o sucesso do argumento do filme deve-se ao conhecido Joss Whedon que reformulou o guião original de Graham Yost, tido como demasiado parecido ao de "Assalto ao Arranha-Céus". Um dos realizadores que tinham sido abordados para dirigir o filme foi Quentin Tarantino, que viria mais tarde a nomear "Speed" como um dos melhores vinte filmes que ele viu desde 1992. 

Em 1997, saíu a sequela "Speed 2 - Perigo a Bordo", também com Sandra Bullock mas com Jason Patric no lugar de Reeves. Mas para quem viu, o melhor é fazer conta que essa sequela nunca existiu.

Trailer:




quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Nome da Rosa e A Casa dos Espíritos (1984)

Anúncio com cupão de encomenda de dois clássicosda literatura: "O Nome da Rosa" (do italiano Umberto Eco, livro de 1980 que deu origem a um belo filme em 1986 ) e "A Casa dos Espíritos" (da chilena Isabel Allende, livro de 1982, também adaptado ao cinema em 1993, parcialmente gravado em Portugal), postos à venda pela "Difel Difusão Editorial, Lda".

Publicidade retirada da revista Maria Especial de Natal, de 1984.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Rickety Rocket (1979-1980)


"Rickety Rocket" (1979-1980) foi um segmento integrante do bloco de animações “The Plastic Man Comedy Adventure Show”, mas exibida em Portugal separado na rúbrica “Desenhos Animados” em 1987, na RTP-1.

Eu que sempre apreciei engenhocas, detectives e séries futuristas decerto gostava da série, apesar de recordar pouco mais que a bizarra nave viva Rickety Rocket e o genérico que resume eficazmente tudo o que há a saber sobre esta animação:



Detalhe pouco habitual, as personagens principais são todas negras, alguns anos antes da avalanche de série com a obrigatória “variedade multi-étnica”, como Capitão Planeta, etc. A produção, com um total de 16 episódios -  foi da responsabilidade de Ruby-Spears ( Turbo Teen, The Centurions, Mighty Man and Yukk ).

Mais detalhes: "TV Acres"


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domingo, 19 de janeiro de 2014

A Casa de Irene (1983)


"A Casa de Irene" (nos sites do Brasil apenas como "Casa de Irene" ) foi uma sitcom brasileira, da TV Bandeirantes, emitida no ano de 1983. Esta comédia liderada por Nair Belo (a Irene do título, a matrona de uma familia italiana) desenrolava-se na pensão de Irene e a comédia fluia a partir das confusões desencadeadas pelos inquilinos “residentes” e os actores convidados especiais.

 
No elenco fixo, além de Nair Belo, estavam a desempenhar os peculiares inquilinos actores como Gianfrancesco Guarnieri, Flávio Galvão, Elias Gleizer, Taumaturgo Ferreira, Françoise Forton, Laura Cardoso e Neuza Borges.
Em Portugal, foi exibida na RTP-1 em 1987 (pelo menos), nas noites de Segunda-feira, desde 07 de Setembro de 1987, como se vê nesta sinopse do 1º episódio ( retirado do Diário de Lisboa):
Mesmo a quem nunca assistiu à série, decerto o titulo fará lembrar a música “A Casa de Irene" (cantada por Agnaldo Timóteo em 1965 e que serviu de inspiração para GeraldoVietri escrever a série) ou a original “A Casa d’Irene" (de Nico Fidenco, também de 1965). Consta que a italiana era o tema de abertura da série. Um rebuçado a quem conseguir encontrar um video!!

Atenção: não confundir com o filme homónimo de 1991, o drama/erótico “A Casa de Irene”, que não se passava numa pensão, mas num bordel/casa de massagens… Vejam algumas fotos aqui.

Mais detalhes sobre a sitcom: InfanTV - Casa de Irene.

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sábado, 18 de janeiro de 2014

Claxon (1991)

por Paulo Neto

Na categoria "Séries-nacionais-que-já-deviam-ter-sido-editadas-em-DVD", impõe-se a inclusão de "Claxon" que teve 13 episódios exibidos pela RTP entre Março e Junho de 1991 aos sábados à noite e que graças à RTP Memória (obviamente) tive agora oportunidade de rever.




A série da autoria do ominipresente António Avelar Pinho e de António Cordeiro (que também protagonizava), com realização de Henrique Oliveira, transportava-nos para um universo paralelo num tempo que misturava o passado (anos 30 e 40) e o presente (anos 90) e para uma cidade simplesmente denominada Grande Cidade, que era um misto do Porto com Chicago, num interessante exercício de subverter e aportuguesar a estética film noir americano. Aliás a série foi filmada em 35mm como se de material para cinema se tratasse.

Ruby (Margarida Reis)

Rick Planeta (Ricardo Carriço)
Bill Bao (Jorge Nogueira)

Bob Caroço (António Paulos)

António Cordeiro encarnava o detective privado Joe Claxon, um homem que por detrás da sua expressão taciturna e de uma calma fria e desconcertante, esconde uma extrema astúcia e um inusitado poder de sedução para com o sexo feminino. A sua catchphrase era "De dinheiro, falamos depois".  As outras personagens do elenco fixo eram Ruby Tuesday (Margarida Reis) a secretária de Claxon, aparentemente imune aos charmes do detective; Rick Planeta (Ricardo Carriço), jornalista e melhor amigo de Claxon; Bill Bao (Jorge Nogueira), o dono do bar habitualmente frequentado pelo detective; o inspector Bob Caroço (António Paulos) o bronco e intratável agente da polícia, sempre às turras com Claxon; e o assistente deste (Tomás Machado), do qual nunca se sabe o nome, sempre pronto a deitar água na fervura das fúrias do seu chefe. Os nomes das personagens ao longo dos episódios, com alguns trocadilhos, eram por si só outra marca da série: April May, Justin Case, Comandante Nutty Shark, Eva Niceday, Norman Dias, Phoenix Arizona...

Rui Reininho e Lena Coelho tiveram participações especiais na série


Ao longo dos treze episódios, vários nomes fizeram participações especiais. A mais conhecida foi a de Rui Reninho, na sua primeira incursão na representação, no episódio "Bolero" no papel de Max Maracas, um dúbio proprietário de um clube nocturno de música latina. Também recordo Lena Coelho no papel da stripper Marvel Comix, na mira de um sádico assassino de outras colegas suas, e que não resiste a uma noite com Claxon. Também por lá passaram nomes como Carmen Dolores, Sofia Sá da Bandeira, Rute Marques, Helena Laureano, Carlos Alberto Vidal e Ana Padrão. 


A banda sonora da série teve direito a edição em disco, incluindo o tema do genérico da autoria de Naná Sousa Dias (obviamente que uma série assim pedia uma valente saxofonada), e canções de Rui Veloso, Lena Coelho, Zé Nabo & os Optimistas, Ramón Galarza e Tim dos Xutos & Pontapés, com o tema "A Grande Cidade".



Genérico:



Em jeito de conclusão e para mostrar como a série ficou na memória de muita gente, houve um episódio do programa do Bruno Aleixo em que este, durante uma entrevista a Ana Bacalhau dos Deolinda, defende um mito urbano de que "o actor que fazia de Claxon" ficou tão farto de toda a gente lhe chamar Claxon que uma vez agrediu "um homem com um bebé ao colo".



Nota: Os 13 episódios estão (por) agora disponíveis no "Arquivo RTP": "Claxon". Obrigado ao leitor Rui Alves de Sousa pelo aviso! 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

"Tarzan Boy" - Baltimora


Tarzan Boy. Esta música é para mim sinónimo do inesquecível programa "Caderneta de Cromos". E portanto foi com grande alegria que encontrei este single em vinil numa feira de velharias, então resisti a colocá-lo na minha sacola e fugir a grande velocidade. Estou a brincar, paguei antes. Decerto que tinha ouvido o tema anteriormente, mas o programa que deixou tantos crómos orfãos quando terminou em 2012, marcou esta canção de italo disco na minha mente na manhã do dia 29 de Dezembro de 2009:
Comprei a edição portuguesa do single produzido pela EMI, mas fabricado em Portugal por Vecemi - Música e Discos, Lda:

A capa frontal do vinil:
Repare-se no cuidado gráfico, aparentemente criado com a intenção de ferir os olhos de quem comtemplasse esta bela ilustração de um Tarzan mais homem que "boy", a não ser que o "boy" seja o macaco no braço do Tarzan (e quem seria mãe do "rapaz"? Bom, é melhor ficar por aqui)... Na parede de tijolos verdes, três molduras com fotos de selva e do céu (!) da selva.
Quem encheu as capas do vinil de beijos carregados de batom deve ter ficado com os lábios inchados, visto que vendeu balúrdios a nível mundial e até tocou no terceiro filme das Tartarugas Ninja (1993). Ainda em 1985 foi incluido no álbum Living in the Background, precisamente o álbum de estreia dos Baltimora.


Este êxito dos anos 80, tinha igualmente um vídeo invulgar, com muita coreografia em frente a um ecrã verde, e uma enchurrada de efeitos "vídeo" em redor de um individuo vestido com uma pele de leopardo por debaixo de um casaco que deve ter o fecho partido, porque está sempre a abrir-se para revelar a musculatura e vestimenta pintalgada deste aprendiz de Tarzan que durante a música vai emulando os famosos gritos do Homem Macaco.

Lado A: "Tarzan Boy":


No Lado B: "Tarzan Boy (DiscJockey Version)":



Podem ouvir também a versão "Tarzan Boy (Summer Version)".

Os responsáveis por este hit sobre a solitária vida do jovem Tarzan na selva, foram o grupo Baltimora, que como muitos projectos da altura consistia em vários músicos na sombra, incluindo Jimmy MacShane que aparece no vídeo, mas que segundo algumas fontes apenas fez playback com a voz de outro membro Maurizio Bassi, o teclista. Mais detalhes na Wikipédia: "Baltimora".

Os créditos em ambos os lados do vinil:

Várias versões foram gravadas por outras bandas, cliquem nos links para ouvir e digam-me qual é a pior: Modern Romance (ainda em1985), Bango (2006), Bad Influence (20089 e DJ Bobo (2010). Disse-me o colega Paulo Neto que em 2003 Daz Sampson reciclou a melodia em "The Woah Song", e - num campeonato à parte - "Tás um Boy" dos tugas Cabaré Fortuna, que confesso anda desde 2009 no meu leitor de mp3.
A personagem  Tarzan foi criada em 1912 por Edgar Rice Burroughs (John Carter Of Mars), que apesar de visionário decerto nunca sonhou ver a sua criação literária como êxito musical electrónico, trinta e cinco anos depois da morte do escritor.

Quero saber quem teve este vinil!

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