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Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985. Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"
Lista dos salões de exposição "Darty Móveis" pelo país.
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Este anúncio é quase um mini-catálogo das "Ofertas Imbatíveis Singer", desde máquinas de costura, remendos, a TVs, frigoríficos, fogões, aparelhagens e panelas de pressão.
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Enquanto em tempos passados, um dos rostos inevitáveis do Natal era Julie Andrews, pois rara era a quadra natalícia em que não desse na televisão o "Música no Coração" e/ou a "Mary Poppins", a partir dos anos 90, Natal não é Natal quando um dos nossos canais de televisão não passe o "Sozinho em Casa", seja o primeiro filme ou a sequela. Às vezes penso que há um decreto-lei que obriga a que a cada mês de Dezembro, tenha de aparecer o rosto pueril de Macaulay Culkin nos nossos ecrãs.
De tantas vezes que deu na televisão, a história já é amplamente conhecida. A numerosa família McCallister prepara-se para passar o Natal em Paris. Devido a uma falha de energia, os despertadores não tocam e entre a correria para chegar a tempo e uma série de equívocos, todos esquecem do pequeno Kevin (Macaulay Culkin) que ficou a dormir no sótão. Quando o petiz vê-se sozinho em casa, a princípio fica eufórico pois tinha-se desentendido com os seus familiares e deste modo, fica livre para fazer o que quiser. Mas as coisas complicam-se quando Kevin descobre que dois ladrões, Harry (Joe Pesci) e Marv (Daniel Stern), conhecidos como os Bandidos Molhados, planeiam assaltar a sua casa. Então, o miúdo decide defender a casa, colocando diversas armadilhas. Pelo meio, vai descobrindo que afinal sente saudades da sua família e que o tenebroso vizinho conhecido como o Homem da Pá de Neve é afinal um velhote simpático.
O filme contém várias cenas ficaram para a história, como aquela em que Kevin experimenta pela vez o ardor de um after-shave, mas claro que o momento alto é a sequência onde os ladrões, ao descobrirem que Kevin está sozinho em casa, decidem assaltar a casa e acabam por cair em todas as hilariantes armadilhas que o miúdo montou: o maçarico na porta, a maçaneta a ferver, as escadas com cola, o armário de ferramentas a cair pelas escadas abaixo e por aí fora. Essa sequência ainda hoje em dia continua a arrancar risos a muita gente. Lembro-me que sempre que o meu pai via o filme, era certo e sabido, que ia ouvi-lo a rir ao ver a série de humilhações dos bandidos.
O sucesso de "Sozinho em Casa" foi tal que se tornou a comédia mais rentável de sempre da história do cinema. Estreados nos Estados Unidos no Natal de 1990, nem o tema natalício impediu que o êxito se prolongasse bem depois da quadra. Deste modo, o realizador Chris Colombus foi elevado a realizador de primeira linha e Macaulay Culkin tornou-se a principal estrela infantil da sua geração. E o miúdo mais invejado do seu tempo, pois aos dez anos vivia a vida de superestrela, enquanto o resto da miudagem vivia a simples vida de miúdo. Só anos mais tarde é que veio à tona que essa vida de mega-mini-celebridade teve um lado negro (do qual felizmente Culkin parece ter recuperado). Mas enquanto não sabíamos de tal, lá íamos vendo com agrado os filmes dele, como "O Meu Primeiro Beijo" e "Pai, Filho e Sarilho".
Em 1992, estreou a sequela "Sozinho em Casa 2: Perdido em Nova Iorque" onde se mexeu pouco na fórmula ganhadora. No Natal seguinte, Kevin volta a desencontrar-se com a família e acaba por ir para a Nova Iorque em vez de Miami. Volta a fazer amizade com uma personagem aparentemente assustadora, desta vez uma senhora sem-abrigo que vive rodeada de pombos e vê-se num novo confronto com os recém-evadidos Bandidos Molhados, sendo estes de novo humilhados noutra sequência cómica de armadilhas, desta vez numa casa em obras. Se por acaso num Natal não der o primeiro filme, dá de certeza esta sequela. A franchise estendeu-se a mais dois filmes, já sem Macaulay Culkin, e está prevista na América uma nova sequela, desta vez em telefilme, este Natal.
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Anúncio a duas revistas da Agência Portuguesa de Revistas: "Mãos de Fada" e "Beleza", a primeira sobre crochet, bordados, pontos de cruz, etc; e a segunda sobre estética, cosmética, naturismo e macrobiótica com o slogan "a beleza não nasce...cria-se".
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Ganhar 30 contos (em 1985) por mês, sem necessidade de habilitações, sem inscrições, livre de compromissos? Estas eram as propostas da "Bijou Inc", para fazer vá-se lá saber o quê. Alguém sabe mais detalhes do que seria esta "actividade fácil e sem preocupações"?
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Durante boa parte da minha vida de estudante, Dezembro era o mês mais aguardado.
A começar, tinha logo dois feriados a 1 e 8 de Dezembro, respectivamente o Dia da Restauração da Indepêndencia e o Dia da Imaculada Conceição (e antigo Dia da Mãe), que resultava no curioso facto de durante duas semanas seguidas, o mesmo dia da semana fosse feriado e não houvesse aulas. Por isso eu (como seguramente muitos outros miúdos) ficava chateado quando havia um ano em que o 1 e o 8 de Dezembro calhavam em dois sábados ou domingos.
Depois porque Dezembro era a recta final do 1.º período. Claro que era uma altura carregada de testes de avaliação em todas as disciplinas, mas depois disso, havia farra no horizonte. Na primária, havia uma festa na escola, onde cada turma cantava um cantiga de Natal, fazia um teatrinho qualquer ou recitavam poesia. (A minha actuação preferida? Na 1.ª Classe, onde fui um "O" numa poema dramatizado sobre as vogais, com direito a simulação automóvel: "O O vai no pópó!") A partir do 2.º ciclo, havia geralmente numa das últimas aulas, geralmente de Português, uma troca de prendas e lanche partilhado. (Para um e outro, usava sempre os mesmos recursos: um baralho de cartas e uma torta Dan Cake). E por fim, chegavam as férias e era uma sucessão do momentos arrebatadores: a euforia do primeiro dia sem aulas, as programações televisivas da quadra, o Natal e a Passagem de Ano. E quando se dava por isso, aquelas duas semanas tinham passado em menos de um fósforo e era tempo de ressacar das festas e começar o 2.º período.
Não sei dizer qual foi o melhor Natal da minha vida, mas sei qual foi o meu melhor início de Férias de Natal de sempre. Foi em 1994, na primeira segunda-feira de férias, quando eu e o meu irmão fomos ao cinema ver "O Rei Leão".
Na altura, a Disney vivia uma época dourada com vários filmes animados que faziam história, começando com "A Pequena Sereia" e continuando com "A Bela e o Monstro" e "Aladino". A expectativa era elevada face a "O Rei Leão", pois era o primeiro filme da Disney com apenas personagens animais, sem nenhuma figura humana e a banda sonora era assinada por Elton John e Tim Rice. Mas em Portugal, a principal expectativa residia no facto deste ser o primeiro filme da Disney dobrado em português de Portugal, pois até então todos os filmes da Disney eram dobrados em brasileiro. Sim, era muito giro ouvir a Pequena Sereia a cantar "hoje eu tenho uma porção de coisas lindas nessa coleção" mas já era tempo de que as personagens Disney falassem como nós, e não no português cantado e cheio de gerúndios das telenovelas. O certo é que as expectativas foram mais que superadas e "O Rei Leão" ganhou lugar de honra no universo Disney.
Ao longo do filme, acompanhamos com emoção a evolução de Simba de leãozinho espevitado, que pensa que ser rei é fazer o que lhe apetece, a leão adulto pronto a assumir as suas responsabilidades. Vemos Nala passar de companheira de brincadeira de Simba a parceira ideal para rainha. Choramos a morte do seu sábio pai Mufasa e odiamos o maligno e maquiavélico Scar. Rimos com a adorável cumplicidade do javali Pumba e da suricata Timon enquanto cantamos "Hakuna Matuta" com eles. Também rimo-nos com os desastres das pérfidas mas hilariantes hienas: a astuta Shenzi, o desastrado Banzai e o indecifrável Ed. E "Can you feel love tonight" de Elton John entrou nas nossas jukeboxes mentais para nunca mais sair.
A dobragem portuguesa era imaculada graças ao talento de nomes como Carlos Freixo (Simba adulto), Cláudia Cadima (Nala adulta), António Marques (Mufasa), André Maia (Timon), José Raposo (Pumba), Rogério Samora (Scar), Cucha Carvalheiro (Shenzi), Adriano Luz (Banzai), Fernando Luís (Rafiki e Zazu) e Sara Feio (Nala criança). Abriu-se deste modo caminho para que as dobragens no nosso português fosse prática comum e desde então, a qualidade das nossas dobragens é amplamente reconhecida internacionalmente.
Se o filme em si já era uma experiência arrebatadora, melhor ainda foi vê-lo na primeira semana de férias de Natal. E calculo que para o meu irmão foi algo estratosférico, pois ele estava então na 1.ª Classe e estas eram as suas primeiras Férias de Natal. Ainda hoje, de vez em quando, recordamos esse dia com muita ternura. Memórias dessas são de valor inestimável.