Anúncio de 1988 à "nova" gama de produtos de depilação feminina "Butô Quick". Os slogans:
"Mais suave que a seda". "Tão suave que é preciso tocar para crer", conselho interpretado literalmente pelo senhor na imagem que passa a mão na perna depilada da senhora.
Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Agosto de 1988.
Obrigado ao Paulo Neto que encontrou o anúncio ao "Butô Quick" no Youtube, a partir do minuto 02:52:
Anúncio à gama de produtos "Basic Homme" da Vichy, para tratar a pele do homem: Champô Duche Tónus Matinal com Aloés, Mousse de Barbear à base de Alantoína, e Bálsamo After-Shave.
O slogan: "Os gestos diários tornam-se gestos de tratamento".
Detalhe - As embalagens.
Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Agosto de 1988. Veja também um reclame da época na tv italiana:
Em meados dos anos 90, Portugal deixou-se conquistar por vários produtos "made in Italy". Na televisão, vários programas italianos passavam pela grelha da SIC, a começar pelo mítico "Colpo Grosso / Água na Boca" e passando por "Belezas de Verão", um clone dos Jogos Sem Fronteiras, "Scherzi a Parte/A Brincar, A Brincar", programa de apanhados a famosos italianos (foram os italianos que inventaram o "Punk'd"!), "Belli i Freschi/Sábado Mágico", programa de variedades que antecedia o célebre "Nunca Digas Banzai", e o "Bravo Bravíssimo". Para não falar nos programas de moda italiana que passavam no horário nobre. No futebol, a liga italiana era a mais popular na altura, e se hoje os aspirantes a estrelas do futebol sonham com o Real Madrid ou o Barcelona, os dos anos 90 sonhavam em jogar no AC Milan ou na Juventus.
E na música, tal como no tempo dos nossos pais rouxinóis transalpinos como Gianni Morandi, Rita Pavone e Gigliola Cinquetti faziam furor em Portugal, as ondas da rádio e as tabelas de vendas voltaram a ser invadidas pela música italiana. Essa invasão permitiu a coroação de um rei e uma rainha que se notabilizaram pelos muitos discos de platinas e hits radiofónicos entre 1993 e 1996. Tanto ele como ela continuam a ter ainda hoje carreiras sólidas e bem sucedidas, e com uma extensão internacional para além do habitual eixo Itália/Península Ibérica/América Latina. Mas nenhum dos dois repetiu a glória estratosférica que conheceram nesse espaço de tempo, pelo menos em Portugal. O rei era Eros Ramazzotti e a rainha Laura Pausini.
Nascido em Roma a 28 de Outubro de 1963 e baptizado com o nome do deus do amor, Ramazzotti já tinha uma carreira com grande sucesso desde 1984, ano em que venceu a secção dos novos talentos do Festival de San Remo. Mas foi com o álbum de 1993, "Tutte Storie" que Eros conquistou definitivamente a fama internacional, vendendo seis milhões de cópias em todo o mundo. Portugal não foi excepção pois por cá, o álbum eternizou-se por mais de um ano na lista dos mais vendidos, alcançando quatro discos de platina. No disco, estava incluídos dois grandes hits.
O primeiro single foi "Cose Della Vita". O videoclip foi realizado por Spike Lee e mostrava Ramazzotti numa ligação poliamorosa com duas modelos, conferindo-lhe uma imagem de garanhão italiano. Em 1998, ele regravou uma versão bilingue em dueto com Tina Turner.
O segundo single foi "Un' Altra Te". No videoclip, a actriz Francesca Neri fazia de interesse amoroso. E aqueles com grandes memórias recordarão a imitação de André Letra (da dupla Miguel & André) no "Chuva de Estrelas". Outros singles do álbum foram "Favola" e "A Mezza Via".
Em 1996, Eros editou o álbum "Dové c'é música", de onde se destacou o hit "Piú Bella Cosa".
Laura Pausini nasceu a 16 de Maio de 1974 em Faenza, na região da Ravenna. Tal como Ramazzotti, foi no Festival de San Remo que se deu a conhecer ao grande público, vencendo a competição de novos talentos da edição de 1993, com aquele que seria o seu hit mais emblemático, "La Solitudine". A canção elevou-a logo a nova estrela da música italiana e não tardou a surgir o sucesso internacional. Só em finais de 1994 e princípios de 1995 é que o fenómeno Laura Pausini chegou a Portugal, quando já tinha dois álbuns editados (criativamente intitulados "Laura Pausini" e "Laura"), mas não se perdeu nada pela demora. Ambos os álbuns foram multiplatinados e as suas canções depressa dominaram as rádios, fizeram de banda sonora de momentos românticos de casais de todas as idades e Pausini foi elevada ao mesmo pedestal de outras divas baladeiras como Whitney Houston, Mariah Carey e Céline Dion.
Nesse período auspicioso, destacaram-se três hits. O maior deles foi obviamente "La Solitudine", onde Laura canta as saudades de Marco, um coleguinha de escola por quem tinha uma paixoneta e que teve de se mudar para outra cidade por causa da profissão do pai. Ah, e deve ser a única balada que tem na letra a palavra "matemática".
Na dicotomia "para casar ou para coiso", Laura Pausini era para casar. Mas cheguei a ouvir relatos de indivíduos que invejavam estar no lugar dos adoráveis cachorrinhos que ela abraça no videoclip.
O primeiro álbum também incluía o hit "Non c'é", que mais uma vez relatava um amor perdido mas agora já mais crescido, pois uma das coisas que ela diz sentir falta é do sabor a morango da boca do seu amado ("non c'é la tua boca di fragola"). Uma versão dance em espanhol, de título "Se Fue" somou algum êxito nas pistas de dança, tendo até sido incluída na telenovela "Explode Coração". E ainda hoje persiste o mito, nunca confirmado, que "Laura non c'é" de Nek, que foi um hit internacional em 1997, era uma resposta a esta canção, onde ficava explicado que o amásio a tinha deixado por outra.
Do segundo álbum, o grande tema foi "Strani Amori", com o qual Pausini regressou a San Remo em 1994 onde ficou em terceiro lugar. Desta vez, falava-se dos amores e desamores adolescentes como uma fase natural do crescimento.
O sucesso de Laura Pausini por estas bandas foi tal que desde 1995 que ela tem vindo várias vezes a Portugal. Quando em 1996, lançou o seu terceiro álbum "Le Cose Che Vivi", o nosso país foi destino prioritário na promoção do disco, no qual se destaca o hit "Incancelabile".
Desde então Ramazzotti e Pausini têm continuado a somar muito sucesso nas respectivas carreiras até hoje e tendo inclusivamente cantado com várias estrelas internacionais. Mas nunca repetiriam o colossal sucesso que tiveram em meados dos anos 90 em Portugal. Quem sabe se num futuro próximo, haverá algum artista made in Italy a reproduzir tal sucesso, perpetuando a nossa lusitana paixão por música italiana?
Apesar de cá em casa se ter consumido umas generosas toneladas desta marca de batatas fritas de pacote, sinceramente não me recordava destas variedades com sabores, podia jurar que este tipo de batatas só tinha surgido lá bem meio dos anos 90. Afinal, parece que eu não estava tão atento ao evoluir do mercado de batata empacotada! Neste anúncio de 1988, a "Longa Vida" revela novas "Douradas" com sabores, mais concretamente: Paprika, Especiarias e Presunto.
Detalhe das variedades:
Paprika, Especiarias e Presunto.
Agora marchava bem um pacotinho destes! Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Agosto de 1988.
Actualizado: Agradecimentos ao leitor Jorge C. Cruz, pelo envio da imagem de um pacote de açúcar que reproduzia a embalagem ou pubicidade com o logotipo com o cozinheiro e a travessa de batatas, de outra época das batatas fritas "Douradas":
Um pai preconceituoso e casmurro. Uma mãe irrequieta e de voz estridente. Uma filha chorona e temperamental. Um genro esquerdalho e contestatário. Assim de repente, parece tudo menos a família ideal. Muito menos o tipo de personagens que cativasse milhões em todo o mundo e que continua a cativar gerações posteriores.
Porém, esta a família (não muito) às direitas foi a família preferida da América nos anos 70. "Uma Família Às Direitas" (no original, "All in the Family") foi criada por Norman Lear, baseando-se na série britânica "Till Death Do Us Part". Teve nove temporadas exibidas nos Estados Unidos entre 1971 e 1979, e foi o primeiro programa a ser o mais visto na América durante cinco anos consecutivos. Não sei quando a série estreou em Portugal, mas recordo-me de várias reposições nos anos 80, sobretudo no horário da manhã da RTP. Também já foi exibida na extinta SIC Gold e na RTP Memória.
A série relata as aventuras e desventuras dos Bunkers, uma família da classe operária que vive em Queens, Nova Iorque. Archie Bunker (Carroll O'Connor) é o chefe da família, um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, é muito cioso do seu conservadorismo, demonstrando preconceitos com todos aqueles que não se encaixam nos WASP (White Anglo-Saxon Protestants) e aqueles que não partilham das suas ideias. Quando confrontado com outras ideias (sobretudo do genro), Archie tende a reagir mal e recusa-se a dar o braço a torcer, mesmo quando se vê sem razão. Mas apesar disso e de não gostar de o demonstrar, Archie tem bom fundo e toma sempre as atitudes mais decentes e correctas na hora do aperto. A convivência com várias personagens de vários estilos de vida também contribuem para que Archie gradualmente vá abdicando das suas convicções mais extremas.
Edith (Jean Stapleton) é a esposa de Archie. Ao contrário do marido, não julga os outros e é simpática e atenciosa com toda a gente. Apesar de ser um pouco de compreensão lenta, costuma ter mais astúcia que o marido nas adversidades. Aparentemente parece uma esposa submissa (a quem Archie direcciona um ocasional insulto) mas não tem medo de se impôr ao marido quando acha que ele está a ser injusto. E o amor de ambos acaba sempre por prevalecer nos momentos maus.
Gloria (Sally Struthers) é a filha de ambos, que se vê dividida entre o conservadorismo do pai (que ela adora) e as ideias politicamente liberais do marido, ideais que ela também partilha. Tendo sido sobreprotegida em criança, Gloria tende a ficar nervosa perante as dificuldades mas aos poucos, com mais experiência de vida e o avançar do seu casamento, vai adquirindo maturidade. Durante grande parte da série, é ela que é o ganha-pão do casal, trabalhando numa loja enquanto o marido completa o estudos superiores.
Michael Stivic (Rob Reiner) é o marido de Gloria, também conhecido como "Meathead" (que em Portugal, foi convertido para "cabeça de abóbora") que é como o sogro lhe chama. Muito do humor da série vem das constantes discussões entre Archie e Michael sobre as suas diferenças de opinião. Por vezes consegue ser tão intransigente como o sogro nas discussões e nos "mimos" trocados entre ambos, mas costuma ser mais razoável. Apesar das suas ideias progressistas, por vezes dá consigo a ter alguns pensamentos retrógrados, sobretudo pelo facto de ser Gloria a sustentá-los. Ao contrário de Archie, Mike dá-se muito bem com Edith a quem ele vê como uma mãe, já que ficou órfão em criança. Na quinta temporada, Mike e Gloria são pais de um rapaz, Joey.
De entre as várias personagens que entraram na casa e na vida dos Bunkers ao longo da série, o principal destaque vai para os Jeffersons, os vizinhos afro-americanos. George (Sherman Hemsley) é quase o equivalente afro-americano de Archie, intransigente, casmurro e com alguns preconceitos (como quando descobre que o pai da sua futura nora é branco). Louise (Isabel Sanford) é uma versão mais esperta e afirmativa de Edith, de quem se torna grande amiga. O filho Lionel (Mike Evans) é inteligente e astuto. Ao contrário de George, os comentários racistas de Archie divertem Lionel, que se compraz em fazer-se muitas vezes de sonso para apreciar o ridículo nos discursos do vizinho. Os Jeffersons acabariam por ter a sua própria série entre 1975 e 1985.
Outra personagem que também teve uma série spin-off (que me lembro de dar na RTP2) foi Maude Findlay (Bea Arthur), a ultra-liberal prima de Edith que surge num episódio em que todos os Bunkers adoecem e é Maude que toma conta da casa. (E que inevitavelmente anda as turras com Archie.)
Na última temporada da série, com a saída de Mike e Gloria que se mudam para a Califórnia, a principal história é a relação de Archie e Edith com a pequena Stephanie Mills (Danielle Brisebois), que eles acolhem depois do pai dela, um primo afastado de Edith, a ter abandonado. Carrol O'Connor e Danielle Brisebois continuariam as suas personagens numa série posterior, "Archie Bunker's Place" (1979-1983).
A série notabilizou-se por capturar o espírito da América dos anos 70, com a revolução das mentalidades após a contracultura dos anos 60 e as problemáticas da época como a guerra do Vietname e a queda de Nixon bem como várias questões sociais e pessoais como racismo, xenofobia, a guerra do Vietname, homossexualidade, religião, assédio sexual, menopausa e o aborto (espontâneo e voluntário), sendo uma das primeiras sitcoms a abordar temas tão sérios.
O célebre genérico consistia em Archie e Edith ao piano o tema "Those were the days", onde Archie invoca o seu saudosismo pelos tempos em que as pessoas que mandavam pensavam como ele. Lembro-me de rir bastante quando Edith desafinava numa parte: "And you knew what you WERE THEEEEN!".(Jean Stapleton revelou uma vez que foi dirigida para desafinar propositadamente.)
Para terminar, sabiam que esta foi a primeira série americana em que se ouviu o som de um autocolismo?
A noticia que temíamos, mas que sabíamos que ia chegar foi confirmada hoje: a Caderneta de Cromos chegou ao fim. O criador e homem do leme, Nuno Markl publicou o anúncio no Facebook, num texto dirigido aos fãs: "A Vida Depois dos Cromos". O autor "sabia, desde o primeiro cromo, que a Caderneta de Cromos iria ser finita."
A "Caderneta" impressiona pela duração - mais de mil cromos - e deu origem a dois livros, uma agenda, um jogo de tabuleiro, um CD, um espectáculo ao vivo, figuras de PVC; mas impressiona principalmente pelo desenvolvimento de um comunidade fiel, dinâmica com constante interactividade entre o autor e os fãs, a um nível nunca conseguido em Portugal.
Sou obrigado a concordar com o Nuno Markl, é um facto que os cromos mais óbvios já foram feitos, e o formato já não permitia muita inovação. E sem dúvida que é preferível terminar um projecto enquanto ainda tem qualidade. Todos sabemos de artistas que há muito se deviam ter reformado, em vez de espremer a vaca até secar, certo?
Vou ter saudades da emoção de ouvir um programa com um tema que desejávamos ouvir, ou redescobrir coisas que estavam enterradas na memória, ou ouvir o nosso nome em directo na rádio em agradecimento a uma sugestão ou contribuição para a "Caderneta", ou rir sozinho no meio da rua a ouvir o leitor de mp3 com os podcast. Adorei participar no grupo de fãs hardcore que organizou surpresas especiais para a festa do "Cromo Nº 1000", um abraço a todos!
E sosseguem os leitores da "Enciclopédia de Cromos", apesar de a principal inspiração deste blog terminar, no que depende de mim, este blog está para durar! Ainda temos muitos assuntos que arquivar na nossa Enciclopédia! Pode parecer irónico que um tipo (eu) que sempre teve uma memória péssima, abrir um blog para falar de memórias, mas a "Caderneta" foi um grande estímulo, e sempre posso contar com as memórias dos meus colaboradores, a quem aproveito para mandar um abraço, porque dinheiro não há! E vamos lá terminar o texto, que já me alonguei mais do que queria:
Apesar de já esperar, foi uma pena ter a confirmação do final do programa que se tornou muito mais que um programa! Espero que a família de fãs da Caderneta não se disperse, e desejo ao Nuno Markl todo o sucesso para o novo projecto, do qual espero tornar-me fã! Obrigado ao Markl e Companhia pelos mais de 1000 programas! Foi bom reviver o passado com um sorriso!
P.S. - E sempre vamos poder ouvir e recordar os podcast :)
A "onda gigante" que lançou o pânico no Algarve terá sido a 22 ou 23 de Agosto de 1999 ou de 2000, conforme as fontes online, que não se entendem. O que sei de certeza é que foi num fim de semana, aposto em 22 de Agosto de 1999, um Domingo à tarde, porque recordo-me bem deste momento histeria colectiva. [Nota: A data correcta seria 23 de Agosto de 1999, segundo o programa "Perdidos e Achados", exibido quase um ano depois da publicação deste post, mas uma simples consulta ao calendário coloca a data do falso tsunami a 22 de Agosto de 1999, um Domingo, corrobado por uma entrevista ao antigo Governador Civil de Faro] Quando soube do "acontecimento" estava em Olhão - Sotavento algarvio - com os meus pais a assistir a um jogo de futsal da minha irmã, num local com bastante gente, a noticia correndo de boca em boca, creio que até por telemóvel ou rádio. Na altura não me preocupei muito, porque - obviamente - se fosse realmente uma onda gigante, um tsunami - apesar da ausência de um terremoto anterior - não teria dado tanto tempo a avisar e tanta gente fugir das praias, cheias nesta altura do ano. Mais tarde, ao ver o noticiário, tivemos conhecimento da real dimensão da balbúrdia causada pela "onda gigante".
Foto mais recente, de um fenómeno semelhante. Fonte: CEMAL
O que aconteceu então? Apenas uma miragem, uma ilusão óptica designada por "Fata Morgana" (sim, como a música do Roberto Leal), causada por uma inversão térmica, ou seja, "é uma camada atmosférica de espessura de uma centena de metros que ocorre no topo da camada limite planetária (CLP), a uma altitude da ordem de 1 km sobre áreas continentais, e onde o gradiente térmico decresce com a altura, numa razão inferior a 10 graus por km."[1], uma "lente natural" que causa a distorção de objectos ou lugares distantes:
Uma Fata Morgana:
Neste famoso caso no Algarve, que ocupou as conversas dos portugueses durante muitos dias, a camada de ar quente sobre uma camada mais fria criou a ilusão de uma onda gigante vinda do Norte de África. Enquanto este fenómeno raro durou, muita gente abandonou as praias, até a conselho das autoridades, criando filas gigantes de trânsito e confusão. Falava-se de pessoas que fugiam sem pagar a conta, por exemplo. Na minha zona, as ilhas barreira da Ria Formosa estavam cheias de pessoas, e no caso de um tsunami, pouco ficaria de pé. A decisão de evacuar as praias foi tomada pelas autoridades com base em informações falsas, de que a onda já teria atingido algumas praias. E se muitos fugiram, também muitos curiosos - destemidos ou voyeurs? - ficaram "para ver o fim do mundo" como mencionam na reportagem dos "Perdidos e Achados".
Actualização 2:
Consegui encontrar no Youtube o "Perdidos e Achados" de 2013 dedicado "à onda gigante":
Descrição do vídeo (de Julho de 2013):
"Há 14 anos, num dia de calor extremo com milhares de pessoas à beiramar, foi dada ordem de evacuação nas praias algarvias. Na linha do horizonte, tinha-se formado uma massa escura. Relatos de aviões comerciais e de embarcações falavam de uma onda gigante que se dirigia para a costa. Comentários de Carvalho Araújo, antigo capitão do porto de Portimão; Ilda Novo, Instituto do Mar e da Atmosfera; Reis Luís, antigo delegado regional da Proteção Civil; José Batista Santos, antigo cmdt. Bombeiros Voluntários de Albufeira; Isabel Grade, proprietária de restaurante; Joaquim Luís, investigador da Universidade do Algarve; Abel Gomes, 2º cmdt. operacional do Algarve."
A reportagem conclui que apesar da "onda de susto" ter sido um grande evento, que se tornou em piada mas continua na memória dos portugueses, serviu como um "simulacro" em grande escala, revelando as falhas e fragilidades dos sistemas de emergência, cuja análise permitiu melhorar a coordenação entre entidades, e delinear planos de acção em caso de tsunamis reais.
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