sábado, 18 de agosto de 2012

Ariston - Frigorífico e Congelador (1988)


Anúncio da marca Ariston, que ocupava duas páginas não consecutivas, exibindo as duas posições possíveis para o conjunto Fratellini, de FrigoríficoCongelador vertical. 
"Para PÔR e DISPOR, um novo conceito da ARISTON"

Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Agosto de 1988.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Uma História ao Fim do Dia (1986-1987)


Enquanto vagueava pelo Youtube em busca de novidades, deparei-me com um video recente do excelente canal LUSITANIA TV (também no Facebook), e uma janela da memória escancarou-se, o cenário, a música, tudo se tornou familiar! Falo desta preciosidade: "História ao Fim do Dia", escrita por José Fanha, que entre 1986 e 1987 preparava os meninos e meninas para a visita do Vitinho. O genérico musical (autoria de Carlos Alberto Moniz) mostrava uma cidade à noite, aproximando-se de um prédio com as janelas com o número de cada dia do mês. A janela do dia respectivo abria-se e um fantoche fazia uma introdução ao tema da história do dia. Em seguida, um texto de um autor português era lido pelo contador de historias, função desempenhada por Vera Roquete ou Serenella Andrade, entre outros.

Edição de 22 Dezembro de 1987, narrada pelo actor António Rama (obrigado ao Paulo Neto pela dica!):



O video, infelizmente está incompleto, mas tem no inicio, um brinde: um anúncio à eau de toilette Darling.

Pela Net é possível encontrar mais alguns poucos vídeos do programa.

No canal Desenhos Animados, a edição de 24 de Outubro de 1986:



O Paulo Neto descobriu mais este no Youtube, de 15 de Dezembro de 1987, narrado por Catarina Avelar. Como bónus ainda inclui o Vitinho! Deliciem-se:


No canal oficial de Lúcia Moniz, uma actuação de uma versão mais longa do genérico, lançada em vinil:


Um programa simples e de qualidade, que recordo com muita saudade.

Obrigado a "Pipi Hahamoggies", que lembrou nos comentários deste post, que o programa já foi abordado por Nuno Markl:

Azeite da Comunidade Europeia (1992)

Anúncio ao azeite da Comunidade Europeia. O slogan "Azeite, o Sol à sua mesa!.

Publicidade retirada da revista Maria nº 695, da semana de 4 a 10 de Março de 1992.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Lagoa Azul (1980)

por Paulo Neto



"A Lagoa Azul" permanece como a principal referência de um sub-género muito pouco explorado: o filme erótico para toda a família. É muito provável que tenha sido o primeiro filme algo puxadote em termos de "cenas de amor" que muitos de nós vimos, provavelmente em família.
Isto porque quando os videogravadores começaram a massificar-se em Portugal no final dos anos 80, "A Lagoa Azul" era um dos filmes mais alugados, e foi num serão em família que o vi pela primeira vez, um pouco antes de fazer dez anos, no recém-adquirido vídeo lá de casa. Na altura ainda era suficientemente ingénuo para o ver o casalinho do filme no acto amoroso e pensar "Que giro, estão a namorar!". Mas uns anos mais tarde, já em gloriosa puberdade, revi o filme quando deu na televisão - num sábado à tarde- e aí a minha reacção foi "Ena pá!".



O filme realizado em 1980 por Randall Kleiser (que vinha do sucesso de "Grease") era uma adaptação do romance homónimo de Henry DeVere Stacpoole, publicado pela primeira vez em 1908. (O livro já tinha sido adaptado para o cinema duas vezes, em 1923 -ainda na era do cinema mudo- e em 1949.) Os protagonistas eram Brooke Shields que, apesar de na altura ter somente catorze anos, já era um sex-symbol (e lindíssima!) e Christopher Atkins, que fora escolhido entre quatro mil candidatos para o principal papel masculino. Apesar das extensas carreiras de Shields e Atkins em cinema e televisão, este permanece o momento mais célebre dos seus repertórios. 

A história passa-se na era victoriana e narra a história de duas crianças, os primos Richard e Emmeline Lestrange, que são salvas de um naufrágio no Pacífico Sul por Paddy Button (Leo McKern), o rude cozinheiro do navio onde seguiam. Chegados a uma ilha paradisíaca, Paddy toma conta dos dois pequenos e ensina-os a caçar, pescar, cozinhar e a sobreviver na ilha. Tendo encontrado vestígios de sacrifícios humanos no outro lado da ilha, ele proíbe-os de irem para lá, prevenindo-os igualmente contra as bagas venenosas que florescem na ilha. Quando ele morre depois de beber demasiado, Richard e Emmeline vêm-se entregues a eles próprios, mas tendo aprendido a desenvencilharem-se, sobrevivem na abundância da ilha e os anos vão passando.


À medida que vão crescendo, vão sendo confrontados com as mudanças dos seus corpos e os sentimentos de amor e desejo que surgem entre eles. Após os desentendimentos iniciais, os dois acabam por consumar a paixão e Emmeline acaba por engravidar, embora só o descubram quando ela dá à luz um rapaz a quem chamam Paddy. O filho de ambos só vem prolongar o idílio adâmico e a felicidade dos dois jovens, até que um passeio em família termina em tragédia, mesmo antes do iminente reencontro de Arthur Lestrange (William Daniels) com o filho e a sobrinha.



Tal como o livro conseguiu habilmente retratar o delicado tema da sexualidade rodeando-o de inocência e felicidade amorosa ("Um acto totalmente natural, sem qualquer culpa e sem pecado. Um casamento segundo a Natureza, sem festa nem convidados", diz a obra), também o filme é eficiente retirar qualquer eventual sordidez às cenas de sexo, ainda que sejam ligeiramente mais explícitas do que era costume ser visto em filme.

Por exemplo, a montagem é tão hábil que mal se dá para notar em que plano estão os actores ou os duplos.
A beleza extasiante da ilha (magnífica a fotografia de Nestor Almendros, nomeada para um Óscar) e a atmosfera de idílio e inocência simulam um verdadeiro Jardim do Éden, e Christopher Atkins e Brooke Shields encorporam, com a química mútua e desempenhos convincentes, tornam-se verdadeiras reencarnações de Adão e Eva. Por isso e apesar de ter tido a classificação etária "R" (equivalente aos nossos "Maiores de 16") na América do Norte, este seja um filme que se possa ser visto em família sem complexos e que as televisões facilmente programaram para o horário da tarde.
Para qualquer outra actriz menor de idade, seria um papel bastante controverso mas Brooke Shields vinha de um papel ainda mais precoce e chocante em "Menina Bonita" (1978) e de várias campanhas ousadas como modelo da Calvin Klein, por isso e apesar da sua idade, já estava habituada a nudez e a cenas ousadas. Ainda assim, por razões óbvias, a treinadora dos golfinhos do filme também assumiu o papel de sua body double. Shields também revelou que filmou a maior parte do tempo com o cabelo colado sobre os seios, de forma a cobri-los. Christopher Atkins também revelou que a sua célebre melena encaracolada foi resultado de várias permanentes que lhe fizeram antes das filmagens!





Em 1991, surgiu uma sequela, "O Regresso à Lagoa Azul", com Milla Jovovich e Brian Krause nos principais papéis. Apesar de dar seguimento ao filme, não era uma adaptação do segundo livro da trilogia escrita por Stacpoole. Embora tenha conhecido algum sucesso nas bilheteiras sobretudo devido à curiosidade de quem era fã de "A Lagoa Azul", ficou bastante aquém deste. (Para não falar que as cenas de amor foram bem mais comedidas...)    



Prática & Criativa

Anúncio à revista "Prática & Criativa" (J.C. Rodrigues; distribuição: Electroliber), direccionada ao público feminino. O reclame dá conta do 1ª aniversário de existência da revista, e da oportunidade para as leitoras concorrerem ao super-concurso "Troféus P & C", na revista podia saber como "participar e ganhar milhões em prémios". Este número de Março também contava com um suplemento de Moda Primavera/Verão, e artigos sobre as deputadas portuguesas, as mulheres que fizeram História, o Dia do Pai e o Carnaval.


Publicidade retirada da revista Maria nº 695, da semana de 4 a 10 de Março de 1992.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Queridos Inimigos (1993-1994)

Caros leitores, temos hoje uma estreia na Enciclopédia, este texto da autoria de Mafalda Martins, que recorda o programa "Queridos Inimigos", da fase inicial da TVI:


Queridos Inimigos (1993-1994)

Em 1993 nascia a TVI, ou melhor dizendo, (A) Quatro, pertencia à Igreja Católica, através da Rádio Renascença (que por vezes ao final da emissão disponibilizavam a rádio com a Mira Técnica, que provavelmente também foi das Miras Técnicas mais estranhas que se utilizou em televisão) e outras entidades ligadas à Igreja.
A Quatro, ainda recém-nascida, começava a apostar em alguns programas de entretenimento, como o caso da Amiga Olga (UAAAU) que passava à tarde depois do telejornal. Programas simples que entretinham o público português ainda nos primeiros tempos, porque talvez estávamos mais virados para o Canal 1 e para a ainda “bebé” SIC que nasceu em 1992.
Para além da nossa Amiga Olga, a Quatro contava com um outro concurso muito divertido para os primeiros tempos do canal, os Queridos Inimigos. Passava todas as Terças-Feiras à noite, com repetições aos Sábados e Domingos à tarde, um programa também simples e super divertido.  Os apresentadores de serviço na primeira temporada em 1993 eram a Margarida Reis (que é feito dela?) e ainda Rogério Samora (que nesta altura gravava a novela “A Banqueira do Povo” no outro canal ao lado).

O programa ainda contava com dois assistentes, Nuno Graciano (o famoso Tio Careca) e Sandra Roque. O programa consistia em 2 equipas de 3 personalidades conhecidas no mundo da música, teatro, e televisão. As equipas formadas eram de um lado as mulheres e do outro os homens. Cada programa também contava com um tema definido para a emissão, como por exemplo “As Aventuras” ou “As Tradições”.
Momento divertido entre Mila Ferreira e Rogério Samora na segunda temporada dos “Queridos Inimigos” (1994)

As provas eram variadas, desde corridas, músicas, dança, mímica, televisão, telefonemas malucos para números ao calhas, e ainda a montra de prémios, e os carros onde tinham que descobrir onde estavam as chaves no meio do público. No final de cada prova decidiam quem deviam premiar, e a equipa vencedora recebia uma mascote do programa, que no final, na montra de prémios, as mascotes mais acumuladas das equipas convertiam-se em minutos para o jogo da montra, que consistia num painel em forma de “universo”, onde teriam que disparar para o planeta e ganhar os prémios. O cenário tinha muitos néons, muito decorado ao estilo 90’s da altura, e o público era abrangente, também divido assim como as equipas (mulheres de um lado, homens do outro), não esquecendo que em algumas emissões do programa contavam com a presença de uma tuna de estudantes.

Uma das provas mais engraçadas que revi e recordo, era telefonar para um número qualquer ao calhas duma lista telefónica e manter uma conversa activa pelo menos durante 2 minutos sem que a pessoa do outro lado desligue logo. Outra das provas que revi através de uns vídeos do YouTube foi a prova das videocassetes. Os concorrentes teriam que ir buscar várias cassetes que estavam escondidas no público e descobrir o genérico do programa. (imagino os videogravadores ficarem todos “marados” com tanta cassete a entrar e a sair do leitor)
O programa também contou com vários momentos musicais, como os Sitiados, Anabela e até mesmo Amália Rodrigues (vídeo) , e claro, momentos cómicos com o Óscar Branco.



Em 1994, veio a segunda temporada do programa. Saiu Margarida Reis, que foi trabalhar para a SIC, fazer o Mini Chuva de Estrelas, e entra Mila Ferreira para apresentar os últimos programas deste ano. Depois disso o programa acabou, Rogério Samora ainda apresentou um novo programa em substituição, o “Mano a Mano”, ainda na saudosa Quatro, e mais tarde ficou-se no ramo de actor em teatro e televisão. Mila Ferreira juntou-se ao Nuno Graciano para irem apresentar os “Doutores e Engenheiros” também na Quatro, e mais tarde mudou de ares para a SIC para apresentar a Roda dos Milhões ao lado de Jorge Gabriel. Actualmente está ligada à música e lançou um novo álbum.

E a TVI estava bem servida nestes tempos…

Texto escrito por: Mafalda Martins


No Youtube está um episódio do concurso, em 7 partes.
Veja a Primeira Parte:

Veja também: Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6 e Parte 7.

Actualização: Episódio completo no site da TVI: "QUERIDOS INIMIGOS (1993)"

Recordamos também algumas actuações ao vivo no programa:

Sitiados - Vamos ao Circo

Despe & Siga - Surf em Portugal


Muito obrigado à Mafalda Martins pela participação especial!

Chocolate "Signos"


Publicidade aos chocolates em tablete "Signos", da Imperial, nomeadamente a uma promoção - narrada na primeira pessoa - em que, o consumidor, coleccionando os 12 selos que saiam com as tabletes, e  enviando-os por correio, recebia  um "lindo poster com todos os signos". O poster pode ser visto no centro da página, por detrás do rapaz a lambuzar-se com chocolate.


Além disso, "nas tabletes Signos podem sair senhas que dão direito a magníficos prémios".
Nesta altura - creio que o anúncio é de 1979 - a Imperial promovia-se como "o chocolate da vaquinha".


Este anúncio foi "surripiado" da colecção de anúncios de revistas que a Ana Trindade tem em exposição no Facebook: "A minha Caderneta de Cromos - Anúncios de revistas" e editado para a Enciclopédia de Cromos.

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade"

Estas tabletes também foram recordadas com saudade por Nuno Markl no cromo sobre as famosas bolachas dos signos: "Caderneta de Cromos Nº 468 - Bolachas dos Signos [Ouvir/Download Mp3]".

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

domingo, 12 de agosto de 2012

Parker Lewis Can't Lose (1990-1993)

por Paulo Neto

Quem leu o texto da Enciclopédia sobre a série "Já Tocou" estará recordado que esta era um vértice de uma Santíssima Trindade de séries adolescentes imperdíveis na primeira metade dos anos 90. As outras séries eram "Beverly Hill 90210" e "Parker Lewis Can't Lose", que abordamos agora.



Se "Já Tocou" já recorria por vezes ao humor nonsense para ilustrar os dramas e comédias da vida adolescente americana, "Parker Lewis" abordou-os com uma vissão surrealista, quase "cartoonesca", quer nas  personagens deliciosamente hiperbolizadas, quer em várias técnicas de filmagem, como a passagem de uma cena para a outra através de uma dissolução de pixeis. 
A série, criada por Clyde Philips e Lon Diamond, teve três temporadas exibidas nos Estados Unidos entre 1990 e 1993. Foi nesse último ano que a série chegou a Portugal, na então recém-inaugurada TVI, (ocupando o espaço de "Já tocou"), tendo sido também já exibida na SIC Radical em 2005.

A série relata as aventuras e desventuras da personagem-título, Parker Lewis (Corin Nemec), para alcançar e manter o estatuto do rapaz mais cool do Liceu de Santo Domingo, algures na Califórnia. Com uma mente astuta e uma obsessão por camisas garridas, Parker tem sempre um plano na manga, com o qual conta sempre com a ajuda dos seus melhores amigos, Mike Randall (Billy Jayne) e Jerry Steiner (Troy Slaten). Antes da execução dos planos, têm o hábito de juntarem os pulsos enquanto Parker diz "Synchronize Swatches!". Os três têm um esconderijo secreto debaixo do ginásio, artilhado com tecnologia de ponta.



Mike é um aspirante a roqueiro, fazendo várias referências a bandas e canções. Apesar da sua atitude despreocupada de rebelde sem causa, é um rapaz bastante sensível. Por vezes, é ele que põe Parker em sentido quando os esquemas deste vão longe demais e é bastante protector quanto a Jerry, defendendo-o dos ataques dos bullies.

Jerry é um típico nerd, possuidor de um sobretudo que traz sempre vestido e do qual retira todo o tipo de objectos. (Houve um episódio em que ele tem uma pretendente que é a versão feminina dele, carregando uma mochila com tudo e mais alguma coisa lá dentro). Trata toda a gente, incluindo os amigos, de forma formal ("Mr. Lewis", "Mr. Randall", "sirs"). Aliás o genérico final de cada episódio acabava sempre com uma imagem de um cacifo e a voz de Jerry a dizer: "Mr. Lewis? Mr. Randall? Mr. Philips? (alusão a Clyde Philips, co-criador da série) Hello?", uma reminiscência da cena final do primeiro episódio. 


A principal némesis de Parker Lewis é a directora da escola, Grace Musso (Melanie Chartoff), que faz questão em governar Santo Domingo com um punho de ferro. Alguém mete-se em sarilhos sempre que ela solenemente levanta o polegar e, devido ao seu carácter tempestuoso, o vidro da porta do seu gabinete está sempre a quebrar-se. Muitos dos planos do grupo de Parker passam por ridicularizar Musso, ao passo que esta sonha em expulsar Parker da escola, mas nunca consegue porque os três comparsas esforçam-se por não deixar indícios das suas artimanhas. Embora projecte uma imagem de mulher austera e impertubável, Musso tem algumas fragilidades, sobretudo no que diz respeito ao sexo masculino, das quais Parker se compraz em aproveitar. Em seu auxílio, Musso tem a figura de semi-tétrica de Frank Lemmer (Taj Johnson),  com quem tem uma ligação telepática e que por vezes até é capaz de se teleportar.


Outra grande rival de Parker é nada menos que a sua irmã mais nova, Shelly Lewis (Maia Brewton), que faz tudo para tramar o irmão. Para tal, tende a manipular os pais e os professores e costuma aliar-se a Musso para pôr Parker em sarilhos. Mas este consegue sempre levar a melhor sobre Shelly, que não raras vezes acaba a gritar pela mãe sempre que vê vencida por Parker. Além disso, Jerry é apaixonado por Shelly, que fica constantemente envergonhada pelas declarações dele. Mas na última série, ela decide aceitar a corte de Jerry.



Outra personagem inesquecível é o mastodôntico Larry Kubiac (Abraham Benrubi), que provoca tremores de terra quando anda. Com a dimensão de um dinossauro e o cérebro de uma minhoca, Kubiac adora enfiar nerds, como Jerry,  nos cacifos da escola e deixá-los por lá, mas as suas duas grandes paixões são futebol americana e comida. Quando Parker precisa de Kubiac, costuma oferecer-lhe comida para comprar a sua lealdade. Com o avançar da série, Kubiac demonstra um temperamento mais afável e vai deixando no ar a ideia que ele não é tão acéfalo como parece. 

Um ponto de viragem ocorre a meio da segunda série quando Parker se apaixona pela bela Annie Sloan (Jennifer Guthrie), vendo-se obrigado a corrigir muito do seu egocentrismo para a conquistar. A terceira série é particularmente focada na relação entre os dois, ao ponto do surrealismo e do nonsense que caracterizava a série terem sido bem mais atenuados, ao ponto de Lewis deixar de lado as suas famosas camisas ultra-coloridas. Tal rumo provou não ser muito eficaz com a diminuição das audiências e o eventual cancelamento da série.    

Outro dos aspectos interessantes da série era a sua referências a vários aspectos da cultura popular do início dos anos 90, nomeadamente filmes, política, celebridades e músicas. Recordo em particular um episódio em que Jerry filma um filme chamado "Boyz N The Park", uma clara alusão a filmes como "A Malta do Bairro" e "Não Dês Bronca", chegando para tal a usar um boné virado ao contrário como Spike Lee. 

A reposição da série em 2005 na SIC Radical veio demonstrar que a par do facto cápsula do tempo de nostalgia nineties, muito do seu humor manteve-se bem conservado e que várias séries posteriores como "Ally McBeal",  "A Vida é Injusta" e sobretudo "Médicos & Estagiários" foram buscar várias influências a "Parker Lewis Can't Lose".

E onde se encontra actualmente o elenco? Corin Nemec tem continuado a trabalhar activamente em várias séries de televisão, tendo tido um papel fixo em "Stargate".Troy Slaten e Maia Brewton trocaram a representação pela advocacia. Billy Jayne faz dobragens e tem feito música para artistas como Macy Gray. Melanie Chartoff também tem se dedicado sobretudo às dobragens, notabilizando-se como a voz de Didi Pickles, mãe de Tommy, o protagonista da excelente série animada "Rugrats". Abraham Benrubi é presença assídua em filmes ("Tornado", "Sem Remos nem Rumos", "Miss Detective 2") e em séries ("E.R.", "O Amor no Alaska").  

Trailer do DVD da 1.ª Temporada:






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