"Consultório Thaber", publicidade em forma de consultório que responde aos problemas das leitoras com sugestões de produtos de beleza "Thaber" para resolver borbulhas, pele seca, maquilhagem, rugas e aplicações de cabelo postiço.
Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.
Uma das minhas mais recentes aquisições, este disco de vinil de 45 rotações, da banda sonora do desenho animado Ulisses 31. Está em excelente estado de conservação, apesar de ainda não o ter experimentado num gira-discos.
Este disco inclui no Lado 1 a versão portuguesa da música que se ouve no genérico inicial da série. Quando foi exibida em Portugal, apenas o genérico era em português, já que a série foi transmitida em francês com legendas.
Ulisses 31 foi uma série franco-nipónica, criada em 1981, conhecida internacionalmente por Ulysses 31, no Japão por 宇宙伝説ユリシーズ (31 Uchū Densetsu Yurishīzu Sātīwan) e Ulysse 31 na França. basicamente, adaptou a épica história "Odisseia" de Homero sobre as aventuras de Odysseus/Ulysses ao século XXI, num ambiente de space opera.
Pode clicar nas fotos para as aumentar:
Clique no link para ver mais fotos, videos e informação sobre o disco e a série:
"O Cinema, arte e indústria" Colecção: Biblioteca Salvat de Grandes Temas Personalidade entrevistada: Marco Ferreri Texto: Carlos Barbáchano ISBN 84-401-0209-7 (obra completa) ISBN 84-401-0214-3 1979 Edição: Salvat 143 páginas.
Uma aquisição recente, em 2ª mão num alfarrabista:
Clique no link para continuar a ver o resto das fotos:
Reclame aos tampões Tampax, "protecção higiénica para uso interno". Confesso que não fazia ideia que já havia tampões há tantos anos. "Nem cintos, nem alfinetes, nem chumaços, nem cheiro". "São totalmente indetectáveis quando em uso e ... são tão delicados e femininos. As mãos nunca precisam de tocar no próprio tampão." Curiosamente, o desenho da embalagem está em inglês, como podem ver no detalhe da imagem do topo.
Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.
Ora cá está algo deveras invulgar, com o título "Documentário 68" e a frase de promoção "Um retrato flagrante e vivo do ano de 1968!" primeiro julguei tratar-se de um documentário à venda em cassete, e depois lembrei-me que ainda faltava uns anitos para os leitores de VHS chegaram às casas dos comuns mortais: este "Documentário 68" era um compêndio de "mais de 150 páginas de legendas e fotografias", lançado pela Editorial 'O Século' ao preço de 20$00, para recordar os acontecimentos de 1968. Como diz no anúncio: "Um ano cheio - a exploração espacial, a morte de Kennedy, a invasão da Checoslováquia, a guerra do Vietname..e do Biafra..., O casamento de Jacqueline...". Se alguém ainda tem esta relíquia em casa, digam-se se incluía alguma coisa sobre o "Maio de 68", e greves, e assim... ou se se notava muito os traços do lápis azul.
Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.
Os anos 80 marcaram um ponto de mudança na definição da identidade dos géneros no mundo ocidental. Mais que nunca, as mulheres aspiravam cada vez mais a uma carreira profissional de sucesso e cada vez menos a uma vida doméstica. Por outro lado, os homens deixavam de lado os complexos e iam interessando-se cada vez mais pelas lidas domésticas. A ilustrar de forma divertida mas edificante esta inversão no papel dos géneros, esteve a série que hoje recordamos: "Chefe...mas pouco" (Who's the boss, no original).
Angela Bower (Judith Light) é uma bem-sucedida executiva no mundo de publicidade, recém-divorciada, que vive numa aprazível casa no Connecticut com o seu filho Danny (Danny Pintauro) e a sua mãe Mona (Katherine Helmond). Sem tempo nem jeito para as tarefas domésticas, Angela decide contratar uma empregada interna para tomar conta da casa. Só que quem lhe bate à porta é Tony Micelli (Tony Danza).
Antiga estrela do basebol, Tony tem criado sozinho a sua filha Samantha (Alyssa Milano) desde que enviuvou. Para providenciar uma vida mais segura e confortável à filha, fora de Brooklyn, Tony candidata-se ao emprego. Após a surpresa inicial, os Bowers acolhem Tony e Samantha na sua casa e depressa criam com estes uma dinâmica semelhante à de uma verdadeira família.
Angela, naturalmente introvertida e emocionalmente frágil apesar do seu sucesso, deixa-se cativar pelo espírito alegre e descontraído de Tony e entre os dois nasce uma amizade que evolui para uma atracção mútua que não se atrevem a explorar para não complicar as coisas. Tony torna-se também rapidamente amigo de Mona, que ao contrário da filha, é uma mulher extrovertida, espalhafatosa e com vida amorosa - e sexual - activa (uma personagem que bem podia fazer parte de "Sarilhos com elas", série que já abordei na Enciclopédia). E tal como Tony torna-se uma figura paternal para Danny, Mona e Angela providenciam a Samantha todo o apoio e aconselhamento feminino de que ela precisa.
Aliás, ao longo de toda a série vemos Samantha passar de pré-adolescente a mulher feita. Alyssa Milano revelou que muitas vezes a realidade e a ficção quase se esbatiam: por exemplo, o seu primeiro beijo da vida dela foi também o primeiro beijo da personagem. Ao longo da série, enquanto encantava o resto do mundo no pequeno ecrã, Alyssa teve uma carreira musical de sucesso no Japão.
"Chefe...mas pouco" teve oito temporadas entre 1984 e 1992 (exibida em Portugal pela primeira vez em 1989). Na última temporada, Tony e Angela reconhecem finalmente que se apaixonaram, mas em vez de terminarem casados como é típico nas séries, as coisas não correm bem e decidem ficar apenas amigos. O próprio Tony Danza defendeu este rumo porque achava que contradizia o propósito essencial da série.
A série teve várias adaptações noutros países: Alemanha, Argentina, Colômbia, México, Polónia, Rússia e até uma adaptação indiana! Em Itália, o nome de Mona foi alterado para Moira porque em italiano, "mona" é um termo com conatação sexual.
À excepção de Danny Pintauro (que segundo consta, ganha a vida a vender Tupperwares), todos os actores principais prosseguem a carreira na televisão. Alyssa Milano conseguiu por fim fazer esquecer Samantha Micelli, ao encarnar Paige Halliwell em "Charmed". Nos anos mais recentes, vimos Judith Light em "Betty Feia" e Katherine Helmond em "Todos gostam do Raymond". Tony Danza teve o seu talk show entre 2004 e 2006 e continua a fazer várias participações especiais em séries.
O tema do genérico intitulava-se "Brand New Life", que ao longo da série, teve três intérpretes: Larry Weiss, Jonathan Wolff e Steve Wariner.