Confirmei há pouco tempo - graças à Internet - o que já suspeitava hà muitos anos: a estreita ligação entre o livro de Arthur C. Clarke (1986) e o álbum de Mike Oldfield (1994) com o mesmo título: "The Songs of Distant Earth" (Canções da Terra Distante). Clarke é um dos meus escritores favoritos de sci-fi e de Oldfield conheço basicamente alguns clips que passaram nas TVs ou rádios.
O planeta oceânico Thalassa, por volta do ano 3800, é habitado por humanos que foram transportados como embriões em naves semadoras (originárias da Terra, ameaçada pela eminente explosão do Sol) que chegaram à séculos ao planeta desabitado. A sociedade é pacífica com tecnologias não agressivas, uma utopia quase perfeita, livre da influência maligna de vícios e preconceitos. Até que um dia surge nos céus de Thalassa uma nave espacial, a Magellan, conduzida pelos últimos sobrevivente do planeta Terra, entretanto destruído quando o Sol se transformou numa super-nova. Enquanto os terráqueos preparam um escudo de gelo - utilizando a tecnologia de elevador espacial - para proteger a nave antes de continuarem viagem até ao planeta Sagan-2; os elementos das duas sociedades (tão diferentes em todos os aspectos) vão desenvolver uma série de relações de amizade, amor, troca de conhecimentos e tecnologias, que os modificam para sempre.
A novela de Clarke é baseado num história curta homónima, publicada por si em 1958, na colectânea The "Other Side of the Sky". Li a versão mais longa de 1986 há cerca de vinte anos, e voltei a revisitá-la há alguns dias. Continua bastante satisfatória, apesar de algumas passagens um pouco utópicas e ingénuas.
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