sexta-feira, 4 de maio de 2012

Bolero (1992)


Publicidade a "Bolero", bebida de cereais sem café, "O Sabor que Reconforta", da Nestlé:
No anúncio de 1992 é explicado um concurso que sorteou 10 viagens ao Velho Oeste: Los Angeles, S. Francisco, Grand Canyon, Las Vegas. E mais 75 contos para despesas!

O aspecto actual da embalagem de Bolero:



Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Colecção Azul - Círculo de Leitores



Colecção de livros de capa dura, omnipresente em bibliotecas e prateleiras de casa: Colecção Azul, do Círculo de Leitores [1]. Os livros retratados nas fotos deste artigo fazem parte da colecção da Ana Trindade, e apesar de não estar completa, inclui vários dos chamados "clássicos" da literatura direccionada - creio - ao publico juvenil. Por exemplo: "Viagens de Tom Sawyer" de Mark Twain; "Cântico de Natal" de Charles Dickens; "Mulherzinhas" de Louisa May Alcott, "As Meninas Exemplares" da
Condessa de Ségur, etc.
Vejam algumas das capas:


 Mais livros e informação depois do "link":

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Raquetes com velcro

Andava eu a passear pela galeria de fotos do Facebook da Caderneta de Cromos, quando vi esta foto (colocada por João Machado) de um brinquedo, ou jogo, que já não me recordava: esta espécie de raquete com velcro para agarrar a bola!


Acho que a que tivemos em casa era destas exactas cores! Não foi difícil encontrar na Net fotos deste objecto, em diversas variedades, usados como "luva" ou com cabo como uma raquete convencional.



Dormindo com o Inimigo (1991)

Dormindo com o Inimigo (1991)
Título Original: Sleeping With The Enemy
Realizador: Joseph Ruben
Actores: Julia Roberts, Patrick Bergin, Kevin Anderson.


Adaptação da novela homónima de Nancy Price, este  filme do inicio da década de noventa é um eficaz mix de thriller, drama e filme romântico, que sem cair em excessos melodramáticos retrata o sofrimento de uma mulher nas mãos de um marido maníaco, controlador e violento; e da sua fuga e tentativa de construir uma vida independente. Uma realização banal, que apesar de tudo conseguiu criar boas cenas de suspense, já que, tal como o tubarão de Jaws, o marido em fúria nunca está muito longe, em busca da esposa em fuga, para a castigar e submeter a sua vontade.

Laura, a mulher em busca de liberdade é interpretada por Julia Roberts (recém chegada do sucesso de Pretty Woman),  Martin o marido psicopata  ficou a cargo de Patrick Bergin e Kevin Anderson dá vida a Ben, o novo interesse romântico de Laura. Um elenco simpático e competente para um filme que apesar de previsível, consegue manter o interesse e o suspense do "quando e como" vai acontecer o confronto final entre vitima e carrasco. Destaque para a interessante utilização da sinistra musica de Berlioz da Symphonie Fantastique.


"Self-Defense is not murder."

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Coma com pão

Mais um chocolate clássico da Regina que regressou ás prateleiras: o "Coma Com Pão"! Não me recordo do original (só de ouvir falar o pessoal mais velho) mas por altura do relançamento participei num concurso e ganhei algumas tabletes :) Aprovado! O chocolate originalmente foi lançado nos anos 1950, e apesar de grande sucesso nas décadas de 70 e 80, desapareceu. Regressou recentemente pela mão da Imperial, que revitalizou vários produtos da Regina, como as Sombrinhas de Chocolate.
A foto de cima retrata a singela embalagem vintage, enquanto que abaixo podemos ver o aspecto actual da guloseima:
Foto:  https://www.facebook.com/chocolatesregina   


"...o “Coma com Pão” apresenta um conceito inovador, dado que é a única tablete de chocolate desenvolvida para combinar com o sabor do pão."
"A embalagem aposta num packaging dinâmico e atractivo, direccionado para um público jovem, entre os 6 e os 30 anos, com um estilo de vida activo e preocupado com as questões de saúde e bem-estar. Contudo, dado o grau de notoriedade e estima do público mais adulto, o “Coma com Pão” será certamente apreciado por consumidores de faixas etárias distintas.
“Trata-se de um chocolate que faz parte da memória dos portugueses. Tínhamos inúmeros pedidos para recuperar este produto que marcou de forma tão intensa os anos 70 e 80."

Sombrinhas de Chocolate


As deliciosas Sombrinhas (ou Guarda-Chuva) de Chocolate! Que até aos nossos dias se vendem muito bem, ainda para mais pela fase de revivalismo actual! As da Regina voltaram a ser "reeditadas" pela Imperial, que comprou a marca. Fiquei com uma vontade enorme de sair de casa e ir comprar umas sombrinhas :)


Foto: Mistério Juvenil. "Guarda-chuvas de chocolate da antiga fábrica de chocolates portuense La Española, na montra do extinto supermercado Vilares na rua Formosa no Porto." in Facebook Mistério Juvenil.
Visitem o Facebook da Regina: https://www.facebook.com/chocolatesregina e vejam as fotos dos produtos clássicos da marca: "Museu Clássicos Regina"


Gato que veio do Espaço, O (1978)

Título Original: The Cat from Outer Space
Realizador: Norman Tokar
Actores: Ronnie Schell, Ken Berry, Sandy Duncan, Harry Morgan, Roddy McDowall e McLean Stevenson.
Ainda antes do E.T. (1982) de Spielberg já existiam no cinema alienígenas que não queriam destruir a Terra:
Um extraterrestre, com o aspecto de um vulgar gato doméstico, chamado Zunar-J-5/Doric-4-7 (ou  Jake) despenha-se na Terra. E as peripécias para consertar a nave são o centro desta comédia da Disney, disposta a ganhar algum com a febre dos filmes de ETs (Uma das frases de promoção: "A Close Encounter of the 'furred' kind!"). O filme que Nuno Markl definiu como uma "feze". 
Pessoalmente, não me recordo de ter assistido a esta "beleza", obviamente dirigida aos mais pequenos. 
A voz do gato pertencia ao actor Ronnie Schell, e o gato foi desempenhado por dois felinos: Amber e Rumple. Pelos posters portugueses mais abaixo, foi exibido entre nós "Falado em Português". Resta saber se falado com o sotaque deste ou do outro lado do Atlântico...


Um poster português (colocado no Facebook da Caderneta de Cromos por Jorge Tomé Santos):
"Encontros imediatos a 4 patas", "A comédia espacial que vai pôr tudo maluco!".

Actualização: outro poster nacional, de melhor qualidade de imagem, enviado pelo leitor João Mestre:


Trailers:


Cinema Paraíso (1988)

Cinema Paraíso (1988)
Título Original: Nuovo Cinema Paradiso
Realizador: Giuseppe Tornatore
Actores: Philippe Noiret, Jacques Perrin, Salvatore Cascio, Marco Leonardi, Agnese Nano, Leopoldo Trieste, Enzo Cannavale .Antonella Attili, Enzo Cannavale, Isa Danieli.


Um dos meus filmes favoritos. A versão que conheço do filme é a versão mais curta. Apesar de possuir em DVD a versão original, o "Director's Cut" com cerca de mais uma hora de cenas "novas", tenho evitado conscientemente ver essa versão, com receio de "estragar" (na minha mente) a experiência de assistir e emocionar com um filme quase perfeito, uma ode de amor à sétima arte, à sua paixão e maldição. Além disso, a quase totalidade das críticas que li online afirmam que as cenas extra mudam muito o sentido do filme, retirando-lhe algum do encanto.  O filme de Tornatore tem uma carga nostálgica imensa, um misto de inocência e tragédia. Fascinante como o modo de ver cinema mudou desde as épocas retratadas, quando ir a uma sala era um acto social, tanto para as classes mais educadas como para as mais pobres. Segundo relatos e documentos[1], na minha cidade ( na mesma altura, uma pequena vila de pescadores pobres e indústria conserveira) a relação do público com os filmes era em tudo semelhante, uma forma de escapismo ao duro dia-a-dia. Pormenores deliciosos, como os casais que namoravam no escurinho, o homem que pagava bilhete para ir dormir, o rico que cuspia para os pobres nos lugares abaixo, o padre da terra que censurava previamente os beijos e outras indecências, etc. Também de destaque é a reprodução histórica e social da pequena cidade de Giancaldo, e as suas mudanças desde os anos 50 até aos anos 80 do século XX. A minha experiência com este filme é bem pessoal, porque alguns dias depois de ter visto o filme pela primeira vez - numa esplanada ao ar livre - frequentei no mesmo local, um curso de projeccionista de 16 e 35mm, organizado pelo CineClube de Olhão e ministrado pelo projeccionista do Cinalgarve. Uma experiência inesquecível!

Além da relação paternal do jovem Totó (Salvatore Cascio) e o velho projeccionista Alfredo (Philippe Noiret), que admite Totó nos bastidores da magia da cabina de projecção, o filme lida com o modo como o cinema consome a vida de Alfredo e de Totó. Paralelamente, quando Salvatore (o verdadeiro nome de Toto) já é um jovem adulto (Marco Leonardi) vive uma paixão pela bela Helena (Agnese Nano) - filha do banqueiro - um romance que tem muito de cinematográfico, pela excepção da falta do final feliz à moda de Hollywood.
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