terça-feira, 29 de agosto de 2017

O 5º Elemento (1997)


"O 5º Elemento" (ou "O Quinto Elemento". "Le Cinquiéme Element", "The Fifht Element"), filme francês mas falado em inglês e com estrelas internacionais estreou no pais natal em Maio de 1997 e em Portugal a 29 de Agosto de 1997.
O Trailer:


Este filme de ficção cientifica de finais dos anos 90 é dos meus favoritos do género. Realizado por Luc Besson, é um assumido pastiche de inúmeras obras (que Besson começou a construir em 1975, quando ainda era adolescente) mas com um cunho visual próprio, marcado muito pelos estilos de Jean Giraud (Moebius) e Jean Claude Mezieres (um dos criadores de "Valerian", adaptado ao cinema em 2017 por Luc Besson) e o guarda roupa de famoso estilista de alta-costura Jean Paul Gaultier.

Creio que foi uns meses antes de ir ao cinema assistir a "O 5º Elemento" vi numa cassete VHS que comprei numa feira de velharias o primeiro sucesso de Besson, "Vertigem Azul" (1988) antes dos mais conhecidos "Nikita - Dura de Matar" (1990) e "Leon: O Profissional" (1994).

O século XXIII, onde a maioria do filme decorre, é tecnológico e sujo, mas apesar de toda a poluição abunda a cor e diversidade, e o argumento não tem medo de recorrer ao humor. A sinopse é simples, no futuro surge no espaço um antigo Mal percorre o sistema solar rumo ao planeta Terra. Os Mondoshawans, os bizarros guardiões dos cinco elementos essenciais para derrotar essa monstruosidade são atacados pelos guerreiros Mangalores e mais tarde a única sobrevivente é reconstruída por cientistas terráqueos.


Desorientada, a poderosa Leeloo (Milla Jovovich, "Regresso à Lagoa Azul") foge das instalações em Nova Iorque onde renasceu e envergando pouco mais que umas ligaduras brancas salta de um arranha-céus para o táxi aéreo de Korben Dallas (Bruce Willis, "Assalto ao Arranha Céus", "Modelo e Detective"). 

Depois da confusão inicial Korben conduz LeeLoo a Cornelius (Ian Holm, "Alien, O Oitavo Passageiro") o padre que é o contacto dos Mondoshawans na Terra.


Leeloo revela que ela é o quinto elemento e que as pedras contendo os outros elementos estão a bordo de um luxuoso cruzeiro espacial. Korben é instruído pelo seu antigo superior militar para viajar disfarçado e recuperar as pedras. 

Claro que o plano não corre bem e vai ser uma corrida contra o tempo e as forças do pérfido (e divertido) Jean-Baptiste Emanuel Zorg (Gary Oldman, "Dracula", "Perdidos no Espaço") e dos Mangalores, para impedir que o Mal triunfe. 

Outra das referências - ou coincidências - é que tal como no desenho animado "Capitão Planeta" (1990-96) aos quatro elementos tradicionais junta-se outro, no Capitão Planeta o "Coração" e no "Quinto Elemento" o "Amor".
Durante um segundo ainda esperei ver sair da união dos cinco elementos o próprio Capitão Planeta....


E claro, o Jar-Jar Binks do filme, o irritante animador Ruby Rhod (um ainda desconhecido Chris Tucker). Pronto, ao principio estranha-se, mas depois entranha-se. Salvo seja.


Resumindo, um fita bem divertida, muito imaginativa, com cenários e designs invulgares, excitantes cenas de acção, actores super-carismáticos e à vontade com toda a loucura futurista, uma bela banda sonora a cargo de Eric Serra (colaborador habitual de Besson).



E aquela cena da ópera-espacial-alienígena, magnifica! Daqueles filmes que revejo sempre que passa na TV.

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Aneka "Japanese Boy" (1981) e Charlene "I've Never Been To Me" (1977)

por Paulo Neto

Hoje temos um cromo 2 em 1 em que vamos analisar o sucesso de duas cantoras que em comum terão talvez somente o facto de terem tido os seus quinze minutos de fama no início dos anos 80 com canções que foram n.º 1 do top britânico e de assinarem os respectivos temas com apenas um nome: Aneka e Charlene. A primeira era escocesa e obteve sucesso quando decidiu mudar o seu repertório e no processo trocando o tartan pelo quimono. A segunda é californiana e parecia destinada a ser uma no-hit-wonder quando uma feliz sucessão de eventos fez com que uma canção que gravara cinco anos antes escalasse os tops mundiais.



Mary Sandeman nasceu em Edimburgo 20 de Novembro de 1947. Começou nas lidas musicais ainda adolescente, cantando música tradicional escocesa, tendo mesmo ganho uma medalha de ouro no The Mód, o mais importante festival cultural da Escócia. Em 1979, editou um disco em seu nome próprio. Mas em 1981, quando lhe pediram para gravar um tema pop chamado "Japanese Boy", a sua editora ficou tão impressionada que soube que havia ali um hit. Como tal, Sandeman adoptou uma imagem oriental e o nome Aneka (que, segundo ela, descobriu numa lista telefónica) para promover o disco.
E tal como a editora previu, o tema em que Aneka lamentava a partida inesperada do seu amado japonês sem nenhuma razão aparente foi um sucesso instantâneo chegando ao n.º 1 do top não só do Reino Unido, mas também na Bélgica, Finlândia, Irlanda, Suécia e Suíça.
Apesar de existir um videoclip oficial bastante simplista, prefiro antes divulgar a actuação de Aneka no programa holandês TopPop, completa com turistas japoneses e lutadores de aikido.


Dado o sucesso de "Japanese Boy", a editora encomendou um álbum para Aneka ainda em 1981. O single seguinte "Little Lady" foi um flop no Reino Unido mas ainda obteve algum sucesso noutros países europeus. Para a promoção deste tema, Aneka fez algumas actuações vestida com as mesmas vestes orientais de "Japanese Boy" mas também vestida como uma dama do século XIX. Já o terceiro single "Ooh Shooby Doo Doo Lang" evocava a música dos anos 20 ao mesmo tempo que incluía uma referência a "Japanese Boy". 



Após mais um par de singles editados entre 1983 e 1984 que não foram a lado nenhum, Mary Sandeman deixou o alter-ego Aneka de lado e voltou ao seu verdadeiro nome e às suas origens da música tradicional escocesa. Actualmente, já retirada da cena musical, Sandeman vive na cidade escocesa de Stirling onde trabalha ocasionalmente como guia turística. 

Mary Sandeman/Aneka em 2011


"Japanese Boy" vendeu cinco milhões de cópias em todo o mundo, foi versionado por outros cantores em várias línguas. Em 2007 a girlband japonesa Shanadoo também fez uma cover, porém a julgar pelos comentários no YouTube, "Japanese Boy" está sobretudo nas memórias recentes devido à sua inclusão no jogo de vídeo "Grand Theft Auto - Vice City".
E o que é que os japoneses acham de "Japanese Boy"? Segundo Aneka/Mary Sandeman, foi-lhe dito que eles acharam a canção parecia "demasiado chinesa".  



Voamos agora da Escócia para a Califórnia, para falar sobre Charlene Marilynn D'Angelo, ou simplesmente Charlene, nascida a 1 de Junho de 1950 em Hollywood. Tendo assinado contracto com a Motown, Charlene manteve-se activa entre gravando demos para outros cantores e editando ocasionalmente alguns singles e um álbum em 1976, mas obtendo somente algum sucesso residual. Esse álbum também incluía a versão original de "I've Never Been To Me" que foi editada em single mas passou virtualmente despercebida. A Motown acabaria por dispensar Charlene em 1980 e ela mudou-se para Inglaterra onde casou-se pela segunda vez e dedicou-se à vida familiar.
Mas em 1982, o radialista Scott Shannon começou a tocar "I've Never Been To Me" no seu programa e a resposta dos ouvintes foi inesperadamente entusiasta. Talvez porque na altura, entre a ressaca dos dos anos 70 e os adventos da psicanálise e dos excessos capitalistas dos anos 80, o conto da prostituta de luxo que revela a uma dona-de-casa frustrada com a sua vida banal de que uma vida de glamour e luxo não lhe trouxe a felicidade que procurava acabou por soar mais pungente em 1982 do que aquele que obteve cinco anos antes. O videoclip da canção foi filmado em Norfolk, Inglaterra, com Charlene envergando o vestido que usou no seu segundo casamento. 





"I've Never Been To Me" foi reeditado em single, desta vez com a parte declamada ausente da edição original e tornou-se um sucesso internacional, chegando ao n.º 3 nos Estados Unidos e ao n.º 1 no Reino Unido, Canadá, Irlanda e Austrália. O sucesso fez com que fosse oferecido a Charlene um novo contracto com a Motown, mas à parte um dueto com Stevie Wonder, quer o seu novo material quer as reedições dos discos anteriores não obtiveram grande êxito. 
Entretanto "I've Never Been To Me" também foi gravado em várias línguas (do checo ao vietnamita) por vários artistas (a própria Charlene gravou uma versão em espanhol) e foi incluído em vários filmes e séries, nomeadamente na cena inicial de "Priscilla, A Rainha do Deserto"e em "Shrek 3".
Charlene, actualmente residindo de novo na sua Califórnia natal com a sua família, continua a compor e gravar música, disponibilizando o material ocasional no seu website. Gravou duas versões dançáveis de "I've Never Been To Me" em 2002 (com rap) e 2012.  

A cena de abertura do filme "Priscilla, A Rainha do Deserto":



Reportagem da TV holandesa sobre Charlene (2015):

Show Disney (1991)


Ainda maior que o Hiper Disney, Show Disney, com 384 páginas.

Imagem Digitalizada da revista "Edição Extra" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Hiper Disney (1991)



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domingo, 27 de agosto de 2017

Minicruzadas Disney (1991)



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sábado, 26 de agosto de 2017

Disney Aventura (1991)



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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Revistas Disney (1991)




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