Conforme atestado pela publicidade acima, chegou a Portugal em 1981, mas este álbum foi lançado "lá fora" em 1979. Segundo a Wikipédia, o álbum incluía dois tipos de temas: Versões disco de temas clássicos da Disney, e versões "disneyficadas" de temas clássicos do género disco.
A capa frontal do disco de disco:
Um ano depois foi exibido na TV e nos cinemas o videoclip de promoção:
E eis que estamos em mais um verão português com tudo o que de bom e de mau (sobretudo os malditos incêndios) acontece em cada Verão em neste país. Em tempos idos, a época estival também significava uma alteração nas grelhas das estações televisivos, exibindo séries que pareciam ser feitas para serem transmitidas naquela altura. Uma delas foi a série canadiana "Calor Tropical" que foi transmitida na RTP algures na primeira metade dos anos 90. Recordo-me que houve um ano que deu à noite à razão de um episódio por semana e outro em que deu de segunda a sexta-feira à tarde, sempre no Verão.
No original "Tropical Heat" (nos Estados Unidos teve o bizarro título de "Sweating Bullets"), a série era uma agradável mescla de acção, humor e alguma sensualidade num cenário paradisíaco. O protagonista da série era Nick Slaughter (Rob Stewart), um antigo agente da brigada de anti-narcotráfico que assenta arraiais na fictícia Key Mariah na Florida onde estabelece a sua agência de detectives. Com a ajuda do Tenente Carrillo (Pedro Armendariz jr.), da polícia local e da elegante Sylvie Girard (Carolyn Dunn), uma ex-agente turística que se torna o seu braço-direito nas investigações, Slaughter dedica-se a investigar os casos dos seus clientes e outros mistérios que se escondem sob tão idílica localidade, e pelo caminho vai fazendo os seus engates com o charme da sua lábia, das suas camisolas floridas e do seu rabo de cavalo. Nick e Sylvie mantêm a relação estritamente profissional e amistosa mas o espectador notava que não eram totalmente indiferentes aos encantos um do outro. Para os momentos de engate e de relax, Nick conta com a cumplicidade dos donos do bar da praia, Ian Stewart (John David Bland) e a partir de meio da segunda temporada, Spider Garvin (Ian Treacy).
A série teve 66 episódios repartidos por três temporadas, curiosamente cada qual filmada em sítios diferentes: a primeira no México (onde Rob Stewart conheceu a sua esposa), a segunda em Israel e a terceira na África do Sul e nas Ilhas Maurícias. Recordo-me desta série até hoje essencialmente por dois motivos: o tema reggae que alegrava o genérico e uma certa vez em que estava muita gente da minha família reunida em minha casa quando na televisão começou um episódio da série que começava justamente com uma tórrida cena de sexo, algo que foi tratado com galhofa e descontração por toda a gente mas mesmo assim eu não pude deixar de sentir um certo embaraço.
Um dos países onde a série fez mais sucesso foi a actual Sérvia, na altura ainda sob a denominação de Jugoslávia. Num período conturbadíssimo, com a guerra nos Balcãs e o embargo das Nações Unidas, as aventuras numa atmosfera tropical proporcionadas pela série eram um dos poucos escapes para os sérvios se abstraírem do cenário deprimente em que viviam. Deste modo, Nick Slaughter tornou-se um herói televisivo tão venerado no país como MacGyver ou Michael Knight. Por exemplo, um graffiti em Zarkovo, um subúrbio de Belgrado, em honra da personagem tornou-se um ponto turístico, vários bares e esplanadas no país adoptaram nomes relacionados com a série e Nick Slaughter foi mesmo utilizado em frases de propaganda em 1996-97 quando a população se revoltou contra uma fraude eleitoral promovida pelo regime de Slobodan Milosevic.
Quando Rob Stewart descobriu a sua popularidade na Sérvia, visitou o país em 2009 onde foi recebido com todas as honras. O périplo foi tema de um documentário estreado em 2013.
Stewart continua a fazer trabalhos ocasionais em televisão. O seu último trabalho mais notório foi na série "Nikita".
Como nem de só de altas referências culturais vive o homem, eu não tenho grandes pudores em admitir os meus gostos mais xaroposos ou azeiteiros. Por exemplo, venho por este meio confessar que sou fã do filme "Coyote Bar", o primeiro chick-flick do novo milénio. E não apenas por este ser protagonizado por uma mão-cheia de beldades.
Estreado em 2000, "Coyote Bar" foi realizado por David McNally e produzido pelo renomeado Jerry Bruckheimer. A ideia para o filme surgiu a partir de um artigo de 1997 para a revista GQ, escrito por Elizabeth Gilbert (a autora de "Comer Orar Amar") sobre um bar no East Village de Nova Iorque, o Coyote Ugly Saloon, que começava a tornar-se bastante popular devido à sensualidade das trabalhadoras e todo o tipo de proezas que por lá se passavam. Tal como é explicado no filme, o termo "coyote ugly" significa acordar junto a alguém tão feio ao ponto de ser preferível cortar um braço e ir-se embora em silêncio do que acordar essa pessoa. (Os coiotes por vezes cortam à dentada as suas patas presas nas armadilhas para fugirem).
Violet Sanford (Piper Perabo) é uma jovem que ruma de uma pequena cidade de Nova Jérsia até Nova Iorque para realizar o seu sonho de ser uma compositora de sucesso. Mas cedo percebe que as coisas estão longe de serem fáceis, com as portas das editoras a serem-lhe fechadas sem cerimónia e sendo alvo de um assalto ao seu apartamento. Um dia, ela ouve três jovens a falarem do muito dinheiro que ganham em gorjetas no seu trabalho no bar Coyote Ugly e que uma delas, Zoe (Tyra Banks), vai deixar o bar para ir estudar Direito.
Violet apresenta-se junto da dona do bar, Lil (Maria Bello), para se candidatar à vaga e esta propõe-lhe uma audição no bar. Apesar de alguns lapsos e das rasteiras da insolente Rachel (Bridget Moynahan), Violet acaba por conseguir o emprego e deixa-se contagiar pelo ambiente frenético do bar, onde as trabalhadoras passam mais tempo em cima do balcão do que atrás dele. Além de Lil e Rachel, no bar também trabalha a sensual Cammie (Izabella Miko) de quem Violet se torna amiga.
Entretanto, Violet apaixona-se por Kevin O'Donnell (Adam Garcia), um garboso australiano que a ajuda a superar o stagefright que aparentemente ela herdou da sua falecida mãe. Mas quando o louco estilo de vida do trabalho no bar começa a prejudicar as relações de Violet tanto com Kevin como com o seu pai Bill (John Goodman), a jovem vê-se numa encruzilhada que pode deitar tudo a perder. Mas no fim, acaba por realizar os seus sonhos quando uma das suas canções é gravada pela estrela country LeAnn Rimes e a boa notícia é celebrada por todos no Coyote Ugly.
Além de Rimes, o filme conta com cameos de Johnny Knoxville e do realizador Michael Bay. No filme também pode ser vista a banda The Calling a interpretar "Wherever You Will Go", que se tornaria um hit dois anos mais tarde.
Apesar das críticas negativas, "Coyote Bar" foi um sucesso de bilheteira e ganhou desde então lugar de destaque na categoria de "chick-flicks". Apesar de não ser brilhante, acho que é um filme que entretém bastante bem, com a sua estrutura de conto de fadas moderno e quando o apanho a ser transmitido na televisão, geralmente fico a vê-lo. O filme não só gerou um franchising do bar original (que actualmente conta com vinte e dois bares, nos Estados Unidos, Alemanha, Rússia e Roménia), como à criação de vários bares semelhantes um pouco por todo o mundo.
Onde também "Coyote Bar" venceu foi na música, com o tema "Can't Fight The Moonlight" interpretado por LeAnn Rimes a ser um hit global, tendo sido n.º 1 em oito países. (Foi o single mais vendido de 2001 na Austrália e o 18.º mais vendido de sempre na Irlanda!) O CD da banda sonora (que eu comprei) continha mais três temas de LeAnn Rimes e clássicos dançáveis como "The Power" dos Snap!, "Unbelievable" dos EMF e "Need You Tonight" dos INXS. Um segundo álbum com mais canções do filme foi editado em 2003.
Entre os "Jackpots" e "Polystars" dos anos 80 e a actual série NOW, nos anos 90 a principal série de colectâneas de êxitos musicais em Portugal foi sem dúvida a série "Número 1" que durou entre 1991 e 1996 e que reunia grande parte dos hits da altura num só disco, daí que fossem sempre campeãs de vendas. Em termos de compilações, só mesmo as inúmeras colectâneas de dance-music da Vidisco faziam-lhes frente. A série também era popularmente conhecida como "Fido Dido" porque era hábito que a simpática mascote da 7Up ilustrasse a capa de muitos dos volumes da série, se bem que não de todos. Inclusivamente, recordo-me que a edição do Natal de 1994 tinha antes o célebre Sonic na capa. A série, que constituía uma pareceria entre algumas das maiores editoras discográficas da altura (Sony Music, BMG, EMI-Valentim de Carvalho), editava dois volumes por ano, um no Verão e outro no sempre apetecível período natalício.
Eu tive alguns volumes dessa série. Um dos mais populares foi aquele editado no Verão de 1995, um daqueles em que Fido Dido abrilhantou a capa e que recebi de presente dos meus pais por ter concluído o 9.º ano.
Este volume continha dois CD, cada qual com catorze faixas e reunia muitos daqueles que tinham sido os maiores hits desse ano de 1995. Quantas dessas músicas ainda se recordam.
CD 1
1. Back For Good - Take That: O CD 1 começava com um dos maiores hits da pioneira boyband britânica Take That, o seu único grande êxito nos Estados Unidos e um dos marcos na baladaria dos anos 90. Mas a partir daí as coisas entraram em curva descendente, com a saída de Robbie Williams do grupo e os restantes membros a prolongarem as actividades do grupo até ao ínicio de 1996. Como é sabido, Robbie Williams viria a ter uma fulgurante carreira a solo e os outros membros concretizaram um inesperadamente bem-sucedido regresso em 2006 que se prolonga até hoje, que até incluíu a participação de Williams num dos álbuns.
2. Think Twice - Céline Dion: A diva canadiana era até então conhecida sobretudo por ter vencido o Festival da Eurovisão de 1988 pela Suíça e por ter cantado o tema do filme da Disney "A Bela e O Monstro", mas foi em 1995 que Céline Dion seria definitivamente catapultada para estrelato global com "Think Twice", que fez disparar as vendas do álbum "The Colour Of My Love", editado originalmente em 1993. Além de ter sido amplamente utilizado nos programas de cantorias da altura, o videoclip onde Dion, enrolada apenas num lençol, tentava resolver os seus problemas amorosos com um artista de esculturas de gelo ficou na memória.
3. The Conquest Of Paradise - Vangelis: Este tema composto pelo compositor de "Momentos de Glória" e "Blade Runner" para o filme "1492 - A Conquista", um dos dois filmes sobre a descoberta da América por Cristóvão Colombo que saíram no ano de 1992, teve um inesperado ressurgimento anos mais tarde. Tudo começou na Alemanha, quando o pugilista germânico Henry Maske passou a utilizar o tema para a sua entrada na arena antes dos seus combates. O renovado interesse do público pelo tema espalhou-se da Alemanha para outros países europeus, Portugal incluído. Aliás, seria também utilizado na campanha do PS para as eleições legislativas de 1995 e ainda há quem se refira à faixa como "a música do Guterres".
4. Non C'é - Laura Pausini:Como já escrevi há alguns anos, em meados dos anos 90, assistia-se em Portugal a um renovado interesse pela música italiana que coroou Eros Ramazzotti e Laura Pausini como o rei e a rainha do top nacional. Editado no seu país em 1993, o álbum de estreia da italiana só chegaria a Portugal no final de 1994, mas não se perdeu nada pela demora, com canções como o avassalador "La Solitudine" e este "Non C'é" a dominarem as rádios nacionais.
5. Here Comes The Hotstepper - Ini Kamoze: o jamaicano Ini Kamoze viu-se com um inesperado hit global devido à inclusão do seu tema "Here Comes The Hotstepper" ter sido incluído no filme "Prêt-À-Porter" de Robert Altman, que se debruçava sobre os bastidores do mundo da moda e que tinha um elenco luxuosíssimo (Sofia Loren, Marcello Mastroianni, Kim Basinger, Julia Roberts e é so para começar) e vários cameos de conhecidos estilistas e manequins. Não se tardou a que a vida imitasse a arte e este tema também fosse utilizado em desfiles de moda. Os célebres "na na na na" foram originalmente usados no tema de 1963 "Land Of 1000 Dances".
6. No More "I Love You"s - Annie Lennox: Depois do sucesso do seu primeiro álbum a solo "Diva" (1992), a cantora escocesa, famosa por ser a metade feminina dos Eurythmics, lançava um novo álbum a solo "Medusa", constituído por integralmente por covers de canções. O primeiro single foi este "No More «I Love You» 's", originalmente gravado em 1986 pelos The Lover Speaks, mas a versão de Lennox foi bem mais sucedida, tendo mesmo ganho um Grammy. Célebre também é o videoclip em que Lennox se fazia acompanhar por quatro bailarinas travestis.
7. She's A River - Simple Minds:A banda de "Don't You Forget About Me" continuava então bem activa mas este "She's A River", do álbum "Good News From The Next World", acabou por ser o seu último grande hit. No entanto, os Simple Minds continuam a tocar um pouco por todo o mundo e a editar discos, com o seu último álbum, "Big Music" a sair em 2014.
8. Independent Love Song - Scarlet: As Scarlet eram duo pop/rock britânico composto por Cheryl Parker e Jo Youle que em 1995 tiveram direito aos seus quinze minutos de fama onde foram uma "two hit wonder" graças ao fortíssimo refrão deste "Independent Love Song" e o single seguinte "I Wanna Be Free". O duo separar-se-ia em 1996 após o fracasso dos singles subsequentes e do segundo álbum.
9. Whoops Now - Janet Jackson: O álbum de 1993 "janet." foi um marco na carreira de Janet Jackson, não só por ser um dos seus comercialmente mais bem sucedidos, como por marcar a fase onde a irmã de Janet Jackson roumpeu com a imagem conservadora que tinha até então, abordando francamente temáticas sexuais. Este "Whoops Now", um tema alegremente despretensioso com algumas influências Motown, foi a última gota a ser espremida do respectivo opus.
10. I've Got A Little Something For You - MN8: Outro grupo britânico que em 1995 viveu os seus minutos de glória. Misto de boyband e grupo hip hop/r&b, os MN8 gozaram de algum sucesso na Europa nesse ano, sobretudo com este mesmíssimo tema. Porém nos anos seguintes, o sucesso não teve continuidade e o grupo dissolveu-se em 1999.
11. Vulnerable - Roxette: os suecos Roxette sempre tiveram queda para a baladaria e esta, incluída no álbum "Crash! Boom! Bang!", tem a particularidade ser das poucas cantadas pela parcela masculina do duo, Per Gessle, em vez dos habituais chilreios de Marie Fredriksson.
12. Be My Lover - La Bouche: os La Bouche, duo americano radicado na Alemanha composto por Melanie Thornton e Lane McCray, já tinham tido um hit em 1994 com "Sweet Dreams" mas seria o single seguinte "Be My Lover" que se tornaria um clássico dance-pop da década de 90 (quem nunca trauteou o "la la la ri la la la..." inicial?). O duo conheceu sucesso por mais algum tempo na Alemanha. Melanie Thornton iniciou depois uma carreira a solo em terras alemãs bruscamente interrompida quando morreu num desastre aéreo em 2001. Lane McCray ainda actua ocasionalmente sob o nome La Bouche com outras parceiras.
13. Mariana - Diva: O grupo de Natália Casanova já tinha deixado a sua marca com o clássico de 1989 "Amor Errante". O segundo álbum finalmente surgiu em 1995 e o tema principal foi este "Mariana", dedicado à filha de Natália Casanova.
1. Scatman (New Radio Edit) - Scatman John: Um dos êxitos que marcaram o ano de 1995 veio da proveniência mais inesperada. O épico euro-dance composto dos contorcionismos vocais de um músico jazz de 50 anos, cuja letra falava de como lidava com a sua gaguez, foi um êxito mundial e o Scatman John Larkin chegou a actuar em Portugal no programa da RTP "Zona Mais", apresentado por Carlos Cruz. O single seguinte "Scatman's World" e o álbum do mesmo nome ainda tiveram algum sucesso mas o disco seguinte passou quase despercebido. Infelizmente Larkin faleceu em 1999. A versão do tema incluída na compilação não era aquela que é a mais conhecida, mas uma nova remistura.
3. Cotton-Eye Joe - Rednex: Outro clássico do ano de 1995. Os suecos Rednex descobriram a pólvora ao misturar country com euro-dance. O resultado era um pouco como misturar vinho com Coca-Cola, mas inesperadamente entranhava-se mais do que se estranhava. Seguiram-se alguns hits de sonoridade semelhante mas em Portugal, além deste "Cotton Eye Joe", o grupo é mais lembrado também pela balada "Wish You Were Here". Os Rednex continuam ainda no activo e são particularmente populares na Roménia, onde até já tentaram ir ao Festival da Eurovisão por aquele país.
4. Holding On To You - Terence Trent D'Arby:Como se pode ver no alinhamento desta compilação, existiam na altura várias estrelas dos anos 80 em busca de mais alguns fogachos de fama em meados da década seguinte. Era o caso de Terence Trent D'Arby (ou como dizia o meu tio, o Terence da Arábia), autor de hits como "Sign Your Name" e "Wishing Well". Para o seu álbum de 1995 "Vibrator", D'Arby surpreendeu com uma radical mudança de look, trocando as suas famosas tranças por um corte a pente 2 regado com água oxigenada. Já a sua voz continuava em grande forma. Embora longe da glória de outrora, Terence Trent D'Arby continua activo na música e até tem as suas tranças de volta, mas desde 2001 que responde pelo nome de Sananda Maitreya.
5. Unchained Melody - Robson & Jerome:"Unchained Melody" é uma das canções mais gravadas de sempre com mais de 500 versões em diferentes línguas. Foi originalmente gravada em 1955 por Todd Duncan para "Unchained", um filme pouco conhecido de temática prisional. A versão mais famosa é sem dúvida aquela gravada em 1965 pelos Righteous Brothers, popularizada pelo filme "Ghost- Espírito do Amor". Em 1995, o célebre produtor Simon Cowell, ainda longe de se imaginar o rei dos júris de talent shows, convenceu dois actores ingleses Robson Greene e Jerome Flynn a gravarem uma versão do tema. A versão acabou por ser o single mais vendido de 1995 no Reino Unido e permanece como um dos mais vendidos de sempre naquele país. Robson e Jerome iniciaram então uma breve carreira como popstars interpretando clássicos dos anos 50 e 60 até voltarem à representação. Jerome Flynn é actualmente conhecido pelo seu papel de Bronn em "Game Of Thrones".
6. Stay - Eternal: Formadas em 1993, as Eternal foram um resposta britânica aos grupos r&b americanos da altura como as En Vogue e as SWV. Este "Stay" foi o seu primeiro single mas só em 1995 é que chegou ao éter nacional, quando até uma delas, Louise Nurding, já tinha deixado o grupo com uma carreira a solo fisgada. Os restantes membros (Kelle Bryan e as irmãs Easther e Vernie Bennett) continuaram mais uns anos como trio, tendo em 1997 conseguido o seu maior hit com "I Wanna Be The Only One". O grupo terminou em 2000, quando já só integrava as irmãs Bennett, mas estas e Kelle Bryan têm feito algumas actuações esporádicas desde 2013.
7. Whatever - Oasis:1995 foi o ano do surgimento da britpop, com várias bandas rock britânicas a florescerem que nem cogumelos, criando novas sonoridades. A liderar o movimento estavam os Oasis que deixaram a sua marca logo no primeiro álbum "Definitely Maybe" de 1994. Antes de oficialmente lançarem o segundo álbum, "(What's The Story) Morning Glory", que seria um dos álbuns que marcaram a década de 90, os irmãos Gallagher e companhia editaram o tema inédito "Whatever", que com seis minutos e vinte segundos, era o tema mais longo da compilação. O tema foi utilizado em 2012 para a campanha dos 125 anos da Coca-Cola.
8. Perfume - Entre-Aspas: A banda algarvia tinha-se feito notar com o seu álbum de estreia de 1992 "Entre S.F.F.", nomeadamente com os temas "Visita" que foi o tema da série da RTP "A Esfera Ki" e sobretudo o contagiante "Criatura Da Noite". Agora para os Entre Aspas, era tempo para promoverem o segundo álbum "Lollipop" do qual este "Perfume" foi o tema que se destacou. Mal sabiam que anos depois, iriam colher uma pequena flor.
9. Undecided (Deep Radio Mix) - Youssou N'Dour: O David Martins já falou aqui do esplendoroso "7 Seconds", dueto entre Youssou N'Dour e Neneh Cherry. Na onda do sucesso do tema, o álbum de N'Dour "The Guide" mereceu alguma atenção junto do público, destacando-se este "Undecided". A versão mais conhecida é aquela produzida pelos Deep Forest, conhecido projecto de world-music, e como em equipa que ganha não se mexe, também contava a participação de Neneh Cherry a fazer coro.
10. Open Your Heart - M-People: Desde 1991 que os M-People vinham assinando vários temas bem-dispostos, numa mescla de pop, dance, soul e jazz, tudo polvilhado pela poderosa voz de Heather Small. Este tema não será dos maiores hits da banda, como "Moving On Up" e "Search For The Hero" mas é bem ilustrativo do seu repertório. Apesar de não terem editado mais nenhum álbum de originais desde 1997 e de uma carreira a solo de Heather Small desde 2000, os M-People ainda continuam semi-activos e ainda actuam esporadicamente.
11. Bubbling Hot - Pato Banton: Nascido em Birmingham sob o nome Patrick Murray, o artista reaggae Pato Banton iniciou a sua carreira em 1982 mas o seu ponto alto foi em 1994 quando a sua versão de "Baby Come Back" dos Equals chegou ao 1.º lugar do top britânico. Este "Bubbling Hot" foi um dos singles subsequentes.
12. The First The Last Eternity (Till The End) - Snap feat. Summer: Ao terceiro álbum "Welcome To Tomorrow", já ficava claro que os tempos de hits esmagadores como "The Power" e "Rhythm Is A Dancer" já estavam para trás, mas o colectivo alemão Snap! ainda conseguiu fazer-se notar com este novo disco, sobretudo devido à faixa-título e este tema. Os Snap! ainda continuam activos mas só têm conseguido alguma notoriedade com novas versões dos seus antigos hits. (Por exemplo três versões de "Rhythm Is A Dancer" editadas em 1996, 2003 e 2008).
13. Gente Comme Noi - Spagna:a cantora italiana Ivana Spagna conheceu algum sucesso internacional em 1987 com os hits "Easy Lady" e "Call Me", em cujos videoclips passeava a sua estratosférica cabeleira loura. Mas desde então que a sua carreira tem-se restringido ao seu país natal. Porém em 1995, o seu tema "Gente Comme Noi" com o qual conseguiu o terceiro lugar no Festival da San Remo desse ano, teve alguma rodagem nas rádios portuguesas.
14. Tell Me When - Human League: Para terminar mais uma banda dos anos 80 que ainda procurava queimar alguns cartuchos na década seguinte. A saber, os Human League, autores de clássicos eighties como "Don't You Want Me", "Human" ou "(Keep Feeling) Fascination". Os Human League tiveram um breve regresso à forma com o álbum "Octopus", do qual este "Tell Me When" foi o single principal, que até inspirou a redescoberta dos seus hits anteriores num subsequente álbum best of e uma nova versão de "Don't You Want Me".
Num cromo recente revimos a publicidade à chegada dos refrigerantes Coca-Cola e Sprite na versão em lata. Do mesmo grupo Coca-Cola foi lançada uns meses depois, em 1983, outro refrigerante, também enlatado: Fanta, cuja publicidade podem ver na imagem acima. A lata, a escorrer frescura entre laranjas é sobrevoada por um pequeno avião pilotado por um palhaço com a mensagem "Fanta chegou!".
Apesar de só ter chegado a Portugal em 1983, a origem da bebida remonta a 1941, quando na Alemanha do Terceiro Reich se criou esse novo refrigerante devido à dificuldade de obter ingredientes para a confecção da Coca-Cola.
Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 58, de 1983.
Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.
Nunca tive medo de palhaços - "coulrofobia" se quisermos ser snobs - mas, sempre os achei...bizarros à falta de melhor palavra. Visto que fui ao circo apenas uma, ou duas vezes enquanto criança, os palhaços que me deixaram essa impressão incómoda foram os da tv. E a foto deste anúncio não contribui para diminuir essa sensação, pelo contrário:
A Wikipédia indica que o programa "Palhaços á solta" é de 1980, na RTP (obviamente), e neste reclame de 1982 anuncia-se a chegada desse "grande êxito da tv agora em LP e Cassete". As músicas foram compostas por Carlos Alberto Vidal, o eterno Avô Cantigas (o seu alter-ego desde 1982, pelo menos).
Foto: MistérioJuvenil
Foto: MistérioJuvenil
Como visível nas fotos acima, da frente e verso do LP, por detrás da maquilhagem de palhaços, dois portuguesissimos Antónios: António Assunção e António Branco, respectivamente Croquete e Batatinha. A dupla trabalhou em vários programas na RTP, o já mencionado "Palhaços à solta" ou "Circoflé", até à sua separação por "incompatibilidades". Ambos continuaram carreiras a solo, e o palhaço Batatinha é hoje conhecido por outro tipo de "incompatibilidades" com o colega Companhia (Paulo Guilherme). Aliás, formou-se toda uma lenda urbana, que ninguém consegue provar - ou desprovar - de pessoas que juram ter assistido a agressões entre a dupla "Batatinha e Companhia" no Batatoon (o que merece outro cromo a solo) antes da emissão de 15 de Março de 2002 ser bruscamente interrompida.
No site oficial do Croquete é possível ouvir o LP "Palhaços à solta" na íntegra, além de outra discografia do artista.
A abrir a lista mais um belíssimo genérico em francês. A série, mais infantil que o Ulisses 31 ou as Misteriosas Cidades de Ouro, não envelheceu tão bem como essas, mas a abertura continua magnifica. Os meus olhos já estão a suar outra vez...
The Jetsons
Sempre preferi os Jetsons aos Flintstones, pelo elemento sci-fi, tão charmoso no design retro-futurista.
Esquadrão Águia
AHHHH é mau ou bom? Este também vai estar na lista de TOP 15 Maus genéricos. "Esquadrão Água.. Ahhh!" Para compensar esses "Ahh!", uma voz grossa e máscula no final anuncia o título do programa, para quem ainda não se tinha apercebido.
Tradicionalmente, a lição de moral costumava ficar para o final dos desenhos animados, mas esta tinha logo no inicio! Entre nós, foi em português sobre a canção de fundo em espanhol.
Bia, a pequena feiticeira
Mais uma indicada para as miúdas, mas que eu via também. Alerta momento pervertido por volta dos minuto 1!
Danger Mouse
Minimalista mas dinâmica. E explosiva! Era assim a abertura dos James Bond dos ratos!
Conde Patrácula
O separador do Thames é provavelmente das coisas que mais os portugueses associam ao Reino Unido, e depois de um prólogo digno de um filme de terror, segue-se amostras da patetice desta série divertida.
Inspector Gadget
Gosto mais da versão francesa tal como passou na RTP, como Inspector Engenhocas.
O que há a dizer sobre a melhor versão do Batman, além de que esta abertura é uma obra-prima perfeita? Curiosamente é uma versão mais estilizada e melhorada do curto episódio piloto usado para promover a ideia da série. Podem ver aqui.
Superman
Depois do Homem-Morcego, a outra metade da dupla "Melhores do Mundo", o Super-Homem na série de curta-duração do final dos anos 80, muito inspirada nos filmes com Christopher Reeve e da recente reformulação do universo da BD da DC Comics. Não recordo se a vi na TV portuguesa ou espanhola...
Lone Ranger
A série dos anos 80, companheira da do Zorro e Tarzan da Filmation. Estou convencido que quaisquer imagens com a abertura da ópera Guilherme Tell ficam excitantes e dinâmicas, até caracóis a dormirem.
Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".
Este "Concurso BD Danone", de 1991, com o tema "As Aventuras do Cobi Danone nos Jogos Olímpicos", sendo que o evento em causa era os "Jogos Olímpicos de Verão de Barcelona" de 1992. No anúncio quem explica aos jovens leitores, na primeira pessoa, os objectivos e regulamentos do Concurso é a própria mascote dos Jogos, o Cobi. Se a mascote parece um caricatura do estereótipo asiático, são apenas os vossos olhos, visto que a Wikipédia indica que Cobi "é um Pastor Catalão em estilo cubista inspirado na interpretação de Picasso da obra Las Meninas, de Velázquez."
Os prémios incluíam uma viagem à Disneylândia (a Eurodisney só abriu oficialmente em Abril do ano seguinte, mesmo a tempo do vencedor ir visitá-la) ou aos Jogos Olímpicos de Barcelona (Julho e Agosto de 1992) "e ainda computadores e bicicletas.".
Detalhe das embalagens dos diferentes sabores:
Ananás, Pêssego, Baunilha, Limão, Coco, Tutti-Frutti, Framboesa e Kiwi, Morango e Banana.
Algum dos nossos leitores ganhou algum destes prémios, ou lembra-se de concorrer?
Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 263, de 1991.
Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.