Hoje trago para o blog algo diferente e pessoal, um dos meus trabalhos escolares, sobre o tema "25 de Abril". Não me recordo se era um trabalho individual ou de grupo, se tinha mais páginas com texto ou se eram apenas estas oito ilustrações, mas recordo-me bem de desenhar estas páginas, usando como modelo pequenas fotos de enciclopédias e livros escolares sobre a Revolução dos Cravos. Os desenhos, feitos para a disciplina de História, fizeram parte de uma exposição do "25 de Abril" que esteve afixada no rés do chão da escola C+S, algures nos anos 90. Ainda me consigo lembrar das folhas afixadas nas placas verticais de cortiça. O desenho do Salazar, além de um pouco estrábico, está amarrotado porque alguém - creio que a professora, ou alguém encarregue da exposição - achou boa ideia representar assim o "velho" Salazar por oposição à mudança de regime do 25 de Abril.
"O General Spínola, presidente da Junta de Salvação Nacional, lê o programa do M.F.A."
"Otelo Saraiva de Carvalho"
"Militares portugueses em Lisboa, na manhã do dia 25 de Abril"
"Militares portugueses em Lisboa, na manhã do dia 25 de Abril"
O cravo - o símbolo da revolução do 25 de Abril de 1974.
"António de Oliveira Salazar"
"Símbolo do M.F.A. (Movimento das Forças Armadas) largamente divulgado após o 25 de Abril de 1974."
"O cerco ao Quartel do Carmo onde se refugiara Marcelo Caetano"
Alguns dos nossos leitores ainda têm os vossos trabalhos escolares?
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Anúncio ao lançamento das revistas "X-Men" em formato americano em Portugal em Novembro de 1995. Nesta mini-série em 3 números, decritas como "edições de luxo", os "X-Men terça armas pela última vez contra o aqui-inimigo Magneto. Testemunha o fim de uma era e o início de outra dos teus heróis favoritos."
Foi nesta época em que o meu consumo de banda desenhada começou a decair, substituido pelas compras de revistas de cinema, mas ainda cheguei a adquirir vários destes números em "formato americano", ou seja, revista de maiores dimensões e com menos páginas. O artista Jim Lee estava no auge de popularidade e o seu estilo é imitado até hoje.
Em maior detalhes as capas dos três primeiros números:
Publicidade retirada da revista Super Jovem Passatempos Nº 4, deNovembro de 1995.
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Continuando com a publicidade a revistas da marca Super Jovem, a "Edição Especial Super Jovem" dedicadao ao filme da Disney desse ano: "Pocahontas". Esta "edição de coleccionador" tinha no seu interior "a história do filme em BD, toda a história dos bastidores da Pocahontas, a verdadeira história da Pocahontas (Como viviam os Powhatan, Chefes índios famosos)" e ainda a oferta de 22 autocolantes alusivos ao filme.
Publicidade retirada da revista Super Jovem Passatempos Nº 4, deNovembro de 1995.
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Apesar de incluído num anterior anúncio a várias das revistas Marvel publicadas pela Editora Abril "agora em português", a revista de banda desenhada d' "O Homem-Aranha" tem direito a uma página inteira para recordar que a revista já está nas bancas e que "nunca o combate ao crime foi tão espectacular!". A acompanhar, uma singela imagem do Cabeça-de-Teia.
Publicidade retirada da revista Super Jovem Passatempos Nº 4, deNovembro de 1995.
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Depois da agenda, mais um produto derivado da "Super Jovem": "Super Jovem Posters". Neste caso concreto, "Super Jovem Posters Nº 4", do mês de Novembro de 1995, com o preço de capa de 280$00.
Obviamente, o conteúdo da revista eram apenas posters, 15 posters gigantes. Não tenho aqui nenhum para medir o tamanho "gigante", mas nessa edição número 4, os idolos (do cinema, futebol e música) prontos a revestir as paredes dos quartos de adolescentes eram: Vítor Baía, Ace Of Base, Boyzone, Domingos, Kevin Costner, Jeremy Jackson, RÀP, Keanu Reeves, Kussondolola, Folha, Stephen Dorf, Mariah Carey, Mick Jagger, Yasmine Bleeth e Nuno Gomes.
Sem dúvida que se comprasse a revista na altura era mesmo só pelo poster da Yasmine Bleeth, a Caroline das "Marés Vivas"...
Publicidade retirada da revista Super Jovem Passatempos Nº 4, deNovembro de 1995.
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Como hábito, qualquer revista faz publicidades à própria revista ou outros produtos do mesmo grupo de revistas, neste caso um derivado da "Super Jovem", a "Agenda Super Jovem 1996".
O cliché da lâmpada para representar ideias luminosas serve para dizer que "só uma superagenda pode guardar as superideias que surgem na tua supercabeça!". E segundo a descrição, além de se tomar notas das brilhantes ideias da cabeça de um adolescente, a "Agenda Super Jovem" indica os dias de aniversário dos ídolos da altura, além de fotos e previsões astrológicas e pensamentos avulso. No topo do artigo, podem ver a singela capa, e abaixo detalhes do interior da agenda:
Caros leitores, quem teve (ou ainda tem) esta agenda?
Publicidade retirada da revista Super Jovem Passatempos Nº 4, deNovembro de 1995.
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Em 1994, o rap já há muito passara de género musical marginal para algo se ouvia na rádio com frequência em todo o mundo e até já se tinha tornado uma indústria milionária nos Estados Unidos. Outros países como França, Reino Unido e Alemanha também já tinham uma cultura rap e hip hop proeminente. Já em Portugal, existiam alguns artistas e colectivos, sobretudo oriundos das comunidades africanas da Grande Lisboa e da Margem Sul, que começavam a ganhar força, mas ainda não tinham passado para o grande público. Até que nesse ano foi editada a colectânea "Rapública" que reunia temas de alguns dos nomes mais promissores do rap português (como por exemplo, um jovem Boss AC) e o tema que serviu para apresentar o disco tornar-se-ia um dos maiores êxitos nacionais no ano seguinte.
Formados em 1992 no resquício de um colectivo inicial chamado Machine Gun Poetry, os Black Company já eram o nome mais sonante da cena rap da Margem Sul. E com um refrão pegadiço, que mencionava os nomes dos quatro membros conquistaram o país e tornaram-se estrelas nacionais. Pode-se de dizer que "Nadar" dos Black Company esteve para o rap em Portugal como o lendário "Rapper's Delight" do Sugar Hill Gang esteve para o rap americano. Por todo o Portugal, gente de todas as idades trauteava alegremente no verão de 1995:
Bantú não sabe nadar, yo!
KJB, não sabe nadar, yo!
Madnigga, não sabe nadar, yo!
Makxx, não sabe nadar, hey!
E de repente, para nosso choque, víamos os nossos pais e avós a dizer "yo!" e "tá-se bem". No final, o tema também fazia referência a outros nomes do rap nacional como General D, Boss AC, Kussondulola e Da Weasel, que também viriam a conhecer grande sucesso a partir dessa altura.
Os Black Company capitalizaram o sucesso, editando o seu álbum de estreia "Geração Rasca" do qual também foram extraídos mais dois hits, "Abreu" e "Pura Ressaca", e apareceram em todos os programas de televisão (chegando mesmo a apresentar um programa de apanhados). O hype já tinha desvanecido por altura do segundo álbum, "Filhos da Rua" (1998) mas ainda tiveram mais um hit com "Chico Dread", uma abordagem ao "Chico Fininho" de Rui Veloso.
Nos anos seguintes, o grupo manteve-se separado cada membro envolvido nos seus projectos. O mais visível foi Augusto Armada (Bantú) que se reinventou como cantor de r&b sob o nome de Gutto e teve alguns hits na primeira década deste século como "Só Quero Dançar" e "Deixa Ferver" e produziu temas para outros artistas e a música para o polémico programa "Masterplan". Os Black Company reunir-se-iam em 2008 para o álbum "Fora de Série", onde o single de apresentação, "Só Malucos" contou com a inesperada colaboração de Adelaide Ferreira.
Durante várias décadas o grosso da banda desenhada em português chegava-nos do outro lado do oceano, em português com gostinho brasileiro. Mas lá para meio dos nos anos 90, as revistas de super-heróis começaram a chegar ás bancas com a tradução feita por cá, e com papel diferente, pela mão da Editora Abril.
Este anúncio específico trás as duas grandes potências dos heróis da Marvel Comics, o Homem-Aranha e os X-Men, tanto na sua versão tradicional como na versão "2099" (passada, obviamente, no futuro do ano 2099), ás terças e quintas-feiras nas bancas. Bons tempos em que eu comprava bastantes revistas da Marvel e DC por semana! Infelizmente, os X-Men 2099 foram das poucas BDs de que me desfiz, e por uma bagatela...
Os "Fantásticos X-Men" e "Fantásticos X-Men 2099":
"O Homem-Aranha" e "O Homem-Aranha 2099":
Quem também coleccionou estas?
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