quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Grundig de 61 cm (1974)

Não é só actualmente que se busca o maior ecrã de TV possível. Neste anúncio de 1974 faz-se publicidade aos modelos "Grundig" com écran de 61cm, "a melhor dimensão de imagem. A garantia da sua perfeita estabilidade deve-se ao alto grau de transistorização de todos os circuitos e ao sistema protector de interferências de sinal." Bem, acho que foi a primeira vez que lia a palavra "transistorização".

Publicidade retirada da revista Tele Semana nº 56, de 15 de Fevereiro de 1974.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Trilogia trágico-conjugal de Ágata (1993-1997)

por Paulo Neto

Por muito que não se queira admitir, foi o maior fenómeno no panorama discográfico português dos anos 90: a explosão de um género que pode ser fácil de identificar mas que é algo complexo de definir, como tal foi criado um termo algo simplista porém bastante prático, o Pimba. Era pois um termo vasto, abrangendo artistas oriundos do antigo nacional-cançonetismo (como Marco Paulo) a nomes da música brejeira (como Quim Barreiros). A chamada música pimba conheceu uma perfect storm em meados dos anos 90: com um mercado discográfico nacional mais próspero que nunca, com um público mais apto a consumir todos os tipos de géneros e produtos musicais e programas de televisão a servir de plataforma para a promoção dos artistas do género, sobretudo o Made In Portugal e o Big Show SIC, a música pimba rapidamente tornou muitos desses artistas em campeões de vendas e preencheu o imaginário nacional, tanto pelos adeptos como os ódios que gerou.
O apogeu do género verificou-se sensivelmente entre 1994 e 1998, embora conheça ainda hoje muito sucesso mas numa escala comparativamente menor.

Apesar do vasto número de artistas que conheceram a glória do boom da música pimba, podia-se dizer sem grandes discussões que havia um rei e uma rainha do género nesse espaço de tempo. O rei era Emanuel ou não fosse ele o autor do tema de 1995 que deu nome ao movimento. A rainha era Ágata, que alcançou esse estatuto essencialmente devido a uma trilogia de hits que contavam um drama trágico-conjugal.


Maria Fernanda Pereira de Sousa nasceu em Lisboa a 11 de Novembro de 1959. Lançou o seu primeiro disco em 1975, cujo título "Heróis Trabalhadores" não deixava margens para dúvidas quanto à temática. Ingressou depois no Curso de Artistas da Emissora Nacional e durante a década de 70, gravou o tema em português da "Abelha Maia"um dueto com Art Sullivan e formou o grupo Cocktail com Rita Ribeiro e Maria Viana. Nos anos 80, participou no Festival da Canção de 1982 com o tema "Vai Mas Vem" e foi a Doce suplente, substituindo Lena Coelho e Fá Padinha no grupo durante as gravidezes destas. Em 1986, adopta o nome artístico de Ágata (segundo ela por ser fã dos livros de Agatha Christie e depois de também considerar os stagenames Natacha e Romana, tendo a sua famosa sobrinha ficado com este último) mas é só em 1993, ao assinar com a editora Espacial, com o álbum "Perfume de Mulher" que conhece o êxito.


A faixa-título narrava o conto de Ágata a descobrir a traição da sua cara-metade através das diversas pistas, sobretudo o perfume da outra mulher. O tema rapidamente andou na boca de povo, que trauteava quer por gosto, quer na paródia (na altura, se alguém dissesse "Sai", teria provavelmente como resposta a cantoria "Sai da minha vida!"). Mas tão mítico como o tema era o videoclip que passava todos os domingos no "Made In Portugal", repleta de cenas famosas como Ágata a discutir com o marido, representado por um tipo de bigode (que pelo que me lembro chamava-se Óscar e era um dos músicos da sua banda) e dar-lhe uma chapada; Ágata ora a rasgar a foto do tipo de bigode ora a juntar os pedaços tipo puzzle; Ágata a definhar de depressão pós-separação numa elegante lingerie vermelha; e Ágata lavada em lágrimas, provavelmente por alergia, pois ou muito me engano ou o perfume da outra lambisgóia não devia ser Chanel N.º 5, mas sim algum desodorizante ranhoso. 



O segundo tomo da trilogia surge em 1995, com a faixa que dá título ao novo álbum "Maldito Amor". Tanto na canção como no vídeo, Ágata faz as pazes com o tipo de bigode, mas a reconciliação parece desde logo condenada ao fracasso.



A parte final da trilogia aconteceu em 1997, com o álbum "Escrito no Céu" e o tema "Comunhão de Bens". Aqui, Ágata e o tipo de bigode estão em processo de divórcio litigioso e disputam a guarda do filho de ambos. De novo o vídeo ilustrava cabalmente a canção e incluía o tipo de bigode a levar mais uma chapada de Ágata (com o miúdo a ver), os dois no tribunal e splistcreens do petiz com a mãe e a passar os fins de semana com o pai. Mais uma vez, o refrão entrou na jukebox mental do povo e não havia quem não cantasse: "Podes ficar com as jóias, o carro e a casa, mas não fiques com ele..."

Claro que os hits de Ágata não se resumiam a esta trilogia e é há que também mencionar "Chora No Meu Colo", "Sou Mãe Solteira", "Escrito No Céu" e "Abandonada" (com que representou Portugal no Festival da OTI de 1997) a que mais tarde se juntaram, entre outros, "De Hoje Em Diante", "Sozinha" e "Conselho De Mãe". O apogeu da carreira de Ágata terminaria em 1998, não com um novo disco, mas sim com um novo parto, o do seu segundo filho Francisco, que a própria chegou a equacionar ser transmitido em directo na televisão. Mas mesmo sem o sucesso de outrora, Ágata continua bem activa tanto a gravar como a actuar pelo país fora, nas comunidades emigrantes e em programas de televisão (chegou a ter o seu próprio reality-show, "O Meu Nome É Ágata", exibido na SIC em 2002). Mas bastaria a sua mítica trilogia trágico-conjugal para ficar escrita a letras de ouro no imaginário cromo português.      

Para terminar, eis um episódio da "Retroescavadora" da RTP Memória sobre a presença de Ágata em 1996 no programa "Todos Ao Palco", onde canta uma canção sobre sexo, acompanhada por um grupo de miúdos a dançar.




A Serpente de Ouro (1974)

Creio que foi o primeiro anúncio a um filme com que me deparei nas revistas que tenho andado a digitalizar. O filme em questão é "A Serpente de Ouro" (Le Serpent), de 1973, realizado por Henri Verneuil, segundo o anúncio em exibição no Tivoli, com a indicação "Um êxito sensacional em 3ª semana". Do elenco faziam parte nomes como Yul Brynner, Henry Fonda, Dirk Bogarde, Philippe Noiret, Virna Lisi e Michael Bouquet. 
Esta produção francesa, alemã e italiana encaixa-se no género de espionagem/thriller político, sobre um coronel do KGB (Brynner) que deserta durante uma viagem a França, e que tem consigo uma lista dos agentes duplos soviéticos. Bogarde é um agente do MI6 e Fonda um agente da CIA.
O trailer em inglês, com o título "Night Flight From Moscow":


Publicidade retirada da revista Tele Semana nº 56, de 15 de Fevereiro de 1974.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Miniaturas Coca-Cola

A provar que o tamanho não é importante, este anúncio exibe as 6 diferentes miniaturas de garrafas de Coca-Cola. Para coleccionar cada uma das 6 versões diferentes (correspondentes a um país) bastava comprar uma garrafa de 1,5 L ou 2L de Coca-cola, Sprite ou Coca-Cola sem Cafeína. Para conseguir a mini-grade para guardar as mini-garrafas, tinha que se comprar 2 garrafas. Sempre adorei miniaturas, mas infelizmente nunca tive estas. Caros leitores: algúm de vós completou esta colecção?

Detalhe: Garrafas Miniaturas e a Mini-Grade.

Quem me forneceu esta publicidade foi o Paulo Gomes, que além de colaborar na Enciclopédia, tem uma página no Facebook que aconselho a visitar: "Ulisses31".
Os meus agradecimentos também a Peter Gunn, que teve a gentileza de enviar para a Enciclopédia uma série de fotos da sua colecção pessoal destas miniaturas Coca-Cola! Podem vê-las em maior detalhe abaixo:






Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".

domingo, 17 de novembro de 2013

Arco Íris (1985-1987)



"Arco Íris", concurso da RTP para - e com - os mais pequenos, apresentado por Carlos Ribeiro, exibido aos Domingos à tarde, antes da "Primeira Matinée". 

Graças à LUSITANIA TV, o Youtube tem este excerto de uma emissão:


No video, Carlos Ribeiro recorda que na próxima série do "Arco-Irís", os pais também vão concorrer. Na segunda parte do video assistimos ao treino da equipa de Infantis de Andebol da Liga de Algés. E também podemos ver Carlos Ribeiro a marcar um golo espectacular a uma criança.

De inicio, pouco mais consegui apurar sobre este concurso. Sei através de uma revista que estava em exibição em 1987, e que tinha o seguinte cupão - para inscrever a equipa de três elementos no concurso - que retirei de uma "Maria" de Janeiro de 1987:


Curiosamente, no IMDB, o Arco Íris está listado como exibido entre 1982 e 1983.
Entretanto, cheguei ao excelente site "Brinca Brincando" - que recomendo a visita - que tem bastantes mais detalhes e fotos. Segundo essa informação, o video acima é do Verão de 1986, no final da primeira temporada, que começou em Novembro de 1985. A segunda temporada anunciada no video, e para a qual os espectadores se podiam inscrever com o cupão acima, começou em Outubro de 1986 e prolongou-se até Julho de 1987. No total foram exibidas 68 emissões. Curiosamente, as equipas tinham que ser mistas. ainda segundo o "Brinca Brincando", as provas consistiam em jogos de perguntas e respostas, teatro, provas desportivas, de trabalhos manuais, etc. Claro que além destes desafios, havia mais animação, com música, dança e humor. Visitem o site do "Brinca Brincando" para verem mais curiosidades do concurso, como algum do merchandising gerado (Bolachas Chocobom, Hexágono Mágico e disco de vinil).
Encontrei online várias imagens de produto do "Arco Íris", o autêntico "Prato Chinês", produzido e distribuído pela Disvenda:



Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Quicky Computer Game (1995)


Continuando com os jogos de computador com mascotes de produtos alimentares, o simpático coelhinho Quicky protagoniza o jogo de plataformas "Quicky Computer Game", um "super-jogo com 15 níveis e 5 bónus". Na descrição é dito que o Quicky "precisa da tua ajuda para juntos vencerem os inimigos: o cientista maluco, vespas gigantes, pinguins, caranguejos e cobras de arrepiar, sem falar nos furacões, naves e temíveis robots."

Para conseguir o jogo, tinha que se enviar 6 pontos Nesquik pó,4 pontos ou 8 códigos de barras Nesquik pronto a beber, e um cheque de 500$00.

Detalhe do jogo:

As embalagens de Nesquik e Nesquik instantâneo:
"A Busca Sensacional! O Computer Game Irresistivel!". Algum dos nossos caros leitores teve este jogo?

Publicidade retirada da revista Super Jovem nº 121, de 8 a 14 de Agosto de 1995.

Actualização:
O leitor da Enciclopédia, Filipe Queiros, enviou foto da disquete do jogo "Quicky Computer Game":

O pormenor de a disquete vir embalada numa embalagem semelhanto ao dos CDs é muito bom!

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Concurso Croustibat entra em acção (1995)


Raramente associamos produtos ultracongelados a jogos de computador. Mas em 1995 os panadinhos de peixe Croustibat da Findus passaram para o mundo virtual com este jogo, que cabia numa única disquete. Para se habilitar a ganhar um exemplar, bastava enviar um código de barras. Ou então, para saltar o sorteio e receber o jogo ao domicilio, era preciso enviar um cheque de 500$00 para a Nestlé.

Em detalhe, um screenshot do jogo:
Os requisitos mínimos eram um PC com 4MB de RAM e DOS.

Publicidade retirada da revista Super Jovem nº 121, de 8 a 14 de Agosto de 1995.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Passatempo Michael Jackson (1995)

Mais um passatempo organizado pela revista "Super Jovem", desta vez dedicado ao Rei da Pop, Michael Jackson (como coincidência arrepiante, no momento em que escrevi o nome dele, na TV ao lado do meu computador tocou um excerto do Billie Jean....). A tarefa consistia em "escrever um pequeno texto (não mais de 20 linhas) sobre o Rei da Pop". Para distribuir entre os vencedores, 25 relógios e 30 bonés alusivos ao álbum "HIStory: Past, Present and Future, Book I". Alías, esta página está decorada com a estátua da capa desse álbum, o 9º e penúltimo álbum de estúdio de Michael Jackson.



Publicidade retirada da revista Super Jovem nº 121, de 8 a 14 de Agosto de 1995.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...