Um daqueles anúncios visualmente deliciosos, capaz de por os mais gulosos a salivar por esta quantidade enorme de chocolate que ocupa a página de uma revista de banda desenhada. Pela Internet encontrei alguma informação sobre este chocolate "Kri", da Nestlé, que surgiu em 1976 e seria o antecessor do famoso "Crunch" (de 1992 no Brasil. Nos EUA já existia desde 1938, e em Portugal desde 1986.). No outro lado do Atlântico, o "Kri" era conhecido como "o chocolate do barulho".
Veja também um reclame da altura:
Repararam na música de fundo do reclame? "Banho de Lua", lembram-se?
O anúncio no topo da página faz parte da grande colecção croma que a Ana Trindade tem em exposição no Facebook.
Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".
Anúncio a loja de confecções ("da ultima moda para homens, senhoras e crianças") "Isabela", em Lisboa, que - como é visível pela foto - tinha vestidos de noiva ( e fatos para o noivo). Note-se a inscrição "a apresentação deste anúncio dá-lhe direito a um brinde".
Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1411, de 8 de Dezembro de 1983.
Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"
No final do ano ainda hoje se vê muitas edições especiais de Natal, tal como este anúncio ao Especial "Crónica de Natal" de 1983. Reparem que entre os prémios anunciados, constava um apartamento no valor de 4.000 contos, incluindo SISA! Outros tempos, outros prémios!!
Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1411, de 8 de Dezembro de 1983.
Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"
Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"
"Dallas" provou que o público tinha curiosidade em espreitar a louca vida dos ricos e adorar um vilão sacana. Por isso, Richard e Esther Shapiro, os criadores de "Dinastia"; decerto estavam confiantes no sucesso de outra série sobre a louca vida dos ricos com o twist de, em vez de um vilão sacana de chapéu de cowboy, haver uma carismática vilã com um (literalmente) piramidal guarda roupa com toneladas de lantejoulas e enchumaços de proporções faraónicas. Tal como aliás, a maioria das personagens femininas da série.
"Dinastia" narrava as desventuras de duas famílias magnatas do petróleo em Denver: os Carrington e os Colby. O magnata Blake Carrington (John Forsyth) é casado em segundas núpcias com a bela Krystle (Linda Evans) e tem relações difíceis com os seus filhos: Steven (Al Corley) que é homossexual e não pretende herdar os negócios do pai e Fallon (Pamela Sue Martin) ressentida por o pai não lhe dar o devido valor, vai somando escândalos. Enquanto isso o geólogo Matthew Blaisdel (Bo Hopkins), um ex-amante de Krystle, também entra no negócio do petróleo e o amigo da onça Cecil Colby (Lloyd Bochner) planeia destruir os Carrington.
E na segunda temporada, eis que entre Alexis Morell (Joan Collins), a fabulosa e intriguista ex-mulher de Blake, que se alia a Cecil e depressa ganha um ódio de estimação a Krystle. Deste modo, Alexis passou a ser a personagem central da série, graças às suas intrigas, patifarias, casos amorosos e, sobretudo, trajes espampanantes que obedeciam à modas dos anos 80. E será que debaixo de todo o seu ódio ao ex-marido, Alexis ainda sente amor por ele?
Seguiram-se mais sete temporadas cheias de intrigas, paixões, confrontos, catfights, penteados estratosféricos e roupas cujo brilho encadeavam a um quilómetro de distância.
Entre as personagens que surgiram mais tarde, destaque para Sammy Jo (Heather Locklear), a interesseira sobrinha de Krystle, Dominique Deveraux (Dihann Carroll), a meia-irmã ilegítima de Blake e outra inimiga fidagal de Alexis e o sedutor e ambicioso Dex Dexter (Michael Nader). Entre as participações especiais na série, contaram-se nada mais nada menos que o ex-Presidente dos Estados Unidos Gerald Ford, a sua mulher Betty Ford e Henry Kissinger.
E tal como Dallas teve um famosíssimo cliffhanger que pôs toda a gente a perguntar "Quem alvejou o J.R.?", o final da quinta temporada de "Dinastia" deixou a América em suspenso. Amanda (Catherine Oxenburg), a filha de Blake e Alexis que nasceu após o seu divórcio, está prestes a casar com o príncipe Michael da Moldávia, diante da presença de todo o elenco. De repente, terroristas irrompem pela capela aos tiros e todas as personagens principais caem no chão inanimadas. Mais tarde, vem-se a saber que apenas duas personagens secundárias morreram.
"Dinastia" foi também primeira série a criar merchandising para o público adulto, com várias colecções de roupa, perfumes, jóias, livros e até carpetes. Também inovou ao mostrar mulheres em posições de alto poder, pelo que não é de estranhar que muitas das actuais mulheres mais ricas e poderosas do mundo tenham sido inspiradas por Alexis Morell-Carrington-Colby e companhia. Aliás, foi nesta altura que o nome Alexis (até então usado mais para rapazes) se tornou bastante um dos nomes mais populares dos pais americanos para dar às suas filhas.
Pequeno anúncio, com a quase totalidade do espaço ocupada pela foto da embalagem do "Pulax", desentupidor de canos, fabricado pela Sociedade Portuguesa de Sabões.
Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1411, de 8 de Dezembro de 1983.
Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"
Uma ilustração muito fofinha de uma mamã a abraçar o seu bebé, para o singelo anúncio a "Carinho de Mãe", que alega ter "tudo para seus filhos", entre malhas, confecções, enxovais, berços, alcofas, carrinhos, brinquedos, anoraks, calças e blusões de ganga pré-lavada...
Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1411, de 8 de Dezembro de 1983.
Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"
Muito provavelmente só quem viveu escondido numa gruta nas ultimas décadas desconhece esta simpática figura: o Pirilampo Mágico, um pequeno bonequinho de peluche que é ao mesmo tempo fofinho e adorável e um símbolo de solidariedade para com os mais necessitados, com os fundos arrecadados nas campanhas anuais a reverterem para as CERCI, cooperativas de solidariedade social que apoiam crianças com deficiência mental e carenciadas. As campanhas foram iniciadas em 1987, e decorrem durante o mês de Maio.
A Wikipédia indica que até 2012 - o ano do 25º aniversário do Pirilampo Mágico - foram angariados por volta de 16,5 milhões de euros.
O designer gráfico Mário Jorge Fernandes foi o responsável pela criação da mascote, para a campanha anual, que teve a seguinte origem: "Numa altura em que as CERCI passavam por dificuldades financeiras, Jaime Calado, então presidente da CERCI Lisboa, participou do programa radiofónico "A Arte de Bem Madrugar" da Antena 1, onde o jornalista José Manuel Nunes mencionou uma campanha de solidariedade nacional no Reino Unido "associada a um bicho simpático". Resultado desse programa ficou a ideia de desenhar uma campanha que criasse "um símbolo que apelasse a uma dimensão infantil da solidariedade, mas que tivesse algum significado" com as palavras-chave “magia”, “solidariedade” e “luz”..." in Wikipedia.
No site da FENACERCI a história do Pirilampo está descrita com mais detalhes: "Fenacerci - Historial".
Além dos peluches e pins, a campanha foi impulsionada com vários CDs musicais, ouça excertos dos temas:
E também a primeira canção, completa, cantada por Adelaide Ferreira, Rui Veloso, Lena d'Água, Paulo de Carvalho e algumas crianças, num mix de videoclip e video institucional:
Cá em casa tivemos vários Pirilampos - que têm uma cor diferente todos os anos, veja aqui - mas que infelizmente não sobreviveram ao passar do tempo. Eu adorava o pormenor da pontinha da antena que brilhava no escuro, tal como um pirilampo real (quer dizer, nos pirilampos reais a luz é no final do abdomén, mas... perceberam a ideia!). Em homenagem a esta figurinha tão querida dos portugueses fiz hoje uma ilustração que coloquei no inicio do post.
Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"