segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Scream-Gritos (1996)

por Paulo Neto

Uma confissão embaraçosa. Como facilmente fico impressionado com imagens mais violentas, eu não consigo ver filmes de terror. Sim, eu sei que sou um menino, tenrinho, medricas, mas é assim que eu sou. E como tal, foram muito poucos os filmes de terror que vi (e isso se se considerar os dois filmes dos "Gremlins" como legítimos filmes de terror). Apesar disso, concordo que o cinema de terror seja um género tão necessário como qualquer outro e sei reconhecer os seus méritos. Por isso, não há como negar a importância de "Scream-Gritos", um dos poucos filmes do género que me atrevi a ver, e foi porque deu na televisão uma vez (e fiz zapping em algumas das cenas mais puxadas).



Em meados dos anos 90, era seguro dizer que o cinema de terror estava moribundo. Perdido entre fórmulas gastas (que geralmente seguiam directamente para o mercado de vídeo) e enésimas e estafadas sequelas de clássicos como "Halloween", "Sexta-Feira 13" e "Pesadelo em Elm Street", o género precisava de sangue novo (salvo seja!). Por isso, quando um argumento com o título "Scary Movie", escrito por Kevin Williamson, até então um actor da terceira divisão distrital, que conjugava o necessário suspense e carnificina com uma boa dose de humor, auto-crítica e subversão começou a ser disputado pelos diversos estúdios de Hollywood, ficou logo a ideia de que se estava diante de algo inovador.


Depois de várias atribulações, como a relutância do lendário Wes Craven para realizar o projecto, a recusa de uma comunidade, ainda abalada por um caso de assassinatos em série, em filmar na escola local e várias alterações na montagem para alterar a classificação etária e até a incerteza da estreia na semana do Natal de 1996, o filme acabaria por fazer história, prosperando nas bilheteiras, ganhando prémios como o de Melhor Filme nos prémios MTV e revitalizando o cinema de terror.     

E afinal o que tinha o filme que viria a ter o título de definitivo de "Scream"?
- Uma terrífica sequência inicial onde, ao estilo de "Psico", aniquila-se logo o nome mais famoso do elenco, Drew Barrymore, não sem antes fazer-se referência a clássicos do cinema de terror. (Foi a própria Drew que teve a ideia de ser a primeira vítima, quando inicialmente estava destacada para protagonista.)

- Uma heroína vulnerável mas corajosa, Sydney Prescott, interpretada por Neve Campbell, que já conhecíamos da série "Adultos à Força". 
- Um pateta adorável na personagem de Dewey, o polícia aparentemente desparafusado, encarnado por David Arquette. (Que viria a encontrar o amor na vida real com Courteney Cox, que aqui desempenha a típica jornalista metediça).


- Henry Winkler, o eterno Fonz, como o enfastiado director do liceu, que também acaba eliminado.
- Várias e sangrentas mortes, como aquela em que Rose MacGowan acaba trucidada numa porta automática de garagem. (Rose teve que ser presa à portinhola, pois ela conseguia passar por ela).
- Uma máscara inspirada pelo famoso quadro "O Grito" de Edward Munch, que se tornou um must para disfarces de Halloween.


- Muitas referências à cultura pop e ao cinema, de terror e não só, nomeadamente a enumeração das várias regras de ouro dos filmes de terror. E uma delas é quebrada quando Sydney tem sexo e sobrevive.
- Um final que é ao mesmo tempo cliché e surpreendente.


- Um cameo de Wes Craven como o contínuo Fred, com um chapéu e camisola bastante parecidos com os de Freddy Kruger.      



O resto é história. A saga já vai no quarto tomo, Kevin Williamson passou de actor terceira divisão distrital a argumentista de primeira liga, Wes Craven reestabeleceu-se como o mestre do terror e a maioria do elenco tem construído sólidas carreiras. E claro está, a partir de então o cinema de terror voltou a ser um género de topo. Afinal de contas, toda a gente precisa de soltar um bom grito de vez em quando.

Trailer:




Gold (1985)


Não foi só agora que apareceram os negócios duvidosos, que anunciam publicamente o muito dinheiro que se poderá ganhar com pouco esforço. Este misterioso anúncio não revela o esquema com o qual os interessados poderiam ganhar entre 15 a 35 contos. O preço do "Gold" - o quer que isso fosse - era 1000$ além dos 200$ enviados para portes de correio e embalagem. Algum dos nossos leitores sabe mais sobre este negócio?

Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"

domingo, 4 de novembro de 2012

Armazéns de Móveis do Norte em Lisboa (1985)



A mesma marca, Armazéns de Móveis do Norte em Lisboa, com reclames em duas partes diferentes da revista.

Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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Fogões Philips (1985)


Agora que terminei os anúncios de mais uma revista das Selecções do Reader's Digest, decidi trocar de publicação, e postar material mais antigo, proveniente de uma Crónica Feminina, de 1985, que encontrei em casa há umas semanas, e que conto publicar integralmente aqui no blog.

O primeiro anúncio desta nova fornada (trocadilho!) é aos fogões Philips, que em 1985 tinham 7 novos modelos: "Novos Fogões Philips. qualidade e harmonia em toda a linha!". No canto inferior direito da página destaca-se a oferta - na compra de um fogão - de uma panela de pressão esmaltada, em cor no valor de 3,5 contos .

Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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Bekunis - Chá 0 e 4 (1985)

 Este número da  Crónica Feminina trazia vários anúncios a chás "Bekunis", para diversos fins.
"Chá 0" para emagrecer:
 Noutra página encontrávamos - a cores - o "Chá 4 Fígado e Vesícula":


Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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Aspro (1985)


Anúncio ao analgésico "Aspro". O slogan: "Dores? ASPRO faz bem e depressa!".

Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sinbad Jr.


Sinbad Jr. (Sinbad Jr. and his magic belt)
Pelo título é óbvio que o protagonista é filho do famoso marinheiro e aventureiro Sinbad. Além do papagaio Salty, Sinbad Jr. tinha um cinto mágico que lhe dava poderes, muito útil nas aventuras ao longo de 86 episódios de 5 minutos cada. 

Quando o jovem Sinbad Jr. apertava o cinto, ganhava musculatura e a força de 50 homens. Logo nos primeiros segundos do genérico dá para identificar o estilo dos desenhos animados made in Hanna-Barbera, mas ironicamente, a série começou por ser intitulada “The Adventures of Sinbad, Jr”. e produzida pela American International Television, mas para melhorar a qualidade da animação, foi entregue à Hanna-Barbera. Esta série dos anos (1965) terá passado (pelo menos) em 1992, na RTP2, dobrada em português.

Genérico:






Publicado originalmente no Minicromo: 
http://enciclopediadecromos.tumblr.com/post/32405816586/sinbad-jr-sinbad-jr-and-his-magic-belt-pelo

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

As Aventuras de Pinóquio


“As Aventuras de Pinóquio / Saban’s Adventures of Pinocchio”
Originalmente uma adaptação nipónica mais sombria (que o hábito em animações exibidas no ocidente) do livro clássico de Carlo Collodi, com o título Mokku of the Oak Tree/ Mokku Woody the Oak Tree (樫の木モック Kashi no Ki Mokku), sendo Mokku o nome japonês da trágica figura do Pinóquio, o boneco de madeira vivo. A série, com momentos muito sádicos e brutais, foi emitida em 1972 no Japão. Em 1989, alguns episódios foram editados juntos e dobrados em inglês para criar um filme The Adventures of Pinocchio, lançado no mercado de vídeo.

Mais tarde, a companhia americana Saban dobrou a série em inglês, emitindo-a nos Estados Unidos em 1992 com o nome Saban’s Adventures of Pinocchio.

Alguns anos depois, a versão EUA foi exibida na SIC, como parte do espaço infantil/juvenil Buéréré, com este genérico (o video inclui alguns minutos de um episódio, com a dobragem portuguesa):



Como curiosidade, o genérico inicial da versão japonesa:


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