sábado, 2 de junho de 2012

Quatro Casamentos e Um Funeral (1994)


Na transição para dos anos 80 para os anos 90, parecia que o cinema britânico estava entalado entre os filmes de época e os kitchen sink dramas e que já não havia lugar para o humor britânico. Os anos gloriosos dos filmes do Monty Python já pareciam distantes e desde "A Educação de Rita" em 1984 que nenhuma comédia britânica tinha tido notoriedade a nível global. Até a vizinha Irlanda já contava na altura com alguns sucessos nesse sector, em especial com os "The Commitments" em 1991.

Mas em 1994, um filme bem divertido e bem british, conquistou tudo e todos. Falo, é claro, de "Quatro Casamentos e Um Funeral", realizado por Mike Newell e escrito por Richard Curtis, um homem responsável por uma boa parte da renovação do humor britânico nos anos 90. Ou não fosse ele o argumentista de "Mr. Bean" e "Black Adder" (e nesse mesmo ano de 1994, criador de "A Vigária de Dibley").

O filme segue a história de Charles (Hugh Grant), um desajeitado mas adorável jovem e do seu grupo de amigos, que estão sempre a ser convidado para casamentos. São eles: Tom (James Fleet), cuja timidez impede-o de ser, apesar da sua imensa fortuna, um solteiro cobiçado; Fiona (Kristin Scott-Thomas), sempre super chique e elegante, e secretamente apaixonada por Charles; Scarlett, (Charlotte Coleman), a "flatmate" de Charles e ainda mais desastrada que ele; Gareth (Simon Callow), o mais velho do grupo, sempre com um comentário sarcástico na ponta da língua e Matthew (John Hannah) com quem Gareth está discretamente envolvido. A estes ainda se pode juntar David (David Bower), o irmão mais novo de Charles, que apesar de surdo, é muito mais eloquente que ele. Entre entediados com o constante aparato das cerimónias e secretamente frustrados por não terem a sua vida amorosa resolvida, estes amigos adoptaram um postura algo cínica face aos casamentos. Mas ao longo de quatro casamentos e um funeral, a vida deles vai inesperadamente mudar.

O primeiro casamento começa desastrosamente para Charles, que chega atrasado e descura das suas funções de padrinho. Mas é então que Charles conhece Carrie (Andie MacDowell), uma bonita e elegante americana, por quem ele fica logo encantado. A atracção e o entendimento são mútuos e imediatos, e os dois acabam por dormir juntos. Embora ela parta para a América no dia seguinte, Charles não consegue esquecê-la.

O segundo casamento acaba por ser um pesadelo para Charles. Primeiro desilude-se com Carrie, que chega acompanhada pelo seu noivo Hamish (Corin Redgrave). Depois, em vez de ficar na mesma mesa que os amigos, é obrigado a sentar com as suas ex-namoradas, em especial a temperamental Henrietta (Anna Chancelor), com quem teve uma relação particularmente difícil e a quem os seus amigos chamam de Cara de Pato. Porém, depois de outros desaires (como ver-se obrigado a assistir a uma rapidinha dos noivos!), Charles acaba por dormir de novo com Carrie. Os dois acabam-se por encontrar mais tarde quando Carrie anda às compras para o casamento, mas o reencontro, que termina com uma declaração tardia de Charles, acaba por acentuar a impossibilidade de que algum dia possa haver algo entre os dois.

Durante o terceiro casamento, o de Carrie e Hamish na Escócia, Charles deprime-se ao ver a mulher que ama casar com o outro. Os seus amigos compartilham do seu pesar e concluem que chegou à altura de porem o orgulho de lado e arranjarem alguém para casar. Mas é só durante o funeral de um deles que eles finalmente ganham coragem para seguir em frente.

E eis-nos chegados ao quarto casamento. Charles, por desespero, aceitou casar com Henrietta. Mas eis que mais uma vez aparece Carrie. E está separada do marido...


O sucesso do filme, no box office e na crítica (nomeação para o Óscar de Melhor Filme), adveio sobretudo de dois factores. Primeiro o argumento e a realização, cheios de humor de ponta a ponta, sensível e refinado mas sem recusar uma pitada de brejeirice (a f-word é largamente repetida no início do filme) mas também hábeis nos momentos mais trágicos. Depois o excelente elenco, todo ele magistral, dos actores principais aos mais efémeros (como por exemplo o velho senil do primeiro casamento) a construir personagens irresistíveis e que o espectador acompanha com delícia.

Mas é claro que quem mais brilha é Hugh Grant que com este filme foi catapultado para uma carreira estrelar entre Hollywood e a Velha Albion, que nem o escândalo Divine Brown em 1995 beliscou. Grant constrói aqui um novo arquétipo de galã, até então pouco visto no cinema e que perpetuou em vários dos seus outros trabalhos: desastrado, vulnerável e até um bocadinho cobarde, mas apesar disso (ou por causa disso), cheio de charme.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Com Pés e Cabeça (1988)


"Com Pés e Cabeça", concurso de finais dos anos 80, apresentado por José Fialho Gouveia e Ana Paula Reis. O programa das segundas-feiras à noite, por volta das 21 horas, começou as emissões a 11 de Janeiro de 1988 e findou-as em Julho do mesmo ano. Curiosamente, na programação do Diário de Lisboa, há indicação que a ultima sessão foi a 4 de Julho ("Centro e Sul, representados pelas suas capitais, Coimbra e Faro respectivamente são os dois finalistas deste concurso."), e no entanto, na semana seguinte, está novamente a indicação de "última edição deste programa que apresenta para despedida um brinde a todos os concorrentes que passaram pelo estúdio do Europa e pelo Pavilhão do Sacavenense durante as semanas em que decorreu o concurso". Provavelmente um apanhado das emissões anteriores.
"Diário de Lisboa [1988/05/02]"

O redondo mascote que adorna o genérico é o Sabichão. O "Diário de Lisboa" descreve o programa assim: "Jogos de movimento, provas de criatividade e jogos de conhecimento e memória são a base deste concurso que terá 28 sessões."
"Diário de Lisboa [1988/01/11]"

"Diário de Lisboa [1988/02/01]"


O seguinte video foi colocado no Youtube pelo fã da  Caderneta de Cromos, Orlando Santos Silva, que assistiu ao vivo ao programa [20/01/1988], e gravou em cassete VHS O video tem quase 1 hora e  23 minutos de duração:


Descrição do video: "Concurso em que se defrontam equipas representando 2 cidades (nesta terceira sessão do concurso: Faro e Horta) apresentado por Fialho Gouveia (no cinema Europa) e Ana Paula Reis (no pavilhão do Sacavenense). Juri: Cândido Mota, Magda Cardoso e Carlos Paião. Direcção musical: Carlos Alberto Moniz. Comentários dos jogos: Fernando Correia. Árbitro: Rui Pinheiro.
Tem muito dos anos 80, os Heróis do Mar, a dinâmica dos jogos e passatempos, os concorrentes, a assistência."
Mais vídeos no canal: http://www.youtube.com/user/OrlandoSantosSilva

 Orlando Santos Silva também guardou o seu bilhete para assistir à gravação do concurso no pavilhão do Sacavenense.

Consegui apurar os participantes de algumas das sessões do "Com Pés e Cabeça":
  • 1988/02/22 - Viana do Castelo e Braga
  • 1988/02/29 - Aveiro e Bragança 
  • 1988/03/07 - Santarém e Porto
  • 1988/03/14 - Coimbra e Évora
  • 1988/03/21 - Lisboa e Setúbal
  • 1988/04/04 - Funchal e Leiria
  • 1988/04/11 - Porto e Portalegre
  • 1988/04/18 - Horta e Angra do Heroismo
  • 1988/05/02 - Viseu e Guarda
  • 1988/05/09 - Coimbra e Vila Real
  • 1988/05/16 - Beja e Faro
  • 1988/05/23 - Porto e Coimbra
  • 1988/05/30 - Horta e Vila Real
  • 1988/06/06 - Leiria e Setúbal
  • 1988/06/20 - Horta e Coimbra
  • 1988/06/27 - Porto e Faro
  • 1988/07/04 - Coimbra e Faro [Final]

Uma curiosidade da sexta sessão (1988/02/15): "... inclui um diálogo inédito entre os viúvos Porcina e Sinhôzinho Malta. trata-se de uma cena de ciúmes, com texto especialemtne criado para o programa e enterpretado (sic) por Regina Duarte e Lima Duarte.

Mais informação no IMDB: "Com Pés e Cabeça"

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Quem Sai Aos Seus (1982-1989)



"Quem Sai Aos Seus" era o título em Portugal de "Family Ties" (no Brasil "Caras & Caretas"), uma popular sitcom, hoje em dia mais conhecida como a comédia onde entrava Michael J. Fox (Regresso ao Futuro). Teve 180 episódios, repartidos por sete temporadas exibidas entre 1982 e 1989 (nos EUA). Só foram lançadas em DVD as primeiras cinco temporadas:

A série girava em torno do quotidiano da família Keaton, encabeçada por um casal de pais liberais [Steven (Michael Gross) e Elyse (Meredith Baxter)], um filho conservador [Alex (Michael J. Fox)] e duas filhas [ a bonita Mallory (Justine Bateman) e a maria-rapaz Jennifer (Tina Yothers). E na terceira temporada nasce um novo membro da família, Andrew.
Já passou novamente nos ecrãs portugueses, na RTP Memória. Era daquelas séries que aqui em casa não perdíamos!

Um dos genéricos iniciais:

Veja o video da reunião do elenco em 2008, quase 20 anos depois do final da série:  


terça-feira, 29 de maio de 2012

Caderno TV - Cinema na TV (1991)

Segundo o Caderno TV - Cinema na TV (1991), mais especificamente da semana entre 14 e 20 de Fevereiro de 1991, a programação de cinema na televisão foi a seguinte:

Clique na imagem para aumentar.

De comédias para toda a família, a westerns, thrillers e filmes eróticos, apenas dois canais apresentavam maior variedade que os quatro canais actuais, e principalmente, filmes a horas "decentes". Vejamos:

Quinta-Feira [14 Fevereiro 1991] - "Cineclube" (RTP2) 23:00.
 "Fim de Outono" [Akibiyori/Late Autumn] (1960):


Sexta-Feira [15 Fevereiro 1991] - "Sessão da Noite" (RTP1) 21:15.
"Ternos Laços" [Table For Five] (1983):


Sábado [16 Fevereiro 1991] - "Primeira Matinée" (RTP1) 15:55.
"O Rei do Laço" [Pardners] (1956):



Veja os trailers dos outros filmes, depois do link:

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tieta (1989)

Mais um excelente texto do Paulo Neto, uma grande contribuição para a "Enciclopédia de Cromos", desta vez sobre uma das mais marcantes telenovelas brasileiras de todos os tempos: Tieta!
Obrigado Paulo, leiam aqui os outros textos dele: Enciclopédia de Cromos: Paulo Neto



"Tieta" é a melhor telenovela de sempre. Sim, eu sei, podem dizer: "Então e (inserir aqui um título de telenovela qualquer) não foi melhor?" Talvez até tenham razão. Mas nenhuma outra telenovela me marcou tanto. E não me recordo de uma outra telenovela que tenha conseguido alcançar tão exemplarmente tudo o que uma boa telenovela deve ter: maravilhosos diálogos, elenco magistral, uma conjugação equilibrada de drama, comédia, romance, sensualidade e crítica social.

Adaptando o romance Tieta do Agreste de Jorge Amado, a telenovela foi exibida pela primeira vez no Brasil em 1989 e em Portugal no ano seguinte. Inicialmente, a Rede Globo pretendia adaptar o romance para uma mini-série mas Betty Faria adquiriu os direitos que tinham sido vendidos à Globo e propôs que se fizesse uma telenovela em que ela fosse a protagonista. 
A autoria esteve a cargo do credenciado Aguinaldo Silva em parceria de Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn e a realização de Paulo Ubiratan.

Na pequena cidade baiana de Santana do Agreste, Antonieta "Tieta" Esteves (Betty Faria) é uma bela pastora, que apesar da opressão do pai Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos) e a inveja da irmã Perpétua (Joana Fomm), vive uma vida alegre e despreocupada e que cedo descobre a sua sensualidade e um gosto pelos prazeres da carne. Por causa disso, acaba por escorraçada pelo pai para fora da cidade, sem que ninguém à excepção de Dona Milu (Miriam Pires), interceda. Vinte anos depois, regressa bem mais madura e vivida, e sobretudo bastante rica, disposta a vingar-se. Todos a julgam viúva de um industrial rico e influente de São Paulo, mas na verdade é que Tieta enveredou pela prostituição subindo a pulso até ser dona de um bordel de luxo, facto que obviamente esconde de todos. Consigo traz Leonora (Lídia Brondi), uma das suas "meninas" que se faz passar por sua enteada.

Aos poucos, Tieta vai-se envolvendo em todos os acontecimentos que ocorrem na cidade e renova amizades antigas como a sua madrasta Tonha (Yoná Magalhães), Carmosina (Arlete Salles) que trabalha nos Correios e lamenta nunca ter casado, Osnar (José Mayer) o rústico mas eficiente sedutor local e Ascânio (Reginaldo Faria), que sonha em trazer o progesso para Santana do Agreste e que se apaixona por Leonora. E sobretudo, Tieta acaba por se envolver com o seu sobrinho Ricardo (Cássio Gabus Mendes) que estuda para ser padre. Mas por este e outros motivos, acaba em forte conflito com Perpétua, que se tornou uma viúva beata. Perpétua julga-se um exemplo de moral e de virtude, mas na verdade é uma mulher mesquinha, gananciosa e cruel. Na cidade, é apenas tolerada para que ela não se meta na vida de quem lhe fizer frente, já que ela se julga sempre no direito de dar ordens a todos, e em surdina chamam-lhe a "tribufu" e o "bacalhau seco". Querendo deitar a mão à fortuna de Tieta, Perpétua fará de tudo para fazer Tieta cair de novo em desgraça. Porém, Tieta sabe do maior segredo de Perpétua: esta guarda numa caixa branca, o sexo embalsamado do seu falecido marido. (Ah, e no fim vem-se a saber que ela também é careca.).
Mas a meio, surge um inimigo ainda maior para Tieta: Arturzinho da Tapitanga (Marcos Paulo), que todos julgavam morto mas que enriqueceu de forma ilícita e pretende instalar uma fábrica altamente poluente em Santana do Agreste. 

Além destas, existe mais uma quantidade de personagem inesquecíveis em Santana do Agreste: o Coronel Artur da Tapitanga (Ary Fontoura), homem temido e cruel, que reúne em sua casa um séquito de "rolinhas", ou seja, um grupo de meninas pobres que comprou às famílias em troca de abrigo e educação (leia-se favores sexuais); Dona Milú (Miriam Pires), mãe de Carmosina e dona do bordão "Mistéeeeeerio..."; Timóteo d'Alembert (Paulo Betti), autor do bordão "Nos trinques" e casado com Elisa (Tássia Camargo), filha de Tonha e irmã de Tieta e Perpétua, que vivem uma crise conjugal com momentos trágicos e outros mais divertidos; Dona Amorzinho (Lília Cabral) viúva recatada que se liberta da opressão de Perpétua e da sua repressão sexual ouvindo o programa evangélico do Pastor Hilário com umas cuecas vermelhas; Cinira (Rosane Goffman), beata e lacaia-mor de Perpétua, a quem os pensamentos carnais provocam-lhe tremores incontroláveis; Modesto Pires (Armando Bogus) o dono do curtume, que mantém uma amante "teúda e manteúda", a bela e doce Carol (Luiza Tomé) sob a aparente ignorância da sua esposa Aída (Bete Mendes); o comandante Dário (Flávio Galvão) que procura um tesouro valioso e a sua dedicada esposa Laura (Cláudia Alencar), que se vem a descobrir ser a Mulher De Branco que ataca os homens de noite; o Padre Mariano (Cláudio Correa Castro), cada vez com menos paciência para as provocações de Perpétua; Imaculada (Luciana Braga), a rolinha que fará de tudo para se libertar do jugo do coronel e que sonha que Ricardo é o seu príncipe; as prostitutas da Casa da Luz Vermelha, o bordel local; Gladstone (Paulo José) o caixeiro-viajante que chega para distribuir presentes de Tieta e que conquista Carmosina; Amintas (Roberto Bonfim), o bem-disposto amigo de Osnar e Timóteo que pretende seduzir Amorzinho; Dona Juraci (Ana Lúcia Torres), hipocondríaca e coscuvilheira; Peto (Danton Mello), o filho mais novo de Perpétua que vive um terno primeiro amor com Letícia (Renata Barbosa), a filha de Modesto Pires; Jairo (Elias Gleiser) o condutor da Marinete, a carreira que é a única ligação da cidade ao resto do mundo; a sensual Elisabete/Bêbê (Simone Fragoso), a assistente de Arturzinho que se deixa encantar pelos homens da cidade; e como é óbvio, o lendário Bafo de Bode (Benvindo Sequeira), o bêbedo local e o único que se atreve dizer em público o que todos pensam mas não se atrevem a dizer, sobretudo insultos a Perpétua. Enfim, toda uma galeria de personagens fabulosas, todas elas magistralmente interpretadas. Para muitos destes actores, creio que foram os seus melhores papéis da carreira.
Na altura, além de tudo isto, também o facto de "Tieta" ter um conteúdo sexual mais puxado para uma telenovela também foi marcante, tanto no Brasil como em Portugal, uma vez que ambos os países atravessavam uma renovação de mentalidades face à sexualidade. Foram abordado assuntos como o incesto, prostituição, infidelidade conjugal, pedofilia e relações poliamorosas (Laura aceita que Dário se envolva com a arqueóloga Silvana). Creio que antes das televisões privadas, nenhum produto televisivo exibido em Portugal foi tão longe, pelo menos em horário nobre.

Mas esses assuntos não eram abordados de maneira de gratuita, até porque serviam para ilustrar a mensagem da novela: os pecados da carne são os mais fáceis de condenar mas existem outros bem mais negros, como os da ganância e da hipocrisia. E tanto portugueses como brasileiros puderam-se identificar no microcosmos de Santana de Agreste, onde se atacam alguns em nome da moral, dos bons costumes e da religião mas que se protegem outros com pecados mais condenáveis, pois ambos os povos estavam a libertar-se progessivamente dessa mentalidade, se bem que alguns resquícios ainda se mantenham.

De referir ainda a banda sonora que deixou canções na boca de toda a gente como "No Rancho Fundo" de Chitãozinho & Xororó e o tema-título do genérico interpretado por Luiz Caldas, e Isadora Ribeiro, a modelo que aparecia em todo o seu esplendor no genérico e que no último episódio surge como a nova "teúda e manteúda" de Modesto Pires. Aliás, Isadora seria um dos raros casos de um salto de modelo de genérico de telenovela para uma carreira de actriz. Vimo-la por exemplo em "Pedra Sobre Pedra" e "Vidas Cruzadas".

Para resumir e concluír, citando Timóteo D'Alembert, "Tieta" foi uma telenovela "nos trinques"!

domingo, 27 de maio de 2012

Cromos videojogos Sega

Uma das inúmeras colecções de cromos autocolantes que vinham como brinde no "Bollycao", foi esta de jogos para as consolas da "Sega". Além das reproduções das capas dos videojogos para Mega Drive, Game Gear e Master System, o destaque desta colecção ia para o famoso Sonic, o veloz protagonista do jogo homónimo e a mascote da "Sega". Creio que ainda tenho algures cá em casa pelo menos um exemplar desta colecção.
Clique na foto para aumentar:

A foto vem directamente da colecção da Ana Trindade.
Vejam mais cromos aqui: "A minha Caderneta de Cromos - Diversos"

Esta imagem é de um da minha colecção pessoal. Mais fotos brevemente:


Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade"

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Apanha Bolas


Não tenho a certeza absoluta do nome deste brinquedo/jogo, nem quando surgiu, mas durante os anos 90 tive um igual ao da foto, de alguma promoção da  Sumol, mas de cor verde:

Foto: O Brinquedo Antigo.

O nome "Apanha Bolas" é mencionado pelo blog "O Brinquedo Antigo" e em alguns leilões na Net. Entretanto, o Paulo Neto, acrescentou no Facebook que para ter o da Sumol tinha que ser trocado por 3 caricas e 50 escudos!


Deixo aqui uma reprodução que desenhei há uns meses de memória:
Comparado com esta pobre montagem feita à pressa:

Outro destes brinquedos com bola e cone:
Foto: Ana Trindade.
Muita pancada nos dedos e na testa a juventude de Portugal deve ter dado à conta deste jogo!
Obrigado à Ana Trindade pelas fotos do cone vermelho que encontrou na Internet, e pela foto do cone amarelo, da sua própria colecção.

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade"


Na Caderneta de Cromos de Nuno Markl também foi recordado este brinquedo no cromo a outro, o "Gô-Gô" (1983), que garantia "horas de entretenimento": "Caderneta de Cromos Nº 261 - "O Gô-Gô" [Ouvir/Download MP3]".

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Candy Candy


A origem da série "Candy Candy" não é o manga, como habitual, mas uma novela (em três volumes), escrita em 1975 por Kyoko Mizuki, nunca publicada fora do Japão. Em conjunto com Yumiko Igarashi, o manga começou por ser publicado na revista "Nakayoshi" entre 1975 e 1979. A série animada teve 115 episódios exibidos no Japão entre 1976 e 1979, e mais tarde em grande parte do Mundo, com bastante sucesso. Os autores estiveram envolvidos durante anos em processos judiciais, o que dificulta o lançamento de material em DVD, por exemplo. Além da série, existem três filmes [Candy Candy: The Call of Spring/The May Festival (1978), Candy Candy's Summer Vacation (1978) e Candy Candy the Movie (1992)].

Segundo a Wikipedia "Candy Candy foi emitida em Portugal de 20 de Outubro de 1983 a 6 de Novembro de 1984 na RTP 1. A série foi cancelada em Novembro de 1984 por alegada "excessiva violência psicológica", tendo sido emitida até ao apisódio 53.". Segundo o site "InfanTv", na Itália a série teve um final diferente, um happy ending, para recompensar Candy pelas agruras que passou durante toda a série. Vejam o video do final italiano aqui: "Candy Candy e Terence".
Com o sucesso da série, vieram toneladas de merchandising enfeitado com a figura da "Candy", a loura protagonista Candice White Ardlay, a alegre e inocente orfã com uma vida dramática e sofrida. A animação obviamente estava direccionado para o publico feminino jovem, mas recordo-me vagamente de ver os episódios, e este post até foi sugestão da minha mãe, que tal como muitos adultos também via.

O genérico que passou em Portugal (versão karaoke?):

O genérico em japonês, com legendas portuguesas:

Um excerto da série, dobrada em português, cortesia do Desenhos Animados:
A versão de 1992:

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