domingo, 28 de dezembro de 2025

Meu Bem, Meu Mal (1990-91)

Hoje recordamos mais uma telenovela brasileira, mas desta vez uma que tem sido bastante esquecida, talvez por ser uma trama que não trazia nada de novo - o que não impediu de então ter tido algum sucesso e um público cativo quando foi transmitida quer no Brasil quer em Portugal.




"Meu Bem, Meu Mal" era da autoria de Cassiano Gabus Mendes, com a posterior parceria de Maria Adelaide Amaral. Foi exibida no Brasil entre 1990 e 1991, e em Portugal na RTP1 entre 3 de Junho e 18 de Novembro de 1992, tendo em ambos os países substituído "A Rainha Da Sucata" na faixa da novela da noite. 


Foi uma telenovela que teve de ser criada às pressas, quando a Rede Globo considerou que "Araponga", prevista para suceder a "A Rainha Da Sucata", tinha um conceito demasiado disruptivo e com um recorte humorístico demasiado forte para essa faixa e optou por exibi-la noutro horário (além de assim fazer concorrência direta ao sucesso de "Pantanal" na TV Manchete), preferindo encomendar uma sinopse de telenovela num estilo mais convencional a Gabus Mendes. Como não havia muitos atores disponíveis para o elenco, vários atores recém-saídos de "Tieta" foram recrutados para esta novela, bem como alguns atores estreantes ou com pouca experiência. Foi um processo tão apressado que a telenovela estreou após somente duas semanas de gravações. 

Lázaro


"Meu Bem, Meu Mal" foi protagonizada por Lima Duarte, no papel do magnata Lázaro Venturini. Apesar de toda a sua riqueza, Lázaro é um homem infeliz, atormentado por um grande desgosto. Vários anos antes, ele repudiou a sua esposa Maria Helena, convencido de que ela o teria traído com o seu sócio Rubem. 

Isadora e Ricardo


Após a morte inesperada do seu filho Cláudio (Herson Capri), Lázaro vê-se a braços com dois rivais na disputa do seu império: a sua ambiciosa e inescrupulosa nora Isadora (Sílvia Pfeiffer) e Ricardo Miranda (José Mayer), o filho resultante do suposto adultério de Maria Helena, dono de 30% das ações da empresa e que por ódio ao magnata, sempre se recusou a vender-lhe a sua quota. Aparentemente, Isadora e Ricardo odeiam-se, mas na verdade são secretamente amantes e cúmplices. 

Marco António, Isadora e Vitória


Isadora teve dois filhos com Cláudio, Vitória (Lisandra Souto) e Marco António (Fábio Assunção). Quando este namora com a humilde Fernanda (Lídia Brondi), Isadora obriga o filho a terminar a relação, por não admitir que ele se relacione com uma rapariga fora da sua classe social.
Apesar do seu envolvimento secreto com Ricardo, Isadora vai dando esperanças a André (Marcos Paulo), o advogado da empresa e seu eterno apaixonado, chegando eventualmente a aceitar o seu pedido de casamento.
Já Ricardo vê-se em palpos de aranha para controlar Jéssica (Mylla Christie), a sua filha rebelde que responsabiliza o pai pelo desaparecimento da sua mãe Marcela (Françoise Fourton) e que faz tudo para o envergonhar. 

Valentina


Para contrabalançar o jogo de poder, Lázaro pede à sua irmã Valentina (Yoná Magalhães), residente no estrangeiro, para regressar ao Brasil e assumir o lugar de Cláudio. Mas Valentina rapidamente se distrai das suas funções quando se apaixona e acaba por se casar com o oportunista Henrique Paiva (Thales Pan Chacon), irmão de Bianca (Mila Moreira), a secretária de Ricardo. A paixão acabará em tragédia quando Valentina descobre que Henrique a trai com Ana Maria (Luma de Oliveira), uma ex-modelo que se virou para a prostituição de luxo. Furiosa, Valentina combina um encontro com Ana Maria, aliciando-a com dinheiro, e assassina-a a tiro.  

Patrícia e Ricardo


Entretanto, dois planos secretos, um contra Ricardo e outro contra Isadora, são estabelecidos.
O primeiro parte da jovem Patrícia Melo (Adriana Esteves), que quer destruir Ricardo, responsável pela ruína do seu pai Felipe (Armando Bógus). Para tal, ela conquista a amizade de Jéssica e aproxima-se de Ricardo para o seduzir. Mas contra todas as expetativas e apesar da diferença de idades, Patrícia e Ricardo acabam por se apaixonar de verdade, ao ponto deste aos poucos ir se afastando de Isadora e passar por uma gradual regeneração de carácter. 

Berenice

Mimi e Doca


O plano contra Isadora parte de Berenice (Nívea Maria), a mãe de Fernanda, inconformada por a empresária ter forçado o fim do namoro da filha com Marco António. Para atingir a vilã, Berenice cria um plano de vingança onde um jovem pobre seduzirá Vitória, com a ajuda de Mimi Toledo (Isis de Oliveira), uma socialite que também não gosta de Isadora, pois no passado disputou Cláudio com ela. O escolhido para o plano é Doca (Cássio Gabus Mendes), um rapaz pobre e grosseiro, que aceita participar apesar dos ciúmes da sua namorada Dirce (Luciana Braga).
Após várias lições de etiqueta e um banho de loja, Doca transforma-se no garboso e refinado Eduardo Costabrava e não demora a impressionar Vitória, para aborrecimento de João Manuel (Edson Fieschi), o irmão de Patrícia, que também anda de olho na jovem, apesar de estar envolvido com a amiga desta, Magda (Vera Zimmermann). Magda é também o alvo de interesse de Porfírio (Guilherme Karan), o extravagante mordomo dos Venturini.  

Porfírio e Magda


Um ponto de viragem acontece quando Lázaro vai ao cemitério visitar a campa do filho e surpreende Isadora com Ricardo, descobrindo a sua ligação secreta. Com o choque, Lázaro sofre um AVC e perde os movimentos e a fala. 

Lázaro com Elza…


…e com Rosa Maria


É então que Rosa Maria (Ariclê Perez) e Elza (Zilda Cardoso), respetivamente mãe e avó de Doca, também passam a frequentar a casa dos Venturini. A primeira passa por uma transformação semelhante à do filho para fazer-se passar por Rose Marie, uma suposta dama de alta sociedade, e a segunda vai trabalhar como a enfermeira cuidadora de Lázaro. Aquela que é considerada a cena mais célebre da telenovela ocorre quando Elza pergunta ao patriarca se quer mamão ou melão para o pequeno-almoço e Lázaro recupera a fala para responder: "Eu quero me-lão."

Marco António e Dirce


O plano de Berenice e Doca é eventualmente exposto por Dirce, mas surpreendentemente, esta e Marco António apaixonam-se e o rapaz até enfrenta a mãe em nome desse romance. Enquanto isso, Doca conclui que é de Fernanda que ele realmente gosta e os dois terminam juntos.  

Lázaro acaba por recuperar e, fascinado pela sua parecença com Maria Helena, interessa-se por Rosa Maria, mesmo depois de revelada a sua verdadeira identidade. Já Valentina, vencida pela culpa, entrega-se à polícia pelo assassinato de Ana Maria e confessa ao irmão que, ao contrário do que ela lhe tinha afirmado, Maria Helena afinal nunca o traiu e Ricardo é na verdade seu filho legítimo. Este recusa perdoar Lázaro, alegando que Rubem foi o seu pai de verdadeiro, por tê-lo criado. Porém, influenciado pelo amor de Patrícia, Ricardo é agora um homem bem menos amargurado e repara os seus erros: restitui a Felipe aquilo que lhe tirou, abdica da contenda com Lázaro e da suas acções na empresa, vendendo-as a Isadora, de quem se afasta definitivamente.

Outros pares são formados na recta final da telenovela. Apesar de constantes turras, Elza e Emílio (Jorge Dória), pai de Berenice e senhorio do apartamento da família de Doca, acabam por se casar. Após a morte do seu marido Argemiro (Stênio Garcia), com quem estava a tentar uma reconciliação, Berenice aceita a declaração de Felipe. Desiludido com Isadora, André aproxima-se da entretanto reaparecida Marcela, que afinal tinha vivido vários anos em estado catatónico numa instituição. 
No final, Isadora consegue o seu objetivo de se tornar dona do império dos Venturini, mas, desprezada por todos, termina só e infeliz.  

Fernanda foi o último papel em telenovelas da atriz Lídia Brondi


"Meu Bem, Meu Mal" pode não ter sido uma telenovela memorável, mas pelo que me recordo de ver na altura e tendo em conta as circunstâncias em que se materializou, até foi uma obra bem conseguida, com uma trama bem escorreita e um desempenho globalmente competente do elenco, onde os atores mais experientes conseguiram puxar pelos novatos. Esta seria a penúltima telenovela de Cassiano Gabus Mendes, que ainda escreveu "O Mapa Da Mina" antes de falecer em 1993.
Foi a primeira telenovela de Sílvia Pfeiffer, Fábio Assunção e Mylla Christie. Foi também o único trabalho da veterana comediante Zilda Cardoso neste formato televisivo. Por outro lado, esta foi a última telenovela da atriz Lídia Brondi, que deixaria a vida artística para exercer psicologia.  

Lembro-me também que o meu primo Ricardo, que não tinha o hábito de ver telenovelas, tinha-se interessado por esta, em parte por causa da personagem com o seu nome. Quanto a mim, a personagem que mais me cativou foi Patrícia, interpretada por Adriana Esteves que, mesmo tendo então apenas 20 anos e uma anterior telenovela no currículo ("Top Model"), teve um desempenho que já deixava antever a grande atriz que ela se tornaria. Em Portugal, a atriz continuaria no horário nobre da RTP desta vez como a heroína romântica de Pedra Sobre Pedra. 
 




 

sábado, 27 de dezembro de 2025

RTP2 - 50 Anos do Segundo Canal

"A RTP2 nasceu no dia 25 de dezembro de 1968", quarta-feira
recortes
Diario Lisboa

https://www.facebook.com/rtpdois/photos/a.453346516186/10156497906941187/?type=3&theater



No "Diário de Lisboa" dos dia anteriores o destaque da manchete ia para os astronautas da missão "Apolo 8" em órbita da Terra. Pequena nota quase de rodapé no  jornal de dia 23 indica que Salazar continua sem sair e passará o Natal numa clínica. E por estranho que pareça no exemplar de véspera não encontrei mais nenhuma referência ao  nascimento do novo canal além da magra grelha:


No dia seguinte, uma publicidade aos televisores NordMende prometia aparelhos "aptos a receber o 2º programa":

primeiro baptizado de "II Programa"
https://pt.wikipedia.org/wiki/RTP2#Hist%C3%B3ria_da_RTP2

Jogo do Spaghetti



Mais uma relíquia resgatada das garras do esquecimento pelo incansável trabalho do Mistério Juvenil TV: o Jogo "Spaghetti", da MB.
Mais informação no site "Só Jogo": "Spaghetti" https://sojogo.pt/arquivo/spaghetti-tmp/
Depois de ver o vídeo, a canção e o cão ás voltas são tão familiares!

Festival Walt Disney (1985)


Por mero acaso encontrei uma página em que a minha terra - Olhão - consta na lista de cidades algarvias que no Verão de 1985 receberam o Festival Walt Disney ......................


Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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Sassaricando - Fata Morgana (1989)






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O Rei dos Gazeteiros (1986)







O Rei dos Gazeteiros ("Ferris Bueller's Day Off", e "Curtindo a Vida Adoidado" no Brasil), comédia que retrata um grupo de três amigos - liderado pelo espertalhão Ferris Bueller do título original - decididos a faltar à escola, aproveitando para se divertirem por toda a cidade ao mesmo tempo que evitam ser "capturados" pelos pais e pelo incansável director da escola que tem um odiozinho especial por Ferris.


Quando o vi em 2009 pela primeira vez escrevi: "Considero ser um filme divertido, com algumas cenas muito boas, mas com alguns problemas de ritmo. Apesar de acreditar que é um filme sobrevalorizado, percebo porque é louvado por muitos que o assistiram durante a adolescência, pode ser visto como um "hino" à rebeldia, mas da rebeldia sem grandes consequências. Bom para ver com o grupo de amigos."
Em 2016 revi parcialmente o filme e fiquei fascinado pela técnica e edição 
John Hughes
quebrar a 4ª parede
a série de TV http://en.wikipedia.org/wiki/Ferris_Bueller_(TV_series)
Estreou em Portugal a 27 de Fevereiro de 1987


Info: IMDB

http://en.wikipedia.org/wiki/Ferris_Bueller%27s_Day_Off

Trailer no Youtube:




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Informação Canal 1 (1992)

descobrir ano!!!






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Separador RTC (1992)

outro separador da RTC




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Raider agora é Twix (1992)

Um momento importante da vida



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De Quem é isto? - Control (1992)


A juventude portuguesa recriava as acções de Spartacus e corajosamente afirmava em frente à autoridade "É meu!"



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Lotação Esgotada (1992)

Este genérico que acompanhava as noites de cinema, é de altura da exibição do clássico "Guerra do Fogo" - do realizador xxxxxxxxxx - no dia 12 de Fevereiro de 1992, quarta-feira, na RTP 1(na época "Canal 1") ás 21:30.



Existe na Wikipédia uma lista com os filmes exibidos na "Lotação Esgotada"




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Clássicos Disney (1992)


uma colecção que apesar de não ter tido, recordo ver nas prateleiras de outras casas




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Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa (1992)


Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa - decerto já na época minado pela rede de corrupção e más práticas que levaram recentemente á derrocada do BES e a factura entregue ao contribuinte, o - na época - BESCL fazia publicidade




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Portugal Previdente (1992)

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Pela Noite Dentro - Meu Corpo, Meu Filho (1992)

O IMDB indica o dia 14 de Fevereiro de 1992 como a data de estreia deste telefilme - "My Body, My Child" no original - quase uma década após o seu debute na televisão norte-americana. Consegui confirmar a data de exibição, sexta-feira à noite, à 1 da manhã: "pela noite dentro"!




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Mofli, o último koala (1986)

Série espanhola (exemplo séries espanholas famosas links)
Na Austrália do (então) longínquo século XXI, só sobra um exemplar de Phascolarctos cinereus, isto é, um koala, o Mofli do título, que vai ser cobiçado e perseguido por todo o tipo de gente, com mais ou menos escrúpulos. Felizmente, Mofli é protegido pela jovem Corina ao longo de 13 episódios de meia hora desta série espanhola (“Mofli, El Ultimo Koala”).


Genérico incial:


Versão completa do genérico em português, mas com audio pior: https://www.youtube.com/watch?v=vrtpdXJbIL0


Texto original, nos MiniCromos: http://enciclopediadecromos.tumblr.com/post/95212993975/mofli-o-ultimo-koala-1986-na-australia-do

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Ruy, o Pequeno Cid (1980)



Esta é das tais que ouvi falar mas nunca vi, além de alguns clips e fotos na Internet, principalmente em sites de nuestros hermanos, mas por sugestão da leitora Célia Vila Lobos, pus o meu chapéu de Sherlock Holmes e fui investigar. "Ruy, o Pequeno Cid" foi uma co-produção espanhola e japonesa "Ruy, el pequeño Cid"/"" de 1980.
O termo "Cid" refere-se a 

 https://www.youtube.com/watch?v=h4sY5YHSg3c

Basicamente, a série adaptava - muito livremente, imagino - a infância do cavaleiro castelhano do século XI Rodrigo Díaz de Vivar. Essa figura histórica 

http://es.wikipedia.org/wiki/Ruy,_el_peque%C3%B1o_Cid


Obviamente este "êxito da TV" também teve à venda a colecção de cromos, da Disvenda, que podem ver em mais detalhe no blog "Santa Nostalgia":
Foto: SantaNostalgia.

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Sport Billy - revista banda desenhada

Depois de ter publicado publicidade retirada delas, vamos dar uma olhada ás revistas de banda desenha "Sport Billy"

 e para quem perdeu números passados, podia encomendar os atrasados:

Anúncio retirado da revista "Sport Billy" Nº 9 (de 1982). Imagens editadas por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader original.

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Sommer Party

Ora cá estou eu com mais um vinil, desta vez uma edição alemã, mais concretamente da Alemanha Ocidental! Mesmo quem não pesca de alemão - como eu - topa logo que o título "Sommer Party" (DA 2002 W) promete festa da grossa, e  já que estamos no Verão, vamos dar uma olhada aos êxitos da altura, nesta colectânea de vários artistas, desde Boney M até aos Eagles, além de músicas alemãs que duvido sejam famosas mais longe que 2 km do Muro de Berlim.
Não tenho a certeza do ano de edição, apenas que é posterior a 1970 (ou 1972, segundo outra fonte), o ano de criação da Delta Music. Nota: uma das músicas é de 1977, portanto a edição será no minimo desse ano. Também não descobri se são as versões originais ou covers, mas consta que a Delta Music fazia re-edições baratuchas. Se o tradutor do Google funcionou bem, o duplo LP, além dos discos, trazia dicas para festas! Original, não?

A capa frontal, com êxitos em destaque:

A capa traseira:


http://www.discogs.com/Various-Sommer-Party/release/4740326

O lado A do Disco 1:
  1. Barfuß Durch Den Sommer - [vídeo] do album homónimo, cantado por Jürgen Drews [video]
  2. Rock Bottom - [vídeo] a representante do Reino Unido no Festival Eurovisão da Canção de 1977, interpretada por Lynsey de Paul e Mike Moran. [video]
  3. What For A Rock
  4. Papa Trinkt Bier - [vídeo] (literalmente "O papá bebe cerveja", interpretado por Gunter Gabriel)
  5. Cindy- Há várias versões desta música, não sei qual está no álbum, provavelmente a dos "Peter, Sue & Marc" [video], "The Cats" [video], "Orchester Roy Robbins" ou "Anna & Kirka"[video] e "Helmut Zacharias".
  6. Battle For Big Band - [vídeo] - esta faixa devia dar umas danças animadas!
  7. Orzowei - Tema da popular série "Orzowei", na versão alemã ou italiana (cantada por "Oliver Onions", aka, os irmãos Guido e Maurizio De Angelis, também responsáveis por músicas e banda sonora de Sandokan, Dartacão, Willy Fog e outras séries)
  8. Esta Noche
  9. Knowing Me, Knowing You [vídeo]- Single dos über-famosos ABBA, que dispensam apresentações.
  10. Strange Emotion
  11. Die Süßen Trauben Hängen Hoch - [vídeo] cantado pelo alemão de origem alemã Costa Cordalis, que vinha do êxito do ano anterior "Anita" [video]. Sim, essa "Anita" do Marco Paulo [vídeo]!! Como curiosidade, Marco Paulo também cantou mais tarde "Morena, Óh! Morenita" [video], uma versão da "Morena Morenita" de Costa Cordalis, da que, curiosamente não encontrei um unico video.
  12. Hotel California - [vídeo] a canção deste disco que dispensa apresentações, um clássico intemporal.

O lado B do Disco 1:
  1. Kali Nichta [vídeo] O último grande êxito alemão de Vassiliki Papathanasiou, mais conhecida por Vicky Leandros.
  2. Guitar Man- Bread [vídeo] Retirado do álbum homónimo, o 5º da banda americana Bread.
  3. M
  4. Yes Sir, I Can Boogie
  5. Lay Back In The Arms Of Someone
  6. Your Lips And Mine
  7. Gefeuert
  8. Little Brown Jug
  9. It's A Game
  10. Afro Rock
  11. Ma Baker
  12. Veronique 

O lado A do Disco 2:
  1. Die Nacht Als Christina Fortlief
  2. Komm Doch Heute Nacht Zu Mir
  3. Shenandoah
  4. Santa Domingo
  5. In Griechenland
  6. Las' Rosas Parati
  7. Blood And Honey
  8. Come To Me
  9. Bye Bye Bel Ami
  10. Frisco 75000
  11. Kiss Me Now Or Never
  12. Ein Ganz Normaler Tag 

O lado B do Disco 2:
  1. My Love
  2. Nimm Den Nächsten Zug
  3. My Bonnie
  4. Mare
  5. Einen Tag Mehr Als Für Immer
  6. Adm
  7. Sir Duke
  8. The Best Place In My Heart
  9. Lost In France
  10. Leslie
  11. Don't Leave Me This Way
  12. Swiss Lady


As dicas para um festa de arromba (?), com receitas de refeições, saladas e bebidas:
Este vinil é da colecção cá de casa, algum dos nossos leitores também teve?

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Camões (1969)







Retirado da revista "Mundo de Aventuras" #1018, Agência Portuguesa de Revistas (APR) de 1969.

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Écran Mágico (1979)

Concurso apresentado por Rui Mendes, o eterno Duarte (& Companhia).
Aqui está um programa com um tema que decerto eu seguiria com atenção, não fosse o facto de na altura eu ter apenas uns meses de idade.




Os 4 Jovens Tarta-Heróis Turtles Aventuras (1991)


"os tarta-heróis"?
1991?

No auge da "Tartaruga-Mania", a edição portuguesa das Teenage Mutant Ninja Turles Adventures, da editora Archie. Os primeiros números adaptaram os primeiros episódios da série animada, mas depois o rumo das histórias mudou, com novos personagens, e plots preocupados com a defesa dos animais e ambiente. Tal como as tartarugas da série animada, estes heróis são uma versão muito suavizada e mais "familiar" das violentas Tartarugas originais (...)

Segundo a base de dados do Mistério Juvenil,  foram publicado 54 números, entre Maio de 1991 e Setembro 1992, pela TV Guia Editora. Não me recordo se completei a colecção ( que nos EUA teve XXXXXX números), mas tive umas boas dezenas destas revistas, que tinham um formato e tamanho pouco vulgar: 19,5 cm largura e 30 cm de altura, segundo o BD Portugal.info. A minha colecção foi infleizmente danificada por água, e creio que foi toda para o lixo.

Fonte: Leilões.pt
Mais capas portuguesas:


OS 4 JOVENS TARTA-HEROIS TELE BD

http://tmnt.wikia.com/wiki/Teenage_Mutant_Ninja_Turtles_Adventures

http://en.wikipedia.org/wiki/Teenage_Mutant_Ninja_Turtles_Adventures

http://aveiro.coisas.com/para_venda/livros_e_revistas/os-4-jovens-tarta-herois-47-fasciculos-turtles/4198342/

http://www.bdportugal.info/Comics/Col/extra/TVGuia_Turtles/col.html

Lego - 80 Anos




A LEGO criou uma curta-metragem ao estilo da Pixar, que ilustra a história dos 80 anos da LEGO:

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Natal dos Hospitais 1989

Pelo terceiro ano consecutivo, a Enciclopédia de Cromos promove um deep dive a uma edição do Natal dos Hospitais, um intemporal clássico da época natalícia em Portugal. Desta vez vamos até à recta final dos anos 80, para acompanhar a edição de 1989, que teve lugar no dia 21 de Dezembro no Hospital Pulido Valente em Lisboa, além de ligações ao Porto e à Madeira. (Por algum motivo, nesse ano não houve também a habitual ligação aos Açores.) 

Em 2009, quando a RTP Memória reexibiu esta edição no dia de Natal desse ano, alguns momentos tornaram-se virais na internet. A RTP Memória voltaria a exibir esta edição no Natal de 2014. Além dos links para visualização na RTP Arquivos, estão também incluídas as atuações desta edição disponíveis no YouTube. 






Parte 1: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-i-4/

No princípio da emissão, somos brindados com imagens de José Franco, um oleiro de Sobreiro (Mafra), a moldar figuras que farão parte do presépio que vai ilustrar as vinhetas desta edição. Somos depois, saudados pela mítica dupla de apresentadores, Eládio Clímaco e Ana Zanatti, que além de lembrarem a longa parceria da RTP com o jornal "Diário de Notícias" e a Philips portuguesa para a realização de mais uma edição do "Natal dos Hospitais", deixam os seus votos de Boas Festa.
Vítor de Sousa relembra a história do evento que remonta a 1944, tendo a primeira transmissão da RTP acontecido em 1959 e passando a ser regular a partir de 1962, seguindo-se o primeiro momento musical com o Coro Polifonia.

E vamos agora para a Madeira:
- O Coro de Câmara da Madeira, dirigido pelo maestro Victor Costa, canta "Jesus Que Volta".
- A apresentadora Clô Diogo recebe os telespectadores e anuncia o próximo artista, Luís Gonzaga, com uma canção da sua autoria, "Que Será De Nós Dois".
- Segue-se uma rapsódia de Natal em sintetizador e clarinete por parte de João e Cláudio, dois alunos do Conservatório de Música da Madeira. 
- O apresentador Juvenal Xavier anuncia a actuação do célebre cançonetista madeirense Gabriel Cardoso com "Tu Sabes". 
- Para terminar, regressa a palco o Coro de Câmara da Madeira para interpretar "Romaria Velha".

Eládio Clímaco anuncia agora a ligação até ao Hospital da Prelada no Porto:
- Duas míticas apresentadoras da RTP Porto, Ivone Ferreira e Maria João Carreira recebem os telespectadores e anunciam o primeiro bloco de artistas.
- Começamos logo com um muitíssimo jovem Luís de Matos, que já começava a construir um currículo que o elevaria como o mais conceituado ilusionista português de sempre. No ano seguinte, Luís de Matos seria ele o apresentador do segmento do Porto do "Natal dos Hospitais".



- E foi aqui no Porto que o incomparável José Cid se apresentou nesta edição, cantando um medley com vários dos seus hits,  "A Minha Música", "Verdes Trigais", "Um Grande, Grande Amor", "A Cabana Junto À Praia", "O Meu Piano" e "Os 20 Anos". 
- Um momento de mímica com Óscar Branco, intitulado "O Ladrão". 



- Os Ban, a banda do futuro presidente do Boavista, levaram um dos seus mais famosos hits, "Dias Atlânticos".
- Maria João Carreira anuncia o seguinte bloco de artistas, que começa com a atuação da Brigada Victor Jara, o conhecido grupo de música tradicional portuguesa, que trazem o tema "Bento Airoso". 
- Um número de fantoches da autoria de Margarida Henriques e Raul Constante Pereira. Este último esteve envolvido na criação nas míticas séries infantis "A Árvore dos Patafúrdios" e "Os Amigos Do Gaspar", na manipulação e voz das personagens Tomé e Romão, respetivamente. Aliás a "Canção dos Abraços" que encerrou este número vinha de um episódio de "Os Amigos Do Gaspar". 
- E continuando com abraços, o vimarenense José Alberto Reis canta "Abraça-me Assim".
- Dos abraços aos beijos com este número de dança por parte dos alunos da Escola de Bailado Fátima Valle de Veiga ao som de "Memórias De Um Beijo" dos Trovante.
- Ivone Ferreira anuncia o bloco final do Porto, começando pelos incontornáveis GNR que nesse ano lançaram o álbum "A Valsa Dos Detectives", cujo primeiro single foi este "Impressão Digital". (Se bem se lembram no artigo sobre a edição de 1990, os GNR levaram o outro hit deste álbum "Morte Ao Sol"). 
- Óscar Branco regressou para mais um número de mímica. 



- Para terminar a Cool Jazz Orchestra, com "Messing With The Kid". E quem é o vocalista? Nada menos que Pedro Abrunhosa, e sem óculos! Abrunhosa tinha então 29 anos e estava ainda a cinco anos antes da ascensão à fama ao lado dos Bandemónio, pelo que não tinha construído a persona artística com que se daria a conhecer ao grande público. Como tal esta deve ter sido a única ocasião onde foi possível ver em televisão os olhos do cantor de "Tudo O Que Eu Te Dou".
- A Cool Jazz Orchestra cantou ainda mais um tema natalício de um compositor dinamarquês. Como se tratava de um tema instrumental, Abrunhosa limitou-se a marcar o acompanhamento com palmas para o público e os outros artistas que regressaram ao palco. 




Parte 2https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-ii-4/

Regressamos ao Hospital Pulido Valente em Lisboa, onde somos recebidos pela saudosa Alice Cruz, acompanhada por Mário Figueiredo e Eládio Clímaco, que leem respetivamente as mensagens de Natal da RTP, da RDP e do "Diário De Notícias".
- De seguida, Fialho Gouveia anuncia as atuações do próximo bloco, a começar pela presença indispensável do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras, dirigido pelo maestro César Batalha. Por enquanto, eles trouxeram "Um Feliz Natal" mas claro que estarão de volta mais tarde para o seu grande hit.  
- Segue-se um ícone do nacional-cançonetismo, Maria José Valério, que não se limitou a cantar "Raparigas De Lisboa" com distribuiu algumas flores pelos membros do público. Na altura, Maria José ainda não ostentava a sua lendária madeixa verde-Sporting, mas apresentou-se com um look num estilo bem eighties.


- "És Importante", disse a cantar José Marques neste tema da sua autoria. 



- Um dos grandes hits desse ano foi a "Lambada" dos Kaoma e os Onda Choc trouxeram a sua versão, em português tuga, extraída do seu então mais recente álbum "A Mais Bonita". (O único rapaz do grupo presente nesta actuação ainda não tinha a coreografia muito bem decorada, pois não?).
- Maria Mendes trouxe o fado "Noite", popularizado por António "Ó Tempo Volta P'ra Trás" Mourão. Natural de Unhais da Serra, Maria Mendes foi emigrada em França. Se estão recordados, na edição do "Natal Dos Hospitais" do ano seguinte, ela trouxe um tema assaz diferente. 



- Dino Meira trouxe um tema bem animado "Boa Viagem". Na altura ainda não se sabia que infelizmente só teríamos Dino Meira por mais quatro anos neste mundo. 

Outro momento tradicional desta era do "Natal Dos Hospitais": o sorteio de televisores Philips para serem ofertados às diversas instituições de saúde, lares de idosos e estabelecimentos prisionais por esse país fora. O primeiro envelope sorteado foi retirado pelo neto da então Primeira-Dama Maria Barroso (cujo nome era o mesmo do seu avô e então Presidente da República) que deu um televisor à Santa Casa de Misericórdia de Mértola. O seguinte televisor sorteado pela ilustre Maria Cavaco Silva (ela própria uma futura Primeira-Dama) foi também para o distrito de Beja, para a Santa Casa da Misericórdia de Serpa. Dinis de Abreu, director do "Diário de Notícias" retirou o terceiro envelope, premiando o Hospital Distrital de Évora. 

- A iniciar o seguinte bloco de artistas, o Coro Mamasu com o "Natal De Elvas". 
- António Albernaz trouxe uma "Boa Nova", um clássico de Frederico Valério. 
- Apesar de ainda muito jovens, os irmãos Nuno e Henrique Feist eram presença habitual no "Natal Dos Hospitais". Segundo a introdução de Fialho Gouveia, eles na altura estavam a estudar em Londres e levaram uma canção com música do próprio Nuno e letra de António Sala, "Crescendo". 
- Ainda a uns anos da consagração com "Perfume De Mulher", Ágata trouxe "Amor Latino", acompanhada pela Banda Órbita. Como pudemos constatar no artigo sobre o Natal Dos Hospitais de 1990, Ágata também aí interpretou este tema, mas no bloco dos Açores (e sem banda). 
- Rui Rocha interpretou acapella "Olhos De Água". (Não, nada a ver com a música do mesmo nome do Toy.) Algo de errado deve ter acontecido pois só se ouviu a voz dele e nada da guitarra que ele tocava.
- O grupo Ultimatum, que incluía os três antigos Queijinhos Frescos filhos de Ana Faria, com "Se Fores No Meu Carro", uma versão em português de "Get Out Of My Dreams, Get Into My Life" de Billy Ocean. 
- A encerrar este bloco um número de bailado ao som de "Adesti Fideles" na voz de Luciano Pavarotti, numa coreografia de Jorge Trincheiras com os bailarinos Alexandra Pinto, Carla Pereira, Jorge Mira, Liliana Mendonça, Sandra Rosado e uma bem jovem Catarina Furtado! (É a que tem o maiô azul escuro.)

 


Parte 3: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-iii-4/

Ana Zanatti e Eládio Clímaco anunciam os artistas do bloco seguinte:
- Começamos sob o signo de fado, com Lena Maria a cantar "Sou Eu".
- O eterno António Calvário levou "Santa Luzia".
- No ano em que se assinalavam dez anos da sua vitória no Festival da Canção e do top 10 na Eurovisão com "Sobe Sobe Balão Sobe", Manuela Bravo marcou presença com o tema "Nunca É Demais", com que participou em 1988 no Festival da Canção de Lisboa, em que as canções a concurso tinham como tema a capital do nosso país. Contudo, este tema não foi incluído no álbum que Manuela Bravo editara nesse ano de 1989 "Óculos De Sol".
- Clemente trouxe uma "Canção De Recordar".
- Dois anos antes, eles tinham deixado a sua marca com um dos hits mais brilhantemente bizarros do Portugal dos anos 80 com "Zuvi Zeva Novi" e agora os Miler Ife Dada apresentavam-se aqui com "Choro Do Vento E Das Nuvens", a faixa de abertura do seu segundo álbum "Espírito Invisível", editado nesse ano de 1989. Esta terá sido uma das últimas aparições em televisão com Anabela Duarte enquanto vocalista, que deixaria a banda no ano seguinte para se dedicar a um projecto a solo, tendo sido substituída por Sofia Amendoeira. O baixista Nuno Rebelo seria aquele com maior notoriedade após o final da banda em 1991, ao compor o tema oficial da Expo 98. Desde 2003, quando foi lançado um álbum best of que incluía uma regravação de "Zuvi Zeva Novi", os Miler Ife Dada têm se reunido e actuado esporadicamente. 
- A consagrada fadista Lenita Gentil cantou "Tão Longe Daqui".
- "A Vida Vai Mudar" disse Toy a cantar, que dava aqui ainda os seus primeiros passos na sua carreira mas a sua vida efetivamente iria mudar rumo a enormes sucessos ao longo de mais três décadas. 
- A encerrar este bloco, o grupo de música tradicional Luar De Janeiro trazendo um "Vapor Novo". 

Mário Figueiredo regressa ao palco, desta vez acompanhado por Elisa Portugal, anunciam o sorteio de mais três televisores Philips, conduzido por Manuela Paulino. Depois do seu neto, agora foi mesmo a Primeira-Dama Maria Barroso que retirou o subscrito que premiou a Misericórdia de Freixo-De-Espada-À-Cinta, distrito de Bragança. Veiga Anjos, o presidente do conselho de administração do "Diário De Notícias" retirou o subscrito que contemplou a Secção de Pediatria do Hospital da Horta. Pela mão de Humberto Melo Pereira, um dos mais ilustres nomes da história da RTP, o terceiro prémio foi para o Algarve, mais concretamente para o Centro de Dia de Mexilhoeira Grande, no concelho de Portimão. Ao longo do sorteio, Manuela Paulino salientou que em vez de um televisor, as instituições contempladas poderiam requerer antes um videogravador, naturalmente também da marca Philips. 



- A abrir o bloco seguinte, "A Turma Da Kika", o projeto de Cristina Paço D'Arcos, nitidamente decalcado da brasileira Xuxa. Sob este avatar, ela editou alguns discos e deu vários espectáculos até meados dos anos 90, sendo o momento mais notório a sua participação no Festival da Canção de 1990 com o terceiro milénio. Depois disso, dedicou-se a várias causas sociais. Infelizmente, em Maio deste ano, foi anunciado que Cristina Paço D'Arcos tinha falecido aos 64 anos de idade. 
- Presença habitual no "Natal Dos Hospitais" deste tempo era o Mendes Harmónica Trio, composto pelo virtuoso da harmónica Raúl Mendes (reza a lenda, que tal era a sua mestria que foi inúmeras vezes campeão mundial de harmónica, chegando a um ponto em que a organização desse campeonato teve de lhe pedir para deixar de participar!) e as suas filhas Ana Paula e Maria Luísa, acompanhando-o com umas mega-harmónicas. Nesse ano, o trio levou uma versão de "Memory" a mais célebre canção do musical "Cats".  
- Ela ainda estava a quatro anos de cantar sobre quando cai a noite na cidade, mas apesar dos seus 13 anos, Anabela já dava cartas tanto em Portugal como além fronteiras. Com esta "Nova Mensagem De Amor", tinha alcançado o segundo lugar no Festival da UNICEF, realizado nos Países Baixos e apresentado por Audrey Hepburn, bem como o prémio de Melhor Interpretação.
- Outro momento viral desta edição: José Malhoa e Ana Malhoa com "A Nossa Lambada". Ana Malhoa tinha então somente dez anos mas já então revelava ser toda uma "máquina de fiesta". 
- Já falámos dela no artigo sobre a edição de 1990, e ela também esteve presente neste ano. Lília Kramer, cantora portuguesa residente na Alemanha, interpretou "Criança Com Sede Amor".
- Os Ministars tinham acabado de lançar o quarto álbum "De Mão Em Mão", no qual estava incluído este "Telenovelando", uma adaptação do tema de abertura da telenovela brasileira "Sassaricando", interpretado por Rita Lee. Nesta altura, um dos membros do grupo era Pedro Moutinho que, tal como seus irmãos Camané e Hélder Moutinho, faria carreira no fado. (É o da camisa aos quadrados verdes e lilás.)
- Por fim, o grupo de dança jazz do Ginásio Clube Português



Parte 4: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-iv-4/

Fialho Gouveia e Alice Cruz recebem-nos de volta e apresentam o seguinte bloco. 
- José da Câmara, do ilustre clã fadista, trouxe "Canto O Fado". Fialho Gouveia fez questão de referir que foi uma espécie de padrinho da carreira de José Câmara, tendo este estreado na revista "Lisboa Tejo E Tudo", da autoria do próprio Fialho com Raul Solnado e César Oliveira.
- O primeiro de dois casais a atuar neste bloco: Paula Ribas (1942-2023) e Luís N'gambi. Ela nascida em Faro sob o nome Ilídia Dias Ribas, era considerada como a "Rainha do Twist" em Portugal. Ele, natural de Angola, fez parte do pioneiro conjunto Os Rocks, que incluía Eduardo "O Vento Mudou" Nascimento. Depois de viverem dezassete anos no Brasil, Ribas e N'gmabi regressavam agora em Portugal nesse ano de 1989, em que gravaram um álbum para a editora Discossete que incluía este "Amar Vocês". 
- Paco Bandeira trouxe a "Lengalenga do Zé", do álbum "Em Lisboa".
- "Sou Sincero" disse a cantar Luís Filipe Reis, naquela que foi uma das suas primeiras aparições em televisão. 
- E eis o outro casal musical: Armando Gama e Valentina Torres com "Maria Linda". Como se sabes, eles estavam juntos desde 1983 quando além do bilhete para Munique para ir nos representar na Eurovisão com "Esta Balada Que Te Dou", Armando também conquistou o coração de Valentina Torres no Festival da Canção. Acho que nesta altura, Valentina ainda era locutora de continuidade na RTP mas já dava os seus primeiros passos a acompanhar Armando na música. Uma união  que duraria na música e na vida até 2010.  


- Cândida Branca-Flor trouxe "Banho De Lua", uma versão em português de "Tintarella Di Luna", da cantora italiana Mina. A cantora brasileira Celly Campelo popularizou a versão em português do Brasil, que além de Cândida Branca-Flor, foi versionada por vários artistas como Os Mutantes de Rita Lee. 
- A fechar este bloco, Nuno Faria, Jorge Galvão e Eugénio "Gimba" Lopes, que é como quem diz, os Afonsinhos Do Condado um dos mais irreverentes bandas portugueses dos anos 80, graças a hits como "A Salsa Das Amoreiras" e "Rolar No Chão". Aqui trouxeram o tema que dava título ao EP que editaram nesse ano de 1989, "No Parque Mayer". A banda manteve-se activa até 1991.

Serenella Andrade conduziu o terceiro sorteio de televisores Philips (ou vídeos, conforme a preferências da instituições contempladas). Maria Cavaco Silva retirou o primeiro envelope, correspondente ao Hospital de Santa Cruz em Linda-A-Velha. Melo Pereira sorteou o envelope seguinte, premiando um centro de dia em Carcavelos. Ramiro D'Ávila, director do Hospital Pulido Valente, retirou o terceiro subscrito, contemplando o Hospital Geral de Santo António, no distrito do Porto. 

- Iniciando este novo bloco, o coro de funcionários dos TLP (Telefones de Lisboa E Porto, 1968-1994) com o "Natal Do Infantário", da autoria do maestro Manuel Rodrigues.
- Durante décadas, Marco Paulo foi presença indispensável no "Natal Dos Hospitais". Nesse ano, ele trouxe a "Joana", um dos seus inúmeros hits emblemáticos. 
- Seguiu-se Alexandra com "Por Amor". 
- Assim como Jorge Fernando com uma "Bandeira De Paz".
- Carlos Zel, Lena Coelho e Carlos Quintas interpretaram músicas do espetáculo "A Severa". 



Parte 5: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-v-3/


Ana Zanatti e Eládio Clímaco apresentam o seguinte bloco de artistas.
- E começamos com um número de ilusionismo com Jorge Soriac, ilusionista espanhol radicado no nosso país.
- Outra vez um momento de fado, agora com António Pinto Basto e "Sabes Maria", incluído no álbum desse ano "Maria", que sucedia ao êxito do álbum "Rosa Branca". 
- Numa altura em que não eram muitas os artistas e bandas nacionais que cantavam primordialmente em inglês, Teresa Maiuko era uma das excepções já que os seus maiores hits eram neste idioma. Acompanhada por dois bailarinos, a cantora natural de Moçambique interpretou "The Beat Of The Heat", faixa incluída no seu único LP, "Mood Waves" de 1988. 
- Rita Ribeiro apresentou um número do espectáculo que encabeçava na altura no Casino Estoril, "What Happened To Madalena Iglesias?", por sinal, um tributo à lendária cantora de "Ele E Ela". 

O quarto e último sorteio de televisores Philips foi conduzido pela saudosa Isabel Wolmar. O Eng.º Sales Grade, da administração do "Diário De Notícias", retirou o envelope que premiou um centro de dia de idosos do distrito do Porto. Jorge Simões, representante da Philips, sorteou o envelope do Hospital Distrital de Viana Do Castelo. Por fim, Ana, uma menina presente na assistência tirou o subscrito que contemplou outro centro de idosos, desta vez em Chaves. 

- E eis-nos chegados ao bloco final, iniciado com Maria Antónia Esteves cantando "Rema".
- Na altura, apesar de algumas aparições em televisão em programas como "A Quinta Do Dois" e "Canto Alegre", Marina Mota era sobretudo conhecida como atriz de teatro e cançonetista. Aliás foi nesse ano de 1989 que ela participou no Festival da Canção com "Partir De Mim", ficando apenas atrás do "Conquistador" dos Da Vinci. Tal como "Partir De Mim", este "Se Eu Não Tivesse Este Amor" foi incluído no seu álbum "Coisas De Amor". 
- Nuno Da Câmara Pereira interpretou um standard do fado nacional, "Lisboa À Noite" ("Lisboa ouviu cantar o fado, rompia a madrugada quando ela adormeceu.")
- Lena D'Água trouxe "Tu Aqui", faixa que deu título ao álbum editado desse ano, que incluía com cinco temas inéditos escritos por António Variações, três dos quais ("A Teia", "A Culpa É Da Vontade" e "Já Não Sou Quem Era") seriam recuperados em 2004 no álbum do projecto Humanos. 
- Raúl Indipwo , que então atuava como Raúl Ouro Negro (ecoando o seu legado como metade do Duo Ouro Negro), levou ao palco "Cidrália", acompanhado pelos Irmãos Verdade
- Um dos nomes mais sonantes do fado naquela altura, Vasco Rafael (1949-1998) cantou "Ai D. José, D. José".
- Um dos auges de cada edição do Natal dos Hospitais era a participação de Herman José. Nesse ano, Herman apresentou-se uma vez mais acompanhado por Ana Bola e Vítor de Sousa e recuperou a sua lendária personagem do Serafim Saudade. Uma apresentação inevitável e caoticamente arrebatadora onde não faltou o tema homónimo, com um grupo de crianças a participar na coreografia e até um colocar de peruca num dos pacientes do hospital. 
- Rão Kyao, acompanhado por Renato Júnior, António Chainho, Quim Mjojo e Bondó, trouxe uma versão bem curiosa de "A Minha Machadinha".
- Ana Zanatti, Alice Cruz e Eládio Clímaco despedem-se com os votos de boas festas e o final não podia ser outro senão com o Coro de Santo Amaro de Oeiras a cantar o "A Todos Um Bom Natal". 

Revendo esta edição de 1989 do "Natal dos Hospitais" para este artigo, creio que ela encapsula perfeitamente a televisão, os artistas e até o Natal em Portugal nessa era, e que não foi por acaso que foi reexibida duas vezes na RTP Memória, nos Natais de 2009 e 2014. Aliás entre esses anos, houve uma curta tradição de transmitir nesse canal uma edição do "Natal Dos Hospitais" a cada véspera de Natal (a de 1986 em 2010, a de 1987 em 2011, a de 1997 em 2012 e a de 1981 em 2013). É pena que essa tradição tenha sido descontinuada com o rebranding da RTP Memória de 2015.  

Os artigos dos deep dives às edições do "Natal dos Hospitais" de 1985 (link) e 1990 (link). 


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