sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Revista Tio Patinhas (1987)

Publicidade de finais dos anos 80 á revista mensal de histórias em quadradinhos do "Tio Patinhas", o pato milionário mais forreta do Mundo. Segundo a base de dados "Comics BD Portugal" a revista esteve em negócio entre 1985 e 2006.
Com o Tio Patinhas em pose de maestro o anúncio faz uma descrição do modus operandi de Patinhas: "Sempre que tu abres esta revista o Tio Patinhas fecha um negócio. E aí começam as gargalhadas! Ás vezes são as minas de diamantes, outras são os poços de petróleo, depois a rede de hóteis, as centenas de Fábricas e, o que é mais engraçado, há sempre o Pato Donald a trabalhar a um escudo por hora. É um esbanjamento!"
Não sei como esta rectórica super-capitalista do Tio Patinhas resistiu ao 25 de Abril e ao PREC. 


Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 114 (Dezembro 1987 ou Janeiro 1988) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Revista Pato Donald (1987)

Publicidade á revista de banda desenhada "Pato Donald", protagonizada pelo próprio... Pato Donald. Esta revista foi publicada ao longo de várias fases entre 1981 e 1992, segundo a base de dados "Comics BD Portugal".
"Todo o dia é dia de ler a revista do Pato Donald". "O 'Quac' mais engraçado do mundo."
O sobrinho Huguinho acrescenta: "Os quadradinhos da revista do Pato Donald são tão engraçados, tão divertidos, que uma coisa é certa: dá vontade de ler todos os dias."



Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 114 (Dezembro 1987 ou Janeiro 1988) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Joi (1987)

Apesar de gostar de publicidade desde tenra idade, só há poucos anos comecei a coleccionar os ditos anúncios. E um recorrente nas revistas Disney dos anos 80 é os reclames aos sumos de fruta sem gás "Joi". Existem vários no mesmo estilo com algumas pequenas variações, conforme o sabor do sumo em destaque.
Sobre o fundo vermelho, uma palhinha divide a página em duas secções, numa o logotipo "Joi" e os sabores disponíveis: laranja, maça e maracujá. A outra metade inclui reproduções das garrafas e pacotes de cartão. Por baixo um aviso pouco legível: "Nova embalagem".

As embalagens, com maior detalhe:

Relacionado: "Joi Laranja (1981) Publicidade".

Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 114 (Dezembro 1987 ou Janeiro 1988) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

O Menino Doutor (1989-93)



Em Portugal a tradução do título desta dramédia - "Doogie Howser, M.D." -  não foi para o óbvio “Dr. Doogie Howser”, mas a sinopse perfeita em apenas três palavras: “O Menino Doutor” (No Brasil, “Tal Pai, Tal Filho”). Optou-se por ir contracorrente e não apresentar o jovem génio como o estereótipo do nerd excêntrico e inapto social. Além do desafio de trabalhar num mundo de adultos, e as variadas temáticas abordadas relacionadas com doenças e questões sociais Doogie Howser ainda lidava com as habituais atribulações da adolescência. Licenciado aos 14 anos, a série começa dois anos depois, durante o seu segundo ano de especialidade em cirurgia.


A televisão não é nada estranha a ter adultos a desempenhar adolescentes mas o carismático actor Neil Patrick Harris (”How I Met Your Mother”) tinha também 16 anos no começo da série, dando mais veracidade à interpretação do médico prodígio com memória fotográfica. Segundo a Wikipedia a ideia que deu origem à série foi a vida do Dr. Howard A. Zucker, que tinha 22 anos quando se tornou médico. Vinte e dois anos deve ter parecido muito velho e desinteressante  para Steven Bocho (nome que podem recordar dos genéricos de "A Balada de Hill Street", "As Teias da Lei" ou "A Balada de Nova Iorque"), que produziu e com a ajuda de David E. Kelly (o criador de "Picket Fences" ou "Ally McBeal", entre outras) desenvolveu o conceito inicial. Algumas das sequências de marca de "O Menino Doutor" incluiam o seu melhor amigo Vinnie (Max Casella de séries como "Sopranos" ou filmes como "Ed Wood") a entrar pela janela do quarto de Doogie, e este último a escrever o seu diário no computador num processador de texto em DOS (obviamente, existe grande debate online sobre qual o computador e software que Doogie usa supostamente desde 1979). Wanda Plenn, a namorada do jovem doutor foi desempenhada por Lisa Dean Ryan.

As quatro temporadas acumularam 97 episódios, emitidos originalmente entre 20 de Setembro de 1989 e 24 de Março de 1993, quando foi dado como esgotado o conceito, ao Doogie atingir a maturidade e claro, a descida das audiências, fatal para qualquer série. 

O genérico da primeira temporada:




Publicidado originalmente no Tumblr da Enciclopédia de Cromos: "O Menino Doutor - Doogie Howser, M.D. (1989-93)".

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domingo, 29 de outubro de 2017

David, O Gnomo - Publicidade à Caderneta de Cromos (1987)

Uma das poucas cadernetas de cromos dos anos 80 que tenho na minha colecção, mas que ainda não fotografei. Eventualmente hei de publicar um artigo bem ilustrado sobre essa caderneta. Por enquanto, esta publicidade singela, sem a capa da caderneta, mas com o protagonista e título em destaque: "David, O Gnomo".

Na época a Editora Morumbi (das revistas do universo Disney) era a representante exlusiva das colecções Panini em Portugal. A série é da temporada 1985-86 mas só estreou em Portugal a 18 de Abril de 1987, nas manhãs de Sábado da RTP-1. Algumas bases de dados indicam o ano da caderneta como 1986, mas deve ser apenas o ano de copyright, visto que a revista onde saiu esta publicidade é do final de 1987 ou inicio de 1988.

Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 114 (Dezembro 1987 ou Janeiro 1988) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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Disney Especial 36 (1987)



Publicidade à colectânea de banda desenhada Disney Especial Nº 36, com o tema "História e Glória da Dinastia Pato.". O preço indicado na capa deste "super especial" com 224 páginas era 300$00. Podem ver mais detalhes do conteúdo na inestimável base de dados "Comics BD Portugal": "Disney Especial Nº 36" (29-12-1987).

Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 114 (Dezembro 1987 ou Janeiro 1988) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Grande Concurso Nesquik (1986)

Alguns anos antes do concurso que dava apartamentos em Massamá como prémio ("Nesquik: Grande Concurso Anos 90") a marca de achocolatados da Nestlé, já o Nesquik, na época representada pelo canguru português Cangurik (antes deste ser reformado e substituido pelo coelho saltitão Quicky, que já existia no estrangeiro e que foi redesenhado no inicio dos 90 pelo cartoonista Ramon Maria Casanyes), oferecia neste "Grande Concurso Nesquik" 30.000 contos em prémios acumulados, em que seriam sorteados alternadamente durante 6 semanas: 1 andar no valor de 4000 contos (em local à escolha) e 5 barras de ouro no valor de 100 contos cada.

Note-se na pacote de leite agarrada e a beijar a lata de  Nesquik. Relações inter-alimentares? Muito á frente!
No verso da página, além do cupão especial de participação (onde era necessário colar um "selo" com 2 ou 4 pontos, retirado de rótulos Nesquik e inventar uma frase sobre o Leite) para se habilitar a esses prémios que descrevi atrás, e cujo sorteios aconteceriam no Clube Amigos Disney; o leitor era logo informado de outro concurso a realizar em Maio de 1986, também no Clube Amigos Disney: "Grande Prémio de Colagem Leite e Nesquik". É apenas um teaser, porque nem os prémios e condições são ainda anunciados.


Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 68 (Fevereiro 1986) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Destino X (1994)

por Paulo Neto

Nos anos 90, a SIC empenhava-se em trazer novos conceitos de programas de televisão, diferentes daqueles a que o nosso país estava até então habituado. E na rentrée de 1994, por entre estreias de programas como "All You Need Is Love" e a segunda edição do "Chuva de Estrelas", a estação de Carnaxide incluiu na nova grelha um programa cuja primeira parte começava em Portugal e a segunda se passava num país bem distante, geralmente um apetecível destino turístico.

"Destino X" passou às terças-feiras à noite entre Outubro e Dezembro de 1994, com apresentação e produção de Teresa Guilherme. Infelizmente (e como é frequente no espólio da SIC dos anos 90 e inícios dos anos 2000), encontrei muita pouca informação sobre o programa, e muito menos excertos do programa. O máximo que consegui foram promos ao programa de Hong Kong e ao último programa com os melhores momentos perdidas no meio de vídeos de blocos publicitários da SIC. 
Por isso, muito deste texto sobre o programa vai ter como base aquilo que me lembro dele, mas também uma das crónicas do livro "Isso Agora Não Interessa Nada" de Teresa Guilherme. (Já agora, posso referir que algumas das crónicas desse livro estão também no mais recente livro editado por TG, "Cheguei Aonde Me Esperavam".) 



Como referi, a primeira parte do programa passava-se em Portugal num estúdio, onde duas equipas compostas por um elemento feminino e outro masculino, geralmente um casal de esposos ou namorados, competiam pela oportunidade de viajarem ao destino turístico onde seria gravada a segunda parte, através de um conjunto de vários jogos. Lembro-me que o primeiro jogo era precisamente descobrir qual era o destino, seguindo-se várias provas tanto de exigência física como de perguntas e respostas. Entre os assistentes do programa estava uma então desconhecida Adelaide de Sousa, à qual os operadores de câmara pareciam focar com maior frequência do que às outras, mas também Patrícia Henrique, que passou por outros programas como "Ai Os Homens" e "Paródia Nacional" como assistente/bailarina e a brasileira Valéria Carvalho, que ficaria conhecida na sitcom "Não Há Pai" e que actualmente integra o elenco da telenovela "Espelho de Água".  


Na segunda parte gravada já no respectivo destino, os concorrentes faziam vários desafios que os permitiam conhecer mais a cultura do país. Lembro-me por um exemplo que um dos desafios do programa de Macau era ver se os autóctones respondiam quando os concorrentes lhes falavam em português, o que não era muito fácil pois apesar de na altura ainda ser território português, a língua de Camões já praticamente era só utilizada sobretudo nos órgãos governativos e nos tribunais locais. Na Cidade do México, o rapaz teve de aprender uma dança tradicional de um ritual azteca. E um dos desafios do programa de Hong Kong foi, dada a multiculturalidade do então ainda território britânico na China, foi tentar encontrar pessoas de 10 nacionalidades diferentes em menos de uma hora...e não é que encontraram lá um português? 

Entre os países onde o programa foi gravado, dois deles tiveram direito a dois episódios: o Brasil teve um programa na Baía e outro no Rio de Janeiro, enquanto o México teve um programa em Cancún e outro na sua cidade capital. Outros países e territórios pelos quais o programa passou foram Filipinas, Hong Kong, Macau, Tailândia, Peru, Chile e República Dominicana. 



Mas se estes destinos eram de sonho para serem visitados, segundo conta Teresa Guilherme, eram quase de pesadelo para serem gravados:

"Nas Filipinas chovia, chovia e voltava a chover, apesar dos autóctones nos garantirem que não estávamos na época das chuvas.
No Brasil apanhámos uma caloraça e não foi do sol, mas sim de andar a fugir à polícia. Para nos deixarem gravar fosse onde fosse queriam sempre uns trocadinhos, ou dois, ou mesmo vinte, para um "chope".
No México os agentes da alfândega apreenderam-nos todo o material técnico por causa de um mal-entendido qualquer, que apenas se esclareceu em inglês, ou melhor em americano. Não há nada mais eficaz que a linguagem universal dos dólares.
No Peru a altitude, em vez de nos elevar o espírito, baixou-nos a tensão e lá nos andámos a arrastar.
Na Tailândia, fomos escoltados por um polícia que tinha de visionar tudo o que gravávamos. Provavelmente, tinha receio de que filmássemos "segredos" que as outras televisões do mundo já estão fartas de mostrar.
O único sítio onde tudo correu bem foi em Macau, que ainda era território nacional. Tirando o pequeno detalhe de os concorrentes terem sido apanhados numa greve em Frankfurt e terem chegado três dias depois da data marcada, com o coração nas mãos e as malas sabe-se lá onde."

As dificuldades fizeram-se logo sentir no primeiro programa a ser gravado, nas Filipinas, que começou logo com uma grande molhada, e não foi só da chuva.

"Deus deu-nos um sinal das dificuldades que tínhamos pela frente logo no primeiro dia de gravações nas Filipinas.
O local chamava-se Pacsanjan. Era lindo. Um rio que desaguava em duas cascatas maravilhosas. Para quem se lembra do Apocalypse Now, basta dizer que foi ali filmada a verdejante cena com Marlon Brando. O desafio do concorrentes era descer o rio em canoas muito modestas, passar por detrás das cascatas que escondiam uma gruta e recolher o troféu.
Quando, uns meses antes, eu tinha estado nesse local a fazer a visita técnica (...), o rio era calminho, apenas com uma correntezita. As cascatas eram grandes, mas domesticadas. Só que no dia das gravações o cenário não era bem esse. Chovia a potes, a corrente era feroz e as cascatas rugiam assustadoramente.
Uma apresentadora, um operador de câmara, muito material técnico e uma valente tempestade, tudo metido dentro de uma canoazita, estávamos mesmo a pedi-las.
A canoa virou-se e foi tudo por água abaixo: a câmara, as cassetes, o microfone, o operador e eu. Nós lá nos salvámos, agora o material é que foi desta para melhor e ainda está a banhos nas Filipinas.
Foi um princípio que mais parecia um fim. Claro que tínhamos material para usar em caso de emergência. O que não imaginávamos é que íamos começar logo por uma emergência."

Daquilo que me lembro, acho que o sítio que me deu mais vontade de ir foi Cancún, no México, com tantas praias e paisagens de encher o olho. Ficou-me especialmente na retina, uma imagem de Teresa Guilherme e os concorrentes num bar que ficava...no meio de uma piscina!
Eu acho que, numa altura mais financeiramente favorável e com as devidas actualizações, "Destino X", seria um programa que poderia ser recuperado para os tempos actuais.


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