sábado, 20 de outubro de 2012

Minolta - Fotocopiadora (1988)


Esta publicidade ás fotocopiadoras "Minolta" é bastante especifica em querer "impressionar a sua secretária", imagino para que fins ;-)

"É tão simples impressionar a sua secretária com uma decisão inteligente"."A sua primeira impressão dir-lhe-á, porquê tão simples impressionar a sua secretária com uma fotocopiadora MINOLTA." "A simplicidade da inteligência."



Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Eu Te Amo (1981)

por Paulo Neto

Pela primeira vez na Enciclopédia, vou falar de um filme que nunca vi e que do qual só ouvi falar há dois anos, quando adquiri o livro "A Bíblia dos Anos 80" da autoria de João Pedro Bandeira. E achei muito estranho nunca ter ouvido falar neste filme antes porque não só Sónia Braga é uma actriz muito acarinhada cá em Portugal desde que revolucionou os hábitos televisivos nacionais na telenovela "Gabriela" e como tal, a sua carreira, quer no Brasil quer na América, tem sido bem acompanhada e recordada pela nossa comunicação social como o simples conceito de "Sónia Braga nua num filme erótico" devia ser algo que devia ficar bem gravado na memória nacional, quase tanto como a célebre imagem de Gabriela a subir ao telhado. 

No entanto, a verdade é que na altura o filme causou sensação em Portugal, quando estreou cá a 15 de Novembro de 1981. Segundo o livro supramencionado, 170 mil espectadores acorreram para ver "Eu Te Amo", realizado pelo controverso cineasta Arnaldo Jabor, para ver a estrela de "Gabriela", "Dancin' Days" e do filme "Dona Flor e Seus Dois Maridos" num filme de forte carga erótica e alguma nudez explícita. O furor era tal que houve quem chamasse ao filme "O Último Tango no Rio de Janeiro", numa clara comparação ao filme de Bernardo Bertolucci que fez sensação no Portugal pós-25 de Abril. 



Pelo que pude apurar, a história é bastante simples. Paulo (Paulo César Pereio) é um industrial falido, obrigado a vender a sua outrora próspera fábrica de roupa interior aos americanos, e recém-abandonado pela sua esposa. Mónica (Sónia Braga) é uma mulher que sofre com um amor não correspondido por Ulisses (Tarcísio Meira), um homem casado. Os dois conhecem-se num bar, onde ela faz-se passar por prostituta e diz-se chamar Maria.     
Paulo convida-a para o seu sumptuoso e futurista apartamento onde os dois se entregam a uma relação que ambos tencionam manter como puramente sexual, até que percebem que estão se a apaixonar um pelo outro.



Os diálogos são bastante surrealistas mas ao mesmo tempo intensos, como prova esta cena onde Sónia Braga demonstra o seu talento (que lhe valeu o troféu Charles Chaplin no Festival de Cannes).


E perguntam vocês: "Então e aquelas cenas mais puxadas?". Vejam aqui um exemplo.

Além de Braga, Pereio e Meira, o elenco conta também com nomes conhecidos como Vera Fischer e Regina Casé. E a banda sonora não podia ser mais bem entregue: Tom Jobim e Chico Buarque. Eis o tema principal, na voz de Buarque e Telma Costa:



Mantendo o tom surreal do filme, este termina com os dois protagonistas num número musical ao estilo de Ginger Rogers e Fred Astaire.


Como se vê, é um filme com muitos pontos de interesse a descobrir e que supostamente devia ter permanecido no imaginário português, mas que hoje em dia está esquecido, tal como acontece com "Os Abismos da Meia-Noite". RTP 2, faça favor de exibir em breve este filme... Ou mesmo a SIC, que agora capitaliza com a exibição da nova versão de "Gabriela".  





O Homem da Atlântida (1977-1978)


“O Homem da Atlântida” - Man From Atlantis [1977-1978] NBC
O titulo resume bem o plot da série, que gira em redor de Mark Harris, um homem com amnésia, capaz de respirar e nadar em grandes profundidades.

Um dos aspectos icónicos da série, que aparentemente foi mais popular fora dos EUA - além da forma de nadar, estilo peixe ou sereia, muito imitado nas nossas praias - eram as membranas inter-digitais entre os dedos das mãos e dos pés, obviamente prostéticos, utilizados pelo protagonista Patrick Duffy.

A série teve apenas 13 episódios, depois de 4 telefilmes bem sucedidos [1976-1977].

O genérico inicial da série:


Esta série - ainda muito recordada actualmente - foi um dos primeiros Cromos da Caderneta de Nuno Markl:



Publicado originalmente no Minicromo: http://enciclopediadecromos.tumblr.com/post/30234364464/homem-da-atlantida-man-from-atlantis





 As revistas da Marvel Comics (1978):


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tudo em Família (1977-1981)


“Tudo em Família” / "Soap" [1977-1981]
Sitcom que parodiava as novelas da TV americana (as “sopa operas”), durou 85 episódios, distribuídos por 4 temporadas. Deu origem a outra sitcom, mais tradicional: “Benson” (1979-1986), protagonizado por Benson (!), que em “Soap” era o mordomo  da rica família Tate, encabeçada por Jessica Tate e o infiel Chester Tate. A outra familia, os Campell são encabeçados por Mary, irmã de Jessica. Acrescenta-se traições, mentiras, gangsters, filhos, assassinatos, algumas bizarrias, etc, e estão postos os ingredientes  para exagerar e parodiar as situações típicas das novelas.
Apurei que terá sido exibido em Portugal em 1983 ou 1984, antes de ter “passado na SIC Comédia, era a história de duas irmãs”, que nas palavras da Mafalda Martins (que sugeriu este cromo) abordou com relativa  naturalidade “alguns temas, como por exemplo a homossexualidade”, questões raciais, infidelidade e outros tabus, que tornaram o programa polémico, ainda antes da exibição! Esta confusão só ajudou às audiências, desta comédia nocturna, que apesar de um mix de criticas negativas/positivas, e com o passar do tempo, principalmente depois do cancelamento, os elogios, principalmente para a força o elenco. O cancelamento foi oficialmente causado pela baixa de audiências, mas suspeita-se de pressões dos anunciantes. Em 2007, a revista Time incluiu “Soap” na lista dos “100 Melhores Programas de Todos os Tempos”.





Publicado anteriormente no Minicromo: http://enciclopediadecromos.tumblr.com/post/30167694006/soap-tudo-em-familia-1977-1981-sitcom-que

Microondas Plus - Siemens (1988)

Mais um electrodoméstico, desta vez um microondas da Siemens, o Microondas plus - "cozer, alourar, descongelar, tostar, grelhas, assar e aquecer num só aparelho", e mais rápido que os antecessores.


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Máquina de Lavar Loiça Philips (1988)

Esta máquina de lavar loiça Philips  apresenta como novidade exclusiva o sistema DPC  (Dynamic Performance Control), mais económico (em água e energia) e mais eficaz. Clique sobre a foto para ler mais detalhes.


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sandra Kim "J'aime la vie" (1986)

por Paulo Neto

Querem sentir-se velhos, querem? Pois fiquem a saber que no passado dia 15 de Outubro, Sandra Kim completou quarenta anos de idade! Falo obviamente da pequena intérprete que venceu o Festival da Eurovisão de 1986. Embora na canção dissesse "j'ai quinze ans", na verdade ela nem sequer tinha ainda completado catorze anos, o que a torna na mais jovem vencedora eurovisiva de sempre. Como desde 1990, os intérpretes do Festival da Eurovisão têm que ter a idade mínima de 16 anos (e desde 2003, existe uma Eurovisão para os sub-15), é um recorde que provavelmente manter-se-á para sempre nas mãos desta cantora belga. 


A minha ligação ao Festival da Eurovisão vem desde muito petiz. O primeiro que me recordo ter assistido na televisão foi o de 1984, mas a edição que teve lugar dois anos depois em Bergen, na Noruega, foi a primeira que segui com entusiasmo. E embora quisesse naturalmente que a nossa Dora conseguisse um bom lugar para Portugal com o clássico "Não Sejas Mau P'ra Mim", nesse ano eu torci sobretudo pela Bélgica. 
Isto porque na altura, era costume a RTP apresentar a seguir a seguir ao Telejornal as canções que iriam umas semanas mais tarde competir no Festival da Eurovisão desse ano. Era costume que as canções fossem apresentadas em forma de videoclips, usualmente como uma espécie de postal ilustrado do respectivo país. Por exemplo, foi neste vídeo da canção cipriota de 1987 que descobri que havia montanhas com neve na solarenga ilha de Chipre e para mostrar as belezas dos Açores, a RTP não se fez rogada em pôr a nossa Adelaide Ferreira a fazer playback do "Penso em ti", canção representante de Portugal em 1985, no meio das furnas. 
Pois foi nessas apresentações que num certo dia de 1986, fiquei siderado ao ver o videoclip de "J'aime la vie". Primeiro, a canção, toda ela um festim de sonoridade eighties-pop, era fantástica. Depois, Sandra Kim, na graça dos seus treze anos, tinha um ar muito queriducho e provavelmente, foi o meu primeiro sex-symbol, mesmo se na altura não sabia bem o que era sex (tal como sucedeu com o Nuno Markl quanto à Pipi da Meias-Altas). Por fim, o videoclip mostrava Sandra alegremente pelas ruas de Bruxelas, fazendo coisas como pôr-se a cantar no meio de um jogo de voleibol, numa aula de dança jazz, passear com amigos ou a devorar um gelado gigantesco.

Por tudo isso, quando chegou o dia do Festival, eu não aceitava outro país vencedor que não a Bélgica. E foi isso mesmo que aconteceu: vestida com um fato branco e um laço roxo, Sandra Kim encantou tudo e todos e venceu com relativa facilidade. Só a sofisticada balada da Suíça conseguiu dar-lhe alguma luta, ao passo que Portugal ficou em 14.º lugar com a lendária actuação da Dora, trajada de saia verde-alface e botas Doc Martens. Foi a primeira e até agora única vitória da Bélgica no Festival, em que este país participava desde a edição inaugural em 1956. 
Como ainda era costume na altura, a canção foi um sucesso internacional e passava frequentemente nas rádios portuguesas. 


Sandra Kim nasceu a 15 de Outubro de 1972 em Montegnée, perto de Liége. Filha de pais italianos, o seu apelido é Carcarone. Depois da sua vitória no Festival da Eurovisão, também destacou-se por cantar o tema da série "Era uma vez...a Vida".



Embora nunca tenha repetido o sucesso de "J'aime la vie", Sandra Kim continuou a cantar, tendo editado vários álbuns ao longo dos anos 80 e 90, e em 2011, o álbum "Wake Up" marca o seu regresso aos discos após um interregno de treze anos. Em 2010, eu vi-a a actuar em Setúbal num certame que reúne anualmente vários intérpretes participantes do Festival da Canção e da Eurovisão e regravou o videoclip de "J'aime la vie" cena por cena, no âmbito dos 25 anos da sua vitória no Festival e como promoção de uma companhia de seguros de vida.







Lubritex (1988)

Anúncio comemorativo do 7º Aniversário da empresa "Lubritex". "Um elo entre você e o automóvel".


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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