quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Epilady (1988)

Anúncio ao sistema de depilação "Epilady", que "extrai o pelo pela raíz, de uma forma limpa, rápida e eficaz deixando a pele suave. Em 1988, o ano do seu lançamento no mercado, o aparelho não tinha grande aspecto, mas permitia que as mulheres de depilassem rapidamente em casa - sem lâminas - e vendeu bastante. A tecnologia foi desenvolvida a partir de uma máquina para... depenar galinhas!

Um reclame em português:



Reclames estrangeiros de 1988:




Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Dercos (1988)

 Anúncio ao tratamento anti-queda de cabelo "Dercos", em ampolas, do Laboratoires Dercos.

Um anúncio do ano anterior, ao produto, na tv italiana:


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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Os Três Mosqueteiros (1993)

por Paulo Neto

"Os Três Mosqueteiros", o imortal romance de Alexandre Dumas, já foi objecto de numerosas adaptações cinematográficas, a primeira numa produção francesa logo em 1903! Entre os diversos actores que desempenharam o papel de D'Artagnan contam-se Douglas Fairbanks, Don Ameche, Gene Kelly e Michael York.

A geração que cresceu nos anos 80 e 90 foi particularmente obsequiada com a história de D'Artagnan e seus companheiros. Primeiro com duas séries animadas, o mítico "Dartacão", símbolo de toda uma geração, e a versão animada de "Os Três Mosqueteiros" da qual o David já falou aqui na Enciclopédia. Depois numa produção da Disney para o grande ecrã em 1993 (que estreou em Portugal no início do ano seguinte).



Esta adaptação, realizada por Stephen Herek, contava no elenco com Chris O'Donnell (D'Artganan), Kiefer Sutherland (Athos), Oliver Platt (Porthos), Charlie Sheen (Aramis), Tim Curry (Cardeal Richelieu), Rebecca De Mornay (Milady de Winter), Julie Delpy (Constance) e Gabrielle Anwar (Rainha Ana). 


À revelia do Rei Luís XIII (Hugh O'Connor), o Cardeal Richelieu ordena a dissolução dos Mosqueteiros, a guarda real do rei, alegando que este será agora servido pela guarda do próprio Cardeal. Todos os mosqueteiros vêem-se obrigados a entregar as armas, e só três resistem: Athos, Porthos e Aramis. 
Entretanto, o jovem D'Artagnan chega a Paris para tornar-se mosqueteiro e, devido uma cadeia de peripécias, dá consigo a aceitar um duelo com cada um dos três mosqueteiros resistentes. Um ataque da guarda do Cardeal leva os quatro a cooperarem e a esquecer os desentendimentos.
Depois de D'Artagnan ouvir uma conversa em que o Cardeal Richelieu envia um espião entregar um tratado ao Duque de Buckingham que comprometerá o Rei de França, os quatro partem para interceptar o mensageiro. 



Ou melhor mensageira, pois trata-se da bela e perigosa Milady de Winter. Esta tenta seduzir e matar D'Artagnan mas ele convence-a a mantê-lo vivo. Quando os outros mosqueteiros os apanham, Athos reconhece Milady como Sabine, uma sua paixão antiga. O romance entre ambos tinha terminado quando descobriu que ela era uma fugitiva com marca de condenada.  




Antes de ser executada, Milady confessa que Richelieu e o seu aliado Rochefort (Michael Wincott) planeiam em matar o Rei. Os quatro companheiros regressam então a Paris, decididos a salvar o Rei e a desmascarar o Cardeal. 

Talvez por ser uma produção Disney, esta adaptação de "Os Três Mosqueteiros" optou por ignorar um dos fios condutores do livro que é a ligação amorosa entre a Rainha Ana e o Duque de Buckingham (que aqui é apenas mencionado). No entanto, põe em evidência a ligação passada entre Athos e Milady, pouco referida noutras adaptações. Talvez por isso, quem acaba por brilhar mais é Rebecca De Mornay, que rouba todas as cenas em que entra. Um das minhas cenas preferidas do filme é quando, durante um momento mais tenso da conversa entre Milady e o Cardeal, este exclama: "Basta eu estalar os dedos e você volta de novo para o cepo de onde a fui buscar!". Ao que ela responde, apontando-lhe prontamente uma adaga às suas partes baixas de Richelieu: "E basta eu mexer o meu punho, e eu posso mudar a sua religião."


No geral, é um filme que cumpre plenamente a sua função de entretenimento. Todos os outros actores têm desempenhos seguros, tem bom ritmo e estilo e não faltam bastantes momentos cómicos. Outras das minhas cenas preferidas é quando, deparando-se com um inimigo asiático que maneja habilmente a espada, Porthos faz troça dessas habilidades e com a espada acciona um alçapão para onde cai o adversário. E só mesmo Charlie Sheen para encarnar um Aramis que usa a sua religiosidade e lábia poética para o engate! 
  

Para o sucesso do filme contribuiu também o tema principal, "All for love", interpretado por três mosqueteiros musicais: Bryan Adams, Sting e Rod Stewart.


Trailer:





Ulisses 31 #2 (1985)

ULISSES 31 Nº 2
Março/Abril de 1985
Agência Portuguesa de Revistas
32 Páginas
Preço: 40$00
Esta revista de 1985, adaptava literalmente as aventuras da série animada Ulisses 31, porque usava - salvo erro - imagens do próprio programa. Apesar da idade da revista, só recentemente chegou à minha posse, como parte da minha jornada para conseguir coleccionáveis do Ulisses 31. Quando tiver tempo talvez faça scan à revista completa e disponibilize para todos os fãs.
Este número específico é a adaptação do episódio 19 da série, "Nérée ou la Vérité engloutie", traduzido como "Nereu ou a verdade escondida". O transmorfo Nereu pede auxilio a Ulisses, quando os Homens-Tubarão - servos dos deuses - invadem o seu planeta. Além da história em quadradinhos, esta revista trazia 6 desenhos para pintar.




A contra capa, anúncio à "Teleo", outra revista da Agência Portuguesa de Revistas, com personagens como Mister Miau, Super Pato, Professor Pan-Da-Li, etc.


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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Lena D'Água & Atlântida "Vígaro Cá, Vigáro Lá" (1981)

por Paulo Neto

Mais uma visita ao baú dos discos de vinil cá de casa, recordemos hoje o single "Vígaro Cá, Vigáro Lá", de Lena D'Água & Banda Atlântida em Novembro de 1981.


A inscrição "M.ª João, 25.12.1981" leva-me a concluir que o single foi um presente que a minha mãe recebeu no Natal de 1981. Curiosamente, nesse mesmo dia, eu completava 20 meses de vida.

Nascida em Lisboa a 16 de Junho de 1956 de nome Helena Maria de Jesus Águas, filha e irmã de dois grandes nomes do futebol nacional, Lena D'Água foi o principal rosto feminino do rock português. Estreou-se com alguns discos infantis no final dos anos 70 e em 1980, integrou os Salada de Frutas com quem gravou o álbum "Sem Açúcar", do qual foi extraído o imortal hit "Olhó Robot".

Porém, durante a Festa do Avante de 1981, vários problemas dentro do grupo levam à saída de Lena D'Água e Luís Pedro Fonseca. Dois meses depois, surgia este single que tinha como lado B o tema "Labirinto".


Quanto ao tema do lado A, é uma crítica à vigarice em Portugal, da pequena vigarice àquela das altas esferas nacionais. A letra é uma daquelas provas de que quanto mais as coisas mudam mais elas ficam na mesma.

Quem é que nunca foi aliciado
Por um desconhecido
A fazer um negócio da China
Para depois acabar enrolado
Sem um tostão furado
A rogar pragas ao gatuno
Que deu à sola com a massa

Há centenas por aí
À espera de encontrar
Um pato p'ra ovo pôr (quá quá quá)
Vão convencer-te a comprar o Marquês de Pombal,
O Campo Grande ou os Jerónimos

Tu tu ru ru ru ru, vígaro cá, vígaro lá (4x)

Quem nunca foi apalpado
No metropolitano
E deu pela falta da carteira
Quem nunca foi adormecido
Com a canção do bandido
Que tenta tocar-nos com talento
A malta da banda do São Bento

Há centenas por aí
À espera de encontrar
Um pato p'ra ovo pôr (quá quá quá)
Vão convencer-te a comprar o Marquês de Pombal,
O Campo Grande ou os Jerónimos

Tu tu tu ru ru ru ru, vígaro cá, vígaro lá (4x)

Vigaro cá, vígaro láaaaaaaaa!

Como cresci em Torres Novas e não em Lisboa, quando ouvia isto e referiam os Jerónimos, eu não pensava logo no Mosteiro mas sim numa loja de móveis do Entroncamento, que se chamava precisamente "Os Jerónimos". (E que ainda existe!)

Em 1982, saía o álbum "Perto de Ti", de onde também se destacaram a faixa-título e "Demagogia", onde em mais um caso de quando mais coisas mudam, mais elas ficam na mesma, era uma crítica à classe política.
O projecto de colaboração entre a cantora e a banda Atlântida ainda gerou mais álbum, "Lusitânia", em 1984. Em 1986, Lena D'Água afirma-se definitivamente como artista a solo.

Videoclip:








  

Cursos 87/88 - Cambridge School (1988)

Anúncio simples, com fundo espacial, às Inscrições nos cursos de Inglês, Francês e Alemão, para o ano lectivo 87/88, na Cambridge School.

Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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domingo, 7 de outubro de 2012

ABC do Corpo Humano (1988)

As revistas mensais das Selecções do Reader's Digest, além do conteúdo e da publicidade a produtos variados, obviamente, também reservava espaço para promover e vender os seus próprios produtos, neste caso "ABC do Corpo Humano", com curiosidades, informação útil e ilustrações sobre o corpo do ser humano, à venda por 3.975$00.
As três primeiras páginas apresentam várias questões que terão resposta no livro, e as terceira e quarta páginas incluem o cupão para enviar de borla e encomendar o livro e ainda se habilitar a um concurso.





Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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sábado, 6 de outubro de 2012

I Spit On Your Grave (1978)


"I Spit On Your Grave", o filme de 1978 (escrito, produzido, editado e realizado por Meir Zarchi)  é um dos mais conhecidos exemplos do género de exploitation, em que, neste caso, uma mulher chamada Jennifer (Camille Keaton), depois de ser brutalmente violada e abandonada como morta decide fazer justiça pelas próprias mãos, retribuindo toda a violência com a tortura e esquartejamento dos culpados. O filme (que teve direito a uma sequela não oficial em 1993: Savage Vengeance.) lançou bastante polémica quando foi lançado, acusado de machista ou pró-feminista, saindo nos cinema sob o título de Day of the Woman ( e também foi exibido com os títulos I Hate Your Guts e The Rape and Revenge of Jennifer Hill). Em 1985 foi realizado um remake não oficial, filmado nas Filipinas: Naked Vengeance. Mais tarde, em 2003 um filme chamado I Spit on your Corpse, I Piss on your Grave também tentou aproveitar a fama do original. Em 2010, foi exibido um remake oficial, que manteve o título de "I Spit On Your Grave",  e pelo menos pelo trailer, parece manter o plot básico de violação e vingança, tudo regado a litros de sangue falso.

Trailer do filme de 78:




Baseado no meu texto no CINE31: "Original vs Remake"

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