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terça-feira, 7 de agosto de 2012
Segredos de Cozinha (1992)
Anúncio à revista "Segredos de Cozinha", guia semanal de culinária:
Publicidade retirada da revista Maria nº 695, da semana de 4 a 10 de Março de 1992.
Telesigno (1992)
Já há tempo que não punha cá publicidade a estas charlatonices, por isso, cá vai: "TeleSigno", horóscopos semanais detalhados por telefone, ao preço de 147$56 por minuto. A morada indicada é um PO BOX em Londres.
Publicidade retirada da revista Maria nº 695, da semana de 4 a 10 de Março de 1992.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Feira dos Tecidos (1992)
Anúncio de 1992 à "Feira dos Tecidos", Colecção Primavera Verão :
Publicidade retirada da revista Maria nº 695, da semana de 4 a 10 de Março de 1992.
domingo, 5 de agosto de 2012
Iogurtes Mimosa (1992)
Anúncio aos iogurtes da Mimosa, do ano 1992:
Detalhes, com as oito variedades de sabores:
Banana, Ananás, Morango e Chocolate.
Limão, Coco, Tutti-Fruti, Pêssego.
Publicidade retirada da revista Maria nº 695, da semana de 4 a 10 de Março de 1992.
Detalhes, com as oito variedades de sabores:
Banana, Ananás, Morango e Chocolate.
Limão, Coco, Tutti-Fruti, Pêssego.
Publicidade retirada da revista Maria nº 695, da semana de 4 a 10 de Março de 1992.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Colectâneas de dance music da Vidisco (anos 90)
por Paulo Neto
em memória de Pedro Borges (1980-2003)
A editora Vidisco, fundada em 1986 e sediada na Pontinha, tornou-se nos anos 90 a maior editora discográfica somando sucessos em várias frentes. Uma delas era na música nacional, quer aproveitando o boom da música "pimba" e promovendo artistas do género como Emanuel (autor do hit que deu nome ao fenómeno), o pequeno Saúl ou o Agrupamento Diapasão, quer em grupo de pop-rock como os Íris, o Império dos Sentados, os Anjos ou os Santamaria. Outra foi promovendo artistas brasileiros radicados em Portugal como a dupla sertaneja Lucas & Matheus e sobretudo, Iran Costa cujo seu "Album Dance" vendeu mais de duzentas mil cópias em 1995, graças ao inescapável "É o Bicho". (Presumo que haja hoje em dia duzentas mil pessoas que preferem esquecer que compraram esse disco).
Mas sem dúvida que onde a Vidisco era a líder incontestada em Portugal era na dance music. Primeiro porque possuíram a label Kaos Records pela qual assinaram projectos que colocaram Portugal no mapa da música de dança, como os Underground Sound of Lisbon (dos lendários DJ Vibe e Rui da Silva) ou os LL Project. Mas também sobretudo pelas colectâneas que reuniam os principais êxitos do eurodance, que eram inevitáveis campeãs de vendas, disparando para o n.º 1 dos tops (o que promoveu a necessidade da criação de uma tabela de vendas só para as compilações, que surgiu em 1995). Numa quase dependência psicotrópica, vários portugueses compravam a mais recente compilação em CD ou cassete e consumiam-nas para os mais diversos fins: para simular raves nas festas de anos, para tocar nos carrinhos de choque, para ouvir no carro com o volume no máximo a caminho da praia ou da discoteca ou, como eu, simplesmente para ouvir e dançar no quarto com a maior pujança e (des)elegância. E quando as canções já passavam de prazo de validade, esperava-se ansiosamente pela próxima dose, ou seja, a próxima colectânea. E felizmente havia várias ao longo do ano, sendo estas as seis principais.
Começava-se no início do ano com a "Electricidade", cujo nome vinha do mítico programa da Rádio Cidade (o primeiro volume data de 1994).
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| "Electricidade" de 1995 |
Na Primavera, surgia a Dance Mania (primeiro volume editado em 1993)
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| "Dance Mania 95" |
Com o Verão vinha o Dance Power (primeiro volume editado em 1994)
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| Primeiro volume Dance Power (1994) |
A chegada do Outono era comemorada com os "16 Top World Charts" (primeiro volume é de 1990)
| 16 Top World Charts 1995 |
Anúncio "16 Top World Charts 1994":
E no auge do sempre proveitoso mercado natalício, dose dupla com o Supermix (cujo primeiro volume produzido em Portugal é o n.º 5 de 1990, os quatro tomos anteriores eram importações espanholas) e o Top Star (primeiro volume editado em 1990).
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| Supermix 9 (1994) |
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| Top Star 1994/95 |
Todas estas colectâneas continham a esmagadora maioria dos vários êxitos eurodance que pululavam nas pistas de dança e nos carrinhos de choque. Entre os nomes mais assíduos e famosos estavam Whigfield, 2 Unlimited, Corona, Outhere Brothers, Twenty 4 Seven, Cappella, Fun Factory, Faithless, Ice MC, Double You, Technotronic e E-Rotic. E para colmatar a ausência de hits originais do género que pertenciam a outras editoras, havia covers mais ou menos fiéis, como por exemplo, Vany, uma voz da Rádio Cidade, a versionar os êxitos dos 20 Fingers como "Lick it" e sobretudo, "Short Dick Man". E por falar em covers, havia também amiúde versões dançáveis dos hits da altura, como "Zombie" dos Cranberries por Venus e "Think twice" de Céline Dion por Rochelle.
ACTUALIZAÇÃO 1: Importa ainda referir a série 100% Dream, iniciada em 1997, dedicada à música de dança e techno mais ambiental.
Outros dos atractivos das compilações era os megamixes dos principais hits contidos no disco. A título de exemplo, eis o Megamix do Top Star 94/95, da autoria do DJ Nuno Miguel:
A febre das compilações de dance music era tal que várias editoras também tentaram a sua sorte com colectâneas como "Alta Tensão" e "Climax" (da Edison), "Radioactividade" e "Madmix" (da BMG) e "Mega Dance" (da Sony Music), mas nenhuma delas sem roubar o trono das colectâneas da Vidisco. Até a principal editora do género em Espanha, a Blanco Y Negro Music, editou algumas das suas colectâneas no mercado português.
Para quem não tinha dinheiro para estar sempre a adquirir as colectâneas, havia sempre a alternativa de pedir emprestado a um colega (havia sempre um que tinha comprado) para gravar em cassete. Recordo com saudade os tempos em que eu e um colega meu do 9.º ano combinávamos entre nós qual é era a colectânea que cada um comprava para depois emprestar ao outro para gravar. (É a esse meu colega, a quem um acidente de viação roubou-lhe a vida demasiado cedo, que dedico este texto.)
O auge destas sucessões de colectâneas durou entre 1994 e 1997, se bem que a maioria delas tenha continuado pelo resto da década de 90 e princípios do século XXI. Actualmente, a Dance Mania e o Dance Power são os únicos títulos sobreviventes (sem contar com o Supermix recentemente ressuscitado), e os outros títulos foram dando lugar a outros como o "Anual Mix" e o "Orbital Mix", que têm contribuído para manter a Vidisco como a líder nacional das colectâneas de música de dança.
ACTUALIZAÇÃO 1: Importa ainda referir a série 100% Dream, iniciada em 1997, dedicada à música de dança e techno mais ambiental.
Outros dos atractivos das compilações era os megamixes dos principais hits contidos no disco. A título de exemplo, eis o Megamix do Top Star 94/95, da autoria do DJ Nuno Miguel:
A febre das compilações de dance music era tal que várias editoras também tentaram a sua sorte com colectâneas como "Alta Tensão" e "Climax" (da Edison), "Radioactividade" e "Madmix" (da BMG) e "Mega Dance" (da Sony Music), mas nenhuma delas sem roubar o trono das colectâneas da Vidisco. Até a principal editora do género em Espanha, a Blanco Y Negro Music, editou algumas das suas colectâneas no mercado português.
Para quem não tinha dinheiro para estar sempre a adquirir as colectâneas, havia sempre a alternativa de pedir emprestado a um colega (havia sempre um que tinha comprado) para gravar em cassete. Recordo com saudade os tempos em que eu e um colega meu do 9.º ano combinávamos entre nós qual é era a colectânea que cada um comprava para depois emprestar ao outro para gravar. (É a esse meu colega, a quem um acidente de viação roubou-lhe a vida demasiado cedo, que dedico este texto.)
O auge destas sucessões de colectâneas durou entre 1994 e 1997, se bem que a maioria delas tenha continuado pelo resto da década de 90 e princípios do século XXI. Actualmente, a Dance Mania e o Dance Power são os únicos títulos sobreviventes (sem contar com o Supermix recentemente ressuscitado), e os outros títulos foram dando lugar a outros como o "Anual Mix" e o "Orbital Mix", que têm contribuído para manter a Vidisco como a líder nacional das colectâneas de música de dança.
ACTUALIZAÇÃO 2: Para os fãs deste género, recomendamos uma visita ao blogue M.D.A. 90s que tem informação mais detalhada sobre estas e outras colectâneas e que tem precisamente este texto da minha autoria na sua introdução.
ACTUALIZAÇÃO 3: Grande parte destas colectâneas estão disponíveis no Spotify. Para (re)aguçar o apetite deixo aqui o link da "Dance Mania 94".
ACTUALIZAÇÃO 3: Grande parte destas colectâneas estão disponíveis no Spotify. Para (re)aguçar o apetite deixo aqui o link da "Dance Mania 94".
Anedotas - Patrões e Empregados
O trabalho e as relações entre entidade patronal e empregados sempre foram fonte de humor. Os anos cromos não foram diferentes, como provam estas anedotas que circulavam de mão em mão, fotocopiadas ou pacientemente copiadas em máquinas de escrever.
As Leis do Chefe:
Requisitos dum Chefe: Uma analogia do corpo humano com o funcionamento de uma empresa:
Novo Contrato Laboral: O contrato de sonho para o trabalhador. A Troika devia dar uma olhada nestas sugestões:
Mais uma vez, agradeço ao Carlos Silvério por compartilhar estas pérolas com a comunidade online!
Mais posts com a colaboração do Carlos, aqui: "Carlos Silvério" - Enciclopédia de Cromos
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Quatro por Quatro (1994-1995)
por Paulo Neto
Ao contrário da RTP, que nos anos 80 fazia questão de apresentar uma telenovela à hora de almoço (como por exemplo "Cambalacho" e "A Gata Comeu"), esse hábito só a espaços é que foi preenchido na SIC assim que a estação de Carnaxide adquiriu a exclusividade das telenovelas da Rede Globo, e normalmente com a reposição de telenovelas antigas. Daí que "Quatro por Quatro" exibida na SIC em 1995 tenha ficado na memória como a mais popular telenovela da hora do almoço nos anos 90. Sucesso aliás que vinha já do Brasil, onde estreara no ano anterior, ao ponto de ter sido esticada para um total de 233 episódios, sem dúvida uma das mais longas telenovelas da Globo fora do horário nobre.
Escrita por Carlos Lombardi e realizada por Ricardo Waddington e Alexandre Avancini, o sucesso vinha de uma história cheia de humor, ao estilo sitcom com um pouco de nonsense e de um par romântico cuja química contagiou o público e estendeu-se para a vida real.
Mas primeiro a história: Abigail (Bete Lago), Auxiliadora (Elisabeth Savalla), Babalú (Letícia Spiller) e Tatiana (Cristiana Oliveira) são quatro mulheres sem quase nada em comum, excepto num aspecto: cada uma delas quer vingar-se de um homem. Abigail "Bibi" desistiu da sua carreira de psicóloga para se tornar a mulher troféu do famoso médico Gustavo (Marcos Paulo), um homem cruel que humilha a mulher e o filho de ambos, Ralado (Marcelo Faria). Auxiliadora ajudou o seu marido Alcebíades (Tato Gabus Mendes) a tornar-se um bem-sucedido empresário da panificação para ver-se trocada pela jovem e interesseira Elisa Maria (Lizandra Souto). Tatiana é uma mulher tímida que é abandonada no altar pelo seu noivo, o meliante Fortunato (Diogo Vilela). Babalú é uma manicure perdidamente apaixonada pelo mecânico bonitão Raí (Marcello Novaes). Só que Raí não consegue resistir às atenções de outras mulheres e Babalu jura vingança quando o apanha na cama com outra mulher.
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| Babalú, Auxiliadora, Tatiana e Bibi |
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| Raí e Babalu |
| Bruno e Tatiana |
As quatro mulheres conhecem-se na prisão, por se verem envolvidas num incidente de trânsito e fazem um pacto de entreajuda para os seus planos de vingança. Alguns deles envolvendo disfarces: Bibi faz-se passar por Calpúrnia, irmã de Alcebíades, para azucrinar Elisa Maria e expô-la como interesseira e também pela loira Sharon para seduzir Raí. Auxiliadora também tem um disfarce hilariante como a mulata Maria do Socorro enquanto Babalú faz-se passar por uma mulher fatal que namora Ralado para impressionar Gustavo.
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| Gustavo e Babi |
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| Ralado |
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| Ângela |
Com o avançar da trama, as quatro mosqueteiras vão vendo os seus planos tomarem rumos inesperados e com alguns obstáculos: Bibi cruza-se com o espião secreto Samuel (Kadu Moliterno) que se interessa por ela; Auxiliadora quase sucumbe aos encantos de Gustavo; Babalú não consegue deixar de amar Raí e Tatiana, depois de uma transformação de visual e de ganhar confiança para se livrar de Fortunato, apaixona-se por Bruno (Humberto Martins)
Bruno é um homem bondoso mas amargurado, que não se perdoa por não ter conseguido salvar a sua esposa Mércia após ter dado à luz, tendo-se refugiado na Amazónia. Bruno regressa ao Rio para conquistar o amor da filha Ângela (Tatyane Goulart) que foi criada por Gustavo e que é a única pessoa por quem este sente algum afecto. Tatiana tenta ajudá-lo a conquistar o amor da filha mas também terá de lutar contra Suzana (Helena Ranaldi), a irmã de Mércia, que usa as suas grandes parecenças com a irmã e as culpas de Bruno para o seduzir e manipular.
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| Suzana |
Apesar de inicialmente o principal par romântico ser Bruno e Tatiana, o casalinho que encantou o público e que acabaria por ganhar mais protagonismo foi Raí e Babalú (alguns ainda recordam "Quatro por Quatro" como "a novela da Babalú"). A química escaldante entre Marcelo Novaes e Letícia Spiller fez com que o público se deliciasse com os altos e baixos da relação, entre discussões tormentosas e cenas de tórrida paixão, entre rupturas e reconciliações. A química entre ambos acabaria por passar para a vida real já que os dois actores apaixonaram-se, casaram-se e tiveram um filho. A união durou cinco anos.
Entre as outras personagens, destacam-se Dona Fátima (Bete Mendes) e Seu Santinho (Jorge Dória), mãe e padrasto de Babalú; Danilo (Marcelo Serrado) a quem várias mulheres da novela causam-lhe um constante "volume" sob a sua calça de pijama; a rebelde Duda (Luana Piovani) por quem Ralado se apaixona e Maria Bataglia (Tássia Camargo), a falsamente casta filha de Seu Santinho.
A banda sonora estava repleta de êxitos internacionais como "Short Dick Man" dos 20 Fingers, "Always" dos Bon Jovi, "It's a rainy day" de Ice MC e "Goodnight girl" dos Wet Wet Wet. O tema do genérico era "Picadinho de Macho", interpretado por Sandra de Sá.
Para terminar, a jeito de curiosidade, refira-se que nenhuma das actrizes protagonistas tinha sido a primeira escolha para o seu papel. Inicialmente estava previsto que Abigail, Auxiliadora, Babalú e Tatiana fossem interpretadas respectivamente por Vera Fischer, Regina Duarte, Adriana Esteves e Malu Mader, mas por vários motivos, todas acabaram por declinar. Mas sem dúvida que as quatro suplentes fizeram um óptimo trabalho, mesmo sendo esta a primeira telenovela de Bete Lago e Letícia Spiller, e de Elisabeth Savalla ter andado vários anos afastada de trabalhos em televisão.
Genérico de abertura:
Quitoso
"Piolhos? Lêndeas? Quitoso elimina-os totalmente!" é a frase ditada por uma senhora, enquanto na imagem se vê um rapaz na escola a coçar a farta cabeleira. O anúncio (de 1993) é um dos clássicos da era croma, e está no Youtube por cortesia do excelente canal LusitaniaTV:
O Quitoso é nome que permanece durante décadas como o sinónimo do maior pesadelo das lêndeas e piolhos (nome cientifico: Pediculus humanus capitis) que infestam (pediculose) as cabeças das crianças (principalmente)!
Outro anúncio ao Quitoso, de 1987:
Outro anúncio ao Quitoso, de 1987:
Este reclame espanhol era bem mais fofinho:
Pode ver outro aqui: "Tanda Comercial TVN (Mayo 1989)" aos 7 minutos do vídeo.
Nuno Markl já cromou este medicamento clássico na Caderneta de Cromos:
Pode ver outro aqui: "Tanda Comercial TVN (Mayo 1989)" aos 7 minutos do vídeo.
Nuno Markl já cromou este medicamento clássico na Caderneta de Cromos:
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