"O Cinema, arte e indústria"
Colecção: Biblioteca Salvat de Grandes Temas
Personalidade entrevistada: Marco Ferreri
Texto: Carlos Barbáchano
ISBN 84-401-0209-7 (obra completa)
ISBN 84-401-0214-3
1979
Edição: Salvat
143 páginas.
Uma aquisição recente, em 2ª mão num alfarrabista:
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segunda-feira, 2 de julho de 2012
Tampax (1969)
Reclame aos tampões Tampax, "protecção higiénica para uso interno". Confesso que não fazia ideia que já havia tampões há tantos anos. "Nem cintos, nem alfinetes, nem chumaços, nem cheiro". "São totalmente indetectáveis quando em uso e ... são tão delicados e femininos. As mãos nunca precisam de tocar no próprio tampão." Curiosamente, o desenho da embalagem está em inglês, como podem ver no detalhe da imagem do topo.
Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.
domingo, 1 de julho de 2012
Cromos da Animação - volume 1
O primeiro dos meus vídeos de compilação de séries animadas dos anos cromos. Reconhecem todas as séries?
Cromos da Animação - volume 1 [Youtube]
Cromos da Animação - volume 1 [Vimeo]
Do He-Man, ás Tartarugas Ninja até à Abelha Maia. Demorou cerca de cinco horas a editar. Editado no Ulead Video Editor 8.
A música utilizada é "The Touch", de Stan Bush, para a banda sonora do filme dos Transformers (1986):
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Documentário 68 (1969)
Ora cá está algo deveras invulgar, com o título "Documentário 68" e a frase de promoção "Um retrato flagrante e vivo do ano de 1968!" primeiro julguei tratar-se de um documentário à venda em cassete, e depois lembrei-me que ainda faltava uns anitos para os leitores de VHS chegaram às casas dos comuns mortais: este "Documentário 68" era um compêndio de "mais de 150 páginas de legendas e fotografias", lançado pela Editorial 'O Século' ao preço de 20$00, para recordar os acontecimentos de 1968. Como diz no anúncio: "Um ano cheio - a exploração espacial, a morte de Kennedy, a invasão da Checoslováquia, a guerra do Vietname..e do Biafra..., O casamento de Jacqueline...". Se alguém ainda tem esta relíquia em casa, digam-se se incluía alguma coisa sobre o "Maio de 68", e greves, e assim... ou se se notava muito os traços do lápis azul.
Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Chefe...mas pouco (1984-1992)
por Paulo Neto
Os anos 80 marcaram um ponto de mudança na definição da identidade dos géneros no mundo ocidental. Mais que nunca, as mulheres aspiravam cada vez mais a uma carreira profissional de sucesso e cada vez menos a uma vida doméstica. Por outro lado, os homens deixavam de lado os complexos e iam interessando-se cada vez mais pelas lidas domésticas. A ilustrar de forma divertida mas edificante esta inversão no papel dos géneros, esteve a série que hoje recordamos: "Chefe...mas pouco" (Who's the boss, no original).
Angela Bower (Judith Light) é uma bem-sucedida executiva no mundo de publicidade, recém-divorciada, que vive numa aprazível casa no Connecticut com o seu filho Danny (Danny Pintauro) e a sua mãe Mona (Katherine Helmond). Sem tempo nem jeito para as tarefas domésticas, Angela decide contratar uma empregada interna para tomar conta da casa. Só que quem lhe bate à porta é Tony Micelli (Tony Danza).
Antiga estrela do basebol, Tony tem criado sozinho a sua filha Samantha (Alyssa Milano) desde que enviuvou. Para providenciar uma vida mais segura e confortável à filha, fora de Brooklyn, Tony candidata-se ao emprego. Após a surpresa inicial, os Bowers acolhem Tony e Samantha na sua casa e depressa criam com estes uma dinâmica semelhante à de uma verdadeira família.
Angela, naturalmente introvertida e emocionalmente frágil apesar do seu sucesso, deixa-se cativar pelo espírito alegre e descontraído de Tony e entre os dois nasce uma amizade que evolui para uma atracção mútua que não se atrevem a explorar para não complicar as coisas. Tony torna-se também rapidamente amigo de Mona, que ao contrário da filha, é uma mulher extrovertida, espalhafatosa e com vida amorosa - e sexual - activa (uma personagem que bem podia fazer parte de "Sarilhos com elas", série que já abordei na Enciclopédia). E tal como Tony torna-se uma figura paternal para Danny, Mona e Angela providenciam a Samantha todo o apoio e aconselhamento feminino de que ela precisa.
Aliás, ao longo de toda a série vemos Samantha passar de pré-adolescente a mulher feita. Alyssa Milano revelou que muitas vezes a realidade e a ficção quase se esbatiam: por exemplo, o seu primeiro beijo da vida dela foi também o primeiro beijo da personagem. Ao longo da série, enquanto encantava o resto do mundo no pequeno ecrã, Alyssa teve uma carreira musical de sucesso no Japão.
"Chefe...mas pouco" teve oito temporadas entre 1984 e 1992 (exibida em Portugal pela primeira vez em 1989). Na última temporada, Tony e Angela reconhecem finalmente que se apaixonaram, mas em vez de terminarem casados como é típico nas séries, as coisas não correm bem e decidem ficar apenas amigos. O próprio Tony Danza defendeu este rumo porque achava que contradizia o propósito essencial da série.
A série teve várias adaptações noutros países: Alemanha, Argentina, Colômbia, México, Polónia, Rússia e até uma adaptação indiana! Em Itália, o nome de Mona foi alterado para Moira porque em italiano, "mona" é um termo com conatação sexual.
À excepção de Danny Pintauro (que segundo consta, ganha a vida a vender Tupperwares), todos os actores principais prosseguem a carreira na televisão. Alyssa Milano conseguiu por fim fazer esquecer Samantha Micelli, ao encarnar Paige Halliwell em "Charmed". Nos anos mais recentes, vimos Judith Light em "Betty Feia" e Katherine Helmond em "Todos gostam do Raymond". Tony Danza teve o seu talk show entre 2004 e 2006 e continua a fazer várias participações especiais em séries.
O tema do genérico intitulava-se "Brand New Life", que ao longo da série, teve três intérpretes: Larry Weiss, Jonathan Wolff e Steve Wariner.
Gütermann - fio de seda (1969)
Fio de seda, para costurar à mão ou à máquina.
Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Liame (1969)
"Mosaicos plásticos, pavimentos e revestimentos, alcatifas - carpetes."
"Plásticos decorativos e industriais. Decorações - Tapeçarias."
"Verdadeiras Maravilhas de sonho, seleccionadas em todas as fábricas do Mundo..."
Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.
terça-feira, 26 de junho de 2012
O Verão Azul (1981-1982)
por Paulo Neto
No início dos anos 80, uma série espanhola capturou habilmente toda a essência do Verão. A praia, as brincadeiras, as aventuras, os namoricos, os passeios. Mas também soube capturar os ventos de mudança que sopravam na Península Ibérica nessa altura bem como toda uma liberdade recém-adquirida, alterando mentalidades e questões sociais. Por isso, essa série tornou-se uma autêntica cápsula do tempo e o seu legado ainda hoje habita no imaginário da geração dos jovens protagonistas enquanto ainda consegue encantar novas gerações.
Obviamente que falo de "O Verão Azul" ("El Verano Azul"), provavelmente a mais famosa série ibérica a nível internacional. Os dezanove episódios foram filmados entre Agosto de 1979 e Dezembro de 1980, tendo sido exibida em Espanha pela primeira vez na TVE entre 1981 e 1982, curiosamente durante o Inverno. Mas desde então a série tem sido reposta no país vizinho em vários Verões seguintes, ao ponto de uma dos motivos pelos quais os petizes espanhóis ansiavam pelas férias grandes era voltarem a ver "O Verão Azul". Em Portugal, a série foi transmitida pela primeira vez na RTP no Verão de 1982 e foi reposta algumas vezes, sobretudo no programa "Agora Escolha", sendo que por cá optou-se por exibir cada episódio em duas partes.
Para a história ficou também o genérico com os protagonistas a andarem de bicicleta e a música com assobios, composta por Carmelo Bernaloa, que está gravado no disco rígido de todo o cidadão ibérico que era vivo nos anos 80.
A série girava à volta de um grupo de sete jovens de férias em Nerja (Málaga) e que vão vivendo muitas aventuras, enquanto também vão aprendendo várias lições de crescimento. São eles: Bea (Pilar Torres), a menina bonita do grupo; Desi (Cristina Torres), que tem pais separados e passa férias com a mãe e a tia; Javi (Juan José Artero), rapaz rebelde e orgulhoso que costuma entrar em conflito com o pai; Pancho (José Luis Fernandez), o rapaz local, que é moço de entregas da mercearia dos tios; Manolito, mais conhecido como Piraña (Miguel Angel Valero), assim chamado por ser gordo e estar quase sempre a comer qualquer coisa; Tito (Miguel Joven), irmão de Bea e o mais pequeno do grupo; e Quique (Gerard Garrido) o melhor amigo de Javi e que era uma personagem algo vaga, comparado com todos os outros protagonistas. Ao longo do Verão, entre aventuras e desventuras e até algumas brigas, pois Pancho e Javi disputam Bea, os sete acabam por firmar uma forte amizade, que se estende a dois adultos: Julia (Maria Garralón) e Chanquete (Antonio Ferrandis).
Julia é uma pintora solitária que se torna uma espécie de tia porreira dos miúdos, com a sua mentalidade aberta e compreensão pelos problemas deles. Chanquete é um velho marinheiro, a quem o seu duro exterior esconde um bom coração e torna-se um avô adoptivo do grupo (e até dos espectadores!). Daí que a sua morte no penúltimo episódio seja uma dura lição de perda para os jovens e tenha feito chorar Espanha.
"O Verão Azul" foi também uma série inovadora ao abordar assuntos até então pouco abordados no panorama audiovisual ibérico como o divórcio, o conflito de gerações, o direito ao protesto, o meio ambiente, a especulação imobiliária e a liberdade da nova geração. Existe uma certa delineação metafórica das personagens, com os jovens a representarem a liberdade recém-conquistada e os pais deles a simbolizarem os valores antigos. Por exemplo, Javier (Manuel Gallardo), o pai da Javi, é um homem autoritário, que só pensa nos negócios e que reage mal à rebeldia do filho - pelo que os dois estão sempre em conflito - e acha que Julia não é uma boa influência para os garotos. Os pais de Tito e Bea, Carmen (Elisa Montés) e Agustín (Manuel Tejada) têm visões diferentes da paternidade: Carmen é mais conservadora e até nem gosta muito que Bea seja amiga de Desi só por esta ter os pais separados, Agustín é mais compreensivo com os jovens e costuma afirmar que os tempos são outros, se bem que quando é preciso, também saiba repreender, como quando a filha sai em segredo com um rapaz mais velho. No núcleo dos pais, recordo também os pais do Piraña, Naty (Ofelia Angelica) e Cosme (Manuel Brieva) que, como não podia deixar de ser, também eram tão gorduchos e divertidos como o filho.
Além de Espanha e Portugal, a série foi exibida em vários países, sendo a série ibérica mais importada de sempre. Outro país onde a série teve grande impacto foi na Bulgária. Existem várias histórias de encontros entre búlgaros e espanhóis em que o primeiro assunto a ser falado é "O Verão Azul". Para a geração de 70 e 80 desse país, foi a primeira vez que assuntos como o estilo de vida hippie foram exibidos na televisão. E quem tem o canal búlgaro BNT na televisão por cabo, já deve ter apanhado lá algum episódio da série, dobrada em búlgaro.
Como toda a miudagem da época, eu adorava a série. Lembro-me de brincar ao "Verão Azul" no quintal da minha avó, inventando que eu era mais um membro da pandilha, "Pablo Butragueño". Faço ideia a minha avó a ver-me a correr de um lado para o outro a falar portunhol...
Eu pensava que todos os jovens actores do "Verão Azul" tinham continuado o sucesso em adultos, mas isso só se aplicou a Juan José Artero que esteve vários anos na série "La Comisaria" onde conseguiu que o público espanhol deixasse um pouco de lado o Javi. Os outros, apesar de algumas tentativas, incluído na música (Pancho y Javi e Tito y Piraña), acabaram por seguir outros rumos. Pilar Torres e José Luis Fernandez chegaram a ter problemas com drogas, de que felizmente conseguiram recuperar. Pilar e Cristina Torres, que eram irmãs na vida real, são hoje enfermeiras; Miguel Joven é recepcionista de um hotel em Nerja e criou uma linha de merchandising da série; Miguel Angel Valero é professor na Universiade Politécnica de Madrid, onde é da praxe os seus alunos entrarem na aula a assobiarem o tema da série; Maria Garralón continua activa em televisão (vimo-la na série "Farmácia de Serviço", exibida na TVI nos anos 90) e Antonio Ferrandis faleceu em 2000, mas a sua morte foi muito menos noticiada na imprensa que a do Chanquete.
| Reunião do elenco em 2011 |
Em 2001, por ocasião dos 20 anos da série, o elenco reuniu-se para ser homenageado pela Câmara Municipal de Nerja. O já falecido Antonio Ferrandis e o criador da série, Antonio Mercero tiveram direito a nomes de ruas, tendo também sido inauguradas placas com os nomes das personagens e dos actores, um parque e um restaurante com o nome da série e uma réplica do La Dorada, o barco do Chanquete.
Em 2010, foi anunciado que iria ser rodado um remake da série passado na actualidade e o nome de Juan José Artero chegou a estar indicado para o papel do Javi em adulto. Mas até ao momento, o projecto ainda não saiu do papel.
Cromo sobre o "Verão Azul" na "Caderneta de Cromos"(cromo n.º 213, 5.5.2010): link YouTube
Cromo n.º 585 (25.3.2010), à conversa com Miguel Angel Valero, o Piraña do "Verão Azul": http://podcastmcr.clix.pt/rcomercial/cdc02_250311.mp3
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