sexta-feira, 15 de junho de 2012

A polémica "Eu Vos Saúdo Maria"



Lisboa, 30 de Junho de 1985. Um grupo de enraivecidos defensores da moral e dos bons costumes tenta impedir que a Cinemateca exiba a fita "Eu vos saúdo Maria" [Je Vous Salue, Marie], integrado num ciclo dos trabalhos de Jean-Luc Godard. Para tornar a situação mais grave, a turba era encabeçada pelo então Presidente da Câmara de Lisboa, Nuno Kruz Abecassis, católico militante. Apesar da confusão e dos protestos, com polícia metida ao barulho e tudo, o filme foi exibido com quase uma hora de atraso e o Apocalipse não começou. Como habitual nos filmes ou obras que ficam sobre fogo cruzado da Igreja católica e seus membros mais fanáticos, esta acção - e outros protestos - só serviram como publicidade gratuita. No festival de Cannes um homem atirou uma tarte com creme de barbear à cara do realizador, o Papa João Paulo II afirmou que a película "fere profundamente os sentimentos dos crentes". Acho que o Papa nunca ouviu falar que só entra no cinema quem quer. E o filme foi proibido em vários países católicos que nunca ouviram falar de algo chamado "separação entre Igreja e Estado". Quem eu estou a querer enganar? Ainda quase 30 anos depois assistimos periodicamente a tentativas de atropelos - mais ou menos veladas - à liberdade de expressão por parte de representantes de um largo espectro religioso! Mas voltando ao filme em causa:



O filme transpõe a narrativa da mitologia de Maria, José e Jesus para o mundo contemporâneo, o que automaticamente causou polémica, ainda para mais com direito a nus frontais da jovem Maria. Para alguns poético, para outros blasfemo; vi o filme há muitos anos, talvez na RTP2, talvez na TV espanhola, e sinceramente não me recordo de grande coisa.
Não foi a primeira nem a última tentativa de moralistas com saudades dos bons velhos tempos da censura cultural. Deste episódio não tenho memória directas (tinha apenas 6 anos de idade) mas ao ouvir ontem a "Caderneta de Cromos" dedicada a este acontecimento achei interessante referi-lo aqui. 

Veja o noticiário do dia seguinte:[começa no minuto 1:47


Trailer de "Je Vous Salue, Marie" (1985) 



Na Wikipedia [em inglês]: "Je vous salue, Marie"

Texto publicado originalmente no CINE31: A polémica "Eu vos saúdo Maria" [Je Vous Salue, Marie]

Actualização:

No dia seguinte, a manifestação teve destaque na primeira página do "Diário de Lisboa" que trata de ridicularizar a montanha que pariu um rato:
"Abecasis perdeu a guerra de 'Je vous salue Marie'"
"Diário de Lisboa"[01/07/1985]

 "Mas, para quem tinha garantido que ia escaqueirar tudo, o protesto foi frouxo e reuniu escassos apoiantes. Meia hora de atraso na projecção do filme, três detidos e um jovem a caminho do hospital, foram o saldo da acção. Abecasis perdeu a guerra contra Godard..."

O artigo continuava na página 10 da edição de 1 de Julho de 1985:
"Abecasis não escavacou nada"
"...tentaram boicotar a passagem da película. Em vão. O filme passou e um agente da PSP lembrou ao presidente da Câmara que aquele assunto não era do seu <>".

"Diário de Lisboa"[01/07/1985]
 O artigo descreve os acontecimentos no interior da sala no inicio da projecção:
"Mal as luzes se apagaram (...) algumas vozes começaram a entoar a 'Hossana', outros rezavam o terço e gritos proclamavam que 'A Virgem é pura', 'o realizador é ateu' e 'estão a insultar a nossa mãe'. Os espectadores responderam com risos, mas, de seguida, alguns jovens saltaram para o palco e começaram a falar em queimar o filme. A reacção não se fez esperar e um coro de protestos emergiu da sala, apelidando os manifestantes de 'fascistas'. As luzes acenderam-se e entraram agentes da PSP que foram retirando os falsos cinéfilos."


No dia 2, o artigo "Godard e lixo histerizam a Câmara" referia-se aos assuntos em discussão na animada sessão pública da CML do dia anterior.

"Diário de Lisboa"[02/07/1985]

Em Outubro ainda a indignação ainda durava, pelo menos a das "mulheres do CDS":

"Diário de Lisboa"[17/10/1985]

 E depois do escândalo de Junho na Cinemateca, o filme andava nessa época pelas salas de cinema:

"Diário de Lisboa"[17/10/1985]



Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

Atlas Infantil Editora - Um Atlas para Crianças

"Atlas Infantil Editora - Um Atlas para Crianças" da autoria de Jacqueline Tivers e Michael Day.
Creio que terei um exemplar ainda cá em casa, mas como não o encontrei, as fotos que coloco aqui foram retiradas de sites de leilões:

O Atlas tinha 47 páginas e foi editado em Portugal pela Porto Editora. Das edições estrangeiras encontrei como "A First Puffin Children's World Atlas" e "The Bartholomew Children's World Atlas".

Pela informação que encontrei on-line, existiram várias edições deste Atlas em Portugal - pelo menos - entre 1982 e 1996. Jacqueline Tivers lançou outros atlas para crianças e livros de viagens: "Viking Childrens World Atlas ", "New Puffin Childrens World Atlas".
Este Atlas teve um uso intensivo da minha parte, sempre fui fascinado por mapas e curiosidades sobre o planeta Terra!

Frigoríficos Frimatic (1969)

Mais um reclame de 1969, desta vez aos Frigoríficos "Frimatic", que apresenta um divertido desenho em que um individuo de aspecto lingrinhas se refugia do calor do Verão dentro de um frigorífico com um compartimento especial para o efeito. A "Frimatic" explica então que não têm ainda frigoríficos desses, mas que podem usá-los para "fins domésticos". Pessoalmente, acho bastante interessante a ideia deste cubículo, ficaria perfeito com ligação à Internet!
Chamo a atenção para o conteúdo e "decoração" deste hipotético abrigo refrigerado: televisão, rede para dormir, livros, despertador, posters marotos, etc.
Clique sobre a imagem para a aumentar:

Como bónus, além do anúncio maior aos Frimatic, três pequenos reclames: "O Século Ilustrado", o livro "A Arte de Coser e Bordar" e talheres "Casa Forte".


Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Estrada de Fogo (1984)

por Paulo Neto

Tal como "Reckless / Jovens Sem Rumo" (do qual já falei aqui) precisou de conhecer o fracasso na altura e deixar o tempo passar para se tornar uma paradigmática cápsula do tempo dos anos 80 e assim ser elevado a filme de culto, houve um filme da mesma altura que precisou de outro tempo e de outro lugar para ser apreciado.



Falo de "Estrada de Fogo" ("Streets of Fire", no original), também de 1984, realizado por Walter Hill ("48 Horas", "Os Selvagens da Noite"), que transpôs a sua habitual temática da lei das ruas para esta invulgar mescla de filme de acção com musical, definido como uma fábula rock & roll. O mítico Jim Steinman, famoso pelos suas épicas composições musicais interpretadas por Meat Loaf e Bonnie Tyler, contribuiu prolificamente para a parte musical do projecto, nomeadamente com a canção que viria a eternizar o filme.

Logo ao início as legendas que dizem "Another place, another time" avisam que estamos perante um universo paralelo onde o passado (anos 50) e o presente de então (anos 80) se misturam. Um concerto  da estrela rock Ellen Aim (Diane Lane) e da sua banda Ellen Aim & The Attackers na sua cidade natal é interrompido pelo gang The Bombers e o seu líder Raven Shaddock (Willem DeFoe) que rapta selvaticamente Ellen em pleno palco. A única esperança para salvar Ellen está numa sua antiga paixão Tom Cody (Michael Paré), que se tornou um duro e rude soldado de fortuna. Contactado pela sua irmã Reva (Deborah van Walkenburg), Tom Cody aceita a missão, acompanhado de McCoy (Amy Madigan), uma aguerrida ex-soldado e Billy Fish (Rick Moranis), o agente de Ellen. Antipatizando com Cody e apenas tolerando-o por não ter outra saída, Billy lembra-lhe constantemente que é ele quem paga a missão e quem namora actualmente com Ellen.







Cody e McCoy conseguem introduzir-se no antro dos Bombers e salvar Ellen. Raven descobre-os já em fuga e segue em seu encalço. Durante a alucinante fuga, Cody, Ellen, Billy e McCoy acabam por arrastar com eles também uma fã de Ellen (Elizabeth Daily) e The Sorels, um grupo de doo-wop que viaja num autocarro. Quando chegam à cidade, Ellen desilude-se quando Billy afirma que Cody só concordou em salvá-la por dinheiro. Mas quando este aceita apenas a parte prometida a McCoy, Ellen e Cody retomam brevemente o romance. Só que o iminente confronto com Raven vai mudar de novo o destino de ambos...



Promovido como um dos blockbusters no Verão de 1984, "Estrada de Fogo" acabou por ser um fracasso de bilheteira e foi achincalhado na crítica. E de facto, contém várias pontas soltas que impedem de ser o grande filme que poderia ser. O principal problema estará porventura no protagonista, pois Michael Paré revela ter o carisma de uma ostra, demasiado caricatural nas cenas de acção e pouco convincente na parte romântica. Diane Lane é bela e sensual, mas nota-se que ainda estava um bocadinho verde para este seu primeiro grande papel. Willem DeFoe, apesar da sua habitual competência, também não consegue escapar à caricatura. Salvam-se sobretudo Amy Madigan, segura e convicente no seu papel de maria-rapaz (inicialmente escrito como uma personagem masculina) e Rick Moranis, que interpreta aqui uma variante interessante do sua eterna personagem de nerd que faz em todos os seus filmes, a do nerd fanfarrão e cheio de garganta, mas pouco traquejo. De assinalar também um cameo de Marine Jahan, que fez as partes de dança da protagonista de "Flashdance", como a stripper do antro dos Bombers. Também não percebo a personagem da groupie (Elizabeth Daily), a quem o grupo aceita que ela os acompanhe para que não denuncie Ellen e não perderem tempo. Tirando esse primeiro momento, ela passa o resto do filme como um emplastro irrelevante.


Além da partitura musical de Ry Cooder, a banda sonora contava, além do já referido Jim Steinman, com composições de Stevie Nicks e Tom Petty, bem como canções de The Blasters, The Fixx, Marilyn Martin e Dan Hartman, que cantou "I Can Dream About You", o tema mais bem-sucedido do filme na altura (n.º 6 do top americano).
Porém seria eventualmente "Nowhere Fast", a canção que abre o filme, que daria a "Estrada de Fogo" o seu lugar na memória colectiva, especialmente em Portugal. Lembro-me que vi a primeira parte do filme quando passou na RTP no início dos anos 90 na mítica "Lotação Esgotada" de quarta-feira e de ter ficado impressionado com a canção. E eu não fui o único pois foi a partir daí que "Nowhere Fast" passou a ser amplamente tocada nas discotecas e na rádio, e a ser usada em programas de televisão (lembro-me de a ouvir por exemplo, no "Ai, Os Homens" durante uma prova de artes marciais de um concorrente). Quando a banda sonora foi editado em CD, uma colega minha que era fã de Diane Lane e adorava a canção apressou-se logo a comprá-lo e foi prontamente tocado na rádio-escola.
"Nowhere fast" é interpretada pelos Fire Inc., que não eram mais que os habituais músicos de Jim Steinman, e a voz de quem Lane fazia playback no filme é a de Laurie Sargent. Um épico trepidante que tornou-se essencial em várias noites retro das discotecas em Portugal e não só. Também recomendo a audição do outro tema dos Fire Inc., o não menos épico "Tonight Is What It Means To Be Young"  que fecha o filme e que chegou a ser utilizado como uma das taglines.



A popularidade da banda sonora acabou por renovar o interesse em "Estrada de Fogo" e elevá-lo ao estatuto de culto. O passar dos anos acabou por ser gentil para o filme, que agora vê-se bem por não ser levado tanto a sério como na altura.  Vê-se como uma fantasia surreal  ao estilo videoclip, ou não houvesse uma parte em que parece que o filme pára para dar lugar a um videoclip de Diane Lane a fazer playback de uma das canções do filme. Ou então, como afirmou Nuno Markl, como uma banda desenhada com gente de carne e osso. Seja como for, quando descobri o DVD em promoção na FNAC, decidi comprá-lo e apesar de todas as falhas e incipiências, vê-se com agrado e com um toque de nostalgia eighties.    

Trailer:


"Estrada de Fogo" esteve inicialmente pensado para ser o primeiro tomo de uma trilogia de Tom Cody, mas o insucesso comercial inviabilizou a continuação do projecto. Porém, em 2008, houve uma sequela não oficial e que passou completamente despercebida fora do circuito independente, "Road to Hell" com Michael Paré e Deborah van Valkenburg a retomarem os seus papéis.

Cromo "Streets of Fire" na rubrica Caderneta de Cromos de Nuno Markl: n.º 613 (14.4.2011)
    

Sorteio de 3 Datsun (1969)

Um reclame ao concurso d' "O Século Ilustrado" cujos prémios sorteados foram "três magníficos automóveis" Datsun, avaliados no valor total de 310 contos (em 1969 era bastante dinheiro!)! Os modelos das viaturas eram os seguintes: Datsun 2300 Super Six, Datsun 1300 e Datsun 1000/4 Portas.

Veja cada uma das páginas com mais detalhe:

Os detalhes de cada viatura:
 E as instruções para participar no concurso:
No nosso tempo da rapidez da Internet e telecomunicações é divertido ler nas instruções: "Repare, leitor, na simplicidade e economia deste concurso: APENAS terá que preencher um cupão e enviá-lo (colado num postal) para <<O SÉCULO ILUSTRADO>>". Outros tempos! Creio que hoje ainda se faz concursos com cupões, mas são os métodos menos simples e económicos :)

Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.

Nota: "O Século Ilustrado", segundo a Wikipedia "era um suplemento semanal do O Século, um jornal diário matutino de Lisboa, publicado entre 1880 e 1978, e fundado pelo jornalista Sebastião de Magalhães Lima. A revista era propriedade e edição da Sociedade Nacional de Tipografia."

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Lençois Somelos (1969)


Anúncio aos lençóis Somelos, em Terylene-Algodão, com o tratamento Duraforma.
"...Basta uma leve passagem com o ferro! Mesmo dada pela sua filha!" (N.E.:como se vê na ilustração, com a criança a passar a ferro)
"Você poupa e prova que sabe vestir... (a sua cama)".

O anúncio e o blog foram mencionados na Caderneta de Cromos de Nuno Markl! Ouça aqui:



Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Frigorífico Singer (1969)


Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Iodo "Malta à porta" (1981)

por Paulo Neto

Ao entrar na década de 80, Portugal tinha por fim ultrapassado a ressaca cultural do 25 de Abril de 1974, feita de canções de intervenção, e estava agora receptivo a abraçar novas sonoridades. Se é certo que já nos anos 70 já se fazia rock interessante em Portugal, é corrente afirmar que foi na voz e guitarra de Rui Veloso, com o seu álbum "Ar de Rock" de 1980, que o rock português finalmente se massificou. O "Chico Fininho" que gingava pela rua ao som de Lou Reed andava na boca de toda a gente, mesmo se o conteúdo da algibeira ainda chocava ouvidos mais incautos.
A partir daí, ao longo de dois anos, dá-se o boom do rock português que domina as ondas hertzianas, as tabelas de vendas e os programas de televisão. Durante esse período, parecia que toda e qualquer banda rock podia aparecer do nada e obter o seu lugar ao sol. Multiplicavam-se as editoras independentes, floresciam as publicações musicais, ampliava-se o mercado discográfico, sobretudo os singles. As novidades sucediam-se quase todas as semanas. Até que em 1982, tão depressa como o fenómeno eclodiu, perdeu-se o vapor e assiste-se a um virar da página, onde só os mais fortes sobreviveriam.
Um dos principais sintomas desse período foram as one hit wonders que surgiram. Aquelas bandas que tiveram uma canção que os levou às luzes da ribalta para logo caírem no esquecimento. O mais famoso caso é o "Patchouly" dos Grupo de Baile, mas também contaram-se nomes como os CTT, os Street Kids e os Iodo.



Foi em 2004, ao ouvir o segundo volume da colectânea "O Melhor do Rock Português" que ouvi pela primeira vez "Malta à porta", o único hit dos Iodo. Trata-se de um mini-épico de três minutos e picos que consegue ser simultaneamente pop orelhudo, rock psicadélico, punk, new wave e alternativo. Prima também para a originalidade de ter um loop de sintetizador no lugar de um refrão e de a meio da canção interromper o andamento inicial para se transformar num delírio instrumental que vai acelerando para terminar como começou, num coro de "oh oh oh". Nota-se que a banda queria encaixar todas as suas ideias individuais numa amálgama comum, mas o resultado acaba por ser interessante e desprovido da confusão assalganhada em que facilmente poderia ter caído. 
E como se não bastasse a catadupa de influências, a letra era assumidamente inspirada por Sérgio Godinho. Aliás, o guitarrista Jorge Trindade afirma que o verso "não queiras assinar documentos em papel molhado" era um decalque descarado da poética godinhiana. E tal como os resquícios da censura passaram um apito sobre o pentelho do "Patchouly", também os pudores de então levaram a que a banda aceitasse a sugestão do produtor do single a trocarem "lixado" por "cansado". 



Os Iodo eram compostos por Rui Madeira (voz), Jorge Trindade (guitarras), António "Topé" Pedro (baixo), Alfredo Antunes (bateria) e Luís Cabral (teclas). O quinteto da Margem Sul formou-se em 1979 e estreou-se no obrigatório estaleiro do Rock Rendez Vous a 3 de Fevereiro de 1980. Para financiarem o projecto, tinha um grupo de baile em paralelo, Os Eléctrico. Abriram vários concertos dos UHF e chegaram a fazer a primeira parte de um concerto de Iggy Pop em Cascais. Até que em 1981, "Malta à porta" torna-se um hit nas rádios. Na Rádio Comercial, chega ao n.º 1 do "Rock em Stock" e passa quatro meses nos primeiros lugares do "TNT - Todos no top". Porém, não conseguiram repetir a glória com o single seguinte, "A Canção" nem com o único álbum "Manicómio", já em 1982, e nesse ano, o grupo termina. Só Jorge Trindade continuou ligado à música. Por exemplo, Rui Madeira foi dirigir a oficina de reparações automóveis do seu pai em Cacilhas. 




Se pensas em andar pela rua à procura do amanhã

Podes ficar bem contigo, mas não és só tu

Não podes ficar preso a uma ilusão
Tens de ter amigos a quem dar a mão

Não queiras assinar documentos em papel molhado
Pois ao fim e ao cabo sais sempre lixado/cansado
Tens de fazer força pelo que há-de vir
Abre a tua mente e deixa-te ir
Deixa-te ir

Vejo malta à porta, vejo malta à porta

Há malta à porta, há malta à porta 

Jorge Trindade tem um blogue sobre a banda: http://ruijorgetrindademusico.blogspot.pt/2007/05/o-iodo.html

ACTUALIZAÇÃO: O nono episódio do excelente podcast "Brandos Costumes" é uma entrevista a Jorge Trindade onde fala do começo da banda, da sua rápida ascensão e ainda mais fulgurante queda e das loucura do baixista Topê.

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