domingo, 15 de julho de 2018

Whitney Houston na final do Mundial de Futebol 1994


por Paulo Neto

Depois de um artigo sobre a cerimónia de abertura do Mundial de Futebol de 1994 nos Estados Unidos, porque não outro sobre a cerimónia de encerramento do mesmo certame? Especialmente se a protagonista dessas festividades era nada menos que Whitney Houston.

O Estádio Rose Bowl em Pasadena recebeu a final do Mundial de Futebol de 1994


No dia 17 de Julho de 1994, após 51 jogos disputados, Brasil e Itália disputavam a final do Mundial de Futebol no Estádio Rose Bowl na cidade californiana de Pasadena, um dos municípios do condado de Los Angeles. Quem quer que ganhasse seria o primeiro país a alcançar o tetra já que tanto os canarinhos como os azzuri contavam com três vitórias no palmarés. Pelo lado do Brasil, estavam jogadores como Romário, Bebeto, Dunga, Cafu e Tafarel enquanto a Itália tinha no seu plantel nomes como Baresi, Maldini, Donadoni e Roberto Baggio (que não tinha qualquer parentesco com o colega de selecção Dino Baggio).

Mas antes do jogo, e tal como aconteceu na cerimónia de abertura, o ambiente do estádio foi preenchido com música e dança. Na altura, Whitney Houston ainda colhia os frutos do sucesso do filme "O Guarda-Costas", estava prestes a rodar o seu segundo filme, "Quatro Mulheres Apaixonadas" e tinha dado à luz a sua filha no ano anterior. Decerto que ninguém imaginaria que ela estaria apenas mais dezoito anos neste mundo.

Whitney Houston entrou no estádio de mão dada com Pelé


Whitney Houston entrou no Rose Bowl de mão dada com Pelé himself e subiu ao palco para interpretar uma medley de algumas das suas canções mais conhecidas. Eis o vídeo da sua actuação na transmissão da televisão italiana:



- Houston começou com aquele que foi talvez o seu maior hit dos anos 80, "I Wanna Dance With Somebody". Tal como no espectáculo de abertura, o relvado estava cheio de bailarinos e de figurantes. Estes seguravam bandeiras coloridas que continham o código FIFA de cada um dos vinte e quatro países participantes no Mundial. A certa altura entram mais figurantes cada um trazendo uma bandeira de cada um dos 147 países que disputaram a qualificação para este Mundial (aos 3:38 é visível a bandeira de Portugal).

- A actuação e a coreografia continuou ao som "How Will I Know".
- E claro que não podia faltar um dos temas mais emblemáticos, "I Will Always Love You". (Atenção ao rapaz de boné e T-shirt atrás de Houston que no clímax da canção, desata a fazer lipsynching).


- Ao som de "I'm Every Woman", o relvado enche-se agora de bolas insufláveis. Os bailarinos no círculo central do campo formaram também uma bola com painéis pretos e brancos.
- O espectáculo continuava com "So Emotional" e aos 11:52 vê-se novamente a bandeira de Portugal.



- Segue-se um momento UNICEF com Houston a cantar "The Greatest Love Of All" rodeada de crianças com equipamento de futebol (nem sequer faltou um petiz com uma camisola mega-fluorescente semelhante àquelas envergadas por Jorge Campos, o guarda-redes da selecção mexicana).
- A terminar em beleza, seiscentas crianças correm pelo relvado fora, são formadas duas bandeiras do Brasil e de Itália e milhares de balões coloridos são largados no estádio ao som de foguetes



Quanto ao jogo em si, esteve longe de ter a emoção deste início de festa, uma vez que não se registaram golos ao fim dos 90 minutos regulamentares e dos 30 de prolongamento, sendo por isso a primeira final de um campeonato do Mundo a ser decidida nas grandes penalidades.
Franco Baresi e Márcio Santos falharam os primeiros penaltis mas os cinco que se seguiram foram convertidos por brasileiros e italianos até que o remate de Daniele Massaro foi defendido por Taffarel ao passo que Dunga facilmente marcou na baliza de Gianluca Pagliuca. As esperanças italianas estavam agora na sua maior estrela, Roberto Baggio, que na altura ostentava o seu icónico look do rabo de cavalo com trancinhas (naqueles tempos, só mesmo um italiano para usar um penteado desses e mesmo assim exalar virilidade por todos os poros). Mas Baggio remataria ao alto e o tetra foi para o Brasil.
Enquanto um Baggio destroçado permanecia imóvel diante da baliza, os canarinhos comemoravam no relvado não faltando sequer uma homenagem a Ayrton Senna, falecido a 1 de Maio desse ano.   

Roberto Baggio foi o resto da tristeza italiana pela derrota
A homenagem da selecção brasileira ao então recém-falecido Ayrton Senna







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