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sábado, 20 de julho de 2019

O Homem Chegou À Lua (20-07-1969)


No dia 20 de Julho de 1969 os seres humanos pisaram solo fora do planeta Terra pela primeira vez. O destino foi a Lua, o nosso satélite. O Mundo parou para ver as emissões em mais ou menos directo e apesar de a Humanidade não regressar lá desde os anos 70, foi um momento histórico. 
Recordo a capa do "Diário de Lisboa" do dia seguinte:
"Sonho tornado realidade - O Homem já chegou à Lua."
"Armstrong e Aldrin caminharam 2 horas sobre o solo lunar."
 Podem aumentar as imagens para ler o resto das reportagens dedicadas à chegada do Homem à Lua:




segunda-feira, 24 de junho de 2019

Carteiras de fósforos "Amor é..."


O simpático casal naturista de "Love Is..." ("Amor é...") criado nos anos 60, conquistou o Mundo na década seguinte e nos anos 80 ainda estavam em todo o lado. A criadora Kim Casali faleceu em 1997 mas a marca continuou, e até hoje a tira diária é publicada em jornais, desenhada por Bill Asprey desde 1975. De modas esta até não é das piores, como aqueles amaldiçoados Pierrots...enfim voltando ao assunto, nestas carteirinhas de fósforos de colecção surgem com o título "Amor é..." ou "Amar é...", porque no lugar da terceira letra está um coração. Podia jurar que sempre tinha lido "O Amor É...", com "O" no inicio. Será um novo Efeito Mandella? (não pesquisem, é o meu conselho...). Tem piada que a maioria dos sites que vi com "Amar é..." são sites do Brasil e poucos encontrei como "Amor é...". Mistérios à parte, como não sou filumenista para adiantar mais detalhes, apreciem estas fofinhas carteiras de fósforos, enviadas pelo leitor Fernando Rosa.


Esta série "Amor é..." da Sociedade Nacional de Fósforos terá pelo menos 11 diferentes. As mensagens destes quatro cartoons em particular são:
1 -  "Amor é...ser a sua beldade na praia"
2 -  "Amor é...esperar ansiosamente por ele"
7 -  "Amor é...pôr-lhe nas costas o óleo de bronzear" 
11 -  "Amor é...preparar-lhe refeições ligeiras".


Nota: O blog Santa Nostalgia regista a presença dos dois títulos em Portugal.
Os nossos agradecimentos ao leitor Fernando Rosa pelas imagens!

sábado, 25 de agosto de 2018

Incêndio do Chiado (1988)

Incêndio do Chiado - 25 Agosto 1988




Em finais de Agosto de 1988, os portugueses colavam-se aos ecrãs dos televisores, não para assistir aos Jogos Olímpicos ou algo do género, mas para testemunhar atónitos à destruição do Chiado, celebre zona comercial da Baixa da capital do país. Na época estava de férias na ilha, e a minha família acompanhou o drama do fogo a avançar pela televisão a bateria dos nossos vizinhos do lado. Além dos edifícios de comércio e serviços, também foram perdidos bastantes edifícios seculares. Infelizmente também são de lamentar duas vítimas mortais, e mais de 50 feridos causados por num incêndio que lavrou quase sem controlo durante vários dias e que mesmo depois de extinto deu ainda trabalho aos bombeiros durante dois meses na remoção de escombros. Apesar de todas as perdas materiais, a zona foi lentamente reconstruída e reanimada.


Parte de cobertura da RTP:



Reportagem da SIC de 2008:



As 2 edições do Diário de Lisboa de 25 de Agosto de 1988 davam destaque à "maior catástrofe  ocorrida na capital desde 1775":




Publicado originalmente no Tumblr da Enciclopédia em 2013 (Incêndio do Chiado - 25 Agosto 1988).

sexta-feira, 2 de março de 2018

1 Milhão de Páginas Visualizadas



1 Milhão de Páginas Visualizadas! É verdade, 1000000! A Enciclopédia ultrapassou este marco histórico para o blogue! Obrigado a todos os leitores, novos e veteranos, do Blogue, do Facebook, do Tumblr e do Instagram! Em meu nome e do Paulo Neto, um grande obrigado especial a todos os que comentam, partilham, aos que nos enviam fotos e informação, a todos os que ajudam a manter este projecto, esta comunidade viva!



Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr" , o Instagram "Enciclopédia de Cromos" e nosso Youtube: "Enciclopédia TV".

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A morte da Princesa Diana (1997)



Há alguns meses o Paulo Neto falou do acidente que em 31 de Agosto de 1997 vitimou a Princesa Diana como o "acontecimento desse ano que mais abalou o mundo". E sou obrigado a concordar.
Recuando ao ano de 1981, o casamento do Príncipe Carlos e Diana Spencer trouxe um pouco do mundo dos contos de fadas para o mundo real, uma cerimónia transmitida a cores por satélite para cerca de 1000 milhões de espectadores [vídeo], numa década escura com a ameaça da guerra fria. Mas o conto de fadas da bela jovem que casou com o príncipe durou pouco. Apesar de nos primeiros anos publicamente tudo parecer bem, os boatos de complicações e traições encontraram o caminho das páginas dos tablóides. E em 1992 o casal separou-se oficialmente.
Como o acidente foi num Domingo eu soube provavelmente pela rádio, na ilha onde a família estava durante as férias grandes. 
Na época fez-me muita impressão e pena tudo a que os filhos da ex-princesa foram sujeitos no meio do circo mediático.


Era muito novo para recordar o casamento mas ao longo dos anos vi certamente as imagens, mas imagino que a minha primeira lembrança a sério de Diana seja não dos sucessivos casos e escândalos (relatados desde finais dos anos 80 pela imprensa sensacionalista no Reino Unido e que eram ecoados na imprensa nacional, principalmente nas publicações "cor de rosa" que as senhoras da família compravam, e compram) mas pelo fascínio que a carinhosamente apelidada Lady Di exercia no "povo", das cerimónias onde fazia presença, a sua figura sempre elegante, no seus envolvimento com causas humanitárias e o seu activismo contra os flagelos da SIDA, das minas terrestres, etc.


Depois do casamento mais famoso do século - que deu frutos na forma dos Príncipes Harry e William - veio o divórcio mais famoso. Mas, ao contrário do que seria de esperar, toda a atenção e especulação em torno de Diana, ainda Princesa de Gales, não diminuiu depois do divórcio consumado, continuando a alimentar uma indústria que vive de boatos, escândalos, supostos amantes antes e depois do casamento. E nem na morte as teorias da conspiração pararam. Lembro-me bem das horas de transmissões em directo na televisão com os destroços do carro onde seguia Diana.


Além da Princesa também faleceram no desastre o seu namorado Dodi Al-Fayed (o  empresário egípcio herdeiro dos famosos Harrods) e o condutor Henri Paul (que estaria ao volante sob efeito de álcool e anti-depressivos). O único sobrevivente foi o guarda-costas de Fayed, Trevor Rees-Jones que apesar do cinto de segurança lhe ter salvo a vida, não impediu graves ferimentos na cabeça.


Oficialmente, além da negligência do condutor também foram indicados como causa do acidente os sete papparazis que perseguiam de moto o carro até ao mesmo embater brutalmente num dos pilares de suporte do túnel da Ponte de L'Alma, em Paris. Até hoje, a classe dos papparazis nunca mais foram vistos do que como abutres capazes de tudo para uma foto.


Reportagens da SIC e TVI:






Mas o mau gosto e exploração da morte não se limitou à imprensa tablóide e à mainstream, como comprova esta reportagem sobre o aproveitamento do acidente numa campanha do representante da Volvo em Macau:





Outra forma que o desaparecimento da Princesa do Povo marcou o globo foi o monumental êxito da versão de "Candle in the Wind" que o amigo de Diana, Elton John cantou no funeral, em 6 de Setembro de 1997. A canção foi retocada a partir do tema que homenageava Marilyn Monroe.
"Candle in the Wind 1997":



Ao vivo nas cerimónias fúnebres:


E duas décadas passadas da morte de Diana, a sua vida ainda continua a vender livros, jornais e revistas, como prova mais um dos artigos recuperados recentemente, neste caso de promoção a uma biografia lançada em 2007, apostado em desmontar a imagem de ingénua e vítima da Princesa. Sábado - "O lado mais negro da princesa Diana".

A foto no topo do artigo foi gentilmente cedida por Bruno Duarte, do Grand Temple e Cine31.



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quinta-feira, 27 de julho de 2017

O Caso Aquaparque (1993)

27 Julho 1993, a data da primeira morte, que no inicio se julgou um rapto. Mas dias depois, quando outra criança desapareceu, essa teoria foi posta de lado, e depois de vazar a piscina foram encontrados os corpos de Cristina Elizabeth Caldas e Frederico Mendonça Duarte, ambos de nove anos de idade, que morreram afogados após terem sido sugados para o interior de uma tubagem desprotegida.


Uma tragédia que infelizmente se estendeu ainda mais para os familiares das vítimas num processo que se arrastou  uma década em tribunais até serem pagas as indemnizações. Imagino que passadas mais de duas décadas ainda muito português tenho receio de frequentar ou levar os filhos a parques aquáticos por conta deste caso mediático que emocionou e revoltou a sociedade portuguesa.

Obviamente que a tragédia foi notícia "lá fora" e este artigo (de José Maria Moreiro) que recupero dos arquivos do jornal ABC faz um resumo razoável dos acontecimentos imediatos:
"Duas crianças morrem em um parque aquático em Lisboa em apenas 48 horas."


A minha tradução:
"Com um intervalo de quarenta e oito horas, duas crianças de nove anos morreram afogadas em um parque aquático no Restelo, um dos bairros mais elegantes de Lisboa, eventos que causaram consternação em toda a cidade. Um grande grupo de pessoas na madrugada de ontem exigiu explicações dos responsáveis pela instalações, resultando em distúrbios que obrigaram à intervenção das forças de segurança."

O artigo do ABC dá ainda conta de um outro acidente mortal noutro parque aquático português, no ano anterior.


Quando o processo avançava em tribunal contra os responsáveis do malfadado Aquaparque o caso foi dado como prescrito, salvando a administração e técnicos das acusações de homicídio involuntário. Demorou, mas a culpa não morreu solteira, sobrando para o Estado português que não tinha legislado sobre os parques aquáticos. A máquina do Estado recorreu e só em 2002, depois de ser novamente condenado pagou as indemnizações, uma "decisão histórica" (como define o Correio da Manhã) nove anos depois das mortes das crianças (artigo do Público).


Nesta reportagem da RTP é possível até ver os ataques de populares indignados que causaram alguns danos nas instalações do parque aquático:





Pode também aceder a uma transcrição desta reportagem aqui: "Caso Aquaparque - 1993".

Também existe no Youtube reportagem da época da SIC:


 E na TVI, com declarações do Ministro do Comércio de Turismo Faria de Oliveira e do Presidente da Câmara de Lisboa, Jorge Sampaio e algumas considerações sobre a falta de segurança nos parques aquáticos:



Uma das consequências do encerramento do Aquaparque foi por exemplo o fecho do concorrente Onda Parque na Costa da Caparica, que não resistiu às inspecções de segurança motivadas pela tragédia no Restelo, e alegadamente sem fundos para esse investimento fechou em 1996 com uma dívida de 100 mil euros ao município, segundo artido do Diário de Notícias. O Onda Parque foi inaugurado em 1988, veja o vídeo de promoção: "Ondaparque" e a reportagem de 2014 "Abandonados".

Em 2016, o DN adiantava que o local das antigas instalações do Aquaparque, que estiveram estas décadas abandonadas, iriam reabrir como um jardim. Se algum leitor de Lisboa nos esclarecer sobre o estado deste projecto, agradecemos.
O Correio da Manhã fez em 2016 uma compilação de imagens da inauguração do Aquaparque em 1989, mas no site só consta a imagem abaixo, creditada a António José: "Recorde a inauguração do Aquaparque do Restelo".



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quarta-feira, 28 de junho de 2017

As Carrinhas da Family Frost

No post anterior o Paulo Neto recordou a "Carrinha Mágica (1994-97)" , amarela como as que recordo hoje. Há algum tempo conversava em casa sobre umas carrinhas que vendiam congelados e que tinham desaparecido de circulação. Por coincidência, no Facebook descobri através do Luís Filipe Ramos que a tal empresa se chamava "Family Frost"




Munido dessa informação, fui pesquisar no Google e rapidamente surgem as noticias a dar conta da insolvência da empresa em Portugal em 2012, que lançou no desemprego mais de duas centenas de trabalhadores que percorriam as zonas mais recônditas do país a bordo das carrinhas amarelas a vender pizzas, rissóis e gelados congelados ao som de uma música irritante que podem ouvir aqui: "Melodia Family Frost". Dizem as Wikipédias polaca e checa que a música é derivada de uma popular canção sueca de embalar. A versão estridente no altifalante das carrinhas deve é ter acordado muito petiz por essa Europa fora.

Eu já era adulto quando ia à porta da casa assistir às compras, sempre na esperança de que alguns gelados ou pizzas viessem morar no congelador, mas geralmente eram escolhidos rissóis, peixe ou aquelas "almofadinhas" recheadas de queijo e fiambre.





A origem da empresa é alemã, e terá chegado a Portugal em 1997. Desconheço se no nosso país alguma outra empresa assumiu o nicho de negócio, que não necessitava de gastos em publicidade, visto que eram as compras que chegavam à porta do cliente.
Notícias relacionadas:
Acreditem ou não, existe um modelo em 3D (não oficial, acho) da carrinha para o jogo "Grand Theft Auto IV".



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terça-feira, 26 de abril de 2016

Desastre Nuclear de Chernobyl (1986)





26 de Abril de 1986. Uma data marcada em fogo atómico na memória colectiva do Mundo: o desastre nuclear de Chernobyl. Numa década em que a Guerra Fria ainda lançava a sua sombra de medo de uma eventual guerra nuclear, o que se passou em Chernobyl (ou Chernobil) foi a maior amostra - até ao momento, e excluindo os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki décadas antes - do que poderia ser a ameaça atómica.





Classificado 7 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares ( o topo da escala, tal como o mais recente acidente nuclear de Fukushima), tudo aconteceu durante uma experiência para testar a redução de potência nos reactores 3 e 4. Este teste contra as normas de segurança causou um mal funcionamento do reactor 4 e uma grande explosão de vapor que destruiu a cobertura de protecção, que conduziu a um incêndio, novas explosões e ao sobreaquecimento do reactor (mais de 2000ºC) que causou o temível derretimento nuclear. Durante a catástrofe, 31 pessoas morreram, mas ao longo dos anos contabilizam-se milhares de mortes e casos de cancro e deformidades causados pela radioactividade libertada para o ambiente, com gravíssimas consequências para os habitantes ( e os seus descendentes ) de Chernobyl, Pripyat (onde moravam os trabalhadores da Central Nuclear) e muitas vilas circundantes da então República Socialista Soviética da Ucrânia - actual Ucrânia - que são ainda hoje zonas desertas onde o fantasma da radioactividade está bem presente.



Na altura, o governo da União Soviética tentou abafar o caso, mas admitiu o que se passou quando outros países detectaram aumento de radioactividade na atmosfera. Nos dias seguintes, mais de uma centena de milhares de pessoas foram evacuadas.



As recordações deste desastre são daquelas inesquecíveis para quem viveu a época, como a tragédia do Challenger (link) por exemplo.


Um pormenor fascinante é que - excluindo a zona do reactor - a catástrofe é invisível ao olho humano que apenas pode captar o abandono dos edifícios (recheados dos pertences deixados para trás na pressa da evacuação) e áreas urbanas - envelhecidas por falta de manutenção e por acção da natureza - e não a nociva radioactividade e a sua contaminação, que deverão demorar vários séculos a desaparecer. 





Curiosamente, um artigo de 2016, por altura do 30º aniversário do acidente, revela que na Ucrânia o lobby a favor da energia nuclear ganha força. Parece que nem o testemunho das ruas vazias e doentes é suficiente para enterrar de vez a roleta russa...

A imprensa nacional, tal como a maioria do Mundo, só começou a falar do assunto alguns dias depois.
Naturalmente, uma das preocupações era se a radiação poderia alcançar e afectar Portugal.
Como hábito, clique sobre as imagens para as aumentar e facilitar a leitura:

Excerto da capa do "Diário de Lisboa" de 29 de Abril de 1986: "Acidente nuclear na URSS"

O desenvolvimento:



Excerto da capa do "Diário de Lisboa" de 30 de Abril de 1986: "Chernobyl: O maior acidente nuclear até hoje".
 A continuação na mesma edição adiantava que "poderão ter morrido cerca de duas mil pessoas".


Suplemento "Sete Ponto Sete" do "Diário de Lisboa" de 06 de Maio de 1986 com 3 páginas dedicadas ao desastre:






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sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Tragédia de Hillsborough (1989)



A Tragédia de Hillsborough [15/04/1989] foi um dos maiores desastres mundiais relacionados com futebol, e o maior do género na Inglaterra. A tragédia saldou-se em 96 mortos e quase 800 feridos no Estádio Hillsborough, em Sheffield, durante o jogo Liverpool FC e Nottingham Forest. 

Na altura os relatórios oficiais apontavam a culpa dos esmagamentos para os comportamentos impróprios dos fãs, mas revisões recentes confirmam que a tragédia ocorreu por sobrelotação do estádio Hillsborough e falta de controle das autoridades para a impedir.

Uma descrição bastante detalhada de todos os acontecimentos e repercussões na Wikipédia: “Hillborough Disaster” (em inglês).

Uma pequena reportagem:



Um documentário da BBC (de 2014) "Hillsborough - How They Buried The Truth":

 Novamente recorro ao inestimável acervo online do "Diário de Lisboa" para conhecer a reacção da imprensa nacional da época:

Excerto da capa do "Diário de Lisboa" [17/04/1989]
 Além do obrigatório espaço na primeira capa, o "Diário de Lisboa" publicou um texto emotivo pela mão de Neves de Sousa: "Para onde vais, Futebol?"
"Diário de Lisboa" [17/04/1989]
"...subitamente, a festa futebolística transmudou-se para tragédia, o riso deu lugar às lagrimas, a alegria virou (em cada rosto) amargura e a mais forte das tristezas".
Podem clicar na foto acima para ler melhor, além dos poucos factos ainda conhecidos, Neves de Sousa comenta a violência, a rivalidade que transbordam dos campos de jogo para o quotidiano da sociedade. Um pouco de generalização, é certo, mas algumas das situações apontadas continuam relevantes na actualidade.




Texto original: "Mini-Cromos - A Tragédia de Hillsborough [15/04/1989]".

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