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sexta-feira, 1 de maio de 2015

EuroSubbuteo 80 (1980)


Algum dia hei-de de fazer um cromo sobre o "Subbuteo", mas, primeiro tenho que perceber bem como se joga. Futebol nunca foi o meu forte, mesmo nas versões para jogar com os dedos e uma espécie de caricas com jogadores em cima. Se os meus olhos não me falham, o membro sénior da ilustração é o lendário Eusébio*, entretido a a jogar com dois petizes, num pequeno estádio que tem até postes de iluminação. Ainda hoje existem campeonatos de futebol de mesa, e este anúncio dizia "treina-te para o próximo campeonato". 
"Depois de realizado o Campeonato Nacional os nossos três representantes no campeonato de Europa de Subbuteo jogam o futebol de mesa como os campeões de futebol a sério em Roma. Sê como eles compra as tuas equipas nacionais ou europeias e <> o campeonato de Europa para a tua casa."


* Podem ver mais duas imagens de Eusébio e Subbuteo no blog Red Pass: [aqui] e [aqui]


Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 3, de 1980. 
Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.


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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

TransBot (1986)


Ok, robots que se transformam? Não podia resistir a publicar esta sugestão do leitor Tomás Simões, "TransBot".
Creio que nunca joguei, mas  a ilustração da capa (abaixo) não me é estranha, talvez o tenha visto nalgum catálogo de consolas...  Obviamente inspirado pela franquia do meu coração - Transformers - este jogo tenta capitalizar no sucesso global da série animada e das action figures. 

No entanto, não convem esquecer que antes do sucesso dos Transformers, no Japão já existiam vários exemplos de robots que se transformam. No pais do Sol Nascente, o jogo "TransBot" foi intitulado "Astro Flash" ( e publicado em 1985).
Foto: Retro Video Gaming
Gosto bastante da ilustração do jogo japonês, na sua versão em cartão (acima). O jogo em si é um shoot'em up de scroll lateral (Gradius, R-Type, etc). Basicamente, consiste em destruir naves inimigas que surgem no lado do ecrã.

A versão portuguesa do jogo para a consola Master System:

A caixa nacional tem uma boa sinopse da história e objectivos a alcançar:
"Tu estavas num abrigo subterrâneo quando a guerra nuclear começou, no ano solar de 2XXX, e por isso sobreviveste!
Agora, tu e os outros sobreviventes sonham em reconstruir a Terra, mas o pesadelo ainda não acabou...

Um terrível monstro, produto da antiga sociedade tecnológica, está a criar um império com uma ambição: dominar o planeta! Este ditador é, nada mais, nada menos, que um computador com inteligência artificial chamada Daluas.

Mas nem tudo está perdido. Acabou de ser desenvolvida a CA-214, uma arma muito poderosa e o único meio de enfrentar Daluas. Porém, só há uma pessoa capaz de a usar: Tu! O que esperas? A terra precisa de ser salva, custe o que custar!"

Capa e texto portugueses estão no site SMS Power, onde podem ver as capas de outras versões do jogo: Transbot/Astro Flash - também conhecido como Nuclear Creature: "SMS Power - Scans".

Um vídeo com o decorrer do jogo. É possivel encontrar outros no Youtube:




 E parece que os Transformers não foi a única franquia que forneceu "inspiração":
Não é um AT-ST da Guerra das Estrelas?

E cá está a nave transformada em robot:


Podem jogar online no site Game Oldies: "TransBot - Sega Master System". Obrigado novamente ao Tomás Simões pelo link!


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sábado, 27 de setembro de 2014

Teenage Mutant Hero Turtles: The Coin-Op! - Spectrum (1991)


"Teenage Mutant Hero Turtles: The Coin-Op" é um beat-em-up na sua versão para o computador Spectrum.
A origem do jogo remonta a 1989, quando foi lançado nas máquinas de arcada pela Konami com o título  "Teenage Mutant Ninja Turtles", e baseado na clássica série animada das Tartarugas Ninja. Em 1991, foi convertido e publicado pela Image Works para ZX Spectrum ( e outros sistemas de computador caseiro). Nessa altura, na Europa o título foi mudado para "Teenage Mutant Hero Turtles: The Coin-Op!", devido á censura da palavra Ninja na franquia; o mesmo motivo pelo qual muito do material das Tartarugas vendido em Portugal dizia Hero e não Ninja. "Coin-op" é a versão curta de "coin-operated video game", as máquinas de arcada (que inclui videojogos e outro tipo de maquinetas).

A capa da caixa do jogo.
 Tal como a arcada - que podem ver na imagem abaixo - o jogo suportava 2 jogadores simultâneos. Repare-se no detalhe delicioso de que a caixa - vendida para o Spectrum - exibe imagens do jogo para outra plataforma, obviamente de melhor qualidade gráfica. Mas, tem o aviso "Screen Shots: Amiga".
No verso da caixa de cartão (acima) os objectivos do jogo: salvar April O'Neil de um edificio em chamas, e libertar o Mestre Splinter, raptado por Bebop e Rocksteady, os capangas do vilão Shredder.
Comparem as imagens acima com as do jogo para Spectrum:


E dentro da caixa, a cassete com o jogo:


Um video com o gameplay:


Estas imagens foram capturadas e enviada pelo meu caro sócio do CINE31, o Bruno Duarte, ao qual agradeço! Recordo novamente o site dele, o Grand Temple, onde o Bruno fala de cinema e tem "Videos Caseiros de Qualidade Duvidosa". True story!

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sábado, 20 de setembro de 2014

Slam 'n Jam '95 (1995)


"Slam 'n Jam '95" é um videojogo de 1995 (duh) para 3DO Interactive Multiplayer (3DO para os amigos), que a Wikipedia indica ter sido a primeira consola doméstica de 32-bits (fabricada por várias empresas, sendo o mais famoso o da Panasonic).

Não sou grande gamer, e ainda pior a nível de jogos desportivos jogos desportivos (além dos de futebol, só me lembro de experimentar o NBA JAM. Bons tempos do aluguer barato de jogos!), por isso, abordei este porque encontrei entre os meus recortes dos anos 90, uma página da revista "Correio da TV" ( do Jornal Correio da Manhã) com a rúbrica "Videojogos", escrita por Pedro Amaral.
E o jogo dessa semana era portanto o "Slam 'n Jam '95", um simulador de basquetebol:


"É capaz de provocar um impacto visual considerável, mesmo em quem está habituado à qualidade dos títulos para esta máquina, contudo, em termos de jogabilidade, podia ter-se ido mais longe". "A Crystal Dynamics conseguiu trazer para o ecrã todo o espectáculo e emoção que rodeiam cada partida, com pavilhões sempre cheios de um público entusiástico", basicamente meia dúzia de pixels aos saltos, mas que na época, comparado com o existente, acredito que fosse boa qualidade gráfica. E apesar de indicar que as opções disponíveis são o habitual, e  que o nível de dificuldade é elevado, Pedro Amaral conclui que estamos "perante um excelente simulador de basquetebol, que curiosamente, oferece mais espectáculo a quem assiste do que a quem está a jogar.", e atribui uma nota global de 85%. Parece divertido, para quem gosta de jogos de basquetebol.


Video do utilizador "Nice and Games":



Como bónus, deixo aqui o rodapé da página dos "Videojogos", com o correio dos leitores. Desta vez, um leitor de Tomar enviou códigos de acesso para os níveis dos jogos "Krusty's Fun House", "Slider", "Chuck Rock", "Lemmings", "Pengo" e "Shinobi", todos para Game Gear. Outro leitor, de Queluz, anúncia que vende ou troca a consola Master System II.

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domingo, 7 de setembro de 2014

Club Nintendo Portugal - Material Promocional - Parte 1


De vez em quando encontramos tesourinhos na Internet com guardiões dispostos a partilhá-los para que todos os apreciem. Hoje o nosso colega dos cromos Ricardo Saramago partilhou o link para o seu álbum de fotos com material promocional dos anos 90 para a Nintendo: "Club Nintendo 90s". Ai podem apreciá-los em tamanho original e sem retoques. 
Este material era enviado aos sócios do Club Nintendo Portugal, que segundo o site Retroinvaders, angariava membros através dos cupões incluídos em grande parte dos jogos ( e outros produtos) da marca japonesa, presente em Portugal desde o inicio da década de 1990. A inscrição no Clube era gratuita e dava direito a receber em casa o cartão de sócio.

O sócio tinha também acesso a uma "linha telefónica exclusiva (que) vai tirar as tuas dúvidas, uma revista será entregue regularmente em tua casa sem que tenhas de pagar, e (...) poderás participar em passatempos e concursos.". Imagino que este material era já valioso numa época de dificil acesso à informação, e uma espécie de janela para o futuro (do entretenimento).

O Ricardo também me enviou este video com vários reclames em português, de "Os Velhos Tempos".
"Se já te passavas da carola com o teu Gameboy, bem vindo ao manicómio" dizia o anúncio ao Super Game Boy. Vale a pena ver todo o vídeo!

Mas vamos então ao material propriamente dito:

Revista Club Nintendo:

A capa do Nº 1 de 1993:
SNES Street Fighter II Super Mario Land 2 3
Em destaque na capa do nº 1: Street Fighter II para SNES, Super Mario Land 2 para Game Boy, Super Mario Bros. 3 para NES e ainda "... dicas & truques, pontuações máximas e correio dos leitores".

A capa do Nº 2 de 1993:
SNES Starwing Star Wars Dr Mario
No segundo número de 1993, destaque para Starwing ( o título europeu do clássico "Star Fox") para SNES, Star Wars para NES e Dr. Mario para Game Boy.

A capa do Nº 1 de 1994:

Disneys Aladdin Darkwing Duck Street Fighter II Turbo Prince Of Persia
A ilustrar a capa o êxito colossal nos cinemas Aladdin. Também da Disney, destaque para o jogo do pato da capa preta "Darkwing Duck". Nova versão de um êxito: Street Fighter II Turbo. Menção ainda para Prince Of Persia e a "gloriosa aventura das mil e uma noites!".

Capa de revista não numerada do Club Nintendo:
O Fantástico Mundo NES, Game Boy, The Legend Of Zelda, Truques, dicas,Link, Mario, Tetris, Super Mario Land, F-1 Race,
Neste número o leitor parte à descoberta do "Fantástico Mundo NES" e "tudo sobre as aventuras de Mario". Referência a alguns jogos para Game Boy (Super Mario Land, Tetris, F-1 Race) e ao clássico The Legend Of Zelda.

NOTA: A Enciclopédia de Cromos recebeu informação dos especialistas do retrogaming "Os Velhos Tempos" que esta não numerada foi a primeira revista enviada aos sócios do Club, e que essencialmente era uma tradução de textos estrangeiros. Acrescentam ainda que "depois das 3 revistas numeradas, a Chaves Feist Lda, resolveu publicar uma revista física nas bancas, com o nome SuperPowers, que durou pouco mais de 1 ano." Agradecemos pela informação e pela imagem abaixo da capa de uma Super Power, reparem no logo do Club Nintendo no canto inferior direito:
Super Power Nº 4 (Outubro 1994)

As vantagens de pertencer ao Club Nintendo Portugal, e como utilizá-las:
Club Nintendo Portugal Revista Linha verde


Mais material brevemente! Muito obrigado ao Ricardo Saramago por partilhar o seu espólio connosco!


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domingo, 29 de junho de 2014

Nintendo - Concurso Super Set (1992)

Quem imaginaria que os concursos por telefone conduziriam ao caos do panorama televisivo actual em que os telespectador é bombardeado e aliciado de dois em dois minutos a telefonar para ganhar prémios? Neste caso, o nosso anúncio faz referência não a televisão mas a um concurso para ganhar um Super Set da Nintendo. Se a iustração corresponder ao prémio, o Super Set seria uma consola Nintendo (NES), com acessórios e 4 jogos: Super Mario 2, World Cup, Tetris e Faxanadu.
Houve á venda conjuntos para 4 jogadores com o nome "Super Set", com 4 comandos e apenas 3 jogos:


Para ganhar, segundo o texto do anúncio: "só precisas de responder a uma perguntinha sobre o Mario e depois, no máximo de 15'' dizeres como foram as férias do Mario.

E para ilibar a empresa de processos em que os míudos gastassem fortunas a telefonar para o concurso: "A chamada custa 158$91 por minuto, por isso, vê lá, pede ajuda ao teu pai, e tenta acertar à primeira."

Os prémios:
"Os 3 primeiros classificados ganham 1 Super Set. Os que ficarem entre o 4º e o 9º lugar terão direito ao jogo Super Mario 2. Do 10º ao 50º lugar o prémio é uma t-shirt Nintendo."

Publicidade retirada da revista "As Melhores Histórias (escolhidas por Fernando Pereira)" nº 47, de 22 de Outubro de 1992.

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terça-feira, 13 de maio de 2014

Desert Strike - Master System (1992)

A primeira consola oficial cá de casa foi a Sega Master System II, e os dois únicos jogos que sobreviveram nas minhas mãos até hoje são este "Desert Strike" e "Where In The World Is Carmen Sandiego", que não podiam ser mais diferentes, mas ambos proporcionaram muitas horas de diversão e frustração. Enquanto em "Carmen Sandiego" o jogador limitava-se a escolher entre meia dúzia de procedimentos lineares para ir avançando no jogo, em cada nível de "Desert Strike" - um shoot 'em  up  em que o jogador é um piloto de um helicóptero de combate Apache norte-americano - tem liberdade quase total para explorar o mapa e efectuar os diversos objectivos de cada missão, oscilando entre momentos de grande acção e momentos monótonos de voo sobre água ou deserto, a caminho de uma base ou em busca de recursos como munição ou combustível para manter o heli no ar.. Além de destruir diversos elementos e bases inimigas, por vezes era necessário resgatar aliados prisioneiros ou perdidos em território hostil. Inspirado na (na época) recente Guerra do Golfo I, o objectivo do jogo era vencer as forças do ditador louco General Kilbaba.
O General Kilbaba era um querido, mesmo para os seus subordinados, como se pode ver na imagem acima.

"X-Man", um dos pilotos que podíamos escolher no começo do jogo.
Depois do êxito da versão para Mega Drive, desenvolvida e publicada pela Electronic Arts (o gigante responsável das sagas FIFA, Command & Conquer, Need For Speed, Wing Commander, etc), o jogo foi retocado nos gráficos e nos sons, e adaptado para vários outros sistemas de jogo. Quando "Desert Strike: Return to the Gulf" foi remodelado para a 8-bits Master System pela Domark Software, o título foi encurtadopara "Desert Strike". 
No topo do post, uma digitalização da capa do jogo, que vinha numa capa muito semelhante ás capas de cassetes VHS.

Um vídeo do jogo em acção:



Alguns screenshots do jogo, retirados da capa do mesmo:



A minha capa de "Desert Strike" para Masters System:
O verso:
O conteúdo da capa, que alberga o cartucho com o jogo e dois livrinhos de instruções, o mais pequeno em português e o maior em várias linguas.
O cartucho, muito singelo, apenas com o  títuo do jogo e os logos da Domark e da Sega.
O verso do cartucho, com os avisos habituais:

Capa do livro de instruções em português:
As páginas interiores do livrinho de instruções:



A ultima página inclui apontamentos a lápis de alguns códigos dos níveis que foram salvos durante as minhas sessões de jogatina.


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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Quem é Quem?

por Paulo Neto

Todos os anos, um dos primeiros sinais do arranque da quadra natalícia é a overdose de anúncios a brinquedos na televisão. Quando era petiz e assistia aos espaços de desenhos animados da RTP em finais de Novembro e ao longo do mês de Dezembro, era certo que nos intervalos iria levar com um bombardeamento de jogos e brinquedos que me deixavam em êxtase e com esperanças de receber alguns deles pelo Natal. Obviamente que eu me interessava mais por aqueles essencialmente direccionados aos rapazes (Playmobil, Lego, Transformers, Micro Machines, carros telecomandados, as pistas de automóveis, os jogos de tabuleiro, as consolas de jogos) e só a custo suportava os milhentos anúncios de Barbies, Nenucos e Barriguitas.

Infelizmente não recebi a grande maioria dos brinquedos anunciados que eu cobiçava, como por exemplo, os carros telecomandados Nikko, a estação de serviço de cinco andares da Galp ou os jogos Pulgas Na Cama e Traga-Bolas. Claro que na hora da verdade acabava por não ficar decepcionado pois lá recebia aquele Playmobil que me deixava de olhos arregalados quando o via numa loja ou outros brinquedos menos célebres a quem eu dedicava a mesma atenção que dedicaria aqueles anunciados na TV.  



Um dos jogos que muitos, incluindo eu, sonhavam receber a cada Natal era o "Quem É Quem"? Como não podia deixar de ser, o jogo tinha um anúncio mítico: "Acertei! E ganhei no Quem É Quem!"


O jogo era simples, consistindo apenas em dois tabuleiros, cada um com um lote de divertidas personagem com caras mais ou menos cómicas com nomes anglo-saxónicos. Estranhamente no lote de personagens, pelo menos na versão comercializada em Portugal, não figurava o Jack, a personagem que o miúdo do anúncio adivinha. Através de perguntas com resposta de Sim ou Não, cada jogador tinha de descobrir qual era a personagem escolhida pelo adversário antes que este descobrisse a sua. Por exemplo, se tinha chapéu, cabelo louro, nariz grande, bigode... Consoante as respostas, os jogadores iam eliminando hipóteses baixando os painéis com as personagens excluídas. Quando só tivesse duas ou três hipóteses finais em aberto, o jogador era obrigado a arriscar.  
Lembro-me que ninguém gostava quando lhe calhava uma mulher pois eram apenas cinco mulheres (na primeira versão, chamavam-se Anita, Anne, Claire, Maria e Susan) e os homens eram bem mais. Por isso, habitualmente estabelecia-se uma regra de que não se podia perguntar logo qual o sexo da personagem. 




Apesar da sua simplicidade, o "Quem É Quem" era a cada Natal um dos presentes mais desejados, tanto por rapazes como por raparigas. Eu só o tive bem mais tarde, já no final da adolescência, ao comprar a versão "jogo de viagem" mas ainda assim eu, o meu irmão e até a minha mãe ainda nos divertimos a jogar, o que prova que o apelo do "Quem É Quem" transcendia idades.

Pelo que sei, o "Quem É Quem" continua a ser comercializado mas num anúncio que eu vi recentemente, parece que agora está todo electrónico e XPTO, com luzes e botões. 


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Quicky Computer Game (1995)


Continuando com os jogos de computador com mascotes de produtos alimentares, o simpático coelhinho Quicky protagoniza o jogo de plataformas "Quicky Computer Game", um "super-jogo com 15 níveis e 5 bónus". Na descrição é dito que o Quicky "precisa da tua ajuda para juntos vencerem os inimigos: o cientista maluco, vespas gigantes, pinguins, caranguejos e cobras de arrepiar, sem falar nos furacões, naves e temíveis robots."

Para conseguir o jogo, tinha que se enviar 6 pontos Nesquik pó,4 pontos ou 8 códigos de barras Nesquik pronto a beber, e um cheque de 500$00.

Detalhe do jogo:

As embalagens de Nesquik e Nesquik instantâneo:
"A Busca Sensacional! O Computer Game Irresistivel!". Algum dos nossos caros leitores teve este jogo?

Publicidade retirada da revista Super Jovem nº 121, de 8 a 14 de Agosto de 1995.

Actualização:
O leitor da Enciclopédia, Filipe Queiros, enviou foto da disquete do jogo "Quicky Computer Game":

O pormenor de a disquete vir embalada numa embalagem semelhanto ao dos CDs é muito bom!

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