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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Mulan (1998)

por Paulo Neto


Um dos principais traços da era dourada do Renascimento da Disney (que durou de 1989 a 1999) foi a preocupação de não retratar as heroínas das suas novas histórias como frágeis donzelas em apuros como em algumas das suas histórias iniciais. Assim sendo, vimos uma Bela sem medo do Monstro, uma Pocahontas determinada a impedir o conflito entre índios e colonos ou uma Esmeralda que se recusava a ceder mesmo sob cruel perseguição. Mas em 1998, a Disney revelaria uma das suas mais emblemáticas e corajosas heroínas na personagem titular de "Mulan".





Baseado na lenda chinesa de Hua Mulan, uma mulher que terá servido durante doze anos no exército disfarçada de homem durante a Dinastia Han e que se destacou pela sua bravura, o filme contava a história de Fa Mulan, uma jovem cujo temperamento irrequieto choca com os padrões esperados de uma mulher na China daquele tempo, impedindo o desejo da família de que ela encontre um marido e se torne uma boa esposa. Um desastroso com uma casamenteira autoritária ainda complica mais as coisas.

Entretanto a China é assolada pela invasão dos Hunos. Um dos líderes, Shan-Yu, é praticamente cruel e está disposto a destruir tudo e todos em seu caminho. Por ordem do Imperador, um homem de cada família deverá combater na guerra contra os Hunos. Temendo pela saúde e idade avançada do seu pai, Mulan decide ser ela a alistar-se no exército disfarçada de homem e tomando o nome de Ping. Os seus antepassados decidem enviar-lhe um espírito dragão como protecção mas por engano, quem acaba por ir com ela é um pequeno e desastrado dragão chamado Mushu.



No campo de treinos para soldados, Mulan/Ping tem várias dificuldades para se adaptar aos duros treinos comandados pelo garboso mas severo capitão Li Shang e pelo arrogante e misógino conselheiro Chi-Fu, mas eventualmente acaba por se destacar ao mesmo tempo que trava amizade com três outros inicialmente desastrados soldados, Yao, Ling e Chien-Po. Durante uma batalha, Mulan é ferida no peito por Shan Yu e Chi-Fu acaba por descobrir a sua mentira. Em vez de a executar, como manda a lei, Shang decide poupar-lhe a vida mas expulsa-a do exército.
Mas quando os Hunos ameaçam a Cidade Imperial, será a coragem e astúcia de Mulan que salvará a China.


Na versão original, as vozes de "Mulan" incluíam Ming Na Wen (Mulan), BD Wong (Li Shang), Eddie Murphy (Mushu), Miguel Ferrer (Shan Yu) e Pat Morita (Imperador da China). Na versão portuguesa, Mulan foi dobrada por Carla de Sá (Anabela nas canções), Shang por Carlos Macedo (Telmo Miranda nas canções), Mushu por Rui Paulo, Yao por Carlos Vieira D'Almeida e Ling por André Maia. Jackie Chan foi a voz de Shang nas três versões chinesas (Mandarim, Cantonês e Taiwanês).

"Reflection" Christina Aguilera




"True To Your Heart" 98 Degrees & Stevie Wonder



"Mulan" conseguiu superar crítica e comercialmente as duas anteriores longas metragens da Disney, "O Corcunda de Notre-Dame" e "Hércules" e a sua partitura musical de Jerry Goldsmith foi nomeada para o Óscar e o Globo de Ouro. Entre as canções destaque óbvio para "Reflection" interpretado por Christina Aguilera que lhe valeu um contrato discográfico que a lançaria como uma nova estrela pop no ano seguinte. Mas também há que destacar "I'll Make A Man Out Of You" na voz de Donny Osmond e "True To Your Heart" pelos 98 Degrees e Stevie Wonder.





"Mulan" teve um sequela em 2004 directamente editada em vídeo e uma longa-metragem em imagem real está prevista para estrear em 2020, com Yifei Liu no principal papel.   




terça-feira, 10 de outubro de 2017

Robin Hood - Caderneta de Cromos (1986)




Publicidade à Caderneta de Cromos da animação Disney "Robin Hood", o filme "Robin dos Bosques" de 1973. Esta colecção Panini era composta por 360 cromos autocolantes. O precioso catálogo JuvenilBase - do Mistério Juvenil - adianta que o preço da caderneta era de 50 escudos e cada carteirinha (com 4 cromos) custava 15 escudos.
A própria publicidade incluia o aspecto da capa da caderneta de cromos:


Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 68 (1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Disney Especialíssimo (1991)


Com o mesmo número de páginas do "Show Disney", o "Disney Especialíssimo" saia em meses intercalados com o mesmo "Show Disney", pela módica quantia de 700$00. Gosto do slogan "É de partir o côco a rir!".

Imagem Digitalizada da revista "Edição Extra" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Show Disney (1991)


Ainda maior que o Hiper Disney, Show Disney, com 384 páginas.

Imagem Digitalizada da revista "Edição Extra" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Hiper Disney (1991)



Imagem Digitalizada da revista "Edição Extra" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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domingo, 27 de agosto de 2017

Minicruzadas Disney (1991)



Imagem Digitalizada da revista "Edição Extra" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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sábado, 26 de agosto de 2017

Disney Aventura (1991)



Imagem Digitalizada da revista "Edição Extra" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Revistas Disney (1991)




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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Revistas do Pato Donald (1991)


 "Achas isto divertido? Não me faças rir... Tens de ler as Revistas do Pato Donald para saberes o que é mesmo divertido! Quack, Quack, Quack."

Imagem Digitalizada da revista "Edição Extra" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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sábado, 20 de abril de 2013

Donald - O Fantasma do Castelo MacPato (1988)


Como leitor compulsivo, era uma alegria receber de prenda - de natal, aniversário, etc - livros. Já mencionei várias vezes que não sou nenhum fanboy da Disney, mas este álbum foi dos meus favoritos. Como não? Castelo assombrado+tesouro+passagens secretas! Este álbum, editado pela Verbo em 1988,  "Donald - O Fantasma do Castelo MacPato" foi dos que li e reli vezes sem conta. Reencontrei-o há uns meses e não resisti a tirar umas fotos para postar aqui. Talvez noutra altura - com mais tempo - me divirta a passá-lo na integra pelo scanner.
Parte da colecção "Grandes Aventuras", além da história principal, "O Fantasma do Castelo MacPato", que deu título ao álbum, inclui ainda a divertida "O Sofá Expresso". 
The Old Castle's Secret (1947)

"O Fantasma do Castelo MacPato" foi publicada em 1947 pela primeira vez, escrita e desenhada pelo mítico Carl Barks, com o título "The Old Castle's Secret", e marcou a primeira caça ao tesouro de Donald, os sobrinhos e o Tio Patinhas (que fazia aqui a sua segunda aparição nos livros da Disney), a antecederem as futuras aventuras dos Duck Tales. Esta historia tem ainda a distinção de ser considerada pelos fãs uma das melhores entre as clássicas da Disney.
Primeira página de "O Fantasma do Castelo MacPato".

"O Sofá Expresso"

O verso do álbum.
No capa do verso, está a indicação dos álbuns já publicados na colecção "Grandes Aventuras":
"Donald e as Invenções Malucas", "Mickey, Mistérios no Mar", e a publicar: "Mickey, O Triângulo das Bermudas".

NOTAS:



Caro leitor, pode sempre falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Rei Leão (1994)

por Paulo Neto

Durante boa parte da minha vida de estudante, Dezembro era o mês mais aguardado. 
A começar, tinha logo dois feriados a 1 e 8 de Dezembro, respectivamente o Dia da Restauração da Indepêndencia e o Dia da Imaculada Conceição (e antigo Dia da Mãe), que resultava no curioso facto de durante duas semanas seguidas, o mesmo dia da semana fosse feriado e não houvesse aulas. Por isso eu (como seguramente muitos outros miúdos) ficava chateado quando havia um ano em que o 1 e o 8 de Dezembro calhavam em dois sábados ou domingos.
Depois porque Dezembro era a recta final do 1.º período. Claro que era uma altura carregada de testes de avaliação em todas as disciplinas, mas depois disso, havia farra no horizonte. Na primária, havia uma festa na escola, onde cada turma cantava um cantiga de Natal, fazia um teatrinho qualquer ou recitavam poesia. (A minha actuação preferida? Na 1.ª Classe, onde fui um "O" numa poema dramatizado sobre as vogais, com direito a simulação automóvel: "O O vai no pópó!") A partir do 2.º ciclo, havia geralmente numa das últimas aulas, geralmente de Português, uma troca de prendas e lanche partilhado. (Para um e outro, usava sempre os mesmos recursos: um baralho de cartas e uma torta Dan Cake). E por fim, chegavam as férias e era uma sucessão do momentos arrebatadores: a euforia do primeiro dia sem aulas, as programações televisivas da quadra, o Natal e a Passagem de Ano. E quando se dava por isso, aquelas duas semanas tinham passado em menos de um fósforo e era tempo de ressacar das festas e começar o 2.º período.
Não sei dizer qual foi o melhor Natal da minha vida, mas sei qual foi o meu melhor início de Férias de Natal de sempre. Foi em 1994, na primeira segunda-feira de férias, quando eu e o meu irmão fomos ao cinema ver "O Rei Leão".




Na altura, a Disney vivia uma época dourada com vários filmes animados que faziam história, começando com "A Pequena Sereia" e continuando com "A Bela e o Monstro" e "Aladino". A expectativa era elevada face a "O Rei Leão", pois era o primeiro filme da Disney com apenas personagens animais, sem nenhuma figura humana e a banda sonora era assinada por Elton John e Tim Rice. Mas em Portugal, a principal expectativa residia no facto deste ser o primeiro filme da Disney dobrado em português de Portugal, pois até então todos os filmes da Disney eram dobrados em brasileiro. Sim, era muito giro ouvir a Pequena Sereia a cantar "hoje eu tenho uma porção de coisas lindas nessa coleção" mas já era tempo de que as personagens Disney falassem como nós, e não no português cantado e cheio de gerúndios das telenovelas.  O certo é que as expectativas foram mais que superadas e "O Rei Leão" ganhou lugar de honra no universo Disney.



Ao longo do filme, acompanhamos com emoção a evolução de Simba de leãozinho espevitado, que pensa que ser rei é fazer o que lhe apetece, a leão adulto pronto a assumir as suas responsabilidades. Vemos Nala passar de companheira de brincadeira de Simba a parceira ideal para rainha. Choramos a morte do seu sábio pai Mufasa e odiamos o maligno e maquiavélico Scar. Rimos com a adorável cumplicidade do javali Pumba e da suricata Timon enquanto cantamos "Hakuna Matuta" com eles. Também rimo-nos com os desastres das pérfidas mas hilariantes hienas: a astuta Shenzi, o desastrado Banzai e o indecifrável Ed. E "Can you feel love tonight" de Elton John entrou nas nossas jukeboxes mentais para nunca mais sair.




A dobragem portuguesa era imaculada graças ao talento de nomes como Carlos Freixo (Simba adulto), Cláudia Cadima (Nala adulta), António Marques (Mufasa), André Maia (Timon), José Raposo (Pumba), Rogério Samora (Scar), Cucha Carvalheiro (Shenzi), Adriano Luz (Banzai), Fernando Luís (Rafiki e Zazu) e Sara Feio (Nala criança). Abriu-se deste modo caminho para que as dobragens no nosso português fosse prática comum e desde então, a qualidade das nossas dobragens é amplamente reconhecida internacionalmente.

Se o filme em si já era uma experiência arrebatadora, melhor ainda foi vê-lo na primeira semana de férias de Natal. E calculo que para o meu irmão foi algo estratosférico, pois ele estava então na 1.ª Classe e estas eram as suas primeiras Férias de Natal. Ainda hoje, de vez em quando, recordamos esse dia com muita ternura. Memórias dessas são de valor inestimável.

Trailer português do VHS:


"Hakuna Matata":







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