Anúncio ao "Magnífico Concurso Gresso Flintstones" Leite com Chocolate (1991).
"Os Flintstones" personagens cujo êxito atravessam décadas são os protagonistas deste concurso Gresso. O grande apelo era o prémio principal: uma viagem à Disneyworld, em Orlando, visto que ainda não tinha sido aberta a Disneyland Paris, bem mais perto de nós.
A lista dos outros prémios incluíam produtos bem "apetitosos": aparelhagem Hifi Pioneer S555, computador Commodore Amiga 500(um computador pessoal "barato" que em 1991 já tinha 4 anos desde o lançamento e sucedido pelo modelo Amiga 500+), leitor de Compact Disc Philips-CD-380, bicicletas BMX 20, malas escolares Gresso e bonecos Flintstones. Nota: visto que o leitor de CDs da Philips surge repetido na lista de prémios, imagino que o 5º prémio fosse na realidade um Walkman Philips, referido nos outros 3 sorteios. Recordo-me de ver as embalagens de leite com chocolate Gresso com os Flintstones mas não sei se concorri ou não...
Imagem Digitalizada da revista "Detective Mickey" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.
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O slogan "O que é Nacional, é bom!" está marcado no cérebro dos portugueses, mas está ausente deste reclame a um grupo de vários clássicos produtos alimentares da marca Nacional: Cream Crackers, bolacha Aveia e bolachas Wafers. O slogan é: "é delas que eu gosto mais".
A estrela do anúncio em estilo banda desenhada é uma formiga - ou um formigo - que em vez de carregar migalhas para o formigueiro carrega logo as embalagens completas para junto de uma formiga que parece confusa.
Em detalhe as embalagens da época das Cream Crackers, Aveia e Wafers:
Imagem Digitalizada da revista "Detective Mickey" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.
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"Se quiser oferecer às suas amigas um presente especial, aqui tem a resposta para o seu problema. A nossa colecção de doces, inclui deste estrelas de Natal comestíveis, até pequenos pacotinhos de oferta, com bolinhos e bolachas de massapão." Na primeira página (acima) os ingredientes e receitas para "Grandes Estrelas de Natal", "Cajadinhos" e "Bolas de Pipocas".
De seguida, umas fotos de fazer salivar:
E as receitas e ingredientes para "Rebuçados-pendentes", "Pacotinhos de massapão" e "Comboio Doce".
Imagino que este último seria um êxito entre a criançada, um comboio que se podia comer!
Algum dos nossos leitores ou familiares tentou reproduzir com êxito estas receitas da revista Maria?
Boas Festas, Feliz Natal e Próspero Ano Novo!
Páginas retiradas da revista Maria 318, de Dezembro de 1984.
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"Faça você mesma as suas lembranças de Natal", mais um artigo da Maria de Dezembro de 1984, com dicas úteis para dona de casa que queira experimentar com as suas habilidades para trabalhos manuais, para fazer um Pai Natal pintado em tecido de linho e "seguindo as técnicas de pintura em acetato, poderá embelezar toalhetes de mesa, tabuleiros, almofadas - o que quer que seja - com o tradicional "Pai Natal" impresso nos mais variados objectos."
Páginas retiradas da revista Maria 318, de Dezembro de 1984.
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Provavelmente as receitas mais tradicionais não se modificaram muito, mas quem quiser cozinhar uma autêntica receita dos anos 80 para uma Ceia de Natal, basta imprimir estas úteis fichas de cozinha da revista Maria, para recortar e coleccionar.
As sugestões de receitas para a consoada de 1984 eram Bolo de Passas e Filetes de Polvo à Portuguesa. Bom Apetite!
Imagino que "1 embalagem de flora" fosse a margarina Flora, apesar das fichas serem patrocinadas pelos óleos Pima.
Páginas retiradas da revista Maria 318, de Dezembro de 1984.
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Publicidade ao "Sortido Boas Festas" da Proalimentar. Este sortido - ou outros equivalentes - são quase obrigatórias para apetrechar a mesa da ceia de Natal ou mesmo como prenda. Como o nome indica, era uma caixa com várias bolachas diferentes. Cá por casa era uma corrida para quem conseguia surripiar primeiro os favoritos, principalmente os de chocolate.... Só de ver este reclame engordei 250gr....
Além do sortido, a Proalimentar aproveita para recordar outros produtos que tinham saída durante todo o ano, e que decerto vão trazer muito boas memórias aos nossos leitores:
Tuchas - Lembram-se destes deliciosos pedacinhos de nostalgia - bolacha - com cobertura de chocolate, embrulhados em platinas coloridas?
Catraias - Outra bolacha da infância - no tubo de plástico transparente - que estava esquecida a um canto das minhas memórias!
Shortcake
Shortcacau
Cream Cracker
Meio Sal - Tanta bolacha de água e sal que devorei enquanto petiz!
E ao lado da caixa do "Sortido", alguns exemplares do que era possível encontrar no interior:
Recordo que actualmente a "Proalimentar" é uma "marca que sob a tutelaTriunforepresenta uma gama alargada de bolachas que promovem a vida saudável". As Tuchas não eram saudáveis?! E falando em Tuchas, vários sites ligados à Triunfo incluem as Tuchas e as Joaninhas no catálogo de produtos, pelo menos em 2013 estiveram à venda, algum dos nossos leitores mais gulosos confirma? Fiquei com vontade de trincar umas Tuchas...
Publicidade retirada da revista Maria 318, de Dezembro de 1984.
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Uma singela publicidade a um produto singelo: manteiga. Neste caso a Manteiga Mimosa. A portuguesa Mimosa está no mercado desde 1973, começando com leite e já nos anos 80 com productos lácteos (1) como o deste reclame.
Publicidade retirada da revista Maria, dos anos 80.
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Nos anos 80 e inicio dos 90, qualquer desporto ou actividade radical estava em destaque, e a publicidade não podia perder a oportunidade. No anúncio de hoje é o skate, referido com uma ilustração de um jovem skater com o devido equipamento de protecção. Este ar moderno contrasta com a embalagem tradicional do Cola Cao.
"Cola Cao faz-se a brincar". O slogan: "Ajuda com força".
Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 223, de 1989.
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O clássico iogurte "Mimosa" fez publicidade em 1984 a um concurso com "valiosos prémios", que eram os seguintes: Barco de borracha "Repimpa" com motor "Solo"; Motorizadas "Casal", Tendas Canadianas "André Jamet", Videopacs "Philips", Music Tone "Casio", Mini Games, Relógios "Timex" digitais... e muito mais!
Para concorrer bastava recortar a palavra "mim" das tampas e colar 20 desses na "caderneta", carimbá-la "no local onde costumas comprar o teu iogurte Mimosa" e enviar para a "Proleite".
Alguns dos nossos leitores ganharam algum prémio deste concurso?
Publicidade retirada da revista Mickey Nº 49, de 1984.
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Em 1984 o chocolate em pó "Toddy" ofereceu nas suas embalagens de Toddy Super Vitaminado uma colecção de 12 miniaturas de carrinhos. Provavelmente a operação de retirar as miniaturas da embalagem de Toddy obrigaria a lamber o chocolate agarrado à carroçaria da mini viatura. Curiosamente, o anúncio exibe apenas 7 das 12 miniaturas.
Publicidade retirada da revista Mickey Nº 49, de 1984.
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Para tentar refrescar este Verão escaldante nada melhor que recordar um gelado de outras épocas: "Polos" da Royal, gelados para preparar em casa. A publicidade ocupa quase toda a página com uma imagem da caixa dos gelados Polos, existentes nos sabores Laranja, Ananás, Morango e Cola. Decerto abasteceram muitos frigoríficos dos lares portugueses.
"Muito fácil de preparar...até as crianças preparam."
Publicidade retirada da revista Mickey Nº 76, de 1986.
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Anúncio ao Passatempo Sugus de 1985. As explicações de participação e prémios do passatempo são relegados para o número seguinte da revista, que infelizmente não consegui encontrar.
Publicidade retirada da revista Heróis Disney Nº 17, de 1985.
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Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 6, de 1980. Uploader original desconhecido. Imagem Editada por Enciclopédia de Cromos.
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Ainda antes do famosos e sugestivos anúncios brasileiros dos anos 80 ("caixinha de emoções" vídeo1 e vídeo 2) as Chiclets Adams, as pequenas pastilhas elásticas envolvidas numa casca, na sua característica caixinha de cartão, que há muito que adorna as prateleiras do comércio, como atesta este anúncio de 1968 com as tradicionais caixas amarelas Peppermint (Hortelã-Pimenta) e verdes Spearmint (Hortelã), além de uma caixa menor com "palitos" spearmint.
Publicidade retirada da revista Tintin Semanal Ano 1 Nº 01, de 1968. Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.
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Continuamos a espantar-nos com a "generosidade" dos concursos dos anos 80 e 90, ainda para mais em comparação com os cada vez mais espartanos prémios oferecidos hoje em dia.
Vamos olhar melhor ao anúncio:
Para concorrer bastava enviar 4 pontos das embalagens de Nesquik ou 8 códigos de barras de leite achocolatado Nesquik. Os "fabulosos prémios" a que o consumidor de leite com chocolate se podia habilitar eram os seguintes:
10 câmaras de vídeo VHS Philips Camcorder;
8 Computadores Olivetti PCS 86 com monitor;
2 Viagens para 2 pessoas aos EUA [durante 9 dias com visitas ao Kennedy Space Center e Epcot Center (Dinsey World)]
1 Andar "anos 90" na Urbanização Pimenta & Rendeiro - Massamá (equipado com Telefax, fechadura electrónica, computador, antena parabólica, gravador de chamadas e alarme electrónico).
No podcast referido acima, Nuno Markl admite que na altura o seu prémio mais desejado do lote era sem dúvida uma das câmaras de vídeo. Confesso que na época o pequeno David também o preferisse, mas hoje em dia acho que não havia muita hesitação em preferir um apartamento com todas as mordomias modernas (nos anos 90).
Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 246, de 1990. Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.
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Vez e outra vem parar-nos à mão publicidade a passatempos organizados para promover determinadas marcas. Recentemente consegui uma página - algo danificada - de publicidade ao passatempo dos flocos de cereais Miluvit, protagonizada pelo adorável Vitinho - o famoso personagem criado por José Maria Pimentel. Depois de digitalizar a página reparei-a o melhor que pude, e cá está ela para memória futura.
O discurso do anúncio é directo aos mais jovens na forma como explica o funcionamento do passatempo:
"Queres saber como é? vamos a isso. é muito fácil: Dentro das embalagens do miluvit vêm peças que fazem parte de um puzzle. Junta as diferentes peças coloridas até completares o desenho. Quando tiveres as 6 diferentes pelas coloridas, recorta-as e cola-as num postal dos CTT..."
O postal teria que ser enviado para a Milupae depois de validado poderia ganhar um dos seguintes prémios:
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Quem já acompanha a Enciclopédia há algum tempo, sabe que sou de Olhão, no Algarve. A minha terra aparece na televisão de modo sazonal: reportagens sobre o Festival do Marisco, apreensão de drogas, iguarias como a Vila de Ameijoas e mais recentemente Bolos Reis gigantes. Mas um clássico de Olhão na altura do Natal, é a obrigatória reportagem televisiva sobre o prato tradicional: Litão. Sim, litão e não leitão.
Litão é um pequeno tubarão que é seco, salgado e seco ao sol durante o Verão. A modalidade "à moda de Olhão" é em guisado. Em tempos idos era o prato da população mais pobre sem recursos para adquirir o caro bacalhau. Actualmente é muito mais dispendioso, mas as famílias fazem o esforço para o incluir no jantar mais importante do ano. E claro que a restauração local o inclui nas ementas natalícias.
O amor ao peixe é tão grande que alguns anos foi criada a Confraria Olhanense do Litão. Sim, daqueles grupos de fãs que usam uns chapéus engraçados. Espreitem a página do Facebook aqui.
"O nome mais usual em Portugal é leitão mas em Olhão chamamo-lo litão. Em inglês denomina-se blackmouth catshark, em francês chien espagnol, e em espanhol, pintarroja bocanegra.
Trata-se de um pequeno tubarão parecido com a patarroxa que se distribui pelo Mediterrâneo, e Atlântico Oriental (...) O peixe é geralmente aberto, passado por um pouco de sal e posto a secar ao Sol por 4 ou mais dias (dependente da radiação). Depois é guardado alguns meses até ser consumido. A pele seca era antigamente utilizada para lixa. Antes de ser consumido tem de ser demolhado durante cerca de 1 dia."
O peixe já seco, e pronto a vender.
Foto: Internet
O litão a secar ao ar livre. Imagem capturada na Doca de Olhão.
Foto: Internet
Já no prato:
Foto: Internet
Foto: Internet
Cá por casa, não falta na consoada, em versão guisado, e apesar da minha aversão a peixe (quando criança só comia as batatas e o molho no pão), tenho-o comido nos últimos anos e tenho que reconhecer que apesar de bastante salgado é agradável. Diz-me a minha mãe que também se faz em feijoada.
Espero depois da Ceia de Natal por aqui algumas fotos do litão já no prato.
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Recordo vagamente de ver à venda estas pequenas tabletes de chocolate de leite "Reguilas" da Aliança (responsáveis, entre outras iguarias, pelo "Chogurte"). Sinceramente, nunca me seduzi por tabletes tão minúsculas - 10 gramas - sem recheio e com tão pouco para comer. O slogan tenta ser modernaço "um chocolate muito louco" mas as diferentes ilustrações do papel que embrulha cada chocolate fazem recordar os desenhos de alunos da primária.
Imagens Digitalizadas e Editadas por Enciclopédia de Cromos. Nota: Imagens substituidas em 2017 por novas digitalizações de melhor qualidade, retiradas da revista Mickey Nº 68, de 1986.
O "Chocolate Wrapper Museum" adianta ainda que "existiam muitas pequenas companhias de chocolate em Portugal como a Aliança, Celeste que fecharam em finais dos anos 80 e nos 90."
No fórum do Mistério Juvenilé possível encontrar um depoimento de um utilizador que recorda outros produtos fabricados pela Aliança: Zainy Crispy, Tofee Crispy, Bélinhas (as bolachas cobertas de chocolate, não as chapadas na testa), Shortcake...
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Cada vez mais parece que o mês de Novembro é uma antecâmara para tudo o que acontece no mês de Dezembro. Não fosse o dia de Todos Os Santos (actualmente desprovido do estatuto de feriado) e o São Martinho e dir-se-ia que Novembro era um mês desprovido de identidade própria em Portugal e que os últimos dois meses do ano era como que um mega-mês ininterrupto. Ainda sou do tempo em que só mesmo no início de Dezembro, quando muito nos últimos dias de Novembro, é que começava a overdose de anúncios natalícios da televisão e tudo o mais relacionado com a quadra. Hoje em dia, é certo em sabido que mal começa Novembro, já vamos ter esse bombardeamento.
Este ano, não é excepção, por entre os novos anúncios da Popota e outras prematuras promoções natalícias, temos os anúncios aos chocolates e bombons com que nós alegremente enchemos o bandulho todos os anos por esta quadra. No entanto, foi com alguma admiração que descobri que a chocolateira Ferrero comemora este ano os 25 anos em Portugal daquela que é a sua piéce-de-resistance: os bombons Ferrero Rocher.
Pois foi nos idos de 1990 que o Ferrero Rocher surgiu em Portugal (surgiu originalmente em Itália em 1982). A chocolateira italiana já tinha uns anos antes conquistado o mercado infantil com os ovos Kinder Surpresa e preparava-se para vencer no mercado adulto (que não é nada menos guloso que o infantil). Se não estou em erro, o Mon Chéri já cá andava por estas bandas um ou dois anos antes, mas embora também seja uma marca muito apreciada e cumpra funcionalidades semelhantes, nunca teve a unanimidade do Ferrero Rocher.
Assim que chegou a Portugal, o Ferrero Rocher venceu pela sua combinação magistral de simplicidade, elegância e gulodice. A saborosa bola composta por uma rugosa carapaça de chocolate e avelã e uma fina camada de wafer que esconde uma pasta de chocolate e praliné e uma avelã inteira. Tudo isto envolvido num chamativo papel prata de cor dourada com um pequeno autocolante com o logótipo e uma forma em papel castanho. (Gostava de saber se mais alguém além de mim também gosta volta e meia de comer a carapaça de modo a manter a camada seguinte de wafer mais ou menos intacta e só então comer o resto, ou de arrancar à dentada aquele restinho de cola que fica na forma castanho depois de descolarmos o papel dourado. Não devo ser o único, certo?)
Não tardou portanto a ser uma dos mais recorrentes presentes de Natal, fosse na semítica caixinha com apenas três bombons, fosse nas opulentas caixas maiores, nomeadamente aquela em forma de pirâmide. Até porque uma caixa de Ferrero Rocher, fosse qual fosse, era sempre uma boa solução para prendas de última hora ou para aquelas pessoas a quem não ligamos muito mas que não obstante às quais se quer obsequiar. Tal era o apelo à gula que os bombons inspiravam, que mesmo os receptores das prendas que punham aquele ar ofendido de "Que falta de imaginação! Vê-se mesmo que compraste isto à última da hora" ou "Vê-se logo que não queres saber pêva de mim!" não se chateavam por aí além pois o rancor ficava adoçado ao primeiro bombom degustado. E assim tem sido de há 25 anos para cá.
Para aumentar a mística, existe ainda a política da Ferrero em vários países, Portugal incluído, de só se vender Ferrero Rocher no Inverno, com a explicação de que o tempo mais quente afecta a qualidade do chocolate. Porém, em países como os Estados Unidos e o México, os bombons vendem-se durante todo o ano.
Mas claro está, outra imagem de marca são os anúncios televisivos protagonizados por um elegantíssima senhora de chapéu e vestido da cor do invólucro dos bombons e um motorista entradote e bonacheirão de nome Ambrósio. O primeiro deles, que creio que foi exibido pela primeira vez cá em 1992, com as duas personagens numa limusina, é tão mítico e duradouro que não há tuga que o saiba de trás para à frente os diálogos (com as vozes de Canto e Castro e Fernanda Figueiredo).
- Ambrósio, apetecia-me algo.
- Paramos para a senhora comer alguma coisa?
- Não. É que eu queria algo...bom.
- Compreendo, senhora.
- Apetecia-me Ferrero Rocher.
- Tomei a liberdade de pensar nisso, senhora.
(Abre-se uma portinhola na limusina de onde surge uma pirâmide de Ferrero Rocher).
- Oh, bravo, Ambrósio!
O anúncio teve algumas variantes como a da senhora a ter o seu retrato pintado ou no meio de um leilão. O próprio anúncio da limusina (sem dúvida o mais mítico anúncio a chocolates exibido em Portugal desde o lendário anúncio das Fantasias de Natal) teve algumas variações, como um acrescentar na voz da senhora: "Este Natal/Páscoa vou oferecer Ferrero Rocher a todos os meus amigos" ou "Lês sempre o meu pensamento."
E se na versão portuguesa, as mentes mais perversas conseguem apontar alguma marotice na conversa entre a madame e o chauffeur, a versão espanhola, se só se ouvir o audio, soa a um preâmbulo a um daqueles filmes dobrados em espanhol para o Canal Íntimo. E mesmo sabendo que a palavra "exquisito" quer dizer requintado em espanhol, tal vocábulo não deixa de soar...esquisito neste contexto.
A versão original dos anúncios é a italiana. No YouTube, existe um video que recompila todas as versões gravadas pelos actores, a senhora e o Ambrósio (aliás, Ambrogio), algumas inéditas por cá e que mostram que o Ambrósio/Ambrogio tinha pratadas de Ferrero Rocher nos mais diversos esconderijos prontos a satisfazer a gulodice da patroa.
Descobri entretanto que os actores dos anúncios são Lee Skelton, uma ex-modelo nascida em 1958 em New Jersey radicada há muitos anos em Itália, e Paul Williamson, um actor inglês nascido em 1929, que entrou em filmes como "O Turista Acidental" e "Emma" e em séries como "O Santo" e "A Minha Família".
Lee Skelton, a Madame do Ferrero Rocher na actualidade
Com ou sem Ambrósios na televisão, o certo é que Ferrero Rocher vai continuar a adoçar muitas quadras natalícias, em Portugal e não só.
Entretanto descobri o primeiro anúncio do Ferrero Rocher em Portugal:
NOTA: Em 2015, data original deste texto, as campanhas do Ferrero Rocher assinalavam 25 anos em Portugal (1990-2015), mas a julgar por este anúncio e outros indícios, o produtor terá chegado ao nosso país em 1989.