quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O Natal dos Hospitais (Parte 6)

por Paulo Neto




Já parece uma tradição quase igual à do próprio programa de falarmos aqui na Enciclopédia sobre o "Natal dos Hospitais". Mas ano após ano, o Youtube vai desenterrando vídeos das edições de antanho do "Natal dos Hospitais" e como tal, surgem novas memórias prontas a serem redescobertas. O nosso agradecimento aos canais de Rúben Lopes, Miguel Silva e Memórias em VHS.



Começamos em 1989 com a actuação dos GNR, todos eles vestidos de forma bem formal, sobretudo Rui Reininho de papillon e camisa de folhos. Nesse ano, o Grupo Novo Rock (que é o que quer dizer a sigla do grupo) lançara o álbum "A Valsa dos Detectives" que continha duas das minhas canções preferidas da banda: "Morte Ao Sol" e este "Impressão Digital".



Afinal eu não estava equivocado quando eu tinha memórias que uma das edições do "Natal dos Hospitais" não teve o habitual palco de auditório mas sim numa escadaria do hospital. Foi em 1992, creio que no Santa Maria, em que os cantores iam descendo um lance de escadas até ao palco improvisado. Foi o caso da malograda Cândida Branca-Flor que cantou "Ei Rosinha", uma adaptação de um tema tradicional de Cabo Verde.



Pergunta Rúben Lopes, uploadista destes  vídeos de 1992, quem era esta maria-rapaz que cantou este "Eu Sou Maria-Rapaz". Nos comentários, a resposta imediata: trata-se de Nani (não confundir o futebolista que na altura teria seis anos) que com esta canção ficou em quarto lugar no Festival da Canção desse ano. Tal como a canção vencedora desse ano, a letra era de Rosa Lobato de Faria, e se prestarem atenção à letra verão que ela encaixou algumas das frutas que não couberam em "Amor de Água Fresca". Nani lançaria um álbum pela editora Vidisco (que está no Spotify) mas pouco ou nada se sabe do paradeiro dela desde então.


Já que falamos do Festival da Canção, Anabela seria a vencedora do dito cujo no ano seguinte com o incontornável "A Cidade (Até Ser Dia)". Mas desde tenra idade que a cantora natural da Cova da Piedade já tinha dado provas do seu talento. Nesse de ano 1992, não só Anabela tinha editado um novo álbum "Encanto" do qual se incluía este "Histórias de Encantar" como fazia parte do elenco da telenovela "Cinzas" como uma jovem aspirante a fadista.



Pelos vistos, alguém chamou "Convencida" à jovem cantora Vanessa (não confundir com a cantora Vanessa Silva, que por vezes actua como Vanessa tout court). Tenho vagas memórias que Vanessa tinha então uma carreira como cantora infanto-juvenil e lembro-me que ela participou numa edição Festival dos Pequenos Cantores de Torres Novas que eu assisti. Imagino que ao fim destes anos, Vanessa hoje trabalhe algures numa repartição de finanças e só cante no chuveiro e para os filhos.



Lena D'Água editou nesse ano um álbum de temática infantil "Ou Isto Ou Aquilo" em que musicou poemas da poetisa brasileira Cecília Meirelles. É o caso deste "Todos Querem Ser Pastores" onde Lena surgiu acompanhada por um grupo de crianças.



Antigamente, o "Natal dos Hospitais" começava com um périplo pelos Açores, pela Madeira e pelo Porto até ao main show na capital. Hoje em dia, o espectáculo principal desdobra-se por Lisboa e Porto com algumas ligações às Ilhas de premeio. Em 1996, na ligação aos Açores, assistiu-se a uma actuação do núcleo de ginástica do clube micaelense Corpore Ginásio ao som de "Celebrate The Love" dos Zhivago.



De 1994, vindos de Portimão, temos o trio Super Kids com o "Super Puto". O rapaz do grupo era Sérgio Nunes que anos mais tarde daria nas vistas ao vencer uma das finais do concurso de talentos do "Big Show SIC" com o fado "A Lenda Da Fonte" (à semelhança de outro jovem fadista, João Pedro, na final nacional do "Bravo Bravíssimo"). A partir daí, Sérgio Nunes iniciou uma carreira como um dos mais jovens talentos do fado mas tragicamente, viria a falecer em 2001 aos 18 anos num acidente de viação.



De volta a 1996, com os Quinta Do Bill e um dos hits do álbum "No Trilho do Sul", "Se Te Amo".



E de seguida, o mítico colectivo all-star que se reuniu para gravar "Mãe Querida": Ágata, Armando Gama, Luís Filipe Reis, Romana, Tony Carreira, Tozé Morais e Valentina Torres.

Para terminar, de regresso aos anos 80, duas figuras imortais: Fernando Pessa e Amália Rodrigues. (E um cameo da "senhora de Cavaco Silva")



   

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