sábado, 15 de agosto de 2015

Anúncios da Prevenção Rodoviária Portuguesa - Parte 2 (1989)

por Paulo Neto




No ano passado, já falei aqui de alguns anúncios da Prevenção Rodoviária Portuguesa que pretendiam reduzir os dramáticos números de sinistralidade rodoviária do nosso país nos anos 80. Recentemente, o canal do YouTube Lusitania TV, esse grande arqueólogo de valiosos artefactos televisivos portugueses, sobretudo aqueles referentes a publicidade, colocou online três anúncios da PRP do ano de 1989 sob a máxima "Vamos & Vivos". Eu recordo-me bem dos dois primeiros mas não me lembro do terceiro, que é um pouco estranho pois tem tudo para assustar o puto medricas que eu era e normalmente costumo recordar-me de tudo o que me metia medo na televisão.


O primeiro anúncio destinava-se aos ciclistas e advertia para uma nova legislação que obrigava a que os velocípedes sem motor, vulgo bicicletas, a incluir diversos apetrechos reflectores, nomeadamente na rectaguarda, nos pedais e nas rodas (que podiam ser três reflectores de forma circular e ou dois em forma de coroa circular). E de facto, a partir deste anúncio, comecei a reparar mais nas bicicletas com que eu ia-me deparando para ver se tinham os reflectores nas rodas. Esta campanha gerou mais um célebre slogan: "Quem me avista, meu amigo é".



Esse também era o slogan aplicado ao segundo anúncio, em animação. É certo que não era tão famoso como o do anúncio animado do Pepito equilibrista, mas também me recordo dele. Num cenário nocturno, dois motociclistas andam pela estrada: um deles traz tantas luzes e reflectores que é visível mesmo a quilómetros de distância; o outro não traz outra luz senão a de um farol quase a dar o berro que até lhe cai pelo caminho e é vigiado por um conjunto de sinistros olhos que emitem uns ainda mais sinistros ruídos agudos. Mal este incauto motociclista acaba de prender de novo o farol moribundo à moto e está prestes a arrancar de novo, surge um camião que não o avistou e o infeliz acaba espalhado no chão sob as gargalhadas das sinistras criaturas que o seguiam.    



Por fim, este terceiro anúncio alertava para os perigos do vandalismo de sinais de trânsito. Um grupo de jovens passeia alegremente na rua e decidem passar uma lata de tinta de graffiti sobre um sinal de sentido proibido. Mais tarde, em plena noite, devido a esse gesto, ocorre uma violenta colisão entre dois carros, sendo possível ver uma figura feminina de balandrau negro, a representar a Ceifeira. E em voz-off e escrito no ecrã surge a frase: "Não faças dos sinais a morte".

Espero que no futuro este ou outros canais do YouTube tragam de novo à luz  dois anúncios da PRP que me recordo muito bem: o do célebre bordão "Comigo o miúdo vai sempre atrás" e um em que uma mulher paga caro pela sua vaidade de se olhar ao espelho e não ter posto o cinto de segurança, que terminava com o slogan "Há um cinto que o prende à vida".  

ACTUALIZAÇÃO: O segundo anúncio que eu falo neste último parágrafo já está no You Tube


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